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Blog do Desemprego Zero

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Inflação velha

Postado em 9 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: O Globo

Por George Vidor


A inflação do ano passado pesará um pouco nos índices de preços de 2009. Não fosse isso, poderia cair até para o piso (2,5%) das metas estabelecidas pelo governo. A transmissão da inflação de ontem para hoje ocorre pelos mecanismos de indexação que persistem na economia brasileira. Tarifas de serviços públicos, aluguéis, anuidades escolares e salário mínimo são assim reajustados.

E sempre após um período de 12 meses. Embora esse tipo de indexação automática viabilize contratos de longo prazo – quem iria investir na concessão de serviços públicos sem ter como contrapartida essa garantia de correção? – o passado acaba criando uma barreira de resistência à queda da inflação. Para compensar a inevitável alta dos chamados preços administrados, vários bens e serviços cujos valores oscilam de acordo com o mercado precisam então baixar.

Desse modo, a trajetória da inflação durante o ano acaba ficando muito dependente dos preços dos alimentos, pois os serviços raramente recuam (já que têm a maior parte de seus custos atrelados a salários) e os produtos industriais também são pouco flexíveis – com exceção de combustíveis, fertilizantes, metais, minérios. Leia o resto do artigo »

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FGTS: aplicação em infraestrutura tem riscos

Postado em 9 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: O Globo

Por Felipe Frisch

Governo deve liberar em maio investimento em fundos para financiar obras do PAC. Incerteza pode ser maior que no mercado de ações

O governo tem acenado com a possibilidade de abrir mais uma oportunidade para trabalhadores aplicarem parte (até 20%) do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em um investimento que pode oferecer rendimentos maiores. O dinheiro que fica no fundo é corrigido pela Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano, o que significa algo em torno de 5% ao ano, menos do que os cerca de 7% da poupança, o investimento mais simples do mercado. A partir de maio, parte do fundo poderia ser aplicada em um fundo que investirá em projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Mas ainda são muitas as dúvidas sobre a proposta – que deve ser enviada, em março, pelo Conselho Curador do FGTS ao presidente Lula -, para saber se valerá a pena. A possível aplicação tem sido comparada aos fundos que permitiram investir parte do fundo de garantia em ações da Petrobras e da Vale, em 2000 e 2002, respectivamente. Mesmo com a crise, os fundos de ações da Petrobras quintuplicaram o valor investido em oito anos. Já os da Vale ganharam quase oito vezes. Leia o resto do artigo »

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A indústria automobilística teve forte retração

Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: Último Segundo

O recuo na produção industrial refletiu o comportamento negativo dos 27 ramos pesquisados, exceto de celulose e papel (0,4%) e outros equipamentos de transporte (6,7%), segundo o IBGE.

A indústria de veículos automotores recuou 39,7% e teve o principal impacto negativo no índice global, seguido por máquinas e equipamentos (-19,2%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-48,8%), metalurgia básica (-18,3%), borracha e plástico (-20,1%), indústria extrativa (-11,8%) e outros produtos químicos (-9,0%). Esse quadro de queda generalizada foi especialmente marcado pelo movimento de setores mais sensíveis à restrição de crédito e a queda das exportações de commodities.  Leia o resto do artigo »

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Uso da capacidade instalada da indústria cai a 80,2% em dezembro

Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: Último Segundo 

BRASÍLIA – O nível de utilização da capacidade da indústria brasileira diminuiu para 80,2% em dezembro de 2008, em termos dessazonalizados, em relação aos 81,4% registrados em novembro. Em dezembro de 2007, o percentual também era maior, de 83,2%. Os dados fazem parte da pesquisa Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta terça. O levantamento também indica uma retração de 8% no total de horas trabalhadas no final do ano passado.

  • Produção industrial brasileira recua 12,4% em dezembro
  • Redução de jornada e salário é aceita por 50% das pessoas, informa pesquisa
  • Venda da indústria cresce 5,7% em 2008, maior alta da série da CNI Leia o resto do artigo »

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A despedida…

Postado em 5 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

de Mino Carta

Quando escolhi o Brasil como lugar definitivo da minha vida, optei também pelo jornalismo. Existe uma indissolúvel conexão entre as duas atitudes. E explico. Até o golpe de 1964, fui jornalista com séria dedicação profissional. De alguma forma mercenário, no entanto.

Diga-se que, depois da renúncia de Jânio Quadros, em agosto de 1961, quando a pressão militar só permitiu a posse de João Goulart, sucessor constitucional, ao forçar a adoção do parlamentarismo, eu ficara de sobreaviso. Mas o golpe se deu também sobre a minha alma e motivou minhas escolhas definitivas.

Entendi que fosse meu dever praticar o jornalismo em um país submetido à ditadura imposta pela classe dominante com a inestimável ajuda dos seus gendarmes, e que se uma única, escassa linha da minha escrita sobrasse para o futuro, teria conseguido conferir um mínimo de importância à minha profissão. Faço questão de sublinhar que não agia desta maneira pelo Brasil, e sim por mim mesmo.

Quarenta e cinco anos depois, vivo uma quadra de extremo desalento, em contraposição às grandes esperanças alimentadas durante a ditadura. Logo frustradas pela rejeição da emenda das eleições diretas após uma campanha a favor que honra o povo brasileiro. Fez-se, pelo contrário, a conciliação das elites, nos exatos moldes previamente desenhados pelo general Golbery do Couto e Silva. A aposta do Merlin do Planalto estava certa e vale até hoje.

Fez-se a conciliação para eleger Fernando Collor e para derrubá-lo. E novamente para eleger Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998. A Carta aos Brasileiros assinada por Lula foi uma tentativa de aparar arestas antes do pleito de 2002, aparentemente mal-sucedida, por ter convencido um número bastante diminuto de privilegiados. A conciliação veio depois da posse, a despeito do ódio de classe que até o momento cega a mídia. Leia o resto do artigo »

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Soberania x Patentes, um debate sobre vida e morte

Postado em 5 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

“O tema central deste debate é o controle entre a vida e a morte feito pelas indústrias farmacêuticas. E não é trivial, já que estamos falando da segunda maior indústria do mundo, só perdendo para a indústria da guerra. E por falar em guerra, nem os exércitos de Israel na Palestina, nem os dos Estados Unidos no Iraque, matam mais do que a indústria farmacêutica na África,” disse o indiano Amit Sen Gupta, durante o debate “Patentes X Soberania”.

Fonte: Carta Maior

O Tripanavir é um medicamento com bons resultados no tratamento da Aids. Mas não tem registro de patente no Brasil e, portanto, não pode ser comercializado em território nacional, porque a indústria que o fabrica, a alemã Boehringer Ingelheim, não tem interesse no mercado verde-amarelo. Suprema ironia: antes de ser lançado, o Tripanavir foi testado em brasileiros. Se isto acontece num país como o Brasil, onde o combate à Aids até ganhou prêmios da Organização Mundial da Saúde, imagine-se, então, o drama vivido na África, continente em que o HIV tornou-se epidêmico. O convite a esta reflexão foi feito no Fórum Social de Belém pelo indiano Amit Sen Gupta, secretário geral da All Índia Peoples Science Network and Delhi Science.

“O tema central deste debate é o controle sobre a vida e a morte feito pelas indústrias farmacêuticas. E não é trivial, já que estamos falando da segunda maior indústria do mundo, só perdendo para a indústria da guerra. E por falar em guerra, nem os exércitos de Israel na Palestina, nem os dos Estados Unidos no Iraque, matam mais do que a indústria farmacêutica na África,” disse Amit durante o debate “Patentes X Soberania”, promovido pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar). Leia o resto do artigo »

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Crédito travado e caro no Brasil

Postado em 5 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Carta IEDI n. 348 – Políticas para Reativar o Crédito: Os Casos de França e Reino Unido

No Brasil, o crédito “travou” e tornou-se muito mais caro tão logo ocorreu o forte agravamento da crise internacional em 15 de setembro do ano passado. Isso decorreu da restrição de novos financiamentos de origem externa, assim como de uma muito conservadora avaliação do risco de crédito que as instituições financeiras internas passaram a adotar nos financiamentos para as empresas e para as pessoas físicas. O Banco Central procurou atacar esse problema com medidas exclusivamente voltadas à expansão da liquidez, no suposto de que a ampliação da liquidez acabaria cedo ou tarde por afrouxar o aperto do crédito. A política não surtiu efeito, de forma que o problema do financiamento continua grave. Isso vem tendo papel decisivo em conduzir a economia brasileira para uma retração mais aprofundada. Ações mais fortes e diretas devem ser tomadas para reduzir o problema. Nada será possível sem novas reduções da taxa básica de juros e, simultaneamente, sem medidas eficazes de indução do crédito. Esta edição da Carta IEDI aborda dois casos de políticas voltadas para enfrentar o problema da restrição do crédito: o da França e o do Reino Unido. O objetivo é reunir experiências que possam servir de referência para possíveis ações no Brasil. Leia o resto do artigo »

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O alerta da Islândia para o mundo

Postado em 5 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Por Ralf Hoppe

Da Der Spiegel

Segundo uma história, os islandeses mais ricos deixaram o país há meses, com suas malas cheias de dinheiro ao embarcarem em um jato particular com destino a Portugal. Supostamente eles retornarão em breve para cobrir seus rastros. A coroa islandesa perdeu um terço de seu valor frente ao euro em um ano e permanece volátil. Ninguém nas lojas sabe qual é atual taxa de câmbio.

Vilhjalmur, um ex-banqueiro de 56 anos, trabalha como professor de macroeconomia, atua como presidente da Associação dos Pequenos Investidores e é um atleta amador dedicado. Ultimamente, ele anda extremamente irritado porque previu tudo o que está acontecendo agora. Ele sempre permaneceu politicamente neutro por acreditar que um economista deve preservar sua independência – apesar disso ter colocado freios em sua carreira. Agora ele está sendo considerado para se tornar o novo presidente do banco central ou conselheiro do ministro das finanças. “Nós colocamos nossa economia nas mãos de criminosos”, ele diz, “e o trabalho de limpeza será um banho de sangue”.

Ele conhece muito bem alguns dos perpetradores. “Eles foram meus alunos”, ele diz.

Primeiro veio a crise financeira, depois o alvoroço: a Islândia é o primeiro país europeu a sofrer os efeitos plenos da crise financeira global. Isto é uma amostra do que está reservado para o restante do mundo?

Está nevando e em breve escurecerá de novo. A noite começa aqui por volta das 4 horas da tarde, seguida por uma longa, longa noite – uma noite islandesa aqui em Reykjavík, latitude 64 graus norte, bem ao sul do Círculo Polar Ártico. Se os países pudessem exportar escuridão, então a Islândia não teria com que se preocupar. Leia o resto do artigo »

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