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Blog do Desemprego Zero

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Shaky Social Contracts

Postado em 5 dEurope/London março dEurope/London 2009

by Robert Skidelsky

“Enrich yourselves,” China’s Deng Xiaoping told his fellow countrymen when he started dismantling Mao Zedong’s failed socialist model. In fact, elites everywhere have always lived by this injunction, and ordinary people have not minded very much, provided that the elites fulfill their part of the bargain: protect the country against its enemies and improve living conditions. It is this implied social contract that is now endangered by economic collapse.

Of course, the terms of the contract vary with place and time. In nineteenth-century Europe, the rich were expected to be frugal. Conspicuous consumption was eschewed. The rich were supposed to save much of their income, as saving was both a fund for investment and a moral virtue. And, in the days before the welfare state, the rich were also expected to be philanthropists.

In the opportunity culture of the United States, by contrast, conspicuous consumption was more tolerated. High spending was a mark of success: what Americans demanded of their rich was conspicuous enterprise.

Societies have also differed in how wealthy they allow their elites to become, and in their tolerance of the means by which wealth is acquired and used. One dividing line is between societies that tolerate self-enrichment through politics, and those that demand that the two spheres be kept separate.

In estimating political risk today, analysts must pay particular attention to the character of the political system. Does it allow for an orderly transition? Is it competitive enough to prevent discredited leaders from clinging to power? Analysts also must pay attention to the nature of the implied social contract. Broadly speaking, the weakest contracts are those that allow wealth and power to be concentrated in the same few hands, while the strongest are built on significant dispersal of both.

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Combater a Crise e Promover o Desenvolvimento (Não é uma escolha)

Postado em 5 dEurope/London março dEurope/London 2009

A grande tradição da teoria do desenvolvimento pensada neste continente desde os anos 1940, da qual a velha CEPAL foi o símbolo maior, sempre se apoiou na noção de que políticas econômicas que buscam o ajuste macroeconomico devem sempre estar também voltadas para a promoção do desenvolvimento. Para Prebisch e Furtado, dentre outros, não há que escolher entre enfrentar problemas emergenciais e problemas estruturais. Problemas estruturais, em um país em desenvolvimento, são problemas emergenciais. A análise é de Fernando J. Cardim de Carvalho.

Fonte: Carta Maior

Na semana anterior, eu tive a oportunidade de discutir neste espaço o dilema que opõe a solução de problemas urgentes ao enfrentamento de questões de mais longo prazo. É comum, mas errônea, a visão de que problemas de longo prazo podem esperar para serem atacados. No momento, vivemos uma versão desse dilema: o Brasil, que discutia como sustentar o crescimento recem recuperado, depois de pelo menos três décadas perdidas, agora volta sua atenção à questão de como conter os efeitos da crise internacional, que finalmente chegaram ao nosso território ao final de 2008. As reformas e estratégias necessárias para a consolidação da recuperação do crescimento e para a transformação estrutural da economia agora devem ser postas de lado, face à necessidade de se definir meios de enfrentamento da crise.

Como em muitos outros contextos, essa dicotomia no caso presente é falsa. O Brasil deve buscar sair da crise intensificando seu esforço de desenvolvimento. As melhores políticas de promoção do desenvolvimento são tambem as mais eficazes na contenção e reversão da crise.

Em uma economia capitalista, as expectativas do empresariado são fundamentais para a determinação do ritmo da produção e da acumulação de capital. É a perspectiva de que a demanda no futuro seja superior à capacidade produtiva instalada que induz os empresários a investir e preparar-se para satisfazer aquela procura. Quando a demanda privada se contrai, como agora, o governo não deve se encolher, como querem os consultores de bancos, mas se expandir, sinalizando que a demanda por bens e serviços se sustentará e a produção será rentável. É o gasto público quem tem os graus de liberdade necessários para sinalizar esta sustentação. Mas países em desenvolvimento necessitam transformar e modernizar suas estruturas produtivas, e portanto a política de combate às crises e a política de promoção do crescimento não tem por que se opor, ao contrário, já que ambas apontam para o mesmo instrumento, a expansão do investimento público.

Mas não é apenas na política fiscal (na política monetária, a esta altura, apenas os mais empedernidos parecem ainda insistir na necessidade de manter posturas cautelosas, codinome para juros elevados) que políticas de encaminhamento da solução da crise coincidem com políticas voltadas para a sustentação do crescimento. A crise, na verdade, pôs a nu, no mundo inteiro, o enorme equívoco, numa qualificação generosa, que foi o movimento de desregulação financeiro, que no Brasil iniciou-se em fins da década de 1980. Leia o resto do artigo »

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Bancos terão acesso a dinheiro das reservas para pagar dívidas

Postado em 5 dEurope/London março dEurope/London 2009

Fonte: Gazeta Mercantil

Por Ayr Aliski

O Banco Central (BC) derrubou os empecilhos para que bancos peguem recursos das reservas internacionais, dentro da linha emergencial de empréstimo que já havia sido anunciada para empresas. A partir de agora, ficam autorizadas operações de empréstimos em moeda estrangeira para o pagamento de obrigações próprias de instituições financeiras brasileiras. Antes era preciso comprovar que o dinheiro iria socorrer empresas. A partir de agora, poderá ser em socorro dos próprios bancos.

A nova medida deve liberar até US$ 15,5 bilhões, parcela de um pacote de ajuda com potencial de liberação de até US$ 36 bilhões. Conforme o BC, como não há mais o compromisso de repasse do recurso para ajudar uma empresa, os bancos poderão ter mais folga na oferta de crédito em geral, irrigando o mercado interno. Segundo o diretor de Política Monetária do Banco Central, Mário Torós, essa ação vai permitir maior “pulverização” do crédito oriundo das reservas.

Serão atendidos bancos brasileiros ou estrangeiros com subsidiárias no País. Essas subsidiárias poderão acionar suas filiais no exterior para obter os recursos do BC, repassando o dinheiro para a sua sede, no Brasil. Por fim, os valores deverão ser direcionados a empresas brasileiras. Por enquanto, não está liberado o repasse de recursos das reservas a bancos estrangeiros, que não têm subsidiárias no País. Leia o resto do artigo »

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Queda de preço faz mundo poupar US$ 1,72 trilhão com petróleo

Postado em 5 dEurope/London março dEurope/London 2009

Fonte: Gazeta Mercantil

O petróleo mais barato dos últimos cinco anos, um sinal da recessão mundial, pode representar o maior impulso no poder de compra das pessoas desde pelo menos 1980, disse a Longview Economics. O gráfico elaborado pela consultoria com sede em Londres (ver nesta página) mostra que os gastos com petróleo serão de cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2009, em comparação com os 4,9% de 2008, disse o principal executivo da Longview, Chris Watling, em um relatório datado de 2 de março.

Supondo que o preço médio do barril seja de US$ 41,90 este ano, o mundo está prestes a poupar US$ 1,72 trilhão na compra de petróleo em relação ao ano passado, segundo estimativa de Watling.

“É uma poupança aproximadamente três vezes maior que a soma de todos os pacotes de incentivos anunciados este ano pela China e as economias ocidentais”, disse Watling. “O que for poupado com a queda no preço do petróleo irá diretamente para os bolsos dos consumidores e das empresas, sem ser obstruído pela burocracia e vai acontecer, ao contrário de partes do estímulo fiscal, que provavelmente terão efeito retardado”, acrescentou. Leia o resto do artigo »

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Os paulistas só pensam em São Paulo?

Postado em 4 dEurope/London março dEurope/London 2009

Paulo Henrique AmorimPH Amorim

Não é justo, portanto, que São Paulo – com o poder econômico que tem – também controle o poder político.

Esse princípio orientou a formação do que seria o Ministério de Tancredo Neves.

Tancredo se recusou a dar o Ministério da Fazenda a Olavo Setubal, dono do Banco Itaú, prefeito de São Paulo, e candidato ostensivo ao Ministério da Fazenda.

Tancredo considerava que ele, o Presidente Tancredo, tinha que ter o controle pessoal sobre duas pastas: a Economia e a Justiça, que Fernando Lyra ocupou.

Essas são algumas das revelações do livro “Daquilo que Eu Sei”, que Fernando Lyra lança na segunda-feira (16/03), em Recife, provavelmente na companhia do neto de Tancredo, Aécio Neves.

Em entrevista por telefone a Paulo Henrique Amorim, o ex-deputado e candidato a vice-presidente na chapa de Leonel Brizola, Fernando Lyra discutiu as idéias de Tancredo que ele reproduz no livro.

“Tancredo escolheu o banqueiro Olavo Setúbal para o Ministério das Relações Exteriores, porque não queria um paulista no comando da economia”, disse.

“São Paulo não poderia ser o que é e ainda comandar o Ministério da Fazenda”, completa.

Foi por esse motivo que Tancredo escolheu Francisco Dornelles – seu sobrinho – para chefiar a área econômica.

Com isso, o próprio Tancredo seria o ministro de fato, segundo Lyra.

“O problema desde aquela época já era São Paulo”, lembra o autor.

E esse quadro não mudou, pois a disputa pela sucessão de Lula envolverá o PSDB e o PT, partidos que, a rigor, não existem fora e São Paulo.

Aécio não é PSDB – diz Lyra. Aécio é mineiro.

Por isso, segundo Lyra, o paulista José Serra evita as prévias que Aécio defende.

Porque Serra não quer se submeter ao escrutínio nacional, justamente por ser paulista.

“Aécio poderá nesse período se tornar mais nacional do que o Serra”, afirma Lyra.

Para Lyra, não é só Aécio, nem foi só Tancredo quem teve a percepção de que era preciso afastar São Paulo do controle político -  se já tem o controle da economia.

Isso é uma percepção de todo brasileiro, diz Lyra.

Todo brasileiro que tem a visão de que é preciso criar um contrapeso ao poder econômico de São Paulo.

Porque São Paulo só pensa em São Paulo, diz Lyra.

São Paulo não pensa o Brasil.

“Nós admiramos São Paulo, que é o ponto alto do desenvolvimento econômico brasileiro. Eu não tenho nada contra São Paulo, mas os paulistas não podem ser donos do Brasil”, completa Fernando Lyra.

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Noam Chomsky : “Capitalismo só existe no terceiro mundo”

Postado em 4 dEurope/London março dEurope/London 2009

Intelectual americano critica protecionismo dos EUA e diz que o poder do capital é imposto à força nos países pobres

Por Maíra Magro

Fonte: ISTOÉ, Edição 2051 – 4 MAR/2009.

Ele foi considerado o intelectual mais importante do mundo pelo jornal The New York Times. Em 2005, ficou no topo da lista dos principais acadêmicos do planeta, segundo pesquisa feita pelas influentes revistas Foreign Policy, dos Estados Unidos, e Prospect, da Inglaterra. Aos 80 anos, Noam Chomsky, americano descendente de judeus russos, é reconhecido também como o papa da linguística moderna, por ter revolucionado a área com suas pesquisas sobre aquisição de linguagem. Professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) há mais de meio século, Chomsky é também filósofo e comentarista político. A decisão de nadar contra o pensamento político dominante veio com a guerra do Vietnã, nos anos 60. Publicou mais de 70 livros e mil artigos. Em geral, obras de repercussão mundial sobre atentados terroristas, neoliberalismo e política internacional. Um dos maiores críticos da política internacional americana, Chomsky está lançando no Brasil Estados fracassados: o abuso do poder e o ataque à democracia (Bertrand, 349 págs., R$ 45), no qual argumenta que os Estados Unidos assumiram as características de um Estado fracassado e padecem de um déficit democrático. Nesta entrevista concedida à ISTOÉ, o intelectual diz que não vê perspectivas de mudanças com o presidente Barack Obama, mas deposita um mar de esperanças na América do Sul: “Neste momento, é a região mais interessante do mundo.”

ISTOÉ – Barack Obama pode mudar o que o sr. chama de “Estado fracassado”?

Noam Chomsky – Possibilidades sempre existem, mas não há nada que aponte para isso. As nomeações têm sido basicamente do lado dos falcões (defensores da guerra), e as ações também. Obama intensificou a guerra no Afeganistão, aumentou os ataques ao Paquistão e rejeitou os apelos dos presidentes desses países para eliminar os bombardeios que atingem alvos civis.

Quanto à questão de Israel e da Palestina, ele já deixou bem claro que não tem a intenção de buscar um acordo. Em sua primeira declaração sobre política internacional, afirmou que a responsabilidade primária dos Estados Unidos é proteger a segurança de Israel, e não a dos palestinos, que são os que precisam de proteção. Leia o resto do artigo »

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Crise ameaça futuro do setor do etanol nos EUA

Postado em 4 dEurope/London março dEurope/London 2009

Fonte: Valor

Por Ricardo Balthazar, de San Antonio (EUA)

A crise econômica internacional atirou a indústria de etanol dos Estados Unidos numa encruzilhada, interrompendo a expansão vertiginosa observada nos últimos três anos e alimentando dúvidas sobre sua capacidade de sobrevivência sem mudanças nas políticas governamentais que estimulam a produção de biocombustíveis no país.

Pelo menos 23 usinas americanas fecharam as portas nos últimos meses. Instalações capazes de processar 6,4 bilhões de litros de álcool por ano tornaram-se ociosas, o equivalente a um quarto da produção anual das destilarias brasileiras. Uma das maiores empresas do setor, a VeraSun, pediu concordata e pôs à venda cinco das suas 16 usinas. 

O consumo de combustíveis está caindo nos EUA, porque as pessoas estão dirigindo seus carros com menos frequência para economizar e enfrentar a recessão. Isso reduziu a demanda por etanol, que as refinarias americanas usam principalmente como aditivo na composição da gasolina. A capacidade instalada nas usinas do país é hoje mais do que suficiente para atender às necessidades das refinarias. Leia o resto do artigo »

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A lógica dos bancos

Postado em 4 dEurope/London março dEurope/London 2009

Fonte: Isto é

Medidas do governo deveriam reduzir juros, mas instituições financeiras preferem adotar postura defensiva contra inadimplência

Por Octávio Costa

Os bancos no Brasil têm razões que a própria razão desconhece. Com a economia de vento em popa, praticavam juros e spreads muito elevados porque os custos operacionais e os tributos eram muito altos. Também tomavam por referência a taxa básica de juros, Selic, fixada nas alturas pelo Banco Central (BC) para exorcizar os riscos inflacionários. Mas o cenário mudou. E, para enfrentar a crise econômica mundial e assegurar o fluxo de crédito no País, o governo criou uma série de facilidades para os bancos: liberou R$ 100 bilhões em depósito compulsório, baixou a Selic e reduziu os impostos sobre operações financeiras. Como consequência lógica, esperava-se o aumento no volume de crédito e a queda das taxas de juros e dos spreads. Mas isso não aconteceu. E, diante da perplexidade geral, o chefe do departamento econômico do Banco Central, Altamir Lopes, encontrou uma explicação: “Os bancos fizeram um movimento defensivo, com juros maiores, esperando um aumento maior da inadimplência. O que não ocorreu.”

A bem da verdade, o spread médio, a diferença entre as taxas de aplicação e captação, caiu 0,3 ponto, de 30,7% para 30,4%. Mesmo assim, ficou bem aquém da redução da taxa Selic, de um ponto percentual em janeiro. Os juros nas operações para pessoas físicas ficaram em 54%, no mês de janeiro, segundo as estatísticas do BC. Mas o custo do cheque especial foi de 172% ao ano. Nas operações para pessoas jurídicas, como financiamento de capital de giro, as taxas aumentaram. Nem o Banco do Brasil nem a Caixa Econômica deixaram de acompanhar essa tendência. Na análise da Serasa Experian, que pesquisa os níveis de inadimplência, “o ambiente de incerteza causou retração da oferta de recursos, os prazos de empréstimos encurtaram e as taxas de juros subiram”. Em resumo, “os bancos ficaram mais conservadores na hora de conceder crédito às empresas”. Leia o resto do artigo »

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