prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Internacional':

A era do trabalho barato na China acabou

Postado em 31 dEurope/London março dEurope/London 2008

  Publicado originalmente no Jornal Valor Econômico (restrito a assinante), em 31.03.2008

Por Dexter Roberts
O empresário Tim Hsu começou a fabricar lâmpadas há mais de 20 anos em Taiwan. E como dezenas de milhares de outros donos de fábricas em Taiwan, Hong Kong e Macau, ele posteriormente transferiu suas operações para a região de Guangdong, no delta do Rio da Pérola, no sul da China. Lá ele estabeleceu sua empresa, a Shan Hsing Lighting, num rincão sonolento de arrozais e granjas de patos denominado Dongguan. De lá para cá, a região cresceu e transformou-se na maior base industrial do mundo em uma série de setores, como os de produtos eletrônicos, sapatos, brinquedos, mobiliário e iluminação. A combinação de baixos salários, regulamentação mínima e uma moeda barata era imbatível. Hsu estava tão confiante no futuro de Guangdong como “fábrica do mundo” que investiu US$ 7 milhões em instalações maiores, que começaram a operar neste ano.

Agora, muitos dos fabricantes chineses – entre eles a Shan Hsing – estão vivendo o tipo de reestruturação que dilacerou o coração dos EUA uma geração atrás. O mercado habitacional americano, que gerou demanda por tudo o que vinha da China – de móveis modulados a louças para banheiros-, despencou. Uma nova lei trabalhista chinesa que entrou em vigor em 1º de janeiro fez subir consideravelmente os custos em um mercado de trabalho já apertado. A disparada nos preços de commodities e energia, assim como o cancelamento, por Pequim, de políticas preferenciais para exportadores, prejudicaram os industriais. A valorização da moeda chinesa já tornou mínimas as margens, levou milhares de fabricantes para a beira da falência e pôs em risco o papel da China como o maior exportador de produtos baratos.

A nova fábrica de Hsu está operando a apenas 60% de sua capacidade, e ele prevê que metade das fábricas de lâmpadas na China – quase todas sediadas em Guangdong – terão de fechar suas portas neste ano. “Fábricas de calçados, de roupas, brinquedos, móveis, todo mundo está fechando as portas”, diz ele. Não é apenas Hsu que está alarmado. “Passamos 20 anos construindo nossa indústria – do zero até chegar a ser a uma das maiores do mundo”, diz Philip Cheng, presidente da Strategic Sports, responsável por metade da oferta mundial de capacetes para motociclistas e ciclistas e dona de 17 indústrias no delta do Rio da Pérola. “Estamos morrendo.” Cheng diz que já teve margens de 8%. Suas margens hoje? Quase nulas.

É difícil levantar estatísticas abrangentes sobre o fechamento de fábricas. Mas a Federação das Indústrias de Hong Kong prevê que 10% de estimadas 60 mil a 70 mil fábricas controladas por Hong Kong no delta do Rio da Pérola cessarão suas atividades neste ano. Nos últimos 12 meses, 150 fábricas de calçados ou fornecedoras dos calçadistas fecharam as portas em Dongguan, segundo a Associação de Calçadistas Asiáticos. Mais indústrias ainda vão desaparecer com o desaquecimento da demanda. Jonathan Anderson um analista do UBS espera um crescimento geral das exportações de apenas 5% ou menos para a China neste ano. Leia o resto do artigo »

Postado em Internacional, O que deu na Imprensa, Política Econômica | 2 Comentários »

O Poder dos Pesadelos (The Power Of Nightmares) – A Ascensão da Política do Medo: Parte I

Postado em 31 dEurope/London março dEurope/London 2008

Documentário em três episódios produzido pela BBC, trata sobre a subida dos neoconservadores e dos fundamentalistas islâmicos ao poder.

Episódio 1: “Está Frio Lá Fora, Baby”

O primeiro episódio faz uma análise histórica de como, enquanto os neoconservadores estadunidenses criavam a fantasia de um império maligno que ameaçava o mundo livre (a União Soviética), no mundo árabe, os fundamentalistas islâmicos difundiam a idéia de que o individualismo e o egoísmo liberal do Ocidente constituíam um perigo para a integridade das sociedades muçulmanas.

Duração: 59:01minutos

[googlevideo=http://video.google.com/videoplay?docid=5984887661763949903&hl=en]

Legenda: Português-Brasil

PARA ASSISTIR DOCUMENTÁRIO COMPLETO: CLIQUE AQUI

Postado em Internacional, O que deu na Imprensa, Vídeos | 2 Comentários »

A INTERESSANTE DECLARAÇÃO DO (CONSERVADOR) PREMIER FRANCÊS

Postado em 31 dEurope/London março dEurope/London 2008

Léo Nunes – Paris – O medíocre desempenho econômico da União Européia tem preocupado os franceses nos últimos tempos. Para reverter tal cenário, o premier francês François Fillon, membro da conservadora UMP, que é o partido do presidente Nicolas Sarkozy, anunciou mudanças na orientação da política econômica francesa, que têm como principal ponto a busca do pleno emprego.

Ao diário conservador Le Figaro (clique aqui para ler a reportagem), o premier concedeu a seguinte declaração (a tradução é livre): “Com o pleno emprego, podemos reduzir a pobreza, tornar o mercado de trabalho mais competitivo e, como conseqüência, cria-se uma pressão para o aumento dos salários”.

Não custa repetir. Esta declaração foi dada por um político CONSERVADOR. Quando o mesmo problema ocorre em terras tropicais, a entourage reacionária despeja o arsenal ortodoxo, impondo-nos uma agenda recessiva com aumento na taxa de juros, cortes brutais nas despesas do governo e etc. Esta é mais uma demonstração do extremo conservadorismo da direita brasileira. No Brasil, não se sabe ao certo quem está pior: a direita ou esquerda.

Clique aqui para ler nosso manifesto.

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Internacional, Leonardo Nunes, Política Econômica | 4 Comentários »

As mentiras de George Bush e sua turma em vídeo

Postado em 29 dEurope/London março dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog Na Periferia do Império, em 24/03/2008

As mentiras de George W. Bush, Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Condoleezza Rice e Colin Powell sobre as armas de destruição em massa e a relação de Saddam Hussein com a Al Qaeda foram compiladas em um vídeo pelo Blog Puppetgov.

Assista ao vídeo (legendas em espanhol):

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=6Am0vKUJy9U&eurl=http://naperiferiadoimprio.blogspot.com/2008/03/as-mentiras-de-bush-e-sua-turma-em-vdeo.html]

Postado em Internacional, O que deu na Imprensa, Vídeos | Sem Comentários »

Blogueiros desmascaram golpismo argentino

Postado em 28 dEurope/London março dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog Óleo do Diabo

Por Miguel do Rosário

Achei muito estranho este novo panelaço em Buenos Aires. Quem acompanha a história recente do país, sabe que, por mais problemas que haja na gestão dos Kirchnner, eles literalmente “salvaram” a pátria, fazendo o país crescer a taxas chinesas e o desemprego retornar a patamares razoáveis. Além disso, a vitória de Cristina Kirchnner, há somente alguns meses, foi esmagadora. Como não aconteceu nada de muito grave desde então, porque cargas d’água os argentinos iriam fazer “cacerolazo”? Na época de Menen ou De La Rua, explicava-se: a economia estava descendo ladeira abaixo e o desemprego explodindo, mas agora? Tudo bem ser crítico ao governo Kirchnner, mas daí partir para a gritaria?

Desconfiei e hoje fui a caça de blogs argentinos. Dito e feito. Os blogueiros políticos estão perplexos com o que houve. A mídia fazia convocação a cada 15 minutos e repetia que era “espontâneo”. Tudo para desgastar Cristina, que sofre com uma oposição de direita raivosa sediada nas redações dos grandes jornais e canais de TV. Leia o resto do artigo »

Postado em Internacional, O que deu na Imprensa | Sem Comentários »

DÓLAR FRACO AMEAÇA ECONOMIA NORTE-AMERICANA

Postado em 28 dEurope/London março dEurope/London 2008

Léo Nunes – Paris – O diário francês Le Monde destaca uma reportagem que trata do enfraquecimento da moeda reserva de valor do sistema capitalista: o dólar (clique aqui para ler a reportagem). A moeda norte-americana atingiu o seu nível mais baixo, em relação a outras divisas, nos últimos 35 anos. O jornal parisiense destaca a opinião de muitos economistas segundo os quais não se poderá restabelecer a plena confiança na moeda ianque.

Como diria o velho filósofo alemão, a História se repete como farsa. Esta não é a primeira vez que a moeda reserva de valor é questionada pelo mercado financeiro. Na década de 1970, com a crise do petróleo, o colapso do regime de Bretton Woods e a criação dos euromercados, muitos apostavam na derrocada do dólar.

Entretanto, o então presidente do Federal Reserve Bank (o Banco Central dos EUA), Paul Volcker, aumentou repentinamente a taxa básica de juros norte-americana. O dólar valorizou-se rapidamente, os fluxos de capitais fluíram em direção aos títulos de dívida do Tesouro americano e os países periféricos, já endividados, ficaram a ver navios, sem fluxos de dólar e sem liquidez internacional. O resultado foi a quebradeira geral da década de 1980, com moratória e superinflação.

Portanto, não há porque crer que o FED vá abrir mão da diplomacia do dólar forte, se necessário. O mundo de hoje é certamente diferente de outrora. Os mercados financeiros estão liberalizados, os regimes cambiais são flutuantes, a formidável expansão do mercado de derivativos e de sofisticados produtos financeiros torna mais difícil a supervisão da atividade financeira e o grau de alavancagem das operações aumentou significativamente, o que resultou numa correlação de forças entre Estado e mercado que pende mais para o segundo lado.

Não obstante, o governo norte-americano sabe o que representa ser o emissor da moeda reserva de valor do sistema. Mais do que importante economicamente, tal trunfo representa uma arma política. Se, por um lado, é sabido que as condições de intervenção são mais difíceis nos dias de hoje, por outro lado, não se pode subestimar a capacidade de autodefesa da maior potência global. Afinal, dinheiro é poder e poder é dinheiro.

Clique aqui para ler nosso manifesto.

Leonardo Nunes:  Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

Postado em Conjuntura, Internacional, Leonardo Nunes, Política Econômica | 3 Comentários »

Crises e hecatombes

Postado em 28 dEurope/London março dEurope/London 2008

Originalmente publicado no Valor Econômico (restrito a assinantes) em 26.03.2008

Por José Luís Fiori*

No início da década de 1970, o economista norte-americano, Charles Kindelberger, formulou uma teoria que exerceu grande influência acadêmica e política, dentro e fora dos Estados Unidos. Segundo Kindelberger, “a economia mundial liberal precisa de um país estabilizador e só um país estabilizador” (Kindelberger, C. (1973) The World in Depression, University of California Press, Berkeley, p: 304). Um país que forneça aos demais, alguns “bens públicos” indispensáveis ao bom funcionamento da economia internacional, como a moeda, o livre-comércio, e a coordenação das políticas econômicas nacionais. O mundo estava vivendo a crise final do Sistema de Bretton Woods, e estava assistindo a derrota dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. E Charles Kindelberger estava preocupado com a possibilidade de uma nova grande crise e depressão que fosse provocada como nos anos 30, pela falta de uma “liderança mundial”. Durante as décadas seguintes, esta “teoria da estabilidade hegemônica” se transformou no denominador comum de um grande debate sobre as “crises” e as “transições” hegemônicas na história do sistema mundial. Incluindo, um grupo de autores marxistas norte-americanos, como Immanuel Wallerstein e Giovanni Arrighi, que atribuem a ordem mundial dos últimos séculos à sucessão de três grandes potências hegemônicas: Holanda, Grã-Bretanha e Estados Unidos. Os participantes deste debate tinham posições teóricas diferentes, mas quase todos compartiam a tese de que os Estados Unidos estariam vivendo seu “declínio hegemônico”, depois da “crise dos anos 70″. E mais recentemente, quase todos consideram que o fracasso americano no Oriente Médio, e o “derretimento do dólar”, neste início do século XXI, fazem parte já agora, de uma “crise terminal” da hegemonia americana. Leia o resto do artigo »

Postado em Internacional, O que deu na Imprensa | Sem Comentários »

Quem dá mais?

Postado em 27 dEurope/London março dEurope/London 2008

Publicado originalmente em: Valor Online, (restrito a assinantes), em 12/03/2008

Por Martin Wolf

Que apostas eu tenho para as perdas do setor financeiro decorrentes da crise habitacional do subprime nos EUA? Será que tenho lances para os US$ 100 bilhões sugeridos por Ben Bernanke, o presidente do Federal Reserve, apenas em julho? Sim, agora tenho US$ 500 bilhões dos cavalheiros do Goldman Sachs. Alguma oferta acima dos US$ 500 bilhões? Sim, eu tenho US$ 1 trilhão a US$ 2 trilhões de Nouriel Roubini, da Escola de Administração de Empresas Stern da Universidade de Nova York. Alguma oferta? Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três. É fácil ser cínico sobre esse leilão progressivo de cenários assustadores. Mas não podemos ignorá-los.

No artigo “Fingir que nada aconteceu é um erro” (nesta página, 27 de fevereiro), analisei as implicações das perdas agregadas de US$ 1 trilhão do setor financeiro. Esse número estava dentro das estimativas do professor Roubini e de George Magnus, do UBS. Eu concluí que mesmo esse valor seria gerenciável, embora doloroso, para uma economia do porte e para um governo tão solvente como o dos EUA. O professor Roubini alega que avaliei a perda financeira de forma demasiado leviana. Ele agora sustenta que as perdas financeiras poderão elevar-se a US$ 3 trilhões (The Economists’ Forum).

Um trilhão de dólares aqui, um trilhão de dólares acolá, e logo, logo já estaremos falando de dinheiro de verdade, mesmo para os EUA. Assim sendo, será que esse novo lance faz sentido? A maioria das perdas não recairá sobre o setor financeiro, mas sobre outros lugares. Como observa o professor Roubini, uma queda de 10% nos preços das casas (em relação ao pico), derruba US$ 2 trilhões (14% do Produto Interno Bruto) do patrimônio das famílias. A primeira queda de 10% já aconteceu. Aquilo que ele enxerga como uma provável queda cumulativa de 30% eliminaria US$ 6 trilhões, 42% do PIB e 10% do patrimônio das famílias. Agora mesmo, os preços em queda estão se apresentando em patrimônio familiar líquido descendente. O professor Roubini também fala de um declínio de US$ 5,6 trilhões no valor dos papéis e a possibilidade de trilhões de dólares adicionais de perdas em imóveis comerciais. As perdas totais poderiam até se igualar ao PIB anual. Leia o resto do artigo »

Postado em Internacional, O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »