Postado em 28 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Fonte: Folha de S. Paulo
Por CESAR BENJAMIN
Economistas que não sabem a diferença entre campos de petróleo e plantação de chuchu deveriam parar de tagarelar.
A DESCOBERTA dos campos do pré-sal abre uma oportunidade única para o Brasil. Não podemos errar, como vários países já o fizeram em situações semelhantes.
É compreensível que o governo prepare internamente a sua proposta. Porém, uma vez formulada, ela deve submeter-se a um debate público exaustivo. A simples tramitação de um projeto de lei ou uma medida provisória no Congresso não será suficiente para conferir legitimidade a decisões que terão tamanha influência sobre o nosso futuro. O ano de 2010 se aproxima. O financiamento de campanhas eleitorais, como se sabe, é decisivo na formação das convicções de grande número de parlamentares.
A duração desse debate deve subordinar-se ao tempo que a sociedade brasileira necessita para definir com clareza o seu próprio caminho, de forma democrática e tecnicamente consistente, ouvindo todos os atores legítimos, sem pressões espúrias, seja de empresas, seja de grandes consumidores do exterior. Leia o resto do artigo »
Postado em Política Econômica | 1 Comentário »
Postado em 27 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Governo se opõe a discurso da oposição e deve conceder liberdade vigiada em campos, por meio da nova empresa do setor
Apesar do receio de que Petrobras vire um “Estado dentro do Estado”, governo afirma que precisa da tecnologia da empresa
Fonte: Folha de S. Paulo
Razões estratégicas e políticas levaram o governo federal a optar por uma proposta que era defendida desde o início pela Petrobras, mas que inicialmente não era vista com bons olhos pela comissão interministerial que estudava as novas regras do setor de petróleo: transformar a estatal petrolífera na operadora de todos os campos do pré-sal no país.
Desde o final do ano passado, o governo vinha mudando seu discurso em relação à Petrobras. Se anteriormente a ideia era não fortalecer a estatal para evitar a formação de um “Estado dentro do Estado”, depois o governo se deu conta de que, para manter o controle estratégico sobre a riqueza que será gerada pelo pré-sal, precisaria de todo o conhecimento e da tecnologia da empresa.
Daí a decisão, amadurecida no início deste ano, de transformá-la em parceira preferencial da futura estatal a ser criada para gerir a riqueza do pré-sal. Leia o resto do artigo »
Postado em Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 27 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Fonte: Correio Braziliense
Por LUIZ GONZAGA BERTELLI
Diretor da Fiesp, presidente-executivo do CIEE e da Academia Paulista de História (APH)
O petróleo continua sendo o principal componente da demanda energética mundial. Hoje, entre os 10 maiores consumidores, sete deles são grandes importadores: Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, China, Índia, Alemanha e França. Quanto às nações produtoras, 70% das vendas mundiais são provenientes de quatro regiões: Oriente Médio (Arábia Saudita, Kuwait, Irã e Emirados Árabes Unidos), África (Nigéria e Argélia), Rússia e América Latina (Venezuela).
Nos dias atuais, a Noruega é o país que tem sabido, com enorme competência, administrar as suas reservas petrolíferas, no mar Ártico, responsáveis por 25% do seu PIB. Os noruegueses são os maiores produtores europeus, possuindo, aproximadamente, 50% das reservas, ainda existentes na Europa Ocidental.
Toda a receita advinda das exportações do petróleo norueguês (cerca de 3 milhões de barris diários) é gerida por um fundo soberano, com ativos estimados em US$ 400 bilhões. Graças a essa fantástica riqueza, o governo norueguês tem aumentado os investimentos públicos, em infraestrutura, educação e isenção de tributos para os empreendimentos privados. Leia o resto do artigo »
Postado em Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 27 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Lançamento da Fundação Perseu Abramo, o livro “O abc da crise” cumpre uma dupla tarefa: organiza os diagnósticos e sintetiza os prognósticos feitos pela esquerda no ato da crise, de maneira que o livro se torna útil tanto como instrumento pedagógico quanto como ferramenta política para quem quer que se interesse por certo pensamento crítico e contemporâneo. Trata-se de um conjunto representativo das opiniões não-liberais acerca da crise financeira escritas no calor da hora. O artigo é de William Vella Nozaki.
Fonte: Carta maior
Por William Vella Nozaki (*)
Muito já se comentou sobre o laço – etimológico e histórico – entre as palavras crise e crítica. E, embora a crítica seja muitas vezes acusada de inventar crises inexistentes, nem sempre as crises são acompanhadas de críticas eficientes. De maneira que, no turbilhão de publicações oportunistas e salvacionistas sobre a crise financeira atual merece destaque o livro: “O abc da crise”, organizado por Sérgio Sister e publicado pela Fundação Perseu Abramo.
Trata-se de um conjunto representativo das opiniões não-liberais acerca da crise financeira escritas no calor da hora. Como tal, trazem nas linhas o ímpeto de uma crítica mais conjuntural e de curto-prazo e carregam nas entrelinhas a tentativa de uma análise mais estrutural e de longo-prazo, dois traços peculiares das leituras progressistas e heterodoxas.
Nesse sentido, esse Abc da crise cumpre uma dupla tarefa: organiza os diagnósticos e sintetiza os prognósticos feitos pela esquerda no ato da crise, de maneira que o livro se torna útil tanto como instrumento pedagógico quanto como ferramenta política para quem quer que se interesse por certo pensamento crítico e contemporâneo. Leia o resto do artigo »
Postado em Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 26 dEurope/London julho dEurope/London 2009
A partir dos anos 90, o Banco Central e órgãos reguladores, como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), foram cúmplices de processos de lavagem de dinheiro no país. Não só fecharam os olhos para crimes ostensivos – como o de brasileiros residentes aplicando em fundos instalados em paraísos fiscais e que retornavam ao país na forma de capital externo – como estimularam esse jogo, como no episódio do Banco Araucária atuando em Foz do Iguaçu. Leia mais em Luís Nassif…
Postado em Conjuntura, Internacional | Sem Comentários »
Postado em 26 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Promessa de campanha do presidente Lula, a Sudene foi recriada, mas, na prática, sobrevive sem força política e recursos
Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO, Recife (25/07/2009).
Bem diferente da obra do seu principal idealizador, o economista paraibano Celso Furtado (1920-2004), a Sudene parece a cada dia mais dissociada dos ventos que empurram a economia do Nordeste para um crescimento acima da média nacional. Promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a recriação da autarquia de fato aconteceu. Mas não há motivo para festa. Na prática, a Sudene sobrevive sem força política, sem recursos e quase sem pessoal. Pode-se até dizer que a recriação não adiantou de nada. No ano do cinquentenário do clássico Formação Econômica do Brasil (leia matéria vinculada), de Celso Furtado, a Sudene nada mais é do que um monumento a uma fracassada e quase inexistente política de desenvolvimento regional. Definitivamente, um dos mais destacados intelectuais do Brasil não merecia isso.
A Sudene ocupa hoje apenas parte da Ala Norte do edifício de 13 andares que já abrigou seus mais de 3 mil funcionários, nos tempos áureos, e que foi tomado por varas da Justiça do Trabalho. Tem um quadro de 140 funcionários e já recusa cartas-consultas para concessão de incentivos fiscais do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) porque o seu orçamento de 2009, da ordem de R$ 1,4 bilhão, está praticamente todo comprometido com o projeto da Ferrovia Transnordestina, da Transnordestina Logística (antiga Companhia Ferroviária do Nordeste, CFN), que absorve R$ 1,3 bilhão, a ser liberado com a execução da obra. Mesmo que isso não ocorra, os recursos estão empenhados e não podem ser destinados a outros projetos privados. Leia o resto do artigo »
Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Desenvolvimento Regional, Destaques da Semana, O que deu na Imprensa, Política Brasileira | Sem Comentários »
Postado em 24 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Um dos ângulos mais complexos está nos campos da educação e da saúde, na valoração de seus benefícios.
Washington Novaes é jornalista
Fonte: Jornal da Ciência
Há poucas semanas (3/7) foi mencionado aqui o relatório produzido pela chamada Comissão Stiglitz-Sen-Fitoussi, liderada pelos Prêmios Nobel Joseph Stiglitz e Amartya Sen e encarregada pelo presidente da França de definir novos caminhos para avaliar a situação do mundo que superem as limitações dos indicadores apenas econômicos e financeiros – cuja precariedade ficou evidenciada na não-previsão da atual crise global.
Seria importante que muitas pessoas tomassem conhecimento dessa primeira versão já trabalhada durante mais de um ano e a discutissem, já que os autores pedem “contribuições da sociedade”.
O texto começa pela afirmação de que “há grande distância” entre as medidas comumente usadas por especialistas para avaliar importantes variáveis socioeconômicas (como crescimento, inflação, desigualdades sociais, etc.) e a percepção que delas tem a sociedade. O “gap” é tão profundo e universal, diz a comissão, que não pode ser explicado apenas por ilusões monetárias ou pela psicologia humana. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional | Sem Comentários »
Postado em 24 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Mauricio Dias
Depois de muita hesitação, o presidente Lula abriu caminho para a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, marcada para dezembro. Entra em pauta, pela primeira vez no Brasil, a discussão sobre a imprensa, suas virtudes e vícios.
Dois livros, lançados recentemente, ajudam na reflexão sobre o papel da mídia no Brasil e em toda a América Latina e põem foco em uma questão crucial para a democracia: o monopólio da informação.
A Batalha da Mídia (Editora Pão e Rosas) é de Dênis de Moraes, jornalista e doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ. A Ditadura da Mídia (Editora Anita Garibaldi) é do jornalista e secretário de comunicação do PCdoB, Altamiro Borges.
Os dois textos abaixo, escritos pelos dois autores a pedido do colunista, iluminam melhor a compreensão dos livros que escreveram. Leia mais em Carta Capital…
Postado em Conjuntura, O que deu na Imprensa, Política Brasileira | Sem Comentários »