Ipea eleva para até US$ 34,5 bi previsão de déficit externo
Postado em 11 dEurope/London julho dEurope/London 2008
Por Katia Alves
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aumentou ontem de US$ 11,5 bilhões para o intervalo entre US$ 27,5 bilhões e US$ 34,5 bilhões sua projeção para este ano do déficit em transações correntes do balanço de pagamentos.
O principal fator responsável pela deterioração na conta corrente foram as remessas líquidas de lucros e dividendos. As remessas se expandiram para contrabalançar os efeitos da escassez de liquidez internacional, proveniente da crise das hipotecas no mercado imobiliário americano.
Pelas novas expectativas do Ipea, durante este segundo semestre a remessa de lucros e dividendos deverá manter-se em patamares elevados, pressionando o déficit externo.
Por Luiz Sérgio Guimarães
Publicado no Valor
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aumentou ontem de US$ 11,5 bilhões para o intervalo entre US$ 27,5 bilhões e US$ 34,5 bilhões sua projeção para este ano do déficit em transações correntes do balanço de pagamentos. Trata-se de estimativa mais elevada que a do mercado e a do própria Banco Central. Pelo último Boletim Focus, a mediana das cem instituições pesquisadas projetava rombo em conta corrente de US$ 23,57 bilhões. O prognóstico do BC chega a US$ 21,5 bilhões.
Em nota técnica publicada ontem à noite, o Ipea explica que a revisão foi necessária em face do surpreendente comportamento exibido pelo item de remessa de lucros por parte de empresas estrangeiras. A ampliação do déficit decorre também da diminuição do superávit exibido pela balança comercial em 2008.
Os números oficiais relativos a maio mostraram um déficit externo de US$ 15,2 bilhões em 12 meses. No acumulado do ano, o resultado já está em US$ 14,7 bilhões, valor superior à projeção de US$ 11,5 bilhões formulada pelo Ipea em março. “Esta nota técnica tem como objetivo explicar as razões que fizeram aquela previsão ter sido superada pela realidade, explicitando e analisando os principais fatores responsáveis pelo erro cometido, assim como apresentar as novas previsões referente às transações correntes”, diz o documento. Leia o resto do artigo »
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no Brasil até então, porém o País deve redobrar os esforços nas tarefas necessárias a garantir a desejada permanência do ciclo de progresso alcançado. E uma das tarefas que cabem ao Estado é, sem dúvida, pisar no acelerador das inversões em infra-estrutura, mantendo o estímulo a que o setor produtivo privado siga liderando a alta dos investimentos, como o faz a 17 trimestres consecutivos.
Os investimentos estrangeiros em atividades agrícolas, de extração mineral e petróleo estão crescendo em um ritmo maior que nos ramos da indústria e serviços, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Até o ano 2000, o setor primário da economia brasileira participava com pouco mais de 2% desse total de recursos. Em 2007, esse índice chegou a 14%, totalizando investimentos na ordem de US$ 12 milhões (um crescimento da ordem de 500%).
Por José Augusto Valente*