Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2009
O colapso do sistema financeiro não é a causa, mas sim a manifestação de um impasse na economia mundial. É desta forma, em oposição às linhas de interpretação hegemônicas, que István Mészáros analisa o atual período histórico em sua nova obra, A crise estrutural do capital. No livro, o filósofo desmonta uma série de ilusões associadas aos acontecimentos recentes e afirma que as raízes da crise, na verdade, encontram-se no atual estágio de desenvolvimento do capitalismo.
Crise dos subprime, crise especulativa, crise bancária, crise financeira – os nomes são muitos para a imensa expansão da aventura especulativa, que abalou o capital financeiro e, naturalmente os ramos produtivos das economias. Em resposta, governos e instituições globais jogam trilhões de dólares no sistema, ao passo que os indicadores econômicos seguem sinalizando o aprofundamento da deterioração na chamada ‘economia real’. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Instituto Ethos
Por João Meirelles Filho*
A maior atividade ilegal da Amazônia é a pecuária bovina extensiva. Não é o tráfico de drogas ilícitas, a biogrilagem, a extração ilegal de madeira ou o garimpo.
Estes movimentam pouco dinheiro e pouca gente se comparados à pecuária. É crime contra os habitantes da Amazônia, pois mais da metade da carne consumida na própria região é abatida, transportada e vendida de forma clandestina, sem condições de higiene, burlando o fisco e a todos nós.
É crime de lesa-humanidade, ao ser o principal fator de emissão de gases que contribuem para as mudanças climáticas globais – carbono e metano, principalmente. Isto envergonha o Brasil perante o mundo, pois o mostra como um país incompetente.
Enquanto as outras nações se preocupam com o clima, o Brasil faz da Amazônia uma grande e desavergonhada fogueira. Em 30 anos, nós, os brasileiros, desmatamos 70 milhões de hectares na Amazônia, uma área maior que Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Agência Fapesp
Por Thiago Romero
Agência FAPESP – O Brasil, maior produtor mundial de cana-de-açúcar, produziu e processou cerca de 496 milhões de toneladas na safra de 2007/2008, para 350 usinas em todo o país. A produção mundial está próxima de 1,6 bilhão de toneladas e se concentra principalmente nas regiões tropicais, especialmente nas nações em desenvolvimento da América Latina, África e sul e sudoeste da Ásia, em um total de aproximadamente cem países produtores.
Os números por si só justificam a realização no Brasil da segunda edição de um dos principais encontros sobre o etanol em todo o mundo, o Ethanol Summit, concebido para ser um palco de discussões aprofundadas e de alto nível sobre o biocombustível, reunindo empresários, representantes de governo, produtores e pesquisadores de várias partes do mundo. O encontro teve início nesta segunda-feira (1/6), em São Paulo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London junho dEurope/London 2009
“Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade. Acho isso preocupante, pois me soa como ecos de um monoteísmo judaico-cristão, uma infiltração religiosa, mesmo que sutil e metafórica, nas ciências. Melhor é defender a matemática e a beleza como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela”.
Fonte: Jornal da Ciência
Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro “Harmonia do Mundo”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Yvonne Maggie elogia decisão do TJ do Rio, critica cotas raciais e defende investimentos na educação básica
José Meirelles Passos escreve para “O Globo” (31/05/09):
Fervorosa ativista contra o sistema de cotas raciais para o ingresso nas universidades, a antropóloga Yvonne Maggie, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, comemorou a recente suspensão, pelo Tribunal de Justiça, da lei estadual que estipulava a reserva de vagas em universidades estaduais, como um primeiro passo para a revogação de leis raciais.
A seu ver, elas servem apenas para dividir os brasileiros que, no geral, diz, rejeitam o racismo. Segundo ela, o sistema de cotas é fruto de pressão internacional alimentada por milhões de dólares da Fundação Ford: – Essa pressão talvez tivesse caído no vazio se não houvesse dinheiro americano nessa história.
- O sistema de cotas é apresentado como forma de criar oportunidades iguais para todos. A senhora discorda. Por quê?
Porque ele faz parte de leis raciais que querem implantar no Brasil. E elas são inconstitucionais. A Constituição Federal proíbe criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. A do Estado do Rio também. Estou defendendo o estatuto jurídico da nação brasileira, com base no fato de que raça não pode ser critério de distribuição de justiça. Raça é uma invenção dos racistas para dominar mais e melhor. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
Com a concordata requerida, a General Motors não desaparecerá. O modelo de concordata americano, assemelha-se no nosso recém-criado recuperação judicial – inspirado no Capítulo 11 da legislação americana sobre falências e concordatas.
Primeiro, a empresa declara sua incapacidade de quitar suas dívidas. Comprova comparando seu faturamento com seu passivo. Depois, tem 60 dias para apresentar um plano de negociação das dívidas.
No caso da GM, será impossível equacionar a dívida sem redução do total devido e sem aporte de capital novo. É aí que entra o governo norte-americano.Para poder ajudar a companhia, o governo de Barack Obama exigiu um plano que mostrasse sua viabilidade. A GM não conseguiu se acertar com os credores e trabalhadores. Entrou, então, com o pedido de proteção judicial – para evitar a liquidação, caso em que seria fechada e seus bens leiloados para atender aos credores.
Agora, a administração federal colocará cerca de US$ 50 bilhões na companhia – US$ 20 bilhões dos quais já liberado. Ficará com 60% do capital. O governo do Canadá entrará com US$ 95 bilhões e ficará com mais 12,5%. O sindicato UAW com 17,5%. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London junho dEurope/London 2009
A despeito de alguns brotos primaveris exagerados e celebrados com um insensato otimismo digno do maior respeito, deveríamos nos preparar para outro inverno sombrio na economia global. Chegou a hora do plano B para reestruturar a banca. E de outra dose de remédios keynesianos. Pode ser que o fundo do poço esteja próximo e talvez seja alcançado no fim do ano. Mas isso não significa que a economia global se encontre em condições de se recuperar de maneira robusta no curto prazo. A análise é de Joseph Stiglitz.
Leia mais em Carta Maior…
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Postado em 1 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Mauro Santayana
Fonte: JB Política
A crise comprovou que os bancos centrais, ao atuar sem o controle do Estado, servem ao interesse dos banqueiros. É com os banqueiros – e não com a sociedade – que “interagem”, para lembrar um ex-presidente do nosso Banco Central. Interagem, como interagiram os dirigentes do Banco Central e o banqueiro privado Salvatore Cacciola, com uma operação de salvamento que custou bilhões de reais ao contribuinte brasileiro.
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, reclamou do atraso na criação dos mecanismos de controle da atividade bancária no continente. Barroso, que é político conservador, propõe que o Banco Central Europeu e os 27 bancos centrais dos países membros da União imponham padrões éticos ao sistema financeiro para evitar novas crises. A atual, mais do que as anteriores, foi provocada pela falta de regulamentação do sistema financeiro internacional, com o emaranhado de empresas fantasmas, oligopólios e paraísos fiscais. Nessa balbúrdia foi possível o retorno, em nível planetário do velho Esquema Ponzi – corrente na qual os aplicadores antigos são pagos com dinheiro dos novos. Só Bernard Madoff, venerado nos meios financeiros como gênio, causou o “rombo” de 65 bilhões de dólares aos investidores. Não se pode dizer que os perdedores fossem inocentes. Eles também buscavam rendimentos altos, sem examinar a lisura do negócio. Do esquema se beneficiaram grandes bancos internacionais. Só o Santander, a fim de evitar problemas maiores, irá pagar ao liquidante oficial da instituição de Madoff 235 milhões de dólares, o que significa que ganhou bem mais do que isso, ao negociar os títulos podres. Leia o resto do artigo »
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