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Blog do Desemprego Zero

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Contas externas têm o pior resultado desde 1998

Postado em 26 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Fonte: Agência Estado

 O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, disse que o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos do País de 2008 (US$ 28,3 bilhões) é o pior resultado desde 1998, quando as transações correntes do País com o exterior amargaram déficit de US$ 33,416 bilhões. Altamir afirmou que, a despeito da crise, as contas externas brasileiras não apresentaram deterioração tão expressiva como em crises anteriores, principalmente porque o Brasil reduziu o seu nível de endividamento externo e passou a ser credor líquido nos últimos meses.

Investimento externo direto bate o recorde de US$ 45,06 bi em 2008 Conta corrente fecha 2008 com déficit de US$ 28,3 bilhões

Ele explicou que, antigamente, as crises aumentaram drasticamente o gasto com juros da dívida externa. Em 2008, mesmo com a crise, o gasto com juros – US$ 7,232 bilhões – foi o menor desde 1994, quando a despesa totalizou US$ 6,337 bilhões. “Hoje, temos receitas maiores e menos despesas”, afirmou.

O chefe do Depec também destacou o recorde no ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2008 – US$ 45,060 bilhões. “A trajetória do IED mostra que a perspectiva das empresas que investem no Brasil é de médio e longo prazos e revelam que há confiança na melhora das condições econômicas do futuro”, afirmou. Leia o resto do artigo »

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A crise ficou mais real

Postado em 26 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Por André Siqueira

Fonte: Carta Capital

A geração de empregos com carteira assinada ultrapassou 1,5 milhão de postos em 2008. Mas só em dezembro o equivalente a quase metade desse saldo se perdeu, com a brusca queda de 654 mil vagas, conforme revelou o Ministério do Trabalho na segunda-feira 19. Tudo indica que a crise continua a corroer rapidamente as vagas no mercado de trabalho, a julgar pelos recentes anúncios de cortes em grandes empresas. Serviu de alento o indicador do IBGE, divulgado na quinta-feira 22, dando conta de que o ano terminou com nível de desemprego de 6,8%, inferior ao de dezembro de 2007 (7,4%) e o menor desde o início da série, em 2002.

O cenário sombrio é reforçado pelos indicadores da atividade econômica. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que houve queda de 9,9% no faturamento do setor entre outubro e novembro de 2008, e redução na renda e no número de horas trabalhadas. A luta pela manutenção dos empregos colocou do mesmo lado da mesa representantes do meio empresarial e das maiores centrais sindicais – ainda que não haja consenso sobre como estancar a sangria.
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Ave, Mr. Obama!

Postado em 26 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Por Antonio Delfim Netto

Fonte: Carta Capital

O Brasil vive momentos de angústia. Depois de ter reencontrado há três anos o “espírito de desenvolvimento”, com melhor equilíbrio interno e externo, como mostra a tabela, vê a situação ameaçada por uma crise produzida nos centros financeiros mundiais.

É importante reconhecer que o sensível progresso se fez com a redução da taxa de pobreza absoluta e a melhora na distribuição de renda, que tornaram mais saudáveis as relações sociais. Que o progresso se deve à continuidade da política econômica, à responsabilidade fiscal, à forte aceleração da economia mundial e ao formidável aumento do comércio, particularmente depois da entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Paradoxalmente, uma das forças que ajudaram a produzir essa aceleração global foi a mesma expansão da liquidez mundial, feita com instrumentos arriscadíssimos que o sistema financeiro inventou sob os olhos complacentes dos seus fiscais (bancos centrais, agências de risco e auditores independentes), e que produziu a crise atual. Hoje sabemos que a lambança dos agentes financeiros foi grande, que seus modelos ignoravam a possibilidade do risco sistêmico, que as autoridades monetárias nunca entenderam o que se passava e, pior, demoraram a descobrir o tamanho do problema que ajudaram a criar. Leia o resto do artigo »

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Empréstimo sairá para quem atingir metas de empregos

Postado em 25 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: Jornal do Brasil

Quando questionado se os novos financiamentos terão alguma cláusula contratual que exija, em contrapartida, a manutenção ou a geração de postos de trabalho, Mantega inicialmente tentou esquivar-se de qualquer polêmica. “Investimento é sinônimo de emprego”, foi sua primeira resposta sobre o assunto. “Isso nós não definimos ainda”, disse logo depois. O ministro explicou, entretanto, que foi determinado ao BNDES que explicite nos contratos de concessão de crédito quantos empregos serão gerados em cada projeto financiado.

O cumprimento dessas metas de emprego serão acompanhadas por uma comissão, mas não há, pelo menos por enquanto, previsão de aplicar penalidades sobre empresas que não honrarem o compromisso. ­ Temos que criar as condições para que não haja necessidade de demitir ­ disse. Leia o resto do artigo »

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Papel do BNDES como hospital de empresas divide especialistas

Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: O Globo

Por: Liana Melo

Ex-diretor do BC diz que o governo emite títulos e banco dá taxa subsidiada

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já foi chamado de hospital de empresas, justamente por dar financiamentos, a juros baixos, a companhias com saúde financeira abalada. O dinheiro era farto e barato.

É que, em menos de 48 horas, o BNDES liberou R$2,4 bilhões para viabilizar a maior empresa de celulose de fibra curta do mundo, com a compra da Aracruz Celulose pela Votorantim Papel e Celulose (VCP). Ontem, foi a vez de o banco receber um reforço de R$100 bilhões do Tesouro, sendo que parte desse montante já tem como destino certo a Petrobras. A estatal recorreu recentemente à Caixa Econômica Federal para poder pagar impostos.

Lessa elogia o “hospital” e lembra lógica passada

Ainda que a justificativa para ajudar as empresas seja a sua relevância estratégica, o economista José Júlio Senna, ex-diretor do Banco Central (BC) e hoje sócio da MCM Consultores, não aprova a prática, apesar da crise financeira:

- O país não está num estágio de desenvolvimento econômico em que possa abrir mão de recursos públicos em setores como saúde, educação e segurança pública. Leia o resto do artigo »

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Decisão do governo causa polêmica entre os analistas

Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: Valor Econômico

Por: Sergio Lamucci

A elevação do orçamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) agradou a economistas heterodoxos, que vêem na medida uma reação importante do governo para combater os efeitos da crise sobre a economia, ao mesmo tempo em que provocou ceticismo e alguma preocupação nos mais ortodoxos. Para estes últimos, incomoda o custo fiscal e a possibilidade de que o banco corra riscos indesejáveis nas operações de empréstimos.

Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), David Kupfer elogiou a medida, considerando positivo que o governo tenha se organizado para levantar “fundos relevantes” destinados a fornecer crédito às empresas num momento em que as fontes privadas de recursos se retraíram. “Demorou um pouco, mas o anúncio veio em boa hora”, afirma ele. Para Kupfer, com os R$ 100 bilhões adicionais para o BNDES em 2009 e 2010, o governo indica que não será por falta de crédito, a um custo atraente, que o investimento vai parar no país.

Professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, José Francisco de Lima Gonçalves também vê com bons olhos a elevação do orçamento do BNDES. Para ele, que também é economista-chefe do Banco Fator, a atuação dos bancos públicos é importante num momento de travamento do crédito como o atual, sendo uma alternativa inteligente para estimular a cambaleante atividade econômica.

Embora o volume de R$ 50 bilhões por ano seja pouco se comparado ao estoque total de crédito no país, de R$ 1,2 trilhão, Gonçalves avalia que se trata de um montante expressivo quando se leva em conta que o dinheiro deve ser destinado a financiar basicamente o investimento. Leia o resto do artigo »

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Estatização, a única saída para os bancos?

Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: Valor Econômico

Por: Célia de Gouvêa Franco

O que os governos dos países mais duramente afetados pela crise financeira devem fazer com os bancos? Nacionalizar todo o sistema? Estatizar imediatamente os bancos que estão às vias de quebrar? Ou deixar as instituições mal administradas irem à lona porque o custo de intervir seria muito alto para os contribuintes e tiraria dinheiro de prioridades como fazer as economias voltar a se expandir? Ou ainda optar por continuar a fazer o que estão fazendo: injetar dinheiro nos bancos e adicionalmente aumentar a regulamentação.

À parte a questão do emprego (ou, mais apropriadamente, do desemprego), dificilmente haverá tema econômico que atraia no momento mais atenção internacional do que o futuro do sistema bancário e como tirá-lo do emaranhado de problemas que travam a concessão de crédito, com graves implicações para o crescimento dos países. Está claro que a primeira rodada de ajuda governamental aos bancos, anunciada depois de setembro, não foi e não é suficiente para salvar os bancos e resgatar as empresas que dependem de empréstimos para o dia-a-dia dos seus negócios e para investir. Sem uma solução para os bancos, aumenta exponencialmente o risco de uma depressão.

Políticos, economistas, empresários, bancários e banqueiros querem dar sua opinião, defender e criticar o aumento da participação do Estado no setor financeiro, propor alternativas ao controle estatal ou apoiar sua ampliação. Neste ponto, gostaria de abrir um parênteses para uma observação pessoal – passados quatro meses desde a eclosão da fase mais aguda desta crise financeira brutal, continuo surpresa com a rapidez com que a discussão sobre o papel do governo na economia voltou ao centro dos fóruns e embates depois de décadas em que o assunto era considerada carta totalmente fora do baralho do debate econômico. Por ora, o foco é a estatização de bancos, mas há quem creia que existe espaço para uma ampliação do debate para outros segmentos. Leia o resto do artigo »

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Belluzzo defende a estatização do crédito

Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: Monitor Mercantil

PARA ECONOMISTA, USURA PODE LEVAR PAÍS À RECESSÃO – O ex-secretário de Política Econômica e professor da Unicamp, Luiz Gonzaga Belluzzo, defendeu a “temporária estatização da concessão de crédito” no país. Para ele, a decisão do governo de deixar disponível ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) R$ 100 bilhões, via Tesouro Nacional, para financiar investimentos de longo prazo é bastante correta e precisa ser amplificada.

“Os bancos no Brasil não estão realizando empréstimos às empresas e consumidores. Na crise, revela-se o caráter coletivista do sistema de crédito nacional”, comentou.

Para Belluzzo, o governo precisa adotar uma atitude mais positiva em relação ao crédito, ou seja, “emprestar diretamente às empresas”, pois as instituições financeiras comerciais ficaram conservadoras demais num período de retração econômica e o risco é levar o país à recessão.

Na sua avaliação, se os bancos não querem conceder financiamentos, o governo deveria fazê-lo diretamente às empresas com recursos do Tesouro Nacional. “Esse movimento está ocorrendo nos EUA e na Inglaterra, onde os respectivos governos estão injetando volumes expressivos de capitais para que o sistema financeiro e empresas voltem a trabalhar normalmente”, comentou.

“O Estado não pode deixar a economia parar se os bancos comerciais decidirem não conceder empréstimos”. Leia o resto do artigo »

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