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Blog do Desemprego Zero

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OEA diz que Colômbia violou artigo 21; Equador diz que bombas americanas foram usadas no ataque às FARC

Postado em 26 dEurope/London março dEurope/London 2008

Publicado originalmente em Tribuna da Internet, em 23.03.2008

Por Castor Filho

De acordo com o jornal colombiano El Tiempo, o relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre o ataque da Colômbia ao acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no Equador apresenta pontos de divergência.

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse que considera o incidente político “superado”, porém disse ser difícil “ter confiança novamente em meu interlocutor”, numa referência ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Os equatorianos alegam que alguns dos mortos receberam tiros pelas costas a curta distância. Colocam em dúvida a afirmação da Colômbia de que teria localizado o número dois das FARC, Raúl Reyes, através de uma “fonte humana”. Alegam que a Colômbia lançou seis bombas GBU12 de aviões que voavam do sul para o norte e outras quatro de aviões que voavam do norte para o sul.

As bombas lançadas do sul para o norte implicariam em violação do espaço aéreo do Equador.

É que o acampamento ficava na fronteira entre os dois países, em área demarcada pelo rio Putumayo. Ou seja, se algum avião lançou uma bomba voando do sul para o norte significa que voava do Equador para a Colômbia, ou seja, teria violado o espaço aéreo equatoriano.

Os peritos do Equador determinaram a trajetória das bombas pela forma como caíram as árvores que cercavam o acampamento.

De acordo com o relatório da OEA, o Equador alega que o lançamento das bombas requer tecnologia que a Colômbia não tem.

Já a versão da Colômbia é de que as bombas foram disparadas a partir de espaço aéreo colombiano, que eram bombas convencionais, algumas guiadas por GPS, e que foram utilizados os aviões SuperTucano e A37, da Força Aérea Colombiana. Leia o resto do artigo »

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Colômbia, Equador, Venezuela e a teoria da coincidência

Postado em 25 dEurope/London março dEurope/London 2008

Fonte: Valor online (exclusivo para assinantes)

Escrito por Wanderley Guilherme dos Santos *

Houve até quem não percebesse a crise Colômbia versus Equador. E a cenografia não foi modesta: a Colômbia violou o território equatoriano em manobra de busca e destruição de membros das Farc, o Equador ameaçou responder militarmente e a Venezuela, por via das dúvidas, segundo seu presidente, mobilizou tropas na região fronteiriça ao solo colombiano. Isso em menos de 24 horas e sem sinais anteriores do que poderia vir. Tensão no pedaço, alguns mortos, entre eles um alto comandante das Farc e, surpreendente notícia, universitários mexicanos. Pois em menos de uma semana, Brasil, Chile e Argentina promoveram reuniões pacificadoras, isolaram o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e dispensaram a intermediação americana. Em um piscar de olhos, para nossa perplexidade, leitores comuns, estava tudo terminado com apertos de mão, sorrisos de boa vontade e abraços gerais em reunião hospedada pela República Dominicana. Quem tirou uma semana de férias no período não encontrará pista ou rastro do acontecido no noticiário dos jornais. Esquisito.

Naturalmente, a diplomacia brasileira e a intervenção do presidente Luiz Inácio foram aplaudidas pela rapidez, discrição e eficiência por uns, enquanto outros consideraram mofina a posição brasileira. Nas televisões e crônicas a invasão colombiana de território do Equador foi transformada em tibieza do Brasil na condenação das Farc. Compreensível e esperado. Leia o resto do artigo »

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OCDE afirma que União Européia já sofre com restrição ao crédito

Postado em 25 dEurope/London março dEurope/London 2008

Léo Nunes – Paris – O diário francês Le Figaro publica matéria, nesta semana, em que discute as previsões da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico no que diz respeito a indicadores econômicos europeus (clique aqui para ler a reportagem).

Segundo a OCDE, a crise norte-americana já atingiu a Europa e a restrição ao crédito é nítida. Entretanto, as previsões de crescimento para a zona do euro são melhores do que para os EUA em 2008. Para a Organização, a crise engendra uma desconfiança generalizada no mercado. Como conseqüência, a aversão ao risco sobre e o preço dos financiamentos, isto é, as taxas de juros, se elevam.

As previsões não catastróficas da OCDE devem-se, sobretudo, ao formidável desempenho das exportações alemãs, que devem permitir um crescimento de 1,9% ao ano na zona do euro, em detrimento da previsão para os EUA (1,4%). Ainda segundo a OCDE, a sobrevalorização do euro tem um efeito positivo, ao diminuir o custo energético, o que impulsiona o crescimento e ajuda na manutenção de taxas de inflação de longo prazo a níveis baixos.

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A China vai exportar inflação?

Postado em 22 dEurope/London março dEurope/London 2008

EXAME

20.03.2008Com seus produtos baratos, o país ajudou a controlar os preços ao redor do planeta. Agora, enfrentando taxas recordes de carestia, pode contaminar o restante do mundo com o problema

Por Luciene Antunes

Nas últimas duas décadas, a China foi uma espécie de Wal-Mart da economia global. Abasteceu o planeta com mercadorias baratas, que iam de brinquedos a roupas, de sapatos a iPods, de telas de plasma a produtos químicos. Foi, em grande parte, graças à agressividade de custos, à escala monstruosa e à mão-de-obra abundante e barata que a China pôde estabelecer um novo padrão mundial de preços. Para continuar no jogo, os concorrentes tiveram de igualar as ofertas, criando um movimento que teve papel fundamental no controle da inflação em diversos países — desde os emergentes até potências como os Estados Unidos. Viveu-se, a partir de então, uma longa era de camisas a menos de 5 dólares, brinquedos cotados a alguns centavos e aparelhos eletrônicos em média 60% mais baratos do que os similares americanos ou japoneses. “As trocas comerciais com a China contribuíram para um boom de produtividade global e, ao mesmo tempo, exerceram uma tremenda pressão para baixar os salários em várias partes do mundo”, disse a EXAME Kenneth Rogoff, professor de economia e política da Universidade Harvard.

Nos últimos tempos, porém, vêm surgindo indícios fortes de que o “efeito Wal-Mart” da China sobre os mercados mundiais pode estar com os dias contados. O país enfrenta hoje uma escalada inflacionária. Em fevereiro, o índice de carestia na China registrou aumento de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Não se via nada igual desde a metade da década de 90. O acumulado da inflação em 2007 foi de 4,8%, quatro vezes maior do que a taxa registrada em 2003 (veja quadro na página ao lado). “É senso comum o fato de que a China exerceu um poder deflacionário sobre o mundo durante os últimos anos. O temor agora é que a taxa acelerada de inflação doméstica no país gere altas nos preços dos produtos vendidos no exterior. Em outras palavras, os chineses poderão exportar sua inflação para o resto do mundo”, diz Stephen Lewis, economista do banco holandês Insinger de Beaufort, que produziu recentemente um trabalho sobre esse tema.

O aumento dos gastos com a mão-de-obra no país e do poder de consumo da população está entre as principais causas da alta dos preços. Os salários nas fábricas, principalmente nas cidades costeiras, cresceram até 80% nos últimos anos. Leia o resto do artigo »

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Investigação diz que Colômbia lançou 10 bombas de alta tecnologia no Equador

Postado em 22 dEurope/London março dEurope/London 2008

Publicado originalmente em: EFE/Uol, em 21/03/2008

No ataque colombiano ao acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador, em 1º de março, foram utilizadas dez bombas de alta tecnologia, segundo uma investigação da Força Aérea equatoriana, publicada hoje pelo jornal local “El Comercio”.

Em 6 de março, especialistas em armas da Força Aérea equatoriana iniciaram uma perícia sobre o bombardeio em Angostura, onde estava o acampamento das Farc e onde morreu o porta-voz internacional da organização, “Raúl Reyes”, e mais de 20 guerrilheiros.

De acordo com o relatório dos peritos, foram utilizadas 10 bombas GBU 12 Paveway II de 227 kg, que deixaram crateras de 2,40 metros de diâmetro por 1,80 metro de profundidade, publicou o jornal equatoriano.

O jornal ainda afirmou que, segundo as especificações do fabricante da bomba GBU 12, a Texas Instruments, o explosivo pode ser guiado por laser, GPS ou tecnologia intersensorial.

O relatório da FAE diz também que foram encontradas cápsulas de projéteis de calibre 0,50 no setor sul do acampamento, disparadas por metralhadoras de helicópteros que, segundo a Força Aérea equatoriana, fizeram a segurança dos soldados que realizaram a infiltração. Leia o resto do artigo »

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Crise nos EUA ultrapassa ‘subprime’ e ameaça sistema financeiro americano

Postado em 22 dEurope/London março dEurope/London 2008

Publicado originalmente em: AFP/Uol, em 21/03/2008

Até agora relativamente restrita aos empréstimos mais arriscados, chamados “subprime”, a crise imobiliária americana se estende progressivamente para outras categorias de empréstimo, ameaçando o mercado financeiro.

“O nível elevado da falta de pagamento e de embargos imobiliários não é limitado aos ‘subprime’”, afirmou o presidente do Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed), Ben Bernanke, na semana passada.

A agência de classificação Standard and Poor’s indicou na quinta-feira que a taxa de inadimplência dos empréstimos considerados “Alt-A” – categoria situada entre a subprime (arriscada) e a prime (pouco arriscada) – estava em forte alta em fevereiro.

A atribuição dos empréstimos “Alt-A” é essencialmente baseada no histórico de pagamentos. Para isso, o exame não deve revelar incidentes em pagamentos prévios, condição não requerida pelos “subprime”.

Segundo a Standard and Poor’s, a taxa de inadimplência nos empréstimos “Alt-A” emitidos em 2007 alcançou 10% em fevereiro, um aumento de 14% em relação a janeiro. Leia o resto do artigo »

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As razões do sobe-e-desce do petróleo

Postado em 22 dEurope/London março dEurope/London 2008

Publicado originalmente em O Estado de São Paulo, em 05/03/2008

Por Beat Balzli e Frank Hornig *

Cushing é o tipo de lugar onde se espera ver um cowboy dobrar a esquina e amarrar seu cavalo diante do Bar Buckhorn. Essa cidadezinha de 8 mil habitantes em Oklahoma tem apenas uma rua principal que poderia ser o cenário de um filme de faroeste. Seus maiores atrativos incluem uma estação de trem abandonada e um cinema arruinado cujo ingresso custa US$ 1,50.

Robert Felts, um velho simpático que trabalha para a Cushing Industrial Authority, gosta de mostrar aos visitantes a histórica bomba de petróleo no meio da cidade. Ele conta como, em 1912, um campo de petróleo gigante foi descoberto nos arredores e colocou Cushing no mapa, rendendo-lhe mais de duas décadas de prosperidade. Até 50 milhões de barris de petróleo esguichavam do solo a cada ano naqueles tempos. “Nossas refinarias mal conseguiam dar conta”, diz Felts. Para resolver o problema, os barões do petróleo instalaram grandes tanques de armazenamento nas proximidades.

Não há muito mais para se falar além de petróleo nessa pequena cidade de Oklahoma. Mas relatos sobre a situação em Cushing põem em ação mercados globais às 10h 30 de cada quarta-feira. É quando funcionários do governo americano publicam uma cifra que reflete a quantidade de petróleo armazenada nas centenas de tanques que hoje se estendem por quilômetros da paisagem.

Localizada num entroncamento-chave do sistema americano de oleodutos, Cushing abriga a maior instalação de armazenamento de petróleo dos Estados Unidos. O petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York literalmente muda de dono em Cushing. Se os tanques estão cheios, os preços caem. Mas, se os níveis caem, os preços sobem. Uma regra prática para traders: a oferta e procura controlam o mercado.

Normalmente. Mas nos últimos meses a sabedoria convencional desandou. Em um ano, o preço do barril de petróleo bruto dobrou, de US$ 50 ao pico de US$ 100 na semana passada.

Nada parece impossível agora. Alguns analistas calculam uma alta dos preços para entre US$ 120 e US$ 150, o que traria conseqüências dramáticas para a economia mundial. Leia o resto do artigo »

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O Brasil e o cassino

Postado em 22 dEurope/London março dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog do Nassif, em 21/03/2008

Por Roberto São Paulo

‘Brasil está sendo vítima de cassino internacional’

Heiner Flassbeck: economista-chefe da Unctad; Para o ex-secretário de Finanças da Alemanha, a valorização do real resulta da especulação com os juros altos no País

Jamil Chade, Genebra, no “Estadão” de hoje

O real está sendo vítima de “um verdadeiro cassino internacional.” O alerta é de Heiner Flassbeck, ex-secretário de Estado do Ministério das Finanças da Alemanha e atual economista-chefe da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). Segundo ele, a valorização da moeda brasileira está sendo resultado não apenas dos bons fundamentos da economia do País, mas, principalmente, da entrada de capital externo em busca de ganhos com a taxa de juros. “Essa situação não é sustentável para as exportações brasileiras no médio prazo”, alertou Flassbeck. O problema, segundo ele, é que os investidores estão tomando dinheiro emprestado no Japão, a custo próximo de zero, e o levam para o Brasil para aproveitar a alta taxa de juros. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao Estado.

Como o sr. vê a turbulência internacional atingindo o real?

O que vem ocorrendo é que investidores estão usando o mercado brasileiro e o real para ganhar milhões. Obviamente que o governo diz que a valorização do real é causada por uma situação econômica estável e, em parte, isso até pode ser verdade. Mas o problema é outro e nenhum governo gosta de admitir isso. A realidade é que há um verdadeiro cassino internacional acontecendo e o Brasil está sendo uma de suas vítimas. Leia o resto do artigo »

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