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Blog do Desemprego Zero

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“A política está reduzida ao noticiário policial”

Postado em 24 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Em entrevista à revista eletrônica IHU On-Line, o professor Luiz Werneck Vianna fala sobre o caso Daniel Dantas e critica o recuo da política e sua redução a uma agenda policial.  O pesquisador acredita que “os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso”.  E que a solução virá “com mais política” e não com menos.  Para Werneck Vianna, o caso Dantas virou um “affair” midiático, com cortinas de fumaça. E considera como temas centrais no Brasil o crescimento econômico, a reforma agrária e a democratização da propriedade. 

Publicado na Agência Carta Maior

IHU On-Line

Ao analisar os recentes episódios de corrupção no Brasil, a partir da prisão (ou da tentativa de) do banqueiro Daniel Dantas, o professor Luiz Werneck Vianna, do Iuperj, em entrevista concedida por telefone à revista eletrônica IHU On-Line, identifica apenas “o capitalismo operando”.  Para ele, o mal não está em figuras como a de Dantas ou de Eike Batista, “como se a sociedade fosse melhorar se nos livrássemos delas”.

Ele garante: “Não vai melhorar. A sociedade vai melhorar se organizando em torno das suas questões centrais”, que são, na sua opinião, o crescimento econômico, a reforma agrária e a democratização da propriedade.  O pesquisador acredita que “os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso”.  E que a solução virá “com mais política”.  “O que constatamos, ao longo desse episódio, é que a política recua. Não há política.  Está faltando sociedade organizada, reflexiva.  A política está reduzida ao noticiário policial”, explica.

Werneck Vianna é professor pesquisador do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).  Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo, é autor de, entre outros, A revolução passiva: iberismo e americanismo no Brasil (Rio de Janeiro: Revan, 1997), A judicialização da política e das relações sociais no Brasil (Rio de Janeiro: Revan, 1999) e Democracia e os três poderes no Brasil (Belo Horizonte: UFMG, 2002).

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Personagens como Daniel Dantas e Eike Batista avançaram sobre nacos importantes do patrimônio do Estado brasileiro.  Quais foram as condições políticas e econômicas que permitiram o surgimento desses personagens?

Luiz Werneck Vianna – O Brasil é um país capitalista.  E esses são empresários audaciosos, jovens, e têm encontrado um terreno favorável a tratativas com o executivo no sentido de fazer negócios de interesse comum.  E nisso ambos parecem que têm se complicado muito.  No entanto, há uma zona de sombra que ainda precisa ser esclarecida.  Meu problema em relação a tudo é essa sucessão de intervenções espetaculosas da Polícia Federal, a mobilização da mídia, do Ministério Público, do Judiciário e da opinião pública para esses fatos.  As questões centrais não são essas.

Com essa cortina espetacular, o mundo continua como dantes.  Nada muda no que se refere à questão agrária, às políticas sociais.  A população anda desanimada, desencantada.  Além disso, o que aparece aqui, que é muito perigoso, é um espírito salvacionista.  Há um “Batman institucional” atuando sobre a nossa realidade.  Esse “Batman” é a Polícia Federal associada ao Ministério Público.  Há elementos muito perigosos aí, de índole messiânica, salvacionista, apolítica, que podem indicar a emergência de uma cultura política fascista entre nós.  Todos esses escândalos e espetáculos atraem a opinião pública como se dependesse da salvação de todos apurar os negócios do Eike Batista e do Daniel Dantas.  Não depende, isso é mentira! Leia o resto do artigo »

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Previdência social: idéias fora de lugar

Postado em 24 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz

O artigo abaixo remete a forma como as propostas da reforma previdenciária esquecem de associar este problema a maneira como se configura atualmente o mercado de trabalho. O crescimento do trabalho informal associado a diminuição do número de trabalhadores com carteira assinada ao longo da década de 90, acarretou numa desestruturação do mercado de trabalho (ocasionando o barateamento da mão- de- obra). Isso interferiu diretamente no sistema de seguridade social que além de ter a demanda de trabalhadores ativos (com carteira assinada) aumentada, visto que seu rendimento foi reduzido, também teve de atender um maior número de pessoas desempregadas e, portanto dependentes das escassas políticas sociais para atender as suas necessidades básicas. Isso significa dizer que os recursos direcionados a atender as demandas previdenciárias (entre outros benefícios sociais) foram reduzidos, pois incidem diretamente sobre os rendimentos do trabalho. Associar isso a redução cada vez maior dos recursos destinados ao gasto social (graças a política de superávit primário) tem como resultado também a precarização e inexistência de políticas públicas que atendam a população da forma como é exposto constitucionalmente, ou seja, deveria ser responsabilidade do estado garantir o fundamental e básico para a sobrevivência dos cidadãos. O que significa dizer moradia, saúde, educação, lazer, entre outros direitos sociais. A reforma previdenciária envolve muito mais questões de corte social do que parece.

Fonte: Revista Desafios

*André Gambier

Algumas das propostas de reforma da previdência social em discussão nos meios econômicos, sociais e políticos apresentam um foco estrito no próprio sistema previdenciário. Esquecem que os problemas que o afligem radicam, na verdade, no mercado de trabalho – caracterizado por desemprego, informalidade e baixos salários.

Ao longo da década de 1990, o mercado laboral sofreu bastante com o fraco desempenho da economia brasileira.De 1990 a 1999, o PIB cresceu apenas 1,6% ao ano – taxa muito inferior à registrada em décadas anteriores (inferior inclusive à de 1980 – a chamada “década perdida”). Neste contexto de reduzido crescimento, o desemprego explodiu.Nas regiões metropolitanas pesquisadas pela PME/IBGE, que congregam boa parte da população do país, a desocupação aberta dobrou – passou de 4,2% em 1989 para 8,4% em 2000.

A informalidade seguiu pelo mesmo caminho. Levando em conta apenas os assalariados sem carteira assinada das áreas metropolitanas, verifica-se que seu número aumentou em 45,2% no período. Enquanto isso, o contingente de assalariados com carteira diminuiu 21,5%. Leia o resto do artigo »

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Associação Keynesiana do Brasil

Postado em 24 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Está no ar o site da Associação Keynesiana do Brasil (AKB), do nosso colaborador Fernando Ferrari. Ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o endereço virtual é Associação Keynesiana do Brasil

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Os professores agora têm piso salarial

Postado em 24 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz

Um ponto positivo para o governo Lula. Após tanto tempo de tentativa de aumento salarial, finalmente os professores da rede pública terão um piso salarial, nacional, definido para a categoria. Não podemos deixar de evidenciar este avanço do atual governo, porém esta é uma realidade que ainda precisará de vastas discussões. Isto porque a medida foi definida por um projeto de lei que terá validade até 2010 (próximo período eleitoral para a presidência). De qualquer forma, é importante salientar a importância deste projeto de lei, afinal demonstra uma preocupação do governo para com a Educação que é um dos principais meios para que se possa pensar numa mudança estrutural da sociedade.

Fonte: Carta Capital

Finalmente, os professores da rede pública terão um salário mínimo nacional específico para a categoria. De acordo com o projeto de lei sancionado pelo presidente Lula na quarta-feira 16, até 2010 nenhum professor receberá menos de 950 reais para uma jornada de 40 horas semanais. A lei também prevê que um terço da carga horária docente seja destinado às atividades extraclasse, como planejamento, preparação de aulas e correção de provas.

Haverá a necessidade de ampliar o quadro de professores em cerca de 20%, segundo estimativas do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). A lei previa o aumento a partir deste ano, mas sofreu veto presidencial em razão da proibição de aumento salarial do funcionalismo em ano de eleições. Mas, a partir de 2009, todos os estados e municípios deverão arcar com, no mínimo, dois terços da diferença entre o atual salário de seus professores e o piso. A União será responsável por fechar a conta. Leia o resto do artigo »

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Frei Beto – ótima reflexão

Postado em 24 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Carlos Alberto Libânio

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China.Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus  mantos  cor  de  açafrão.Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam.

Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas, como a companhia aérea oferecia outro café, todos comiam vorazmente (robôs, escravos do modernismo, ignorantes que não estão vivendo, uma triste situação humana!!!

Aquilo me fez refletir: Qual dos dois modelos produz felicidade?

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à aula?’ Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã… ‘ ‘Que tanta coisa?’, perguntei.  ‘Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar seu  programa  de garota robotizada.

Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!” Leia o resto do artigo »

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SARKOZY PASSA REFORMA CONSTITUCIONAL POR DOIS VOTOS: UM DELES, DO PS, ABRE NOVA CRISE NA OPOSIÇÃO FRANCESA

Postado em 24 dEurope/London julho dEurope/London 2008

RIVE GAUCHE

 

Léo Nunes – Paris - O Congresso francês aprovou segunda-feira, em Versailles, o projeto de reforma constitucional proposto pelo Elysée. A vitória, por dois votos de margem, sendo um deles do deputado Jack Lang, do Parti Socialiste (PS), desencadeou uma nova crise na oposição francesa. O projeto prevê o aumento de poderes do parlamento, além de aparentemente dar mais garantias à oposição.

 

O presidente francês Nicolas Sarkozy sai fortalecido do embate. Já os socialistas terão que contornar mais uma crise. Além da eterna disputa entre o secretário-geral do partido, François Hollande, e a ex-candidata Ségolene Royal, o PS segue numa encruzilhada. O que fazer com Jack Lang, o deputado dissidente? Contrariando a orientação do partido, ele votou pelo projeto do governo.

 

Em teoria, o projeto traz alguns avanços e atende reivindicações históricas da esquerda francesa. Entretanto, falta confiança da oposição nos verdadeiros propósitos de Sarkozy. Além disso, o PS argumenta que esta é apenas uma reforma de fachada. A verdadeira reforma, que suprime de facto os poderes do premier ministre, e confere super-poderes ao presidente, já foi feita.

 

Mais um ponto para a direita. Se, por um lado, Sarkozy tem enfrentado seu inferno astral desde que chegou ao Palácio do Elysée, por outro, as constantes brigas e desentendimentos no campo da oposição têm ajudado o presidente, e seu partido, a Union pour un Mouvement Populaire (UMP), a levar adiante o projeto neoliberal na França.

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

 

Clique aqui para ler nosso manifesto.

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Um pecado de 61 milhões de reais: desfalque de Rosinha e Garotinho

Postado em 24 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz

Os nossos representantes governamentais não se mostram confiáveis. Um exemplo disso é o que ocorreu esta semana no Rio de Janeiro envolvendo os antigos governadores do estado como expõe o artigo abaixo. Rosinha Garotinho e Antony Garotinho estão envolvidos no caso de desvio de verbas destinadas a Secretaria Estadual de Saúde.

É lamentável como duas pessoas que foram eleitas pela escolha do povo tenham desviado recursos destinados à um setor já tão precarizado e marcado pela falta de serviços suficientes destinados aos cidadãos. A saúde é uma das principais iniciativas de política pública, de fundamental importância para compor a vida do indivíduo enquanto sujeito de direitos, que está sempre envolvida com a escassez de recursos. Apesar de seu acesso ser universal, como foi garantido constitucionalmente, não se tem a garantia de que o atendimento será feito, ou quando o é podemos duvidar muitas vezes de sua qualidade.

A forma como ambos foram eleitos já poderia ser considerada questionável, visto que, de certa forma, se utilizaram do argumento religioso para garantirem um número suficiente de votos. Isto demonstra a total falta de compromisso com aquilo que é entendido como democracia, além de ser totalmente inviável partindo do pressuposto de que vivemos em um estado laico.

Fonte: Carta Capital

A Justiça determinou, na quarta-feira 16, o bloqueio das contas bancárias, dos ativos financeiros e de todos os bens dos ex-governadores do Rio Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho (PMDB). O casal e outros 32 investigados são réus em uma ação civil pública por improbidade administrativa, impetrada pelo Ministério Público fluminense. Caíram em desdita após a deflagração da Operação Pecado Capital, na qual eles são acusados de participar do desvio de 61 milhões de reais dos cofres da Secretaria Estadual de Saúde.

A pré-candidatura à Presidência de Garotinho, segundo a Promotoria, teria se beneficiado de parte dos recursos desviados, entre 2005 e 2006, durante a gestão de Rosinha. Entre as 12 pessoas presas pela operação, estão os ex-secretários Gilson Cantarino (Saúde) e Marco Antônio Lucidi (Trabalho e Renda). Leia o resto do artigo »

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A qualidade das expectativas inflacionárias

Postado em 24 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Heldo Siqueira

Os modelos macroeconométricos, os principais instrumentos na formulação das expectativas sobre inflação e expansão do PIB utilizados por analistas de mercado, apesar de utilizarem rebuscado ferramental probabilítico, provavelmente tenham muito pouco a explicar sobre a economia real. Na verdade, baseiam-se em uma simplificação drástica da realidade que os permite dar resultados tão precisos (na casa dos centésimos) quanto equivocados. Segundo o bom e velho John Keynes, tratam-se de economistas que preferem estar precisamente errados, a aproximadamente certos. No caso brasileiro, a cada novo boletim Focus, as previsões mudam completamente, sem que os modelos sequer revistos, quanto mais abandonados.

A antiga controvérsia de Cambridge, segundo a qual, a substitubilidade de capital por trabalho não acontece ao longo de toda a distribuição de taxa de juros parece trazer conseqüências mais profundas para os novos modelos macroeconômicos do que pode-se imaginar. O problema surge quando tentamos somar quantidades heterogênias de capital e é denominado reversão de técnicas. Como ilustração, poderíamos recorrer ao questionamento de Joan Robinson sobre as funções de produção, pois, enquanto o trabalho é medido em quantidade de homens hora, não existe unidade de medida para capital. Leia o resto do artigo »

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