Postado em 1 dEurope/London janeiro dEurope/London 2010
Por Paulo Nogueira Batista Jr.
Fonte: FSP (24.12.2009)
Em entrevista recente à Folha, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, confirmou que está em estudo “a modernização da legislação cambial”. Bem, leitor, o economista que ora vos escreve -e lamento reconhecê-lo- é macaco velho. Sabe, por exemplo, que “modernização” -palavra tão simpática, repleta de conotações tão positivas- já serviu para encobrir muita barbeiragem no nosso país. Desde os tempos de Fernando Collor e FHC, toda vez que escuto essa palavra um reflexo pavloviano me faz tremer da cabeça aos sapatos.
Espero que desta vez seja diferente. O presidente do Banco Central estava um pouco reticente nas respostas -o que pode ser bom sinal, isto é, sinal de dúvidas e hesitações-, mas admitiu que os estudos “envolvem aplicação de recursos de brasileiros no exterior” e possivelmente a abertura de contas em moeda estrangeira no Brasil. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London janeiro dEurope/London 2010
Por Luís Fernando de Lima Júnior
De acordo o último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), em todo o Brasil, considerando as redes públicas estaduais, São Paulo ocupa a terceira colocação. No entanto, com um resultado de 4 como média para os ensinos fundamental e médio, não temos o que comemorar.
Desde a implantação da estrutura curricular de ciclos de quatro anos em regime de progressão continuada na rede de ensino básico do Estado de São Paulo, a realidade do cotidiano escolar aponta na direção de um aumento nos casos de indisciplina e violência dentro da escola. Talvez um dos efeitos mais nefastos desses 12 anos de uma política educacional equivocada seja a desconstrução de um dos principais valores da escola: o estudo. A necessidade de estudar para garantir a aprovação por boas notas foi substituída pela falta de perspectiva. Os alunos podem fazer o que quiserem na escola que sua aprovação está garantida.
Sem apologia ao passado, percebe-se que a pressão exercida sobre os estudantes, quanto à obrigação de se apresentar resultados, fazia os alunos demonstrarem melhor rendimento escolar, propiciando-lhes maior preparo para a competição do mercado de trabalho. Reconhecendo que essa pressão era, muitas vezes, exagerada, não se pode negar que tal necessidade desenvolvia nos alunos uma qualidade e um senso de responsabilidade que já não existem.
Com a radicalização de uma interpretação da progressão continuada, que em sua proposta original não excluía a retenção dos alunos com graves defasagens de aprendizagem, criou-se um vício que desestrutura a capacidade de aprender sozinho pelo estudo – justamente a principal habilidade requerida pela sociedade contemporânea. Clique aqui para ler mais.
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Postado em 30 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por José Murilo de Carvalho
Fonte: O Estado de S.Paulo, 27.12.09
Passada a moda da cidadania, veio a da república. Como no primeiro caso, não se sabe bem o que se quer dizer com a segunda palavra. Mas a nova moda sugere um pequeno exercício de interpretação da vida política do País mediante um contraste entre república e democracia.
República é forma de governo, mas também valores e um modo de governar, que é o que me interessa aqui. O coração da república está na própria palavra, coisa pública. Desde sua criação pelos romanos, ela significa igualdade civil e governo voltado para o interesse coletivo. Montesquieu a caracterizou como governo de cidadãos virtuosos. Entre nós, frei Caneca foi quem melhor a formulou.
A democracia, por seu lado, desde as origens gregas, sempre teve a ver com o governo da massa. Esse governo não precisa coincidir com bom governo. Daí que república não é o mesmo que democracia. Havia escravos nas repúblicas romana, norte-americana e latino-americanas. A democracia, na verdade, foi vista até a metade do século 19 como fator de corrupção da república.
Quando a democracia foi domesticada pela representação, tornou-se compatível com a república. Esta passou, então, a poder ser democratizada, seja politicamente pela extensão da participação a todos os cidadãos, seja, mais tarde, socialmente, pela inclusão social de todos. Juntar bom governo e inclusão política e social passou a ser um ideal dos países ocidentais. Cada país perseguiu à sua maneira esse objetivo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 30 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por JANICE ASCARI
Publicado na Folha de S. Paulo, 24.12.2009
APÓS SUCESSIVAS intervenções jurídicas incomuns encontra-se agonizando, em estado grave, um dos mais escabrosos casos de corrupção e crimes de colarinho branco de que se teve notícia no Brasil.
A Operação Satiagraha surpreendeu o país. Nem tanto pelos crimes (corrupção, lavagem de dinheiro e outros), velhos conhecidos de todos, mas sim pelas manifestações de autoridades e de instituições públicas e privadas em defesa dos investigados.
Nunca se viu tamanho massacre contra os responsáveis pela investigação e julgamento do caso. Em vez do apoio à rigorosa apuração e punição, buscou-se desacreditar e desqualificar a investigação criminal colocando em xeque, com ataques vis e informações orquestradas e falaciosas, o sério trabalho conjunto do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, bem como a atuação da Justiça Federal.
O poder tornou vilões os que sempre se pautaram por critérios puramente jurídicos e recolocaram a questão no campo técnico, no cumprimento do dever funcional. Pouco se fala dos crimes e dos verdadeiros réus.
Em julho de 2008, decretou-se a prisão dos investigados pela possibilidade real de orquestração e destruição de provas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 23 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse nesta sexta-feira (18) que um balanço de final de ano não serve apenas para dar uma visão do passado, mas também como um olhar para o futuro e para a correção de rumos. Simon disse não ter dúvidas de que o Brasil avançou, mas tem dúvidas quanto ao lugar que o país ocupa no mundo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 23 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Em seu pronunciamento de fim de ano realizado nesta sexta-feira (18), o governador do Paraná, Roberto Requião voltou a defender um grande debate nacional para as eleições de 2010. “É importante que um grande debate se estabeleça no Brasil. Afinal, o que somos nós, uma nação ou um mercado? Um mercado à disposição dos especuladores e exploradores do mundo inteiro, onde só prevalece o desejo do lucro e da ganância? Ou somos uma nação construída ao longo do tempo com o suor e sangue dos brasileiros?”, questionou Requião. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
“Vamos seguir adiante”. Com esta declaração o governador Roberto Requião encaminhou o projeto de criação da Ferrosul – nova empresa pública que será propriedade dos Estados do Codesul (PR, SC, RS e MS) e que será constituída a partir da Ferroeste. “Vamos mandar o projeto de lei para a Assembleia”, adiantou o governador, para fazer a “alteração da composição societária da Ferroeste, que hoje é 99% do Estado do Paraná”, mas que na sequência terá a participação do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por Adriano Benayon *
A oligarquia que domina as finanças mundiais e as demais indústrias de grande peso, não cessa de agir para concentrar mais poder, visando a tornar absoluto seu império sobre o Planeta.
Além da concentração econômica favorecida pelos governos, mercê do crescente uso do dinheiro e da mídia em eleições, essa oligarquia, com sedes principais em Londres e Nova York, serve-se, há mais de um século, da comunicação social, da indústria do entretenimento e da publicidade, para solapar os fundamentos da natureza humana. Leia o resto do artigo »
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