Postado em 22 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“(…) os chineses reclamaram, inclusive do Brasil, da dificuldade para negociar, de regras tributárias excessivas e complicadas, de problemas de infra-estrutura, corrupção
Por Katia Alves
Publicado na: Folha
Por Maria Cristina Frias
Banqueiro diz que há interesse de investir em obras como portos e rodovias
“A América Latina ainda não é tão aberta. A China se abriu para o comércio há 30 anos e se beneficiou muito da globalização”, afirmou ontem o presidente do China Construction Bank, Guo Shuqing, no segundo e último dia do Fórum Econômico Mundial, em sua edição latina, em Cancún, no México. “Interessa- nos participar da construção de portos, rodovias, entre outras obras”, disse Shuqing à Folha. “Não tenham muita expectativa em relação a investimentos da China”, recomendou o diretor do Instituto de Estudos Latino-Americanos, da Academia Chinesa de Estudos Sociais, Jiang Shixue. “Acham que a China tem muito para aplicar, mas está havendo excesso de expectativas.”
O vice-presidente do China Council for the Promotion of International Trade não poupou os anfitriões do evento: “As companhias mexicanas precisam ser mais agressivas do que otimistas”. “O boom sul-sul, entre China e América Latina, ainda está para ocorrer. Por que ainda não aconteceu?,” perguntou Javier Santiso, diretor da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em Paris. Santiso mediou um dos painéis do Fórum, sobre o crescimento da China como maior exportador de capital. Por dois dias, o Fórum Econômico Mundial reuniu cerca de 500 participantes, de 40 países, em Cancún. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O presidente francês Nicolas Sarkozy detém, no primeiro ano de mandato, o maior índice de desaprovação da história da V República. Além disso, a direita francesa sofreu uma estrondosa derrota nas últimas eleições municipais. Mesmo assim, Sarkozy fará um discurso televisionado nesta semana, em que reforçará sua intenção de realizar reformas liberalizantes na economia.
A esquerda francesa, por sua vez, não tem aproveitado o momento de fraqueza da UMP (Union pour um Mouvement Populaire) para reforçar suas posições progressistas. Ao contrário, o PS (Parti Socialiste) prende-se a disputas internas. Neste meio tempo, no Élysée a ordem é avançar nas reformas.
Mesmo sem a adequada estruturação da esquerda, nota-se um significativo desgaste da direita e de suas propostas entre os franceses. O descontentamento atinge estudantes, sindicalistas, professores, dentre outros. Portanto, este seria o momento ideal para que a esquerda francesa começasse uma articulação consistente para a retomada do poder em 2012. Entretanto, muitas vezes o maior obstáculo para a esquerda é a própria esquerda.
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
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Postado em 20 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado originalmente no: Jornal do Brasil
Por Mauro Santayana
A Fundação Alexandre Gusmão reuniu nos dias 17 e 18 no velho Palácio do Itamaraty, acadêmicos, diplomatas e jornalistas – brasileiros e estrangeiros – a fim de discutir o caso chinês. O extraordinário desenvolvimento econômico do mais populoso país do mundo, nestas três últimas décadas, pode corresponder a uma revolução histórica, ou não, uma vez que a nenhum mortal é concedido o privilégio de ver um segundo sequer do futuro. Mas, na hipótese, demonstrada até agora, de que haja futuro, convém-nos, tanto às pessoas quanto às nações, examinar o presente e nos prepararmos para o que é provável.
Não é só a China que cresceu e cresce. Ela arrasta os seus vizinhos igualmente populosos, como é o caso da Índia, do Paquistão, do Bangladesh e outros países vizinhos. Só nesse bloco temos mais da metade dos seres humanos. Até o fim da Segunda Guerra Mundial, essa imensa parcela da humanidade se encontrava sob domínio direto e indireto dos estrangeiros, com a aquiescência de chefes militares e potentados religiosos internos, que exploravam seus vassalos menores.
Se para alguma coisa, além do próprio proveito, serviu o crescimento da China, foi para reabilitar o velho nacionalismo. Toynbee escreveu que a ideologia do século passado era a do nacionalismo. Depois da capitulação soviética, organizada pela tróica do liberalismo econômico tardio (o papa Wojtyla, a senhora Thatcher e o cow-boy Ronald Reagan), os meios de comunicação, administrados por Wall Street e pela Casa Branca, fizeram acreditar que o nacionalismo morrera. É curioso que a ascensão dos três ao poder coincide com o início da ação renovadora de Deng Xiaoping no sistema chinês. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado no: Valor
Por Martin Wolf
Bela tentativa: sem charutos. Esta foi a minha reação à tentativa da comunidade bancária de evitar regulação adicional, quando recomendou “um conjunto de melhores práticas a ser adotado voluntariamente”. Foi também a reação dos formuladores de políticas que se encontraram em Washington na semana passada. Há mais regulação a caminho. Depois de assustar políticos e formuladores de política a esse extremo, até o banqueiro mais otimista deve constatar isso. Resta saber se a regulação adicional fará algum bem.
Num relatório provisório sobre “melhores práticas de mercado”, o Institute for International Finance, uma associação de banqueiros, oferece uma autocrítica devastadora IIF.com. Eis, portanto, algumas fragilidades que identifica: “deterioração de normas de concessão de empréstimo da parte de algumas instituições que dão origem ao crédito”; um “declínio nas normas de subscrição”; uma “dependência excessiva sobre produtos estruturados insuficientemente compreendidos, de desempenho insuficiente e com classificação inferior à adequada”; e “dificuldades em identificar onde residem as exposições [a risco]“. Você compraria um código voluntário de pessoas que descrevem os seus próprios erros nessa forma brutal? Acredito que não. Existem dois poderosos motivos adicionais para não fazê-lo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris
Brasil
O Movimento dos Sem Terra (MST) promoveu uma semana de manifestações de protesto por todo país para lembrar os 12 anos do massacre de Eldorado dos Carajás. O MST também cobra as promessas não cumpridas pelo governo no que concerne à reforma agrária. As ações são positivas na medida em que trazem à tona a necessidade de uma reforma agrária como condição sine qua non para qualquer projeto de desenvolvimento.
Economia
No campo econômico, o fato mais relevante foi a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros da economia (Selic) em 0,5%. A autoridade monetária argumenta que há pressões de demanda (?) que justificariam tal medida. De fato, o monolistismo do Banco Central nos leva sempre a soluções recessivas. Como resultado disto, o Real foi a moeda que mais se valorizou frente ao dólar no mundo. Bom para os rentistas, ruim para o resto do país.
Internacional
A descoberta de um novo mega-campo de petróleo no Brasil foi destaque na imprensa internacional, especialmente na Europa. Apesar de a imprensa internacional tratar o Brasil como uma potência do petróleo, o melhor é aguardar. Se os campos tiverem viabilidade, teremos uma arma que poderá ser usada a favor ou contra nós.
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Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
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Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“Com a desvalorização do peso em relação ao real, os argentinos encontraram no Brasil um mercado ávido por importações…”
Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)
Por: Raquel Landim
As indústrias da Argentina estão redescobrindo o mercado brasileiro. Graças a desvalorização do peso em relação ao real, o país vizinho e sócio do Mercosul ganhou competitividade e quer aproveitar o “boom” de importações do Brasil, provocado pelo crescimento da economia. Não são apenas empresas de capital local que se beneficiam do momento, mas também multinacionais e companhias brasileiras instaladas no país.
As exportações de produtos manufaturados de origem industrial da Argentina para o Brasil atingiram US$ 6 bilhões em 2007, 32% a mais do que em 2006. Para os demais países do mundo, as vendas externas de produtos industriais da Argentina cresceram 10%, segundo o estudo “A recuperação da Argentina e a nova fase de suas exportações”, feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a pedido do Valor.
“Os argentinos encontraram no Brasil um mercado ávido por importações e seu interesse tende a aumentar”, diz Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do departamento de comércio exterior da Fiesp. No fim de março, a entidade recebeu uma delegação de 60 empresários argentinos. Giannetti admite que pode haver problemas em alguns setores da indústria brasileira, mas ressalta que a tendência é reforçar o Mercosul e que as importações só incomodam quando há concorrência desleal. “É mais o caso da China do que da Argentina”, diz. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“Talvez devêssemos procurar aprender com o lado bom do modelo asiático – educação, abertura e gastos públicos voltados para a infra-estrutura. E deixar de lado o seu lado ruim – a administração de preços e do câmbio”.
Por Katia Alves
Publicado no: Valor
Por Edward Amadeo
Na base do chamado “desequilíbrio global”, de enormes déficits das contas correntes em alguns países e superávits em outros, está o regime de câmbio fixo dos países asiáticos e de outros, como os árabes exportadores de petróleo, a Rússia e a Argentina. Dois vetores permitiram a longa sobrevivência do desequilíbrio.
Primeiro, o fato de os países com os maiores déficits estarem entre os mais seguros devedores do mundo – EUA, Reino Unido, Nova Zelândia e Austrália. Por que não financiar países com tradição de bons pagadores, mercados financeiros líquidos e empresas rentáveis?
Segundo, o excesso de poupança doméstica em relação ao investimento e a rigidez da política cambial nos países superavitários. Os superávits geram pressões para a apreciação das moedas. A apreciação tende a reduzir os superávits. Mas, se o câmbio é fixo, os superávits continuam.
A continuidade dos superávits traz problemas porque os bancos centrais são incapazes de controlar simultaneamente a taxa de câmbio e a liquidez do sistema financeiro. Por isso as economias com câmbio administrado estão sujeitas a surtos de endividamento e bolhas de ativos, como na Ásia em 1997 e agora, quando o mercado imobiliário está superaquecido em vários países da região. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Nos últimos cinco anos, a economia mundial conseguiu crescimento econômico e ao mesmo tempo controlou a inflação, mas no momento, um aumento de preços se torna quase inevitável.
Por Katia Alves
Publicado na Gazeta Mercantil
Por José Mauro Delella
No cenário atual, um ajuste de preços relativos tende a ser inevitável
Depois de um longo período de taxas muito baixas em praticamente todos os países, que levou alguns economistas a considerarem-na um problema “do passado”, a inflação volta a ocupar lugar de destaque no debate econômico mundial.
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strausss Kahn, em pronunciamento feito em Washington no último final de semana, convocou os países-membros da instituição a enfrentar o desafio dos altos preços de alimentos, que já se constituem em fator de preocupação de magnitude equivalente à decorrente da crise financeira nos Estados Unidos. Afinal, embora motivada por questões “nobres” — como a melhora, em termos de quantidade e qualidade, da dieta alimentar de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento, bem como a utilização de áreas agricultáveis para produção de formas “limpas” de geração de energia -, a valorização dos produtos básicos afeta negativamente em maior intensidade os mais pobres. Que têm maior parcela de sua cesta de consumo concentrada nesse tipo de produto e encontram maior dificuldade para se defender das perdas provocadas pela inflação.
Num cenário de globalização, urbanização e inclusão de novos atores à economia de mercado, um ajuste de preços relativos tenderia a ser mesmo inevitável. E, de fato, até bem pouco tempo atrás, a alta dos produtos básicos era em grande parte compensada por quedas nos manufaturados, preservando níveis ainda baixos de inflação agregada. Leia o resto do artigo »
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