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Blog do Desemprego Zero

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Educação privada x pública

Postado em 8 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), tem o objetivo de aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências.

Seguem abaixo alguns artigos publicados na Folha de São Paulo que retratam alguns resultados obtidos pelas universidades na avaliação do Enade. E chega numa vergonhosa conclusão que a cada três cursos oferecidos por instituições particulares, um foi mal no Enade e uma fatia menor delas aparece no topo do ranking.

E isso é muito preocupante, pois o setor privado é o principal responsável pela expansão das matrículas no ensino superior nos últimos dez anos. Sem ele, o já vergonhoso percentual de menos de 10% da população adulta com nível superior no país seria ainda menor.

Ao defender o novo conceito de avaliação do ensino superior, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que, antes, o processo era uma “festa”. “Todo mundo era aprovado pelo Inep”, disse em entrevista coletiva.

A cada três cursos privados, um foi mal no Enade

Angela Pinho e Johanna Nublat

Publicado originalmente na Folha Online

Praticamente um em cada três cursos oferecidos por instituições particulares foi mal no Enade do ano passado, que avaliou as áreas de saúde, ciências agrárias e serviço social.

Dos cursos de universidades privadas, 31,4% tiveram notas 1 e 2, em uma escala de 1 a 5, no CPC (Conceito Preliminar de Curso). Entre as públicas, o percentual foi de 18,2%. Estão incluídas aí 23 federais, 19 estaduais e 22 municipais.

Assim como existem mais universidades privadas com notas ruins, uma fatia menor delas aparece no topo do ranking do Enade.

Um terço das graduações oferecidas por instituições públicas tirou notas 4 e 5, o que se repetiu somente com 10,4% dos cursos privados.

O curso de radiologia do Centro Universitário São Camilo, na cidade de São Paulo, foi o único, de 1.074 privados avaliados, que recebeu a nota máxima no Enade.

Conceito Enade

Se for considerado o conceito Enade, que mede o desempenho dos estudantes universitários na prova, o número de cursos com nota máxima aumenta -são quatro.

O aspecto em que as universidades particulares mais se destacam é o que diz respeito ao conhecimento agregado pelas instituições ao aluno durante o curso, medido pelo conceito IDD (Indicador de Diferença de Desempenho). Leia o resto do artigo »

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Wikipedia inspira criação de projeto coletivo de carro elétrico

Postado em 8 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

“Depois da wikipedia, vem aí o wikicarro. A “eCars – Now!” é uma comunidade finlandesa na Web que procura aplicar a abordagem coletiva usada pelos colaboradores da enciclopédia online Wikipedia na conversão de carros a gasolina para carros elétricos”

Publicado no Estadão

Sami Torma – REUTERS

Depois da wikipedia, vem aí o wikicarro. A “eCars – Now!” é uma comunidade finlandesa na Web que procura aplicar a abordagem coletiva usada pelos colaboradores da enciclopédia online Wikipedia na conversão de carros a gasolina para carros elétricos. O primeiro deles deve estar rodando ainda este ano.

O fórum alega ser o primeiro do tipo no mundo, e deseja oferecer uma alternativa ao que seus membros percebem como lentidão nos setores de petróleo e automóveis. O grupo está trabalhando de acordo com a tradição dos projetos de software de “código aberto” como o sistema operacional Linux, criado por um finlandês e que hoje desafia o domínio da Microsoft.

“Se conseguirmos muito sucesso, ajudaremos a criar projetos semelhantes em todo o mundo, com os quais poderemos compartilhar o que sabemos”, disse Jukka Jarvinen, um participante do projeto, que acrescentou que esquema semelhante estava sendo lançado na Dinamarca. “Estamos esperando criar um movimento mundial”, afirmou. Leia o resto do artigo »

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Inflação global e os trabalhadores: de vítimas a vilões

Postado em 8 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Márcio Pochmann, declara no artigo abaixo que a atual inflação global revela, de um lado, a força crescente dos monopólios privados a impor preços superiores aos custos para manutenção das margens fixas de lucro. De outro, o desequilíbrio de poder entre nação e corporação transnacional, cujo resultado tende a implicar aos trabalhadores, nos momentos de inflação, o prejuízo da perda do emprego ou da queda do salário.

Por Márcio Pochmann,

Publicado originalmente no Valor

Impressiona como o debate acerca da oscilação inflacionária recente no Brasil se mantém ainda permeado pela visão liberal-conservadora. Não obstante as profundas modificações transcorridas nas economias mundial e nacional, o diagnóstico sobre a elevação do custo de vida prevalece a-histórico, como se as causas da inflação de hoje pudessem ser exatamente as mesmas de outros tempos e convergentes com a hipótese de igualdade plena entre países, o que torna o receituário idêntico para qualquer nação (Brasil, China, Moçambique ou Alemanha), independente do grau de desenvolvimento.

Pela perspectiva dominante, trata-se fundamentalmente da tradicional inflação de demanda que exige nada mais do que o velho tratamento: corte na demanda agregada. Em outras palavras, as classes trabalhadoras, vítimas do aumento do custo de vida, são novamente transformadas em vilões, seja pelo desemprego em desaceleração (mesmo que extremamente elevado), seja pelo salário que acompanha a inflação passada, ainda que bem distante dos ganhos de produtividade. Frente à maior complexidade das economias, diagnóstico e receituários seguem irretocáveis, indicando o empobrecimento de uma visão já arcaica. Da mesma forma com que não parece haver espaço decente para o questionamento dos erros seguidamente cometidos pelo abuso do receituário liberal-conservador, tampouco são construídas novas e ousadas ferramentas para tratar decentemente da inflação no capitalismo do Século XXI.

Nas economias avançadas, observa-se cada vez mais como o duplo movimento do pêndulo de Karl Polanyi se faz concreto. Após quase três décadas de predomínio neoliberal na condução das políticas econômicas e sociais, robustece o resgate – em novas bases – do papel do Estado. No aprofundamento da crise do setor privado dos EUA, o governo foi desesperadamente convocado de novo a lançar mão de diversas medidas antes tão criticadas por teóricos e praticantes do liberal-conservadorismo – que por lá, aliás, parecem taticamente ter desaparecido, enquanto por aqui atraiçoam como se fossem personalidades de plástico a viverem numa bolha social. Leia o resto do artigo »

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O guardião da imprevisibilidade

Postado em 8 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Luís Nassif

Fonte: Projeto Brasil

Não se trata de engenharia de obras feitas, porque escrevi várias vezes no Blog: havia uma tendência óbvia de queda do ritmo da inflação no segundo semestre. Primeiro, pela queda da renda, motivada pela inflação de alimentos. Segundo, pelo fim da própria inflação de alimentos.

Ora, as commodities internacionais estavam no preço mais alto da história. No primeiro semestre houve um “overshooting” expressivo. Qualquer especialista consultado tinha dois cenários para o segundo semestre: o pessimista, no qual considerava que os preços permaneceriam nesse patamar; e o otimista, considerando que haveria uma queda nas cotações. Tinha-se claro o quadro de desaquecimento mundial. Tinha-se a possibilidade, não de todo clara, do dólar voltar a se apreciar – atraindo recursos aplicados em commodities.

No cenário pessimista, não haveria inflação de alimentos (já que inflação é variação); no otimista, haveria deflação.

Porque, então, o mercado inteiro apostando em inflação mais alta, em dificuldade para se atingir a meta, espalhando um terrorismo amplo? Porque, na Pesquisa Focus, o objetivo final do analista não é acertar individualmente a inflação: é chegar o mais perto possível da inflação que ele julga estar na cabeça do Banco Central.

Ele ganha quando adivinha a inflação que o BC imagina. E a Pesquisa Focus trata de uniformizar essas expectativas e colocá-las sob controle das expectativas do BC.

Tudo muito bem se houvesse um BC competente. Mas o que se tem, objetivamente, é um BC interessado em estimular expectativas inflacionárias, como álibi para manter taxas de juros elevados. Assim, todo o mercado foi induzido a acreditar em uma inflação que, agora, está refluindo – demonstrando cabalmente a inutilidade da alta de 0,75 pontos na taxa Selic.

Ontem, o presidente do BC Henrique Meirelles sustentou que o que garante investimento é a previsibilidade; e o BC garante a previsibilidade perseguindo a meta de inflação. Só que, nesse afã, tornou imprevisíveis dois preços fundamentais: juros e câmbio. Dizer que é previsível um cenário em que se sai de um superávit de US$ 7 bi para um déficit de US$ 30 bi nas transações correntes é forçar a barra.

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A SEMANA A LIMPO

Postado em 8 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Léo Nunes – Paris

 

 

Brasil

 

O ministro Tarso Genro criticou a sugestão do delegado Protógenes Queiroz, que pede mais independência aos delegados da Polícia Federal. Segundo Genro, tal medida poderia ferir a divisão entre os três poderes prevista pela constituição. A discussão continua calorosa. No Brasil, parece que peixe grande não pode ser fisgado.

 

Economia

 

O chanceler Celso Amorim afirmou nesta semana que os subsídios agrícolas dos países ricos foram a principal causa do fracasso das negociações da Rodada de Doha. Ainda segundo o ministro, a crise alimentar tem relação direta aos subsídios, na medida em que desestimula a produção agrícola em países pobres.

 

Internacional

 

Os Jogos Olímpicos de Pequim começam oficialmente hoje, após muitas polêmicas. O presidente norte-americano George W. Bush fez duras críticas a supostas violações dos direitos humanos por parte do governo chinês. Além disso, jornalistas têm reclamado da censura ao acesso de sites na internet. Muita coisa deve ainda acontecer nos próximos dias.

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa, escreve neste espaço às segundas, quartas e sextas-feiras.  Meus Artigos

 

 

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O PORQUÊ DOS JUROS ALTOS

Postado em 8 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

 

RIVE GAUCHE

 

Léo Nunes – Paris - Depois da polêmica decisão do Copom em elevar a taxa de juros básica da economia surgiram diversos artigos na imprensa com o objetivo de explicar os motivos que nos levam a ter a maior taxa de juros real do mundo. Alguns economistas ligados aos cânones ortodoxos insistem em apelar para o argumento da solução única.

 

Para eles, o nível dos juros tem relação com os fundamentos fiscais e com a ausência de reformas microeconômicas. Tudo o que estiver fora deste campo de argumentação é visto como esoterismo, magias e crenças que se encontram fora do âmbito da “ciência” econômica. Entretanto, muitos autores do próprio mainstream (ver Eichengreen e Stigltiz, dentre outros) têm contestado sistematicamente, a partir de testes econométricos, a relação entre taxa de juros e fundamentos fiscais.

 

Se analisarmos o assunto mais atentamente, observaremos que o governo Lula, por exemplo, diminuiu a proporção de gastos correntes em relação ao PIB. O fato é que a rubrica juros da dívida interna tem comprometido a implementação de uma política fiscal mais ativa. O cachorro tenta morder o próprio rabo. Os juros são altos; por este motivo, parte considerável do orçamento é destinada a remunerar os juros desta dívida. Por fim, a situação fiscal se deteriora e o Banco Central consegue um motivo para manter os juros nas alturas.

 

De fato, a taxa de juros é utilizada para sobrevalorizar a taxa de câmbio. A apreciação cambial segura a taxa de inflação, ao evitar a ocorrência do passthrough, que é o aumento do nível de preços, dada uma depreciação na taxa de câmbio. Esse é o mecanismo que a autoridade monetária emprega para colocar a inflação dentro da meta.

 

Entretanto, a taxa de câmbio apreciada já apresenta seus resultados. A competitividade de nossas exportações está comprometida e as contas externas já apresentam déficit. Por outro lado, o diferencial de taxa de juros, associado a expectativa de apreciação cambial, tem estimulado a entrada de capitais especulativos, que podem sair abruptamente no primeiro sinal de crise.

 

Com todos estes ingredientes, não resta dúvidas que o Banco Central pode nos levar a problemas sérios num contexto de reversão do ciclo econômico. O momento exige cautela da autoridade monetária, mas aumentos excessivos dos juros podem comprometer nossa situação no futuro.

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

 

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A participação das mulheres na eleição municipal

Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson Marinho

A importância das mulheres na política volta e meia retorna ao debate. A cota para candidaturas femininas não é preenchida por nenhum partido político, sem exceção. Os partidos, de maneira geral, são considerados como ambientes “machistas”. Não vou entrar nessa discussão mais profundamente, mas algo não está dando certo na política de cotas femininas para lançamento de candidaturas pelos partidos. Ademais, não é objetivo deste post discutir as possíveis razões da suposta baixa participação das mulheres nos espaços formais da política (executivos e legislativos). O que vamos falar é sobre o florescimento de candidaturas femininas competitivas em algumas grandes capitais do país – Fortaleza, Natal, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. São candidaturas com chances de vitória, mesmo que algumas ou a maioria não obtenham o sucesso de chegar lá, já se percebe pelas primeiras simulações que são candidaturas que irão dar muito trabalho a seus adversários.

Na região Nordeste, duas capitais apresentam candidaturas femininas competitivas. Em Natal, duas candidatas disputam preferência do eleitorado: Micarla de Souza (PV) e Fátima Bezerra (PT). A candidata do PV aparece como virtual vencedora no primeiro turno, seguida de longe pela então candidata petista. Na capital cearense, a disputa está embolada entre três principais candidatos, sendo duas candidaturas femininas: a atual prefeita Luzianne Lins (PT) e a ex-esposa de Ciro Gomes, Patrícia Saboya (PDT). Na cidade, os comentários é que a disputa seja entre a “lôra” (Luzianne) e a “morena” (Patrícia). Pelos índices de rejeição de Moroni Torgan (DEM), mesmo que este passe para o segundo turno, dificilmente vencerá a eleição contra a candidata escolhida. Leia o resto do artigo »

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Tabela do IR já está defasada em 43,4%

Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

A correção de 4,5% da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) neste ano será insuficiente para repor a perda do valor do dinheiro no período. De 1996 até hoje, a defasagem da tabela do IR, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), chega a 43,41%.

Por Edna Simão

Publicado no Correio Braziliense

O contribuinte pode até tentar, mas não consegue escapar das garras do Leão. A correção de 4,5% da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) neste ano será insuficiente para repor a perda do valor do dinheiro no período. A inflação deve fechar o ano em 6,54%. De 1996 até hoje, a defasagem da tabela do IR, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), chega a 43,41%.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, aproveitou a mudança de chefia da Receita Federal para solicitar à nova secretária, Lina Maria Vieira, um estudo sobre a reformulação das regras do IRPF. A idéia é tornar a tabela mais progressiva, ou seja, com incidência maior para os que têm renda mais alta. Para isso, seria feito a redução da alíquota máxima de 27,5% e criação de percentuais intermediários. Apesar da iniciativa, não há previsão de que isso ocorra no curto prazo.

“Se não vão mexer nas alíquotas, o governo poderia corrigir a tabela de acordo com a inflação. Isso faria com que um número maior de pessoas se enquadrasse na faixa de isento”, ressaltou o advogado tributarista Erio Umberto Saiani. Enquanto mudanças não são implementadas, a arrecadação do tributo não pára de crescer. No primeiro semestre de 2008, a receita de IR totalizou R$ 33,778 bilhões, aumento real de 18,9% ante o mesmo período do ano passado (R$ 28,408 bilhões). Leia o resto do artigo »

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