Postado em 3 dEurope/London março dEurope/London 2008
Blog do Emir da CARTA MAIOR
A libertação dos quatro parlamentares colombianos confirma qual é a via da pacificação da Colômbia: a negociação política, com a participação de mediadores internacionais. O sucesso do presidente venezuelano Hugo Chávez e da senadora colombiana Piedad Córdoba é a única tentativa de sucesso de abrir canais para levar a paz à Colômbia.
A posição dos quatro parlamentares, além do reconhecimento do papel de Hugo Chávez e de Piedad, é a de acusar o presidente da Colômbia Alvaro Uribe de ser o obstáculo hoje para a troca pacífica de prisioneiros, Leia o resto do artigo »
Postado em Crise América do Sul: Venezuela Colômbia Equador, Internacional | Sem Comentários »
Postado em 29 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Fonte: Valor Online, em 28/02/2008
*Crítica publicada na revista Business Week (28/02/2008) sobre o livro “The Myth of Free Trade and the Secret History of Capitalism”, novo livro do economista e professor da Universidade de Cambridge, Ha-Joon Chang.
Imagine um país onde a regulamentação de investimentos provenientes de outros países é tão rigorosa que estrangeiros não podem possuir ações com direito a voto em instituições financeiras. Bancos estrangeiros são impedidos de abrir agências. Estrangeiros não podem ser proprietários das terras mais valiosas. O controle de mineradoras e madeireiras é, em larga medida, restrito a cidadãos nacionais. Companhias estrangeiras são sujeitas a impostos mais pesados do que as nacionais e em algumas jurisdições não dispõem de qualquer proteção legal. Estamos falando da China? De algum despótico país africano? Nada disso, diz Ha-Joon Chang, economista da Universidade Cambridge. São os Estados Unidos no fim do século XIX e início do século XX. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Internacional, O que deu na Imprensa | 1 Comentário »
Postado em 29 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
JOSÉ LUÍS FIORI
Foi logo depois da conquista da Flórida, em 1819. Os Estados Unidos só tinham 40 anos de idade, e seu território não ia além do Rio Mississipi. James Monroe era o presidente dos Estados Unidos, mas foi seu Secretário de Estado, John Quincy Adams, quem falou, pela primeira vez, da atração norte-americana por Cuba. Quando disse, numa reunião ministerial do governo Monroe, que “existem leis na vida política que são iguais às da física gravitacional: e por isto, se uma maçã for cortada de sua árvore nativa – pela tempestade – não terá outra escolha senão cair no chão; da mesma forma que Cuba, quando se separar da Espanha, não terá outra alternativa senão gravitar na direção da União Norte Americana. E por esta mesma lei da natureza, os americanos não poderão afastá-la do seu peito”[i]. Naquele momento, o desejo de Quincy Adams ainda não era conquistar a ilha, era preservá-la, e por isso deu ordem ao seu embaixador em Madrid, que comunicasse ao governo espanhol a “repugnância americana à qualquer tipo de transferência de Cuba para as mãos de outra Potência”. Leia o resto do artigo »
Postado em Internacional | Sem Comentários »
Postado em 29 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – São Paulo
Brasil
Em Brasília, os holofotes da semana giraram em torno das definições dos dois principais cargos da CPI dos cartões corporativos. A bancada do PT no Congresso rachou ao tomar posição em relação ao acordo entre PMDB e PSDB, que prevê a entrega da presidência da comissão à senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) foi indicado para a relatoria, mas setores do PT defendem que o partido reivindique a presidência da CPI. O presidente, além de comandar os trabalhos, tem acesso privilegiado aos dados sigilosos da investigação.
Economia
Na esfera econômica, dois fatos merecem menção. Nesta semana, o dólar ultrapassou a barreira de R$ 1,70, alcançando R$ 1,67. Outra vez, constata-se a obsessão da autoridade monetária em utilizar a taxa de câmbio para manter a inflação dentro da meta. Objetivos como competitividade externa e estabilidade financeira não são prioridades. Vale lembrar que a taxa de câmbio apreciada é resultado, dentre outros motivos, da absurda taxa de juros praticada pelo Banco Central, que estimulam operações de arbitragem e especulação no mercado de derivativos de câmbio (clique aqui para ler mais sobre o assunto).
Além disso, o ministro Mantega entregou hoje ao Congresso Nacional a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reforma tributária. O projeto prevê a unificação de tributos, a simplificação da arrecadação e a desoneração da folha de pagamentos das empresas. Entretanto, a proposta não atinge o ponto crítico do sistema tributário brasileiro, que é a excessiva tributação do consumo em detrimento da propriedade e da riqueza (clique aqui para ler mais).
Internacional
No plano internacional, dois fatos têm que se destacados. O primeiro foi a libertação de mais quatro reféns pelas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Os louros do sucesso da operação devem mais uma vez ser creditados ao presidente venezuelano Hugo Chávez, que comandou as negociações. Segundo a organização guerrilheira, esta é a última leva de libertação unilateral. Eles reivindicam a desmilitarização de dois municípios e a libertação de centenas de guerrilheiros presos.
Em Cuba, Raúl Castro foi eleito presidente do país. Nas suas mãos, o futuro da ilha no período pós-Fidel. Os desafios não são simples. Dentre eles, formular uma nova estratégia de inserção internacional, lutar contar o embargo imposto pelos EUA e manter as conquistas sociais do regime socialista (clique aqui para ler mais).
Clique aqui para ler nosso manifesto.
Postado em A Semana a Limpo, Conjuntura, Internacional, Leonardo Nunes, Política Brasileira, Política Econômica, Propostas de Mudanças para o Banco Central | Sem Comentários »
Postado em 28 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Artigo de Chico Oliveira, publicado hoje na Folha de São Paulo (para assinantes)
Retirado do Depósito do Maia
Concordo com o Chico de Oliveira que há uma enorme semelhança entre Hillary e Obama PT e PSDB (inclusive já ressaltei os problemas e origens dessas semelhanças, segundo minha opinião, CLIQUE). Mas discordo que sejam coisas iguais. O PT tem uma base popular que inevitavelmente o distancia do PSDB. A grande mídia ao menos pensa assim (sobre isso CLIQUE).
Há diferenças importantes entre os políticos, mesmo quando do mesmo partido, se não de macro-ideologia, ao menos de coragem, tolerância, decência e sabedoria. Não diferenciar nesses casos, significa se abster de opinar no curto prazo sobre de coragem, tolerância, decência e sabedoria. O que significa também pode significar perdas no longo prazo, que poderiam estar mais associadas às questões mais estruturais ou de interesse ideológico. Obama, por exemplo, teve coragem de dizer que os EUA precisam rever de forma significativa a posição em relação a Cuba. Vejam o que o Jefferson diz sobre Obama, CLIQUE.
Feitas minhas ressalvas, o texto do Chico de Oliveira é muito interessante e faz críticas corretas ao governo. Confiram:
OBAMA, TOCQUEVILLE E A ILUSÃO AMERICANA
Folha de São Paulo
Francisco de Oliveira
Obama, com seu terninho correto que faz par com o tailleur de Hillary Clinton, é tão parecido com sua rival quanto o PT com o PSDB
TOCQUEVILLE ESTÁ entre os mais reputados teóricos da democracia, e seu livro clássico sobre a democracia na América Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Gustavo Santos, Internacional, Política Brasileira, Política Econômica, Política Social | Sem Comentários »
Postado em 28 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Imprensa
Por César Benjamin
Fonte: Folha de S. Paulo, 23/2/2008
Os EUA acostumaram-se a viver acima dos seus próprios recursos, o que gera passivo crescente e exigirá moratória
DURANTE milênios, as sociedades humanas não conheceram o que hoje chamamos economia, pois as formas de produzir, trocar e adquirir não tinham autonomia. Existiam embutidas em uma ampla rede de instituições e compromissos, sociais e políticos, que lhes conferiam sentido e lhes impunham limites. Mesmo onde havia comércio e dinheiro, eles não estavam articulados de um modo completo e coerente. O estabelecimento da economia como um sistema separado, situado acima dos demais, em posição de comando, foi parte de um processo histórico específico, violentíssimo, que na origem ocorreu em certas partes da Europa e exigiu pesada intervenção estatal. Leia o resto do artigo »
Postado em Internacional, O que deu na Imprensa | Sem Comentários »
Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
DÓLAR NO PENHASCO E A INSANIDADE DA AUTORIDADE MONETÁRIA
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – A taxa de câmbio é uma das variáveis mais importantes de uma economia capitalista. Ela converte a moeda nacional na moeda reserva de valor do sistema, isto é, ela serve como mecanismo de validação da riqueza social. O controle da taxa de câmbio pode compreender três objetivos: (i) controlar a inflação, dado a existência do passthrough (variação da inflação ocasionada pela variação da taxa de câmbio); (ii) manutenção da competitividade externa, ou seja, estabelecer uma taxa de câmbio competitiva para as exportações nacionais e (iii) manutenção da estabilidade financeira, que significa evitar distúrbios excessivos na taxa de câmbio que possam acarretar num descasamento de moedas e numa conseqüente crise cambial e/ou bancária.
Na economia tupiniquim, a autoridade monetária preocupa-se apenas com o primeiro objetivo, isto é, a taxa de câmbio é claramente utilizada para manter a inflação dentro de meta estabelecida pelo governo. Entretanto, a taxa de câmbio apreciada, além de prejudicar as exportações, o que pode ser percebido através do comportamento recente da conta comercial, e de comprometer a estabilidade financeira, no caso de uma depreciação súbita num ambiente de liberalização financeira, é conseguida por meio do estabelecimento de uma taxa de juros exorbitante.
Tal taxa de juros, e o diferencial implícito nela, incentiva a realização de operações no mercado de derivativos de câmbio, com vistas a explorar o diferencial entre os juros internos e externos, que exacerbam a apreciação através de um componente especulativo, que no momento de reversão do ciclo, pode comprometer o nível de reservas, a estabilidade financeira, a meta de inflação e o crescimento econômico.
Clique aqui para ler nosso manifesto.
Postado em Internacional, Leonardo Nunes, O controle de capitais é imprescindível para devolver, Política Econômica, Rive Gauche | 1 Comentário »
Postado em 25 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
“Tenho idade para me lembrar de Franklin Delano Roosevelt e de Harry Truman. Embora Roosevelt tenha sido um grande líder, Truman foi o melhor presidente que os Estados Unidos já tiveram, e o que mais fez pelo país. Ele não gostava de visibilidade. Ao contrário, todos achavam que ele não era grande coisa, inclusive ele mesmo. Portanto, não vejo muito sentido nessa história de super-CEOs. Quanto aos altos salários, acho que são escandalosos. JP Morgan, que não era de forma alguma avesso ao dinheiro, disse em 1906 que qualquer empresa onde o alto escalão ganhasse mais de 20 vezes o salário médio dos empregados não poderia ser bem administrada. Ele se recusava a investir nesse tipo de negócio. Essa é ainda uma regra útil. É um erro afirmar que as escolas de negócios formam líderes. Sua tarefa consiste em formar medíocres competentes para que realizem um trabalho competente. Pode-se dizer o mesmo das faculdades de medicina. Sua função não é formar líderes, mas médicos que matem o menor número possível de pacientes. Permita-me dizer com toda a sinceridade: não acredito em líderes. Toda essa conversa sobre líderes é uma bobagem muito perigosa. É tudo conversa fiada. Entristece-me constatar que, encerrado o século 20, com líderes como Hitler, Stálin e Mao, as pessoas ainda estejam em busca de quem as comande, apesar de todo esse mau exemplo. Acho que tivemos carisma demais nos últimos 100 anos”.
entrevistapeterdrucker.pdf
Postado em Desenvolvimento, Internacional | Sem Comentários »