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Blog do Desemprego Zero

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Bye, bye, Meirelles

Postado em 16 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Fonte: CartaCapital

Henrique Meirelles já comunicou ao presidente Lula que deixará o comando do Banco Central em breve, depois de seis anos no cargo. O goiano de Anápolis, de 62 anos, passará um curto período de quarentena e muito provavelmente disputará o governo de seu estado nas eleições de 2010. Seu sonho é um dia subir a rampa do Planalto e tornar-se presidente da República.

A conferir. Um fato é inegável: a capacidade de sobrevivência de Meirelles no governo. É o único integrante da equipe econômica intocado desde o início da gestão de Lula, em 2003. Uma espécie de estranho no ninho, uma vez que o aliado Antonio Palocci foi forçado a deixar o Ministério da Fazenda, em março de 2006, chamuscado por denúncias.

Quem aspira sentar-se na cadeira de Meirelles? O que seria melhor para o País? Talvez o presidente finalmente crave um nome mais afinado com a ala desenvolvimentista do governo, hoje majoritária. Os amantes do crescimento têm esperança de que o futuro titular se alinhe a um projeto nacional e não sistematicamente sabote a economia brasileira a qualquer sinal de sopro de vida.

Para a sucessão, o mercado discute uma “solução interna”. Trata-se mais de um wishful thinking. Os candidatos naturais ao cargo seriam o diretor de Normas do BC, Alexandre Tombini, e o diretor de Política Econômica do banco, Mário Mesquita. Não representariam ruptura alguma. Os economistas críticos da atuação do BC preferem colocar as fichas em Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para o qual os executivos financeiros torcem o nariz. Seria um sinal de que os tempos de ultraortodoxia viraram passado.

Meirelles foi alçado ao BC por falta de alternativa do presidente. Os nomes cogitados no fim de 2002 não aceitaram a empreitada. O presidente teria preferido Fabio Barbosa, então executivo máximo do Banco Real e eleitor do PT. Mas ele declinou do convite. Em um ato de desespero, Lula chegou a sondar o então titular da pasta, Arminio Fraga, para permanecer alguns meses no cargo e realizar uma transição suave. O ex-operador de George Soros optou por voo próprio, ao fundar a Gávea Investimentos e partir para aquisições de empresas. Leia o resto do artigo »

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Os Juros e a intervenção do BC

Postado em 16 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Fonte: O Estado de S. Paulo

Segundo a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa média de juros caiu de 7,61% ao mês, em novembro, para 7,49% em dezembro. Uma redução que pouco contribuirá para reanimar a demanda.

Os juros alcançaram o teto em novembro, diante das dificuldades das instituições financeiras em captar recursos externos e pelo receio de aumento da inadimplência, embora diversas medidas do Banco Central (BC) devessem ter induzido uma redução muito maior.

É importante notar que uma taxa anual média de 141,12% é escandalosa para um país cuja inflação anual é estimada em torno de 6,5% para o IPCA. A redução dos juros que se verificou em dezembro certamente não reflete as mudanças que beneficiaram os bancos: redução do compulsório e ligeira melhora na captação de recursos, mas apenas a menor procura por crédito. Pode-se considerar como certo que o Comitê de Política Monetária optará, em 21 de janeiro, por uma redução da taxa Selic de pelo menos 0,50 ponto porcentual. Leia o resto do artigo »

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Câmbio favorece negócio com os árabes

Postado em 16 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Fonte: Gazeta Mercantil

Por Roberto Tenório

A valorização do dólar nos últimos meses deverá impulsionar o volume dos negócios com produtos agropecuários entre o Brasil e os países árabes em 2009. Mesmo após o agravamento da crise, no segundo semestre de 2008, as exportações para os países árabes continuaram em expansão e fecharam acima das expectativas. O crescimento no terceiro trimestre também pode ser atribuído ao direcionamento dos produtos que deixaram de ser consumidos nos mercados europeu e americano, os que mais foram prejudicados com a crise. Nesse período, por exemplo, a receita com cafés cresceu 55,8% e a de carnes subiu 8% na comparação com 2007, segundo informações da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB).

“O problema de liquidez que afeta o mundo inteiro não é problema para os países árabes. A queda nas cotações do petróleo foram compensadas em parte pela valorização do dólar e isso poderá criar muitas oportunidades para os empresários brasileiros em 2009″, avalia Antônio Sarkis Júnior, presidente da CCAB. Ele acredita que ainda existem muitos mercados para serem explorados. “Sempre que fizemos projeções de crescimento das exportações elas foram superadas”, ressaltou. Ele disse ainda que o fluxo comercial entre Brasil e os países do bloco sempre foi equilibrado. “Em 2007, o Brasil foi superavitário na balança comercial e no ano passado foi a vez do Brasil”, conta. Leia o resto do artigo »

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Desemprego ainda é visto como “marolinha”

Postado em 16 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Fonte: Gazeta Mercantil

O presidente Lula disse que a crise financeira é motivo de preocupação, mas não pode ser desculpa para atitudes precipitadas “nem do governo, nem dos empresários”. A razão das declarações do presidente foram tanto os novos números sobre o desemprego, inclusive na indústria automobilística, como o fato de a Força Sindical ter suspendido negociações com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A preocupação de Lula tem razão de ser. Anteontem, com a presença de 17 das maiores empresas brasileiras, foi fechada na Fiesp a proposta de redução dos salários e da jornada de trabalho para evitar grandes demissões na indústria, comércio e setor financeiro. A iniciativa imediatamente dividiu o meio sindical. Há uma semana os empresários obtiveram o apoio para essa iniciativa da Força Sindical, com quase cinco milhões de trabalhadores na base, com 612 sindicatos filiados. A reação foi diferente por parte da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que rejeitou o acordo afirmando que há “outros meios de negociação e diálogo”. A liderança da Fiesp, por sua vez, considera o momento como “atípico” e que ficar contra a redução de salário e de jornada significa “estar a favor do desemprego”.

A rigor, a questão toda está mal posta. Há uma semana, quando parcela do sindicalismo concordou com os termos dessa proposta, as demissões não tinham começado. Desde o início desta semana, no entanto, indústrias de vários setores, de papel e celulose a têxtil, do setor químico ao metalúrgico, anunciaram cortes especialmente volumosos. O quadro ganhou dimensão muito preocupante com a decisão de uma grande montadora de demitir funcionários temporários antes do final do contrato. Ato contínuo, os sindicalistas reavaliaram os termos das propostas. O clima de desconfiança se instalou a ponto de Lula garantir ontem que pediu ao ministro da Fazenda que solicitasse à montadora o pagamento dos salários devidos aos trabalhadores até o final do contrato. O presidente assegurou que os empregados demitidos teriam contratos até março. Leia o resto do artigo »

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Crise de confiança mina investimentos

Postado em 15 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: Monitor Mercantil

A crise internacional está derrubando os investimentos industriais no país e provocará uma brusca reversão nos resultados da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no produto interno bruto (PIB) já a partir do quarto trimestre de 2008, cujos dados serão apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março.

Segundo economistas, a falta de confiança dos empresários é a principal explicação para que as turbulências tenham chegado tão rápido aos investimentos. A restrição de crédito também é citada como justificativa importante para a mudança.

Para Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, o desempenho da FBCF no quarto trimestre vai mostrar a maior queda, ante o trimestre imediatamente anterior, já apurada pelo IBGE. Ele projeta um recuo de 10,9% nos investimentos ante o terceiro trimestre de 2008 e um aumento de apenas 1,6% ante igual trimestre de 2007. Leia o resto do artigo »

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Os industriais paulistas estão sugerindo redução de juros e jornada de trabalho, mas também de salários. Será que é justo?

Postado em 14 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Fonte: Último Segundo

SÃO PAULO – Cerca de 30 empresários que pertencem ao Conselho Superior Estratégico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foram unânimes em exigir o recuo da taxa básica de juros da economia (Selic) e a redução da jornada de trabalho com redução de salário como alternativas ao desemprego. Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, “se a taxa de juros não baixar, parte da culpa do desemprego será do governo”, disse ele, em encontro com a imprensa após a reunião do conselho nesta quarta-feira.

Ele citou que em muitos países a taxa foi reduzida e em parte deles está negativa. “Não haveria nenhum problema se a taxa estivesse em 8, 9%”, afirmou, referindo-se à taxa que hoje é de 13,75 por cento.

Segundo Skaf, com uma taxa de 8,75%, o Brasil deixaria de pagar algo como “70 bilhões de reais em juros da dívida”. O presidente da Fiesp também informou que os empresários reunidos defenderam, por unanimidade, a redução da jornada de trabalho com retração salarial, mas não se comprometeram a paralisar as demissões.

Skaf ressaltou que a possibilidade está dentro da lei e que a Fiesp tem estimulado esse tipo de acordo no lugar dos possíveis cortes.

Questionado sobre a ausência da CUT na reunião de terça-feira com sindicalistas, o empresário disse que, se cada categoria assim decidir, “vamos fazer isso com CUT ou sem CUT”.

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Resta o investimento

Postado em 14 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Fonte: Carta Capital

Por Delfim Netto

É mais do que justificável a apreensão com a qual o Brasil assiste à chegada de uma crise gerada no mundo desenvolvido e que ameaça interromper o ciclo de crescimento apenas iniciado. Esta não é uma recessão como as anteriores, produzidas deliberadamente pela própria política monetária para corrigir o excesso da expansão da demanda. Ela é a colheita dos equívocos da política monetária laxista dos bancos centrais (liquidez abundante e taxa de juro real muito baixa) e da política fiscal (excesso de estímulo à atividade imobiliária para financiar residências a quem não podia pagar), com as quais se empurrou com a barriga a recessão de 2001.

O desenvolvimento da economia brasileira tem sido cheio de curiosos paradoxos. Entre 1950 e 1985, em meio a chuvas e trovoadas, o Brasil foi um dos países que mais cresceram no mundo ocidental (passou da décima para a oitava economia mundial). Crescemos à taxa anual de 6,5%, ante um crescimento mundial da ordem de 4,4%. Na convulsão planetária dos anos 80, fomos o primeiro país a equilibrar o balanço em conta corrente (1984), à custa de feroz recessão interna e, por dificuldades políticas e ideológicas, o último a negociar a dívida externa (1994), passo preliminar para o sucesso do extraordinário programa de estabilização, o Plano Real. Vencemos a inflação, mas reconstruímos a dependência externa (de 1995 a 2002, acumulamos quase 200 bilhões de dólares de déficits em conta corrente). Entre 1985 e o segundo semestre de 2006, crescemos à taxa anual de 2,6%, enquanto o mundo crescia a 3,7%.

Só voltamos a crescer mais do que o mundo no terceiro trimestre de 2006, quando, graças à expansão da economia mundial a partir de 2003 (que resolveu nosso problema externo) e à trouvaille do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Brasil recuperou a crença de que poderia crescer acima dos fatídicos 3% do produto potencial construído por sofisticados métodos econométricos por nossos “cientistas”. A economia mundial começou a reduzir seu ritmo de crescimento no terceiro trimestre de 2007, um ano depois de o nosso crescimento voltar a ser maior do que o dela. Desde o primeiro trimestre de 2008, aumentou a velocidade de seu encolhimento como consequência da crise financeira que nela se instalou.

As ligações entre o nosso crescimento e o do mundo se fazem pela variação do ritmo da demanda externa de nossos produtos, pela variação das relações de troca (preços importação/preços exportação), pela variação do financiamento externo e pela variação do investimento externo direto. É muito difícil avaliar o resultado final de movimentos tão complexos, mas a resultante, certamente, será negativa. Recebemos o bônus de estar no mundo e vamos pagar o ônus de estar nele.
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Exclusões no Bolsa Família

Postado em 13 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Fonte: Correio Brasiliense



Ao mesmo tempo em que planeja a ampliação do número de beneficiários, MDS estima retirar este ano 1 milhão de famílias do programa

Por Daniel Pereira

O governo se prepara para passar um pente-fino, a partir de abril, em cerca de 5 milhões dos 11 milhões de benefícios do Bolsa Família. A medida atende a uma regra fixada no artigo 21 do Decreto 6.392, de março de 2008, segundo o qual a concessão do benefício tem caráter temporário e deve ser revista a cada dois anos. Secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Lúcia Modesto prevê que 10% das famílias analisadas perderão o direito de continuar no programa depois de concluído o trabalho. Ou seja, 500 mil famílias.

Lúcia ressalta que o número é uma estimativa, baseada em auditorias já realizadas. Além desse grupo, mais 622 mil famílias correm o risco de não mais receber os valores pagos, que são de R$ 85 em média. Nesse caso, os benefícios já foram bloqueados para que a pasta investigue, por exemplo, se o aumento da renda dos beneficiários não lhes tirou o direito de permanecer no Bolsa Família. Só as famílias com renda per capita de até R$ 120 mensais podem ser atendidas pelo programa. Para Lúcia, cerca de 500 mil benefícios já bloqueados serão cancelados.

Pobreza oculta

Confirmada a previsão da secretária, 1 milhão de famílias, portanto, sairão do programa devido à fiscalização. Nada que implique redução da quantidade de pessoas beneficiadas pela iniciativa. Conforme o Correio antecipou na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, querem incluir no Bolsa Família toda a parcela da população que faz jus ao benefício. Ambos estariam preocupados com a “pobreza oculta” no Brasil, conforme a assessoria de imprensa do ministério. Hoje, 11 milhões de famílias são atendidas. Segundo Lúcia, mais 2,2 milhões de famílias reúnem as condições de perfil e de renda para entrar no programa.

Metade delas pode substituir o grupo que tende a perder o direito ao benefício depois dos cancelamentos e da revisão. A outra metade só será agraciada caso o governo libere verba adicional para o ministério. O reforço necessário seria de cerca de R$ 1 bilhão, diz Lúcia. Para estimar a quantia, ela levou em consideração o valor médio do benefício. Na quarta-feira, o Correio publicou que 5 milhões de famílias – e não 2,2 milhões, tal qual estipula a secretária – estariam aptas a entrar no programa. A informação foi passada pela assessoria do ministério, para quem 15,7 milhões das 17,4 milhões de famílias incluídas no Cadastro Único para Programas Sociais teriam o “perfil” do Bolsa Família.

Na quinta-feira passada, Lúcia fez questão de ressaltar que vale o número menor divulgado por ela. “Se os nossos números se confirmarem, a gente precisará ter disponibilidade para incluir 1 milhão de famílias”, declarou, referindo-se ao acréscimo líquido de beneficiários, sem contar as substituições. Em 2008, o orçamento do Bolsa Família foi de R$ 10,8 bilhões. Em 2009, será de R$ 12 bilhões. “Colocar (os cerca de) R$ 11 bilhões (de 2008) faz uma diferença fundamental na dinâmica econômica dos municípios onde vivem essas famílias”, acrescentou a secretária.

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