O Brasil, segundo o chefe de Estado
Postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Lula administra uma nação bem diferente da administrada por Juscelino há 50 anos, Lula não
dissimula o sentimento de homem vitorioso. Os fatos o deixam bastante satisfeito, as descobertas da Petrobrás no fundo do mar brasileiro, os novos recursos, ainda em votação, para a saúde.
O Presidente preocupa-se na contrução de novas escolas técnicas, na geração de um número maior de profissionais com boa qualidade. O Presidente sente-se feliz com o seu caminho percorrido até aqui, mas diz que todos os dias aprende algo mais.
Constata que o Brasil perdeu as inibições do passado e passou a ser sujeito ativo na política internacional, a partir do grupo dos 20. Ao defender a agricultura familiar, diz que o problema fundiário do Brasil não é mais o da simples ocupação de terras, e, sim, o da produtividade.
Nas palavras do presidente, o Brasil vai bem, melhor do que nunca esteve, e cabe aos brasileiros fazer com que este momento perdure.
Por: Luciana Sergeiro
Publicado em: JB Online
Por: Mauro Santayana
O presidente Lula não dissimula o sentimento de homem vitorioso, mas não parece fazer dele manifestação de soberba. Sua sala, no palácio projetado por Niemeyer, foi concebida para ser o cimo do poder nacional, com suas amplas janelas abertas para o Norte. Há 50 anos, no vazio do Cerrado, Juscelino deve ter imaginado o que seria o Brasil meio século depois, e é provável que tivesse invejado, no entusiasmo e na auto-estima que o conduzira ao poder, o distante sucessor, que administraria uma nação muito mais rica e mais poderosa. Discípulo de Vargas, o mineiro pensava, como o gaúcho, no Brasil como potência. E é no Brasil como potência que Lula diz pensar, na conversa com o Jornal do Brasil, na última sexta-feira.
Os fatos deixavam-no particularmente satisfeito naquela manhã. A Petrobras fizera novas descobertas no fundo do mar brasileiro e, embora ele se tenha distanciado do assunto, e a decisão ainda dependa do Senado, a Câmara aprovara a CSS, com novos recursos para a saúde. Descendo das coisas maiores às bem menores, expressou leve e passageira ironia, ao falar sobre o depoimento da senhora Denise Abreu ao Senado. A oposição levara a Câmara Alta a perder o seu tempo diante de uma denúncia chocha.
O Brasil de Lula é outro, e ele tem consciência disso. Tão outro que o ocupante do Palácio do Planalto é o torneiro mecânico pragmático, preocupado em construir mais escolas técnicas do que universidades, e visivelmente irritado com os preconceitos. Sabe que amadureceu nos últimos 30 anos, mas que a sociedade brasileira também amadureceu. Aprendeu muito na luta sindical, na ação partidária, na construção da aliança que o levou ao poder. Ao mesmo tempo em que lembra o prazer no exercício do mando, repetindo conhecida frase de Ulysses Guimarães, pondera que é preciso ter muita humildade diante das dificuldades cotidianas, em ouvir e em resistir às inevitáveis pressões. Ao falar sobre humildade, olha, fixada na parede oposta, bela imagem de Cristo na cruz, que foi de propriedade do bispo Mauro Morelli. Um empresário comprou-a e ofereceu-a ao presidente. Restauradores de Minas, ao trabalhar sobre a estatueta, concluíram que se trata de uma peça do século 16 ou início do século 17. Depois da entrevista, exibe-a aos visitantes e toca o crucifixo com suavidade. Leia o resto do artigo »
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O autor declara que tentamos encontrar as razões que impedem nosso país de deslanchar e o mantêm pobre e desigual, distante do ideal que para ele traçamos. E ficamos sem entender como é que um povo que consideramos tão esperto e cordial, vivendo numa terra que achamos tão generosa, não chegou ainda ao tão ansiado primeiro mundo. 
Léo Nunes – Paris - O segundo mandato de Lula trouxe novamente as questões do crescimento e do desenvolvimento econômico para o centro do debate. Muitos economistas e órgãos de imprensam tratam os dois conceitos, crescimento e desenvolvimento, como sinônimos. Desta forma, o desenvolvimento seria um acúmulo quantitativo de crescimento. Entretanto, os fenômenos em questão podem não estar relacionados e, no limite, podem até mesmo ser opostos.