Postado em 17 dEurope/London março dEurope/London 2008
Vi o Mundo por Luiz Carlos Azenha
SÃO PAULO – São 22:51 em São Paulo e a bolsa de Tóquio está perdendo 411 pontos. O dólar continua em queda em relação ao yen. A bolsa japonesa está aberta desde as 9 da noite, horário de Brasília. Ou seja, já teve tempo de absorver as notícias dos Estados Unidos e continua em baixa. Se ficar como está será uma segunda-feira terrível nos mercados financeiros.
SÃO PAULO – Este é o prédio da Bear Stearns em Manhattan. As ações da empresa valiam U$ 3,54 bilhões na noite de sexta-feira. Ela acaba de ser vendida em Nova York ao JP Morgan por 236 milhões de dólares, caso contrário declararia falência segunda-feira de manhã. O Banco Central americano anunciou o negócio antes da abertura do mercado em Tóquio, para evitar pânico. Também anunciou uma redução de juros em pleno domingo à noite (para 3,25%) e criou um banco especial para fazer empréstimos às instituições financeiras americanas em condições especiais, que funcionará por seis meses.
Agora são 20:24 em São Paulo. A Bolsa de Tóquio abriu em queda de 400 pontos. Segura na cadeira…
Às 21:33, depois de 33 minutos de negociações em Tóquio o dólar atingiu seu valor mais baixo em relação ao yen dos últimos 12 anos. A Bolsa de Valores de Tóquio caiu pela primeira vez abaixo dos 12 mil pontos desde agosto de 2005. Segue em queda de cerca de 2%.
SÃO PAULO - Das duas, uma: ou a proximidade faz a coisa parecer menor do que é ou só à distância é possível ter uma visão mais ampla do buraco em que está se metendo a economia dos Estados Unidos. Já é possível dizer: o buraco é grande. Se o carro vai capotar ou não é imprevisível. Também é impossível dizer qual será exatamente o impacto no resto do mundo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente em: Valor Online, (restrito a assinantes), em 12/03/2008
Por Martin Wolf
Que apostas eu tenho para as perdas do setor financeiro decorrentes da crise habitacional do subprime nos EUA? Será que tenho lances para os US$ 100 bilhões sugeridos por Ben Bernanke, o presidente do Federal Reserve, apenas em julho? Sim, agora tenho US$ 500 bilhões dos cavalheiros do Goldman Sachs. Alguma oferta acima dos US$ 500 bilhões? Sim, eu tenho US$ 1 trilhão a US$ 2 trilhões de Nouriel Roubini, da Escola de Administração de Empresas Stern da Universidade de Nova York. Alguma oferta? Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três. É fácil ser cínico sobre esse leilão progressivo de cenários assustadores. Mas não podemos ignorá-los.
No artigo “Fingir que nada aconteceu é um erro” (nesta página, 27 de fevereiro), analisei as implicações das perdas agregadas de US$ 1 trilhão do setor financeiro. Esse número estava dentro das estimativas do professor Roubini e de George Magnus, do UBS. Eu concluí que mesmo esse valor seria gerenciável, embora doloroso, para uma economia do porte e para um governo tão solvente como o dos EUA. O professor Roubini alega que avaliei a perda financeira de forma demasiado leviana. Ele agora sustenta que as perdas financeiras poderão elevar-se a US$ 3 trilhões (The Economists’ Forum).
Um trilhão de dólares aqui, um trilhão de dólares acolá, e logo, logo já estaremos falando de dinheiro de verdade, mesmo para os EUA. Assim sendo, será que esse novo lance faz sentido? A maioria das perdas não recairá sobre o setor financeiro, mas sobre outros lugares. Como observa o professor Roubini, uma queda de 10% nos preços das casas (em relação ao pico), derruba US$ 2 trilhões (14% do Produto Interno Bruto) do patrimônio das famílias. A primeira queda de 10% já aconteceu. Aquilo que ele enxerga como uma provável queda cumulativa de 30% eliminaria US$ 6 trilhões, 42% do PIB e 10% do patrimônio das famílias. Agora mesmo, os preços em queda estão se apresentando em patrimônio familiar líquido descendente. O professor Roubini também fala de um declínio de US$ 5,6 trilhões no valor dos papéis e a possibilidade de trilhões de dólares adicionais de perdas em imóveis comerciais. As perdas totais poderiam até se igualar ao PIB anual. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicada originalmente na Revista Desafios do Desenvolvimento, na Edição 39, janeiro/2008
Por Jorge Luiz de Souza
Relatório da United Nations Conference on Trade and Development (Unctad) estimula os países em desenvolvimento a intensificarem um tipo de regionalismo que não necessariamente reúne países que estão em uma mesma região, mas entre países que têm interesses comuns, embora estejam geograficamente distantes, aproximando a América Latina da África e da Ásia.
Tanto os países em desenvolvimento quanto os países desenvolvidos estão frustrados com a lentidão das rodadas de negociações multilaterais sobre comércio e integração, e isto tem levado a um crescimento sem precedentes de acordos paralelos. Serão esses acordos uma solução? Não, diz um adversário poderoso. A Comissão das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad – em inglês, United Nations Conference on Trade and Development), em seu relatório anual de 2007 (Trade and Development Report – TDR), qualifica como perigosos os acordos bilaterais que têm sido firmados crescentemente entre Estados Unidos e países menores, ou entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
Do Grupo Tribuna da Internet, de 14/03/2008
Ao entrevistar a secretária de Estado dos EUA, o colonista Willian Waack, da platinada, perguntou o que quis e ouviu o que não queria…
Condoleezza Rice afirmou, reafirmou e destacou que o Brasil e o presidente Lula são líderes na América do Sul e, também, no mundo. Elogiou a liderança do país na região e as ações do governo brasileiro na recente crise diplomática entre Colômbia e Equador. Para ela, o governo do Brasil tem sido efetivo em “ajudar a melhorar a vida do seu povo”.
A secretária de Estado lembrou, com entusiasmo, a cooperação entre Brasil e Estados Unidos em projetos na África do Sul e nos projetos do biocombustível. Condoleezza voltou a fazer elogios ao presidente Lula ao ressaltar o empenho brasileiro em trazer ao foco o biocombustível. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London março dEurope/London 2008
Nouriel Roubini
O professor da New York University, economista-chefe do site RGE Monitor e colunista de CartaCapital Nouriel Roubini calcula os custos de um processo de saneamento do sistema financeiro dos Estados Unidos. Analisa ainda a incoerência entre o discurso de laissez-faire do mercado, quando os ventos estão a favor, e os pedidos recorrentes dos bancos para que o governo alivie as perdas originadas no estouro da bolha imobiliária americana. “Definitivamente, estamos diante do paradoxo de privatizar os ganhos e socializar as perdas”, afirma o colunista.
CartaCapital: O senhor tem discutido teses de uma intervenção maior do Estado no mercado, para sanar a crise financeira americana.
Nouriel Roubini: Os problemas do crédito subprime se espalharam por toda a cadeia econômica. Chegaram aos financiamentos de boa qualidade, há um efeito forte sobre o segmento de cartões de crédito, de bônus emitidos pelas corporações e uma retração de consumo dos cidadãos. Milhões de mutuários vêem os preços de suas casas caírem, mas a dívida permanece alta. Eles simplesmente estão abandonando os imóveis, o que potencialmente pode causar um prejuízo de 1 trilhão de dólares. E não há soluções fáceis para o problema. O governo poderia comprar as hipotecas por valor superior ao de mercado, para evitar a quebra de muitos bancos. Outra opção seria simplesmente estatizar os bancos por um tempo. Mas isso terá um custo alto, em torno de 2,7 trilhões de dólares para o país. Em ambos os casos, seria uma situação muito delicada para o sistema financeiro.
Leia mais em: Entrevista CartaCapital.
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Postado em 14 dEurope/London março dEurope/London 2008
Santiago - O Chile promulgou ontem, no segundo aniversário do governo da
socialista Michelle Bachelet, lei de Previdência Social que cria uma
pensão básica universal. A medida beneficiará, a partir de junho, 40% dos
idosos chilenos, muitos deles excluídos do sistema privado de
aposentadoria instaurado no país há 27 anos, durante a ditadura de Augusto
Pinochet.
A reforma previdenciária, projeto mais emblemático da gestão Bachelet, foi
aprovada em janeiro pelo Congresso, após um ano de tramitação, em um raro
momento de consenso entre a oposição e o governo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London março dEurope/London 2008
Por Bruno Galvão dos Santos*
Muitos países emergentes e “respeitáveis”, como Chile, Coréia do Sul, Tailândia, Hong Kong, estão com taxa de juros real negativa. Isso não significa leniência da política monetária desses países. Mas, simplesmente, reconhecimento dos Banco Centrais desses países que a economia do país não deve ser sacrificada por causa do forte aumento dos preços dos alimentos e combustíveis internacionalmente. Mas, no Brasil, o presidente do Banco Central gosta sempre de alegar que o imenso crescimento de 5% do PIB (nos últimos anos, a média de crescimento econômico dos países emergentes ficou quase 8% ao ano) é o responsável pela aceleração do crescimento. Segundo esse sábio, o Brasil não pode crescer a mais do que 5% ao ano. Leia o resto do artigo »
Postado em Bruno Galvão, Internacional, Propostas de Mudanças para o Banco Central | 1 Comentário »