Postado em 9 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O diário francês Le Monde destaca na edição de hoje a publicação do relatório trimestral do Fundo Monetário Internacional (clique aqui para ler a reportagem). O FMI salienta a diminuição de previsão do crescimento para os EUA e para a Zona do Euro.
Ainda segundo a instituição, as respectivas autoridades monetárias deveriam intervir de forma mais enérgica para minimizar os efeitos da crise econômica mundial, iniciada no mercado de crédito subprime norte-americano. Medidas como refinanciamento de hipotecas não deveriam ser descartadas.
Não custa relembrar mais uma vez a mudança da postura do FMI de uns tempos para cá. No auge do ciclo de liquidez, o Fundo destacava artigos e relatórios que exaltavam as benesses das finanças globalizadas, da liberalização da conta financeira e etc. Quando bateu a crise, inusitadamente começou a prevalecer um discurso mais keynesiano dentro da instituição. Vale lembrar que, historicamente, Keynes e seu pensamento têm salvado o capitalismo dos capitalistas.
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Postado em 9 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Audiência de chávez sobe, veja no artigo a seguir. Katia
Publicado originalmente no: Vi o Mundo
Escrito por: Luiz Carlos Azenha
SÃO PAULO – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reconquistou o apoio político que tinha antes do referendo aprovatório em que sua proposta de reforma constitucional foi derrotada com cerca de 50% de votos contrários e 49% a favor, em dezembro de 2007.
Chávez foi reeleito em 2006 com mais de 62% dos votos. A grande abstenção no referendo foi atribuída a chavistas que desistiram de votar. Muitos discordavam da reeleição indefinida, vendida na Venezuela como “mandato perpétuo” para Chávez.
Agora, o Instituto Venezuelano de Análise de Dados (IVAD), cujas pesquisas quase sempre foram confirmadas pelos resultados eleitorais, mostra que 66,5% dos venezuelanos apóiam Chávez. A margem de erro é de 1% a 2,3% Leia o resto do artigo »
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Postado em 8 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O diário francês Le Monde destaca na edição de hoje a declaração do diretor do Fundo Monetário Internacional, o FMI (clique aqui para ler a reportagem). Segundo Dominique Strauss-Kahn, a crise econômica mundial pode apenas ser minimizada através de uma ação de política econômica coordenada pelas principais potências, lideradas pelos EUA.
Conforme reiteramos ao longo das últimas semanas, nota-se cada vez mais um viés keynesiano nas declarações de membros das distintas organizações multilaterais, outrora defensoras assíduas do liberalismo. Seria isso uma mudança ideológica significativa?
Infelizmente não. Conforme já salientaram Marx e Keynes, dentre outros, o ciclo e as crises são partes constitutivas do desenvolvimento capitalista. Na fase de bonança, prevalecem frequentemente os ideários liberais que, em última instância, validam a sanha ilimitada de reprodução e ampliação do Capital.
Por outro lado, na hora da crise, quando parte da riqueza social não é validada, isto é, vira pó, o Estado é chamado para solucionar a mesma, o que significa socializar as perdas. Neste momento, afloram repentinamente, por interesses econômicos ocultos, vozes intervencionistas. Quando a crise é superada, o liberalismo normalmente volta a ser dominante.
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Postado em 7 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Sarkozy e Chávez coordenam esforços para libertar Ingrid Betancourt, leia o artigo a seguir.
Publicado no: Tele Sur
El canciller Bernard Kouchner aseguró que si hay un indicio de que las FARC van a liberar a la franco-colombiana, el presidente francés estaría dispuesto a viajar a la selva con su homólogo venezolano para recoger personalmente a la rehén, tal como lo propuso el jueves Chávez. – Hermana de Ingrid Betancourt descarta éxito de misión médica francesa Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Leia o artigo a seguir e veja como é interessante a comparação que o autor Wladimir Pomar faz entre as turbulências no Tibet e o filme Jogos de Poder.
Publicado no: Site do PT
Escrito por: Wladimir Pomar
Quem assistiu, pela televisão, a visita da presidenta do Congresso dos EUA ao Dalai Lama, logo após as turbulências no Tibet, não pode deixar de associar tais cenas ao filme Jogos de Poder. Este conta uma história real, de congressistas americanos, CIA, serviços secretos e governos de Israel, Egito, Arábia Saudita e Paquistão, financiando e armando os talibans contra os invasores soviéticos no Afeganistão.
Por outro lado, quem ouve personalidades, pretensamente bem informadas, justificarem uma investigação internacional sobre a situação Tibet, porque este teria sido anexado pelo governo da China, em 1950, e porque os tibetanos foram às ruas lembrar os 49 anos da revolta “contra o domínio chinês”, não pode deixar de lembrar o quanto a ignorância é causadora de tragédias.
O Tibet foi anexado à China no século 13, durante a dinastia Yuan, por contrato matrimonial entre as casas reais mongol e tibetana. Comparada a anexações como as do Texas, Hawai e Porto Rico, aos Estados Unidos, a do Acre, ao Brasil, e a da Escócia, à Inglaterra, a incorporação do Tibet à China até que foi pacífica. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – A crise econômica mundial, iniciada no mercado de crédito subprime dos EUA, trouxe à tona a discussão acerca da criação de um órgão supranacional, no âmbito da União Européia, que teria como objetivo a supervisão e o controle sobre o sistema bancário europeu.
Numa economia capitalista, cabe ao Estado, convocado pelos donos da banca, o papel de emprestador de última instância e de árbitro das crises financeiras nacionais e internacionais. De fato, sem algum tipo de socialização das perdas, torna-se quase impossível evitar que muitas crises contaminem o “lado real” da economia.
Entretanto, o custo da socialização das perdas é diretamente proporcional ao nível de desregulamentação financeira. Ademais, a liberalização financeira, levada ao paroxismo no capitalismo pós-Bretton-Woods, trouxe no seu bojo um custo muito maior para a resolução das crises. E parte deste custo é necessariamente arcado pelo Estado e, em última instância, pelo contribuinte, através da utilização direta de recursos públicos ou pelos inconvenientes de uma recessão econômica.
Portanto, a criação de um órgão supranacional de supervisão e controle do sistema bancário seria fundamental para minimizar os efeitos das crises financeiras. Todavia, Economia é Política. A concepção de tal organismo iria de encontro ao interesse de potências como França, Reino Unido e Alemanha, pois retiraria das mesmas a autonomia na gestão da política econômica. Os mais fracos clamam por tal mudança, mas esta reivindicação deve ser inócua, dado que a corda sempre pende para o mesmo lado.
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Postado em 5 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado em: Agência Brasil de Fato
Por Camila Moraes
Em entrevista, o pré-candidato do Pólo Democrático, Gustavo Petro, critica o atrelamento de Álvaro Uribe aos EUA e avalia que o Brasil não desempenhou papel importante na crise, ao não tomar partido
Apesar do principal jornal colombiano, El tiempo, ter publicado no dia 18 de março, uma reportagem afirmando que “a Organização dos Estados Americanos (OEA) conseguiu um consenso para superar a crise diplomática entre Colômbia e Equador”, o fato é que em Bogotá, capital da Colômbia, a questão é encarada de maneira muito menos consoladora, e por diferentes ângulos.
De um lado, o presidente Álvaro Uribe sente a pressão da comunidade internacional e falha ao insistir no argumento da legítima defesa para isentar o país de culpa pelo ataque militar ao território equatoriano ocorrido em 1º de março. De outro, o senador Gustavo Petro, pré-candidato às eleições presidenciais de 2010 pelo partido da oposição, o Pólo Democrático, acusa o governo de “repetir irracionalmente a fracassada política internacional dos Estados Unidos”. Veja abaixo entrevista concedida por Petro na qual avalia que o governo brasileiro não desempenhou papel importante na crise por ter se mantido neutro, sem tomar partido no conflito.
Qual é sua opinião sobre a atual crise diplomática entre Colômbia e Equador?
Gustavo Petro: Acredito que a crise é conseqüência de duas grandes causas. A primeira tem a ver com o governo da Colômbia, e a segunda com as FARC. O governo colombiano, sem dúvida alguma, violou o direito internacional. A pergunta aqui, portanto, é por que o fez. A realidade é que detrás da política colombiana existe uma repetição da política dos Estados Unidos de empreender o que eles chamam de “guerra contra o terrorismo” – o que supõe uma relativização das fronteiras e uma violação do mecanismo das Nações Unidas, através do qual os países deveriam resolver seus problemas de maneira pacífica e diplomática. Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado em: Agência Brasil de Fato
Por Paula Sacchetta
Produtores rurais desencadeiam crise no país com protestos contra aumento de impostos na exportação definido pela presidente Cristina; “Crise ignora situação dos sem-terra”, avalia o Mocase, principal movimento camponês argentino
A Argentina está mergulhada há 15 dias em uma greve do setor agropecuário, com piquetes e bloqueios nas estradas de todo o país, que dificultam o abastecimento das grandes cidades. Já faltam ovos, laticínios e carne na capital Buenos Aires. O motivo do protesto é a decisão da presidente Cristina Kirchner em aumentar em até 45% os tributos cobrados pelas exportações de grãos – soja e girassol -, uma das principais fontes de dólares do país.
A reação dos latifundiários polarizou o país. O ministro da Economia, Martín Lousteau, afirmou que os protestos “foram montados por dirigentes que não estão ideologicamente de acordo com o governo”. O protesto agrário mobilizou sobretudo a classe média de Buenos Aires. Na terça-feira (25), moradores de bairros nobres da capital, como a Recoleta, participaram de um panelaço que foi o maior protesto contra um governo desde a crise econômica de 2001. Ao contrário do que diz a mídia argentina – e também a brasileira -, a manifestação não foi espontânea, mas sim convocada pelos produtores agropecuários e por meios de comunicação contrários à Cristina.
A oposição tenta pegar carona na crise para desgastar a imagem da presidente eleita em outubro, com 45,2% dos votos. Cristina, por sua vez, disse que “o país passou dos piquetes da miséria e da tragédia aos piquetes da abundância” e que “os prejudicados com a greve são os próprios argentinos”. O governo promete não negociar com os produtores enquanto não colocarem um fim à greve. Já as quatro principais entidades agrícolas do país também disseram que não vão ceder “na falta de uma resposta positiva do governo”, ou seja, a menos que o governo retire aumento do tributo. Leia o resto do artigo »
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