Mal-amadas
Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008
“A influência e a adaptação das multinacionais é notável na economia, na sociedade e na cultura continua em alta. As empresas multinacionais percebem maiores riscos quando um governo de direita tende a dar lugar a um governo de esquerda. Daí reduzem seus investimentos. O inverso também se mostrou verdade: a percepção de riscos diminui e os investimentos crescem quando um governo de esquerda tende a dar lugar a um governo de direita.”
*Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Carta Capital
Por: Thomaz Wood Jr.
A empresa multinacional é uma invenção do século XX, que entrou firme e forte no século XXI. Derrubado o muro e abatidos outros ícones, as múltis avançaram céleres sobre velhos e novos cenários. Sua capacidade de adaptação é notável e a influência na economia, na sociedade e na cultura continua em alta. Apetite para crescer e disponibilidade de capital seguem alimentando fusões e aquisições. Nada no horizonte revela sinais de fraqueza ou de declínio.
Naturalmente, tanto alcance e poder não escapam das consciências mais críticas. O documentário A Corporação, dirigido por Jennifer Abbott e Mark Achbar, lançado em 2003, é um bom exemplo: seu olhar crítico fê-lo transformar-se em peça didática de cursos de Administração de Empresas. O filme descreve, em tom irônico e didático, a gênese e a evolução da grande empresa. O argumento central é que o mau comportamento corporativo – o descaso com o meio ambiente, a exploração de mão-de-obra barata em países pobres, a manipulação do consumidor e práticas ilegais de negócios – não se deve apenas a executivos destrambelhados ou algumas “maçãs podres”. Os desvios, sugerem os autores, vêm de uma personalidade doentia.
A linha narrativa é pontuada pela comparação entre os comportamentos exibidos pelo “personagem principal” e os sintomas associados a um indivíduo psicopata: impermeabilidade em relação aos sentimentos alheios, incapacidade de manter relações duradouras, desinteresse pela segurança dos outros, tendência para mentir ou ocultar a verdade, incapacidade de experimentar sentimentos de culpa e inépcia para se conformar a normas sociais. Cosem a tese Noam Chomsky, Naomi Klein e Michael Moore e outras personalidades conhecidas. O filme tem méritos, mas não pretende ser equilibrado ou neutro. Seu objetivo é registrar o lado escuro da vida corporativa. Leia o resto do artigo »
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crescimento das reservas internacionais, financiamos investimentos públicos e gestou-se o chamado “milagre dos anos 70″. Desconhecemos os sinais de crise financeira internacional. A ditadura falou do Brasil como uma “ilha de prosperidade”.