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Blog do Desemprego Zero

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Bancos criam novos mecanismos para se especular em commodities

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Publicado no Valor

Enquanto o governo americano tenta pôr um controle na especulação de commodities, Wall Street cria novas maneiras de trazer mais dinheiro ao mercado.

Em maio, o Credit Suisse Group e o Deutsche Bank AG começaram a oferecer investimentos em minério de ferro. Cerca de 1 bilhão de toneladas de minério de ferro são extraídas por ano, mas o metal não é negociado numa bolsa de futuros. Por isso tem sido praticamente impossível para os especuladores apostar em movimentos de preço.

Os bancos de investimento foram inundados com interesse em contratos de minério de ferro, que funcionam como uma espécie de futuro. Em apenas dois meses, os investidores assumiram posições cujo valor nocional (ou do total de ativos que os contratos representam) supera US$ 500 milhões – cerca de 2,7 milhões de toneladas -, o que faz deste um dos maiores mercados de commodities a surgir quase da noite para o dia. Leia o resto do artigo »

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‘Dependência de importações chinesas é volta ao passado’

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

*Por Katia Alves

Gilberto Dupas, presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais, em entrevista ao Globo, afirma que o fiasco da Rodada de Doha mostra um novo desenho mundial, no qual o Brasil está voltando ao passado por se especializar na exportação de commodities, em particular para a China.

Por Danielle Nogueira

Publicado originalmente no O Globo 

O Itamaraty agiu corretamente em Genebra ao aceitar a proposta da OMC, contrariando a Argentina?

GILBERTO DUPAS: Há vários enfoques para enquadrar a estratégia brasileira. O primeiro é o papel de protagonista que o Brasil quer ter no cenário internacional no sentido da governança global, quer dizer, do encontro de soluções. O que o Brasil fez na OMC foi buscar o consenso, para além dos seus interesses. Dentro dessa perspectiva, diria que a estratégia foi bem-sucedida, pois mostrou que a interlocução do Brasil buscava uma saída possível, não uma aliança radical com o G-20. O segundo é relativo a seus interesses no Mercosul. O Brasil sabia que, se o acordo saísse, ele posaria bem na foto global, mas teria de acertar contas com a Argentina. Quando um país quer se tornar mais protagonista, tem mais riscos de desgaste. Mas me parece que esse desgaste não foi tanto.

A divisão do mundo em dois blocos (Norte e Sul) ainda faz sentido?

DUPAS: Essa divisão maniqueísta entre Norte e Sul é cada vez mais difícil. O exemplo paradigmático é a China. O que me preocupa é que se acentua nos últimos anos uma situação curiosa: grandes países da periferia que se beneficiaram do aquecimento global por conta do mercado chinês viraram especialistas em exportação de commodities. Leia o resto do artigo »

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Boletim Semanal do Blog do Desemprego Zero

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

n.19, ano 1 – 30/07/2008 a 05/082008

Destaques da Semana no Blog

1. Economia

Semana Reveladora

Alguém duvida da desindustrialização brasileira

Com esse câmbio não há acordo que nos salve

2. Política

Dossiê Daniel Dantas

O que Gil deixará

Sob o domínio do mal

3. Internacional

Avanço do PIB dos EUA é menor que o esperado no 2º trimestre

Chomsky analisa o escândalo da guerra do Iraque

O novo comércio mundial

4. Desenvolvimento

Juros altos e concentração do desenvolvimento

Imposto sobre riqueza permitiria reduzir ICMS, PIS, COFINS

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Sob o domínio do mal

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz

Conforme assinala o artigo abaixo, a implantação da convergência digital no Brasil é alvo de disputa que envolve política e poder econômico. As organizações Globo simplesmente monopoliza os meios de comunicação através da força e apoio político que possui. Isso acaba ocasionando a limitação da população no acesso a internet, TV e telefonia por serem estes de custo muito alto para a realidade brasileira. Como a Globo controla 78% do mercado audiovisual temos uma média de valores em torno de 100 reais para produtos que poderiam custar pelo menos 30, segundo aponta o artigo.

Essa é uma briga que ainda vai dar muito o que falar, afinal a democratização do acesso a cultura e a informação siginifica diretamente perder o controle da opinião nacional.

Fonte: Carta Capital

Está indefinido o confronto em torno do Projeto de Lei 29, que trata da implantação da convergência digital no Brasil. É um choque travado, por ora, na Comissão de Comunicações da Câmara. De um lado, o Sistema Globo. Do outro, as empresas de telecomunicações, juntamente com a Record, a Bandeirantes e o Grupo Abril (TVA).

O confronto é duro. Se as telefônicas têm um poder econômico infinitamente maior, a Globo tem um poder político mais forte, entranhado no Congresso desde os tempos do regime militar, quando a emissora apoiava os generais. Leia o resto do artigo »

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Entrevista – Amir Khair / Especialista em finanças públicas

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

De acordo com o especialista em finanças públicas Amir Khair, ex-secretário de Fazenda do Município de São Paulo, o Banco Central (BC) pratica há mais de uma década uma política antidesenvolvimentista. Khair frisa que, além da redução das despesas com juros, o caminho para o desenvolvimento sustentado e inclusivo passa por uma alteração radical no sistema tributário, que é altamente regressivo no Brasil.

“Segundo o Global Stability Report, do FMI, a riqueza mundial atingiu em agosto de 2007 US$ 190 trilhões e o PIB, US$ 48 trilhões, ou seja, a riqueza é de quatro vezes o PIB. Como o Brasil apresenta há décadas uma das piores distribuições de renda do mundo, é provável que essa relação seja superior. Assim, uma alíquota média de 1% aplicada sobre o valor dos bens poderá permitir uma arrecadação superior a 4% do PIB. Esse valor supera o conjunto de tributos indiretos: IPI, PIS, ISS, Cide e Imposto de Importação e equivale à Cofins”, compara o economista, neste entrevista exclusiva ao MONITOR MERCANTIL. Leia o resto do artigo »

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Juros, câmbio e contas externas

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Folha de São Paulo

*CÉSAR BENJAMIN

Voltamos a depender de capitais de curto prazo para financiar um déficit externo crescente; já vimos esse filme.

O GOVERNO vem reagindo de maneira frouxa à mudança no cenário das contas externas. O problema é tratado de forma difusa, não sistemática, sem que ninguém se sinta claramente responsável por ele. Os resultados em transações correntes estão negativos desde outubro de 2007, e as piores expectativas têm sido sistematicamente superadas. A balança comercial brasileira começou a perder dinamismo em 2006, quando as exportações praticamente estagnaram (em “quantum”), enquanto as importações continuavam a crescer. De lá para cá, a situação tem se agravado com rapidez. O Ipea acaba de rever para baixo as suas previsões, passando a trabalhar com um saldo situado no intervalo entre US$ 21,6 bilhões e US$ 25,1 bilhões, apesar de os preços dos nossos principais produtos de exportação continuarem excepcionalmente altos. Se a melhor dessas hipóteses se realizar, teremos uma queda de quase 40% no saldo comercial em apenas um ano. Num saudável exercício de transparência, o Ipea divulgou uma Nota Técnica em que procura compreender o seu erro de previsão. “O principal fator responsável pela deterioração nas transações correntes”, diz a Nota, “foram as remessas de lucros e dividendos”, que quase dobraram, em 2008, quando comparadas com o mesmo período do ano passado. Leia o resto do artigo »

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Resumo Diário – 04/08/2008

Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Katia Alves e Luciana Sergeiro

Economia

A disputa pelo controle de sete municípios fluminenses da Bacia de Campos, beneficiados pelos royalties do petróleo, leva a campanhas milionárias. Os candidatos a prefeito dessas cidades, onde vivem 570 mil eleitores, estimam um gasto total de R$42 milhões – R$2 milhões a mais do que a previsão no município do Rio, com 6 milhões de eleitores.

O Globo: Royalties turbinam campanhas

O Brasil pode estar fadado a limitar seu crescimento econômico no longo prazo a até 4%, por causa da dicotomia entre as políticas fiscal e monetária. Enquanto os gastos públicos com aumentos salariais para o funcionalismo, reajustes reais para o salário mínimo e para o Bolsa Família injetam na economia combustível que mantém a demanda aquecida, o Banco Central eleva a taxa de juros para esfriar essa mesma demanda. O custo pode ser traduzido em arrefecimento da atividade em proporções maiores do que poderia ser se houvesse mais contribuição do governo em relação a corte de gastos.

Gazeta Mercantil: Ajuste fiscal de má qualidade pode limitar crescimento a 4%

Planejamento conclui, depois de oito meses, o mapa indicando onde estão os trabalhadores terceirizados que serão trocados por pessoal concursado até 2010. Em 2008, 10,2 mil vagas devem ser autorizadas

Correio Braziliense: A distribuição dos irregulares

A nova secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, 57, diz em sua primeira entrevista no cargo que considera necessário aumentar o número de alíquotas do Imposto de Renda das pessoas físicas. Hoje existem duas: 15% e 27,5%. O aumento do número de alíquotas sempre foi defendido pelo PT, mas encontrava resistência de Jorge Rachid, demitido na quinta-feira.

Folha de S. Paulo: Nova secretária da receita quer maior número de alíquotas no IR

Política

Um dos principais programas sociais do governo Lula, com alto potencial de capitalização por parte dos prefeitos no interior do país, o Luz para Todos teve calendário de inauguração de obras direcionado a municípios administrados pelo PT desde 2004, quando foi criado pela então ministra de Minas e Energia e hoje chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Folha de S. Paulo: Luz para Todos é direcionado a cidades do PT e de aliados

O ex-governador Geraldo Alckmin admitiu ontem que até agora, a 62 dias da eleição, não concluiu o programa de governo. “Faremos isso até o próximo dia 19.” Mas o candidato oficial tucano antecipou pontos do programa de segurança: “Embora o policiamento da cidade seja atribuição do Estado, atuaremos em conjunto, implantando câmeras de vídeo nos cruzamentos, para evitar assaltos; fecharemos ferros-velhos e desmanches, para desestimular roubo de carro; e contrataremos guardas civis metropolitanos”.

Folha de S. Paulo: Alckmin diz que suas propostas saem até dia 19

Os militares decidiram dar o troco ao ministro da Justiça, Tarso Genro, por causa da audiência pública convocada por ele na semana passada para debater a punição de “agentes do Estado” que tenham praticado tortura, assassinatos e violações dos direitos humanos durante o regime militar. Revoltados com o que consideram “conduta revanchista” do ministro, oficiais da reserva, com o apoio de comandantes da ativa, patrocinarão uma espécie de anti-seminário no Clube Militar do Rio de Janeiro, na próxima quinta.

O Estado de S. Paulo: Militares reagem a Tarso e criticam “passado terrorista” do governo Lula

Internacional

Principais parceiros do Mercosul, Brasil e Argentina tentam recuperar sua relação depois do desgaste provocado pelas divergências em torno das fracassadas negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou ontem em Buenos Aires e recebeu, na embaixada brasileira, a presidente Cristina Kirchner e seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, para um jantar.

Correio Braziliense: Reatando os laços

Nas seis recessões dos Estados Unidos desde 1970, a produtividade do trabalhador, ou a produção por hora, cresceu meros 0,8%, em média. Mas, desde o fim do ano passado, mesmo com a fraqueza econômica, estima-se que a produtividade tenha crescido uma média anualizada de 2,5%.

Valor Econômico: Produtividade torna-se uma ‘faca de dois gumes’ nos EUA

O cenário de instabilidade política continuará na Bolívia qualquer que seja o resultado do referendo a ser realizado pelo governo no próximo domingo, analisa o ex-presidente boliviano Carlos Mesa. A consulta popular para confirmar o mandato do presidente, Evo Morales, de seu vice e de governadores não resolverá a questão de fundo da crise social do país: o debate sobre a Constituição e a reeleição do presidente, no qual governo e oposição não conseguem um entendimento. A crise institucional já surte efeitos na economia e os investidores, sem saber quem comandará o país no próximo mês, evitam aplicar recursos na Bolívia.

Valor Econômico:Constituição ainda é o maior fator da crise na Bolívia, diz ex-presidente

Desenvolvimento

O Banco do Brasil liberou sexta-feira R$ 1,433 bilhão em suas agências para serem aplicados este mês em operações de custeio no campo. O orçamento total da instituição voltado para esta modalidade no novo ciclo agrícola é de R$ 11,1 bilhões. Contrariando as afirmações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o diretor de Agronegócio do BB, José Carlos Vaz, disse que a instituição emprestou em julho R$ 1,29 bilhão para custeio. Isso representa mais que o triplo dos R$ 380 milhões apurados em igual mês de 2007, disse em entrevista à Gazeta Mercantil.

Gazeta Mercantil: BB libera R$ 1,4 bi para custeio da safra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, sexta-feira, que o Brasil irá “cumprir com suas obrigações” na área ambiental e criticou os países que não assumem a responsabilidade pela despoluição do planeta.

“Nem todo mundo cumpre com seu dever. O Protocolo de Kyoto está assinado há muito tempo e muitos países, que muitas vezes tentam dar lição, sequer assinaram o protocolo”, disse Lula ao discursar na cerimônia de assinatura, no Rio de Janeiro, do decreto que cria o Fundo Amazônia; do documento que revisa o Protocolo Verde; e do encaminhamento ao Congresso Nacional do projeto de lei sobre o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.

Gazeta Mercantil:Lula assina decreto do Fundo Amazônia

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O MST chega à encruzilhada

Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz

A luta pela terra permanece, por mais que seja algo tão ultrapassado em outras terras. No Brasil, a Reforma Agrária ainda é alvo de conquista. E no Rio Grande do Sul, nas últimas semanas a luta pela terra tem sido constantemente discutida. Tudo por conta da acusação do Ministério Público Federal do Estado.

Os sem-terra são considerados o grande perigo para a nação, segundo os olhos dos fazendeiros da região, seua capatazes, e a promotoria pública. As ocupações do MST tem como objetivo principal a busca pelo direito a própria subistência, através de pequenos produtores trabalhando para garantir o sustento da própria família. E são essas as pessoas que representam o grande perigo no país em que banqueiros de forma duvidosa adquirem liberdade. Tudo para continuar a imensidão de terras improdutivas neste país, controladas por grande fazendeiros, enquanto milhares sofrem com a miséria e a falta de moradia.

Fonte: Carta Capital

Todas as manhãs, tão logo o sol desponta, Isaías Antônio Vedovatto está a postos para tirar leite das vacas e, eventualmente, acompanhar de perto o abate de bois e porcos. Assentado num lote de 15 hectares, na Fazenda Anoni, desapropriada no início da década de 1990, o pequeno produtor juntou-se a 14 famílias do município gaúcho de Pontão para tocar um frigorífico comunitário e uma cooperativa de laticínios. Os alimentos produzidos no roçado familiar, como feijão e mandioca, não são comercializados. Reforçam as refeições da mulher e dos dois filhos.

Aos 44 anos, mãos calejadas e uma longa trajetória no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Vedovatto é considerado por promotores do Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul um perigo à nação. Enquadrado na Lei de Segurança Nacional, restolho da ditadura, o agricultor é acusado de promover saques, seqüestros e depredações por “inconformismo político”. Associado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conforme processo ajuizado em março deste ano, seria um dos artífices do grupo responsável por ensinar táticas de guerrilha aos acampados do MST, “incitando-os à subversão”. Para “realizar a reforma agrária na marra”, os assentados e acampados “constituíram um Estado paralelo, com organização e leis próprias.” Leia o resto do artigo »

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