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Blog do Desemprego Zero

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A geopolítica e o pensamento econômico

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Heldo Siqueira*

A nova engenharia do mundo industrializado incita algumas discussões que haviam ficado ultrapassadas. A antes imparável e inevitável globalização parece agora ultrapassada e os países ganham novo fôlego para tomar atitudes protecionistas. Nesse ambiente, o papel das políticas estatais no desenvolvimento econômico volta a ser tema de debate e a liberdade dos mercados é posta em cheque.

Os anos 70 marcaram a economia mundial pelas crises no preço do petróleo. Os aumentos repentinos e drásticos no preço da commodity desviaram volumes dramáticos de divisas em direção aos países exportadores de petróleo (os petrodólares). Em geral, a exportação de petróleo ocorre dos países que consomem pouco combustível (em geral os mais pobres) em direção aos países ricos, que consomem mais combustível. Ou seja, o combustível ia dos países pobres em direção aos ricos, enquanto as divisas iam dos países ricos em direção aos pobres. O que permitia aos países pobres exportar petróleo era sua pouca industrialização. Afinal, caso houvesse políticas que oportunizassem inversões de recursos nos próprios países, é provável que a riqueza permanecesse nesses países e esses passassem a consumir mais petróleo. Por outro lado, era preciso criar mecanismos que permitissem a rápida mobilização das divisas de volta às matrizes localizadas nos países desenvolvidos.

Concomitantemente a esses problemas, há o ressurgimento da discussão acerca do liberalismo nos fóruns de debate econômico. Para os neoliberais (como foram chamados) as políticas de desenvolvimento estatais atrapalhavam o crescimento econômico pois geravam ineficiência e, em última instância, inflação ao invés de prosperidade. A solução era “desaparelhar” os Estados nacionais e permitir ao mercado alocar os recursos. Por outro lado, a liberalização financeira garantiria a mobilidade de divisas necessária para financiar as dívidas públicas.

A nova teoria econômica encaixava-se perfeitamente à necessidade dos países desenvolvidos, e talvez por isso tenha sido tão bem aceita nos principais círculos de debate econômico. Na prática, o neoliberalismo foi muito eficiente em uniformizar o ideal de bem-estar social no mundo. Afinal, com a abertura comercial todos os consumidores podiam adquirir mercadorias de qualquer lugar do mundo e podiam, finalmente, ambicionar ter os bens de consumo que antes eram proibidos de ter. Entretanto, a abertura financeira não conseguiu, em momento algum, uniformizar os meios de financiamento dos bens de consumo. Além disso, a remuneração do trabalhador comum nos países “em desenvolvimento”, diminuiu em relação aos ricos durante toda a fase de neo-liberalismo. Ou seja, enquanto os trabalhadores de países ricos podiam financiar seus luxos em condições extremamente favoráveis (o que, afinal de contas, gerou a crise dos sub-prime), os trabalhadores de países “em desenvolvimento” podiam apenas sonhar com os novos produtos de tecnologia de ponta.

Ignorando a teoria econômica e adaptando-se de maneira formidável à nova economia, o gigante chinês fez exatamente o que fizera o Japão anos antes para reconstruir-se depois da IIª Guerra: usar uma moeda desvalorizada (controlada através da compra de títulos da dívida americana) para dar competitividade à sua indústria, e, de quebra, influenciar a política da economia hegemônica. Alguns outros países na Ásia seguiram o mesmo caminho e, como no Japão, a estratégia deu certo. Assim, o centro dinâmico da economia mundial passou, talvez definitivamente, para a Ásia. É a trajetória da China, ou o famoso descolamento, que os analistas utilizam para fazer suas previsões e não mais a dos países europeus ou da América do Norte. Por outro lado, as reuniões da OMC têm sido exemplares para demonstrar a capacidade de pressão dos países em desenvolvimento.

Os próximos anos vão dar a verdadeira dimensão de quão profundas serão as mudanças nas tomadas de decisões internacionais, pois os EUA continuam a ser a maior potência bélica e o maior pólo de desenvolvimento tecnológico. Entretanto já é inconcebível aos americanos tomar decisões, pelo menos no campo econômico, sem levar em conta os interesses de seus parceiros comerciais. Será interessante também, ver como ficarão as discussões acadêmicas acerca da liberalização econômico-financeira e seus benefícios.

* Heldo Siqueira: Gremista, economista graduado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Trabalho na Assessoria de Planejamento do IDAF-ES (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo).

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Resumo Diário – 06/08/2008

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Katia Alves e Luciana Sergeiro

Economia

Pela primeira vez na história recente, a classe média passou a ser maioria na população brasileira. Esse estrato social, que tem renda domiciliar média entre R$ 1.064 e R$ 4.591, subiu de 44,19% da população em 2002 para 51,89% em abril deste ano, segundo revela o estudo “A nova classe média”, divulgado ontem pelo Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

 Correio Braziliense: País da classe média

O perfil socioeconômico do Brasil está mudando, e para melhor, segundo dois estudos divulgados ontem. O crescimento econômico, os programas sociais do governo e o aumento da oferta de empregos formais retiraram 3 milhões de pessoas da faixa da pobreza nos últimos 5 anos. Os brasileiros com renda mensal abaixo de meio salário mínimo passaram de 14,35 milhões de pessoas em 2002 para 11,35 milhões em 2008, anunciou Marcio Pochmman, presidente do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea).

Gazeta Mercantil: Crescimento econômico reduz pobreza no País

Com a expectativa de um ciclo mais forte de alta de juros, começa a se consolidar a aposta de bancos e consultorias num crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 3% e 3,5% no ano que vem, uma queda considerável em relação aos quase 5% esperados para este ano. A política monetária rigorosa deve provocar uma desaceleração mais intensa do crédito em 2009, um processo ainda incipiente, e afetar o mercado de trabalho, fazendo o emprego e a renda crescerem a um ritmo mais fraco.

Valor Econômico: Juro mais alto fortalece aposta em PIB de 3% a 3,5% no ano que vem

Política

 ”Vamos beber vinho”. Com esse código, empresários negociaram um esquema de fraudes em licitações milionárias no Senado que contou com informações privilegiadas repassadas por funcionários da Casa. Gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça revelam como a Conservo, a Ipanema e a Brasília Informática tramaram juntas as jogadas para excluir concorrentes e vencer as licitações para fornecer mão-de-obra terceirizada.

Correio Braziliense:  O caminho da fraude no Senado

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ayres Britto, afirmou ontem que a Corte analisará os resultados eleitorais do Rio para detectar concentrações de votos de candidatos em determinadas áreas.

Jornal do Brasil: Ministro diz que estudará com cuidado existência de currais do tráfico

Ao converter em lei a medida provisória que ampliou de 500 para 1.500 hectares o limite das áreas na Amazônia Legal que podem ser vendidas a seus ocupantes sem licitação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou um artigo que condicionava a regularização das propriedades ao zoneamento ecológico-econômico dos Estados, com regras para a ocupação do território. O Ministério do Meio Ambiente disse ter sido pego de surpresa.

Folha de S. Paulo: Lula veta artigo com regra para ocupação na Amazônia

Internacional

A Rússia planeja criar uma companhia estatal para controlar a exportação de metade dos cereais do país, gerando temores de que passe a usar também os alimentos como arma diplomática. Moscou já utilizou seu gás natural para pressionar parceiros, através de sua gigante Gazprom, que controla 25% do suprimento de gás na Europa. 

Valor Econômico: Criação de uma estatal de alimentos ameaça a adesão da Rússia à OMC

O presidente Evo Morales salvará facilmente o seu mandato no referendo revogatório de domingo, revela pesquisa coordenada pelo Ibope que o Estado teve acesso. O “sim” a Evo no poder deverá alcançar 56%, contra apenas 35% que prometem votar pelo “não”. Para que Evo perca a presidência, é preciso que pelo menos 53,7% dos votos (votação que o elegeu em dezembro de 2005) mais 1 sejam pelo “não”. A pesquisa apurou, no entanto, que a aprovação do governo Evo no momento é menor – 52%.

O Estado de S. Paulo: Evo sairá vencedor, prevê Ibope

Dois mineiros morreram ontem em choques com a polícia boliviana perto da cidade de Oruro, enquanto em Tarija, no sul do país, violentos protestos levaram ao cancelamento de um encontro entre o presidente da Bolívia, Evo Morales, a argentina Cristina Kirchner e o venezuelano Hugo Chávez. Os confrontos aumentaram a tensão no país, a apenas cinco dias de um referendo revogatório em que devem ser colocados à prova os cargos de Evo e dos governadores de oito dos nove departamentos (Estados) bolivianos – sete deles opositores.

O Estado de S. Paulo:  Conflito deixa 2 mortos na Bolívia

Desenvolvimento

Preocupada com a possibilidade de falta de energia na virada do ano, a Petrobrás preparou um plano B para ofertar gás natural liqüefeito (GNL) na região Sudeste já em dezembro. A previsão inicial era de que a segunda unidade de regaseificação do GNL, a ser instalada na Baía de Guanabara, só seria disponibilizada ao mercado a partir de março de 2009, quando o navio Golar Winter será instalado no píer que está sendo construído no local. A área de energia da Petrobrás terá R$ 15 bilhões nos próximos cinco anos.

O Estado de S. Paulo: Estatal antecipa plano para GNL

Entre 2002 e o fim deste ano, três milhões de brasileiros terão deixado a pobreza nas seis maiores regiões metropolitanas do país. Só em 2008, serão 500 mil pessoas com melhores condições de vida. A conclusão é de um estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com os dados, o percentual de pobres nos grandes centros urbanos cairá de 32,9% para 24,1% em seis anos. As pessoas consideradas pobres em 2002 – com renda familiar per capita de R$103,75 a R$207,50 a preços correntes – eram 14,352 milhões. Em dezembro, serão 11,356 milhões.

O Globo: Ipea: três milhões de pessoas terão deixado a pobreza entre 2002 e 2008

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Polêmicas da Semana

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Armas, drogas y mercados financieros

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

by Dani Rodrik

Fonte: Project Syndicate

La crisis de las hipotecas subprime ha demostrado una vez más lo difícil que es controlar las finanzas, una industria que es al mismo tiempo vital para las economías modernas y la mayor amenaza a la que se enfrentan. Si bien esto no es noticia para los mercados emergentes, que han experimentado varias crisis financieras en los últimos 25 años, medio siglo de estabilidad financiera hizo que las economías avanzadas se volvieran complacientes.

La estabilidad reflejaba un simple quid pro quo : reglamentación a cambio de la libertad de operar. Los gobiernos impusieron reglamentación cautelar a los bancos comerciales a cambio de la prestación pública de seguros de depósitos y la función de prestamista de último recurso. Los mercados de valores quedaron sujetos a requisitos de divulgación y transparencia .

Pero la desregulación financiera de los años ochenta nos llevó a territorio desconocido. La desregulación prometía generar innovaciones financieras que mejorarían el acceso al crédito, permitirían una mayor diversificación de los portafolios y asignarían los riesgos a quienes estuvieran en mejores condiciones de soportarlos. Los liberalizadores argumentaban que la supervisión y la reglamentación estorbarían y que los gobiernos no podrían seguir el ritmo de los cambios.

Qué diferencia ha significado la crisis actual. Ahora nos damos cuenta de que los actores más sofisticados del mercado no tenían idea sobre los nuevos instrumentos financieros que se crearon y ahora nadie duda que la industria financiera requiere una reforma a fondo.

Pero, ¿qué es lo que se debe hacer exactamente? Los economistas que se concentran en esos temas se dividen en tres grupos.

Primero están los promotores de la libertad, para quienes cualquier cosa que se interponga entre dos adultos que se ponen de acuerdo es similar a un crimen. Si me venden un papel que yo quiero comprar, es mi responsabilidad saber qué es lo que estoy comprando y tomar conciencia de cualquier consecuencia adversa posible. Si la compra me daña, sólo yo tengo la culpa. No puedo suplicar al gobierno que me rescate.

Quienes no son partidarios de esta libertad reconocen el defecto fatal de este argumento: los colapsos financieros conllevan lo que los economistas llaman un “riesgo sistémico” – todos pagan un precio. Como lo demuestra el rescate de Bear Sterns, el gobierno puede verse obligado a rescatar instituciones privadas para evitar un pánico que tendría peores consecuencias en otras partes. Así, muchas instituciones financieras, sobre todo las más grandes, operan con una garantía gubernamental implícita. Esto justifica que el gobierno regule las prácticas de préstamo e inversión. Leia o resto do artigo »

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A história não acabou

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Edward Amadeo

Fonte: Valor Econômico (06/08/2008)

Em 1896, o autor inglês E. E. Williams intitulou um ensaio “Made in Germany” porque quando começou a escrevê-lo notou que, para seu horror, o lápis que usava tinha sido produzido na Alemanha. Em 1885, o ministro prussiano Robert von Puttkamer ordenou a expulsão dos trabalhadores imigrantes poloneses. Os países toleram mal as ameaças da globalização – seja na forma de investimentos estrangeiros, da competição de importados, da imigração de trabalhadores. 

O capitalismo passa por sua segunda onda de liberalismo e globalização. A primeira foi no século XIX, quando os fluxos de capital, produtos e migrantes, devidamente normalizados pelo “tamanho” da economia e da população, atingiram patamares iguais ou maiores que nos anos recentes. Mas nem a visão liberal, nem a globalização, duraram muito. A crise das primeiras décadas do Século XX foi o pano de fundo para uma forte reação aos dois movimentos. A resposta veio na forma de proteção do mercado nacional, restrição ao fluxo de capitais e fechamento das fronteiras aos imigrantes, além da introdução de uma série de políticas de proteção social. 

A competição gera insegurança e instabilidade. A regulação dos mercados (de capitais, de bens e serviços e de trabalho) produz segurança e estabilidade. O mundo do pós 1ª Guerra tornou-se pós-liberal.  Leia o resto do artigo »

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Aprovada cota para alunos da rede pública

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz

Foi aprovado pelo senado o projeto que institui cotas pra inserção de alunos da rede pública às escolas técnicas e universidades federais. Apesar de não ser a melhor forma de resolver o problema da educação no país, esta pode ser considerada uma medida imediatista que pode ter resultado direto na mudança do perfil de pessoas que se inserem atualmente nas universidades e escolas técnicas no que diz respeito o poder aquisitivo. De qualquer forma o ideal seria uma verdadeira reforma no ensino básico público, para que os que nele estão incluídos possa ter oportunidade de concorrer num mesmo grau de igualdade com aqueles que podem investir economicamente na própria educação.

Fonte:Projeto Brasil

O Senado aprovou o projeto que institui cotas de 50% para alunos da rede pública nas escolas técnicas e universidades federais. Segundo a proposta, as vagas serão destinadas aos alunos que tiverem estado todo o Ensino Médio em escolas públicas e também serão divididas seguindo a proporção de negros e indígenas do Estado em que a instituição estiver localizada. O texto ainda passará pela Câmara dos Deputados, onde deverá sofrer alterações.

O objetivo do projeto é dar mais oportunidades aos alunos de baixa renda, independente de sua etnia, mas sim da situação econômica – como tem sido feito até então no sistema de cotas. “Em 1993, havia muito mais estudantes da rede pública que ingressavam nas escolas técnicas. Hoje em dia, isso mudou completamente”, disse a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e autora do texto original. Leia o resto do artigo »

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Delfim e Bresser unidos em duras críticas à ação do BC

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Delfim Netto e Luiz Carlos Bresser Pereira, durante seminário na Fundação Getúlio Vargas, fizeram fortes críticas à política de juros e metas de inflação do Banco Central.

Delfim classifica de infantil a atitude do governo brasileiro de se antecipar com o aumento dos juros, sendo que a inflação é internacional. Pois o efeito principal dessa medida é a valorização do câmbio.

Bresser Pereira, classificou de “suicida e alucinada” a política cambial do Brasil e não acredita que o mercado possa ajustar os valores caso o dólar venha se apreciar, por conta da taxa atrativa de juros para especuladores estrangeiros. E a atual política cambial segue exemplos de governos populistas. O ex-ministro afirmou que a valorização do real favorece os gastos dos brasileiros.

Publicado no JB Online

A política de juros e metas de inflação do Banco Central esteve sob fortes ataques, ontem, em São Paulo, especialmente por parte de dois ex-ministros da Fazenda, Delfim Netto e Luiz Carlos Bresser Pereira, durante seminário na Fundação Getúlio Vargas.

Para Delfim, com a política monetarista do BC, o Brasil torna-se o último “peru com farofa na mesa dos especuladores internacionais, fora no Dia de Ação de Graças”.

Já Bresser Pereira classificou de “suicida e alucinada” a política cambial do Brasil, o que, no seu entender levará a uma crise de pagamentos em dois ou três anos”.

Bresser também disse não acreditar que o mercado possa ajustar os valores caso o dólar venha se apreciar, por conta da taxa atrativa de juros para especuladores estrangeiros. Leia o resto do artigo »

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Governo lança ação contra queimada

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz

Governo utilizará moradores para evitar incêndios nos períodos de seca das regiões Norte e Centro-Oeste. Essa é uma medida que tem como proposta a redução do desmatamento. Essa iniciativa também gerará empregos temporários para quem colaborar com a medida.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Para evitar incêndios nos meses de seca, Ministério do Meio Ambiente vai combater uso do fogo no campo

Luciana Nunes Leal, BRASÍLIA

Com a proximidade do período mais crítico de seca nas regiões Norte e Centro-Oeste, o Ministério do Meio Ambiente editará nos próximos dias uma portaria com ações para o combate a queimadas em 32 municípios da Amazônia Legal. A medida mais importante para evitar incêndios será o treinamento e a contratação de mil brigadistas – moradores das próprias cidades que atuarão na prevenção e no combate ao fogo.

A iniciativa faz parte das propostas para redução do desmatamento que vêm sendo colocadas em prática desde janeiro, quando o governo divulgou uma lista dos 36 municípios que mais destroem a floresta.

Os 32 municípios incluídos no plano de queimadas ficam no Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. “Fizemos uma avaliação técnica com imagens de satélite dos últimos três anos e escolhemos os municípios mais críticos em relação às queimadas. Nesses lugares não havia ação específica contra os incêndios e passará a haver”, diz o coordenador do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Elmo Monteiro.

Dos 32 municípios, 18 também estão na lista dos campeões do desmatamento. Leia o resto do artigo »

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Combate à inflação divide os países do Sudeste Asiático

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Os governos e bancos centrais dos países do Sudeste Asiático divergem quanto às estratégias para conter os preços sem sufocar a economia. Um exemplo disso é o que vem ocorrendo na Tailândia, onde o ministro da Fazenda e o presidente do banco central divergem publicamente sobre o aumento da taxa de juros.

 Por James Hookway, The Wall Street Journal

 Publicado no Valor

 À medida que a inflação crescente e a desaceleração econômica atingem mais fundo os países do Sudeste Asiático, acostumados com expansão constante, os governos e bancos centrais da região divergem quanto às estratégias para conter os preços sem sufocar a economia.

 O confronto mais agudo acontece na Tailândia, onde o ministro da Fazenda e o presidente do banco central divergem publicamente sobre o aumento da taxa de juros. Para pressionar o banco central, o governo chegou a criar um painel de supervisão da política monetária do Banco da Tailândia.

 A tensão está aumentando em todos os lugares. No Vietnã, as autoridades monetárias do Banco do Estado do Vietnã se perguntam quando os líderes do partido comunista vão autorizar um aumento de juros suficiente para conter a inflação, que acumulou 27% nos 12 meses até julho. No mês passado o banco central da Malásia decidiu manter a taxa de juros inalterada, apesar de a inflação ter atingido o patamar mais alto em 27 anos. O grande vizinho do norte, a China, onde a crescente demanda por petróleo tem contribuído para pressões inflacionárias globais, também está amaciando sua retórica antiinflacionária à medida que os líderes em Pequim ficam mais sensíveis à desaceleração econômica. Leia o resto do artigo »

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