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Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Política Brasileira':

“Lula corre risco muito grande de déficit externo”

Postado em 16 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Segundo o economista Luiz Gonzaga Belluzo, um dos principais conselheiros econômicos do presidente Lula, a valorização do câmbio reflete um equívoco intertemporal da política monetária, quando ocorreu à melhoria do cenário externo o Brasil deveria ter baixado ainda mais os juros para impedir a valorização do câmbio.

Para Belluzo a elevação do superávit amenizaria a alta das taxas dos juros, impedindo que a inflação saia do controle. Mostra-se de acordo com a elevação dos gastos públicos sugerido por Armínio Fraga, se o PIB cresce a 5% ao ano, o gasto público cresceria até 2%, 2,5%.

Além da questão inflacionária interna a entrevista também aborda questões pertinentes a crise dos EUA, ao papel desempenhado pela Europa, China e Índia; questiona a política adotada pelo Banco Central e as demais instituições financeiras.

Por: Luciana Sergeiro

Publicado em: Folha de S. Paulo

Por: KENNEDY ALENCAR

Entrevista da 2ª / Luiz Gonzaga Belluzzo

Economista quer frear crédito e diz que erro do BC eleva custo de combate à inflação

O PAULISTANO Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, 65, um casal de filhos, “duas ex-mulheres ótimas”, é um dos principais conselheiros econômicos informais do presidente Lula. Classifica-se ideologicamente como “keynesiano socialista reformista”. Nesta entrevista, esse bem-humorado palmeirense revela as sugestões que dá ao corintiano Lula. Fala da crise internacional e defende ação do governo em negócios privados. 

FOLHA – O maior problema da nossa economia é a inflação ou o câmbio valorizado?

LUIZ GONZAGA DE MELLO BELLUZZO – Os dois. A valorização do câmbio reflete um equívoco intertemporal, palavra feia, da política monetária. Quando ocorreu a grande melhoria do cenário externo, o Brasil deveria ter baixado os juros mais do que baixou para impedir que o câmbio se valorizasse tanto. Hoje, é um problema pensar numa desvalorização cambial porque estamos no meio de um choque de commodities.

FOLHA – Agora estamos elevando uma taxa de juros real, a mais alta do planeta, por causa da inflação.

BELLUZZO – Exatamente. Estamos nessa situação porque o passado importa, ao contrário do que dizem os economistas. Há países em situação pior por conta da maior vulnerabilidade ao choque de commodities.

Não podemos separar os fatores internos e externos. É claro que há um choque externo que pega a economia num momento de grande aceleração da demanda, e isso tem efeitos para contaminar o resto dos preços. É só olhar o núcleo da inflação. A inflação cheia está se acelerando, mas o núcleo também está.

FOLHA – O que é o núcleo?
BELLUZZO – Excluem-se os preços mais voláteis, como energia e alimentos. Com a demanda acelerada, a inflação começa a se espalhar pelo sistema de preços como um todo. Leia o resto do artigo »

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“Desenvolvimento sustentável é abstração”

Postado em 16 dEurope/London junho dEurope/London 2008

 Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, edição de domingo (15/06/2008), o Ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos do Brasil Mangabeira Unger confessou que se sente feliz, que graças ao convite do Presidente Lula para assumir uma pasta ministerial devotada a projetos de longo prazo, conseguiu finalmente espaço institucional para defender suas idéias, as quais batalha há décadas. Idéias de um novo modelo de desenvolvimento para o Brasil abandonando a idéia da construção de uma Suécia Tropical.

Segundo Unger o seu maior desafio é a coordenação do Plano Amazônia Sustentável, PAS, que teria despertado a mágoa derradeira de Marina Silva, levando a abandonar o Ministério do Meio Ambiente. A grande convergência nacional sobre a Amazônia ainda se vale de uma abstração. Em diferentes lugares tenho dito o seguinte: a Amazônia não é só a maior coleção de árvores do mundo, é também um grupo de pessoas. Sem alternativas econômicas, essas pessoas serão impelidas, inexoravelmente, a atividades que resultarão na devastação da floresta.

O Ministro procurou formular estratégias de longo prazo pensando em ações concretas, tangíveis, como se fossem as primeiras prestações do futuro Identificando cinco áreas: oportunidade econômica, oportunidade educativa, qualidade da gestão pública, defesa e Amazônia. Nesta área, imaginei outros sete conjuntos de iniciativas. Estou convencido de que é a partir da Amazônia que se pode pensar o futuro do país.

Unger crê na vitalidade brasileira e aposta na posição de destaque que o Brasil terá no mundo. A entrevista a seguir detalha claramente o plano de longo prazo do ministro.

Por: Luciana Sergeiro

Publicado em: O Estado de S. Paulo

Por: Laura Greenhalgh

Ambientalistas radicais se acautelem: o ministro quer desfolhar a tese de que a Amazônia seja preservada como santuário de árvores, rios, bichos e humanos sem perspectivas

Quem entra no gabinete do ministro de Assuntos Estratégicos, o filósofo e jurista Roberto Mangabeira Unger, depara-se com a solene reprodução de um retrato de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, emoldurada em dourado e pendurada no salão de despachos em estilo clean. Não se trata de idolatria confessa, mas de um daqueles presentes de grego com que parlamentares costumam brindar ministros recém-empossados. Respeitável conhecedor de história do Brasil, o ministro explica com o sotaque americanizado que a infância vivida nos Estados Unidos colou indelevelmente na sua biografia: “Não faça comparações. Este aí teve poderes quase ditatoriais no Império. Eu não tenho poder algum”.

O futuro dirá. Neto de um célebre político baiano, o governador Octávio Mangabeira, professor titular de Direito em Harvard e considerado brilhante pensador do mundo jurídico americano, Mangabeira Unger, 61 anos, confessou algo pessoal nesta entrevista ao Aliás: sente-se feliz. Graças ao convite do presidente Lula, feito em outubro do ano passado, para assumir uma pasta ministerial devotada a projetos de longo prazo, conseguiu finalmente espaço institucional (e meios) para defender idéias pelas quais batalha há décadas. Como a de que o Brasil precisa criar um novo modelo de desenvolvimento, jogando fora o formulário de soluções importadas e desistindo da idéia de ser uma “Suécia tropical”. A felicidade é tanta que o ministro parece uma parabólica, antenando todos os setores da vida nacional. Fala de meio ambiente, educação, política, trabalho, agricultura. Com idéias para tudo, mais parece um organizador-geral da Nação. Sobre aquele que já foi alvo de suas críticas mais ácidas, faz outra revelação: “Ousaria dizer que o presidente tem tido tolerância crescente comigo…” E desata a rir. Também aprecia o senso de humor de Lula.

Mangabeira Unger filosofa alto, mas traduz idéias quase ao rés do didatismo. Sabe que corre contra o relógio – tanto pelo que resta do segundo mandato de Lula quanto pelo fato de tocar um ministério que pisa em campos minados. Seu maior desafio, hoje, é a coordenação do Plano Amazônia Sustentável, o PAS, que teria despertado a mágoa derradeira de Marina Silva, levando-a a abandonar o Ministério do Meio Ambiente há um mês. “Não tinha sentido o PAS ficar num ministério setorial, como o de Marina. Mas sempre nos demos tão bem, por que ela decidiu sair?”, indaga um inconformado Mangabeira Unger, bem menos enfático em relação ao sucessor da ministra, Carlos Minc. “Eu o conheci agora, estamos conversando.”

Seu pensamento gira em torno de um feixe de convicções, entre elas, a de que é preciso crer na vitalidade brasileira – “isso é revolucionário”, sublinha – e apostar na posição de destaque que o Brasil terá no mundo. Chega a dizer que o País será, fatalmente, o parceiro preferencial dos Estados Unidos. De política americana, entende um bocado, embora se mantenha discreto ao falar da campanha eleitoral em curso. Sabe-se que Barak Obama foi seu aluno em Harvard, “um aluno talentoso, com qualidades morais e intelectuais”, e que a amizade perdura. Mas o ministro, que não se diz político, herdou a esperteza do avô: “McCain também tem biografia respeitável”. Não é hora de declarar favoritismos.

Quando esta entrevista chegar aos leitores, o senhor estará em viagem de trabalho pela Amazônia, em pleno fim de semana. Sinal de que o PAS decolou?

O PAS não é planilha. É um conjunto de diretrizes e compromissos, cuja implementação está sendo feita. Já perdemos muito tempo com essa guerra entre desenvolvimentistas e ambientalistas. Uma falsa guerra, aliás. Pela primeira vez a Amazônia ocupa o centro da atenção nacional. Porque o Brasil está descobrindo, até intuitivamente, que esta não é uma causa regional. A Amazônia é a nossa grande fronteira, não só em termos geográficos, mas imaginários. São poucos os brasileiros que ainda se batem pela idéia de que a região tem de ser um santuário vazio de gente e ação econômica. Como também poucos aceitam a idéia de que o preço do desenvolvimento inclui todas as formas de produção, até as predatórias. A grande maioria dos brasileiros rejeita as duas posições, insistindo na tese do desenvolvimento sustentado. O problema é que esta tese é uma abstração. Leia o resto do artigo »

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Gastança, endividamento e calote

Postado em 15 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Foi publicado no jornal O Estado de S. Paulo do dia 13/06/2008 um artigo referente aos gastos públicos, referentes tanto a União quanto aos Estados e Municípios. O artigo aponta três fatos que merecem reflexão, a fartura fiscal que permite sustentar vigorosa expansão de dispêndio, a disputa de governadores e prefeitos por mudanças na legislação de controle fiscal e, a possibilidade de calote da maior parte das dividas dos Estados e municípios. Esses fatos merecem uma análise conjunta, mesmo parecendo independentes.

Governadores e prefeitos têm alegremente defendido a mudança na legislação como uma forma de “fazer a fila andar”. o que a mudança de fato permitiria seria o calote nos precatórios de maior valor, que ficariam para as calendas, e o uso dos leilões de calote para pagar o mínimo possível do que é devido a credores desesperados de precatórios de qualquer valor.

O difícil é acreditar que tal projeto esteja avançando no Congresso exatamente no ano que o governo comemora a obtenção do grau de investimento, que de acordo com Lula, seria o reconhecimento de que o Brasil é um país sério.

Por: Luciana Sergeiro

Publicado em: O Estado de S. Paulo

Por: Rogério L. Furquim Werneck

No acompanhamento da política fiscal, é natural que a atenção se concentre nas contas públicas federais. Mas é sempre prudente manter um olho nas finanças da União e outro nas contas dos Estados e municípios. Na análise do que vem ocorrendo nos níveis subnacionais da Federação, três fatos merecem reflexão. Tal como a União, os Estados e os municípios vêm vivendo clima de inequívoca fartura fiscal, que lhes tem permitido sustentar vigorosa expansão de dispêndio. Apesar disso, governadores e prefeitos continuam se batendo por mudanças na legislação de controle fiscal. A idéia é viabilizar novo ciclo de endividamento dos Estados e municípios, que lhes possibilite expansão ainda mais rápida de dispêndio. Mas o esforço de ampliação da folga fiscal dos governos subnacionais não se limita a isso. Avança ainda em outra frente. Tramita no Congresso, tangido por azeitado lobby de governadores e prefeitos, projeto de emenda constitucional que, se aprovado, dará aos Estados e municípios a possibilidade de oficializar o calote da maior parte de suas dívidas judiciais. São fatos que parecem independentes, mas que devem ser analisados em conjunto.

A expansão do dispêndio dos Estados e municípios, nutrida pelo rápido crescimento de sua receita própria e das transferências de tributos federais, tem sido bem documentada na mídia. Também vêm sendo acompanhadas de perto as pressões dos governos subnacionais em favor do relaxamento das restrições que ainda os impedem de deslanchar novo ciclo de endividamento. Já a movimentação dos governadores e prefeitos em torno da institucionalização do calote dos precatórios vem recebendo menos atenção do que merece. Leia o resto do artigo »

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A Carta do Ibre

Postado em 14 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Luis Nassif

Fonte: Projeto Brasil

O Guilherme de Barros, que faz uma das melhores colunas de notas econômicas da imprensa, é o último baluarte da Carta do Ibre – uma publicação que tornou-se completamente irrelevante (clique aqui).

Depois da enorme ideologização da PUC-Rio, a FGV-RIo (de onde sai a carta do IBRE) poderia ter se tornado uma referência de pensamento ortodoxo sem os fogos de artifício do ideologismo fácil. Mas não conseguiu e a Carta do Ibre é o sinal mais explícito da perda de dinamismo intelectual da instituição.

De alguns anos para cá, limita-se a ser um apanhado de mesmices publicadas na mídia, e revestidas por uma embalagem ideológica.

A última carta – cujo conteúdo foi “antecipado” ao Guilherme para garantir destaque – propõe que o Banco Central pare de acumular reservas e deixe o dólar cair onde for preciso, pois ajuda a segurar a inflação.

Depois, ampliar a poupança pública e reduzir o consumo das famílias para diminuir o déficit em transações correntes.

Esta é a Carta do Ibre. Joga um conjunto de elementos, não avalia a questão do ritmo e se vale do “supondo que” para fechar as equações que o mundo real teima em manter abertas.

Os da PUC-Rio pelo menos sofisticam mais suas formulações e, em meio ao festival ideológico, ainda produzem enfoques diversificados sobre o mesmo tema.

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Petrobrás anuncia nova reserva no pré-sal

Postado em 13 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Ministro do Trabalho antecipou ontem em Genebra a divulgação da informação de mais uma grande descoberta de petróleo na chamada “camada de pré-sal”, na Bacia de Santos. Garantindo que o volume das descobertas é bem maior que os já divulgados.

A Petrobrás confirmou em comunicado formal que a descoberta é também de óleo leve (maior valor comercial) e está na área Guará, ao lado de Carioca. Fontes revelam que a descoberta seria ainda maior do que o de Tupi. Porém a Petrobrás não informa volumes da área.

As declarações do ministro Lupi em um seminário provocaram protestos e até acusações. Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não perdeu a oportunidade de dizer que o Brasil poderia até fazer parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Por: Luciana Sergeiro

Publicado em: O Estado de S. Paulo

Por: Jamil Chade

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, antecipou ontem o anúncio de mais uma grande descoberta de petróleo na chamada “camada de pré-sal”, em águas ultraprofundas da Bacia de Santos. Ele garante que o volume das descobertas é “bem maior” que os já divulgados. Segundo o ministro, as reservas de petróleo do Brasil são maiores do que a Petrobrás e o governo revelaram até agora.

“Todos ficarão surpresos”, disse Lupi, ontem, em Genebra, após participar de reuniões na ONU. “Vocês (jornalistas) ficarão sabendo nas próximas semanas. Mas isso é tema do Ministério de Minas e Energia, e eu não posso falar mais nada.”

Depois da inconfidência do ministro, a Petrobrás divulgou, na noite de ontem, nota antecipando o comunicado formal. A estatal confirmou que a descoberta é também de óleo leve (de maior valor comercial) e está na área denominada informalmente de Guará, ao lado do bloco de Carioca, que teve descoberta de pré-sal anunciada em setembro de 2007. Leia o resto do artigo »

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A SEMANA A LIMPO

Postado em 13 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Léo Nunes – Paris

 

 

Brasil

 

O governo articula a criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde). A medida serviria para cobrir o rombo deixado pela extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). A contribuição seria totalmente destina a pasta da Saúde, teria uma alíquota menor (0,1%) e incidiria a partir de um piso determinado. A oposição já avisou que criará problemas ao Planalto, mas o governo aposta numa rápida aprovação no plenário do Senado Federal.

 

Economia

 

Mais um balde de água fria no setor produtivo. A ata do Comitê de Política Monetária indicou um possível aumento da taxa Selic na sua próxima reunião. Segundo analistas do mercado, a taxa básica de juros da economia brasileira deve fechar o ano em 14%. A autoridade monetária insiste em tratar choque de preços internacionais com o amargo remédio das taxas de juros. Tal solução é inócua, como ressaltou o prêmio Nobel Joseph Stgiltz, em artigo ao jornal o Globo (clique aqui para ler mais).

 

Internacional

 

A Irlanda deve dizer “Não” ao Tratado de Lisboa, que referendaria a participação da Irlanda na União Européia. Caso este resultado se confirme, ficarão claras as fragilidades e mesmo as condições anti-populares nas quais a União Européia está se firmando.

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa, escreve neste espaço às segundas, quartas e sextas-feiras.  Meus Artigos

 

 

Clique aqui para ler nosso manifesto.

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A inflação é maior para os pobres

Postado em 12 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Diferentes indicadores da inflação brasileira registraram fortes elevações em maio. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) fechou o mês com alta de 1,61, contra 0,69% em abril, acumulando 4,74% no ano e 11,53% nos últimos 12 meses. Já o ICV-Dieese ficou em 0,87%, mais que dobrando em relação ao mês anterior, quando o custo de vida subiu em média 0,42%. Os índices gerais, todavia, fornecem um retrato apenas parcial da realidade.

Quando se analisa mais detidamente o comportamento dos preços, verifica-se que existem na realidade não uma única, mas várias inflações, sendo que os índices se diferenciam de acordo com as faixas de renda das famílias. O pior é que a inflação atual, impulsionada pelos preços dos alimentos, é significativamente maior para os pobres e mantém uma proporção inversa à renda. Há muito os economistas já descobriram que a inflação funciona como um mecanismo sutil de redistribuição da renda disponível. Neste caso, ela é particularmente perversa para as famílias de menor renda.

A classe trabalhadora e o movimento sindical terão de redobrar a mobilização e intensificar as lutas para evitar um retrocesso e preservar os modestos ganhos obtidos ao longo dos últimos anos. Além disto, a inflação fortaleceu o setor conservador do governo Lula, estimulando o recrudescimento da política macroeconômica de viés neoliberal, o que demanda novas batalhas por mudanças na orientação vigente em relação aos juros, gastos públicos, câmbio, remessas de lucros para o exterior e tratamento em relação ao capital estrangeiro, sobretudo os investimentos especulativos de curto prazo. 

Por: Luciana Sergeiro – Editora

Publicado em: Portal Vermelho

Por Umberto Martins*

Quando se analisa mais detidamente o comportamento dos preços, verifica-se que existem na realidade não uma única, mas várias inflações, sendo que os índices se diferenciam de acordo com as faixas de renda das famílias. Se, por exemplo, o cidadão não tem renda para comprar um automóvel, no seu ponto de vista um eventual aumento dos preços praticados pelo oligopólio da indústria automobilística não significará “inflação”.

Alimentos em alta

O pior é que a inflação atual, impulsionada pelos preços dos alimentos, é significativamente maior para os pobres e mantém uma proporção inversa à renda, ou seja, quanto mais pobre o cidadão maior o estrago provocado pela inflação. É o que nos mostra a “nota à imprensa” sobre a inflação dos alimentos divulgada recentemente pelo Dieese.

Enquanto o Índice do Custo de Vida (ICV) marcou 0,87%, ponderando todas as despesas que compõem o orçamento familiar (vestuário, transporte, educação, saúde e outros), o preço dos alimentos, em especial, saltou 2,4% em maio. Nos últimos 12 meses o índice geral chegou a 4,95%, porém os alimentos subiram 14,17%. Leia o resto do artigo »

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Ministério Público quer pena maior para Valério

Postado em 11 dEurope/London junho dEurope/London 2008

O empresário Marcos Valério Fernandes foi acusado por fraude na emissão de notas fiscais pela empresa de prestação de serviços, ele exercia na época o cargo de diretor administrativo e financeiro da SMPB.  Valério foi condenado por um ano de prisão em regime aberto, mas a pena foi substituída por multa e prestação de serviço comunitário durante dois anos.

O crime foi comprovado por meio das cópias de documentos fiscais presentes no processo e também pelo depoimento de testemunhas. A Promotoria de Defesa da Ordem Econômica e Tributária do Ministério Público Estadual (MPE) pediu o aumento da pena e a promotora Najla Naira Farah pediu a suspensão dos direitos políticos de Valério.

Por  Katia Alves

Publicado originalmente na Tribuna da Imprensa

A Promotoria de Defesa da Ordem Econômica e Tributária do Ministério Público Estadual (MPE) apelou solicitando o aumento da pena determinada para o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza por crime de falsidade ideológica. Na sentença em primeira instância do juiz Walter Luiz de Melo, da 4ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Valério foi condenado a um ano de prisão em regime aberto, mas a pena foi substituída por multa e prestação de serviço comunitário durante dois anos.

Além do pedido de aumento de pena, a promotora Najla Naira Farah pediu a suspensão dos direitos políticos de Valério. O recurso foi protocolado segunda-feira na 4ª Vara. A defesa do empresário, réu no processo do mensalão, também já entrou com recurso contra a decisão. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) divulgou nota ontem afirmando que a SMPB Comunicação foi acusada formalmente de comprar e não de emitir notas fiscais falsas da empresa Wlhad Prestação de Serviços, conforme havia informado anteriormente.

O TJ-MG ressaltou no comunicado que o empresário foi denunciado e condenado pelo crime de falsidade ideológica, acusado de ser um dos “mentores” da fraude, independentemente da empresa que emitiu as notas falsas. Leia o resto do artigo »

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