Postado em 21 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Fonte: Carta Maior
Tanto o aquecimento global quanto as perturbações da natureza e a injustiça social mundial são tidas como externalidades, vale dizer, realidades não intencionadas e que por isso não entram na contabilidade geral dos estados e das empresas. Finalmente o que conta mesmo é o lucro e um PIB positivo. Mas estas externalidades se tornaram tão ameaçadoras que estão desestabilizando o sistema-Terra, mostrando a falência do modelo econômico neoliberal e expondo em grave risco o futuro da espécie humana. O artigo é de Leonardo Boff.
Por Leonardo Boff
Em Copenhague nas discussões sobre as taxas de redução dos gases produtores de mudanças climáticas, duas visões de mundo se confrontam: a da maioria dos que estão fora da Assembléia, vindo de todas as partes do mundo e a dos poucos que estão dentro dela, representando os 192 estados. Estas visões diferentes são prenhes de conseqüências, significando, no seu termo, a garantia ou a destruição de um futuro comum. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Os dinamarqueses investiram enorme quantidade de dinheiro para converter Copenhague em capital da conferência que salvaria o planeta. Seria ótimo, se a conferência estivesse realmente interessada em salvar o mundo. Mas, dado que não está… então os dinamarqueses puseram-se freneticamente a tentar meter-nos num novo design. Considerem-se os protestos do fim-de-semana. No fim, havia cerca de 1.100 presos. A marcha foi festiva e pacífica, mas difícil. A mensagem foi “O clima não negocia” – e os negociadores ocidentais tinham parado de negociar. O artigo é de Naomi Klein. Clique aqui para ler mais.
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Postado em 17 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
por Hernandez Vivan Eichenberger
Fonte: Correio da Cidadania
Cesare Battisti está na mira do Judiciário, dos principais jornais, do governo italiano e suas representações no Brasil. Há mais de dois anos, quando foi preso no Rio de Janeiro, Cesare Battisti é o alvo de uma intensa campanha difamatória, que o usa de pretexto para atingir alvos mais “perigosos” que o italiano.
Cesare Battisti, na década de 70, integrou na Itália o grupo armado Proletários Armados pelo Comunismo, cujo fim era promover uma revolução socialista. A Itália passava por um fechamento político que reproduz em alguma medida suas características atuais, com o político de tendência fascista-espalhafatosa Silvio Berlusconi. O fenômeno de grupos armados sequer foi privilégio da Itália, mas também estiveram presentes na Alemanha, o que indica que as tentativas de libertação seguiam propostas semelhantes, em razão de uma falta de alternativas políticas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Fonte: Jornal da Ciência
Roberto Leal Lobo e Silva Filho, ex-reitor da USP (1990-1993) e da Universidade de Mogi das Cruzes (1996-1999), foi diretor do CNPq e é presidente do Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia. Artigo publicado na “Folha de SP”:
Quem viu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva posar ao lado de grandes líderes mundiais em encontros do G10 e outros fóruns globais pode ter sido levado à falsa conclusão de que apenas esse movimento na mídia internacional pode ser suficiente para projetar o Brasil para a fase de desenvolvimento que o incluiu no Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). Criada quase dez anos atrás pela equipe do economista-chefe do banco Goldman Sachs, Jim O’Neill, a sigla refere-se aos quatro maiores mercados emergentes e seu potencial de crescimento.
No mundo real, há indicadores de sobra que nos colocam abaixo da média dos demais países do Bric. Entre eles, o número de novos engenheiros formados por ano.
Inegável dizer que a força da engenharia num país está estreitamente ligada à capacidade de inovação tecnológica e à competitividade industrial. Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o número de engenheiros formados no Brasil em 2008, em todas as especialidades, é de 30 mil, quase 50% dos quais formados em instituições de ensino superior (IES) públicas -em outras áreas, dois terços se formam em particulares. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por Luís Nassif (blog)
Há uma questão das mais relevantes sendo tratada na reunião de Copenhague: a responsabilidade objetiva pelo aquecimento do planeta.
A busca dos “culpados” está ligada à questão fundamental: quem paga pela preservação.
Muitos atores pretendem que o jogo seja bancado exclusivamente pelo mercado, através dos créditos de carbono.
A posição brasileira – assumindo a liderança dos emergentes – é que os Estados nacionais financiem a luta contra o aquecimento, através de uma medida objetiva: PIB per capita. Países com PIB per capita maior, em tese, são os que se desenvolveram no velho modelo predatório. E são os mais ricos, razão para que financiem os emergentes.
Para inverter a pauta de discussão e aumentar a responsabilidade dos mais ricos, a estratégia brasileira consistiu em apresentar suas próprias metas – indicativas – e exigir metas objetivas e compromissos de financiamento da parte dos desenvolvidos. Como se trata de uma negociação, as metas estipuladas para o Brasil – por ele próprio – não podem ser ambiciosas, justamente para dar espaço para negociação.
O lance brasileiro, ousado, revitalizou o acordo. Se sairão resultados concretos ou não, se verá nos próximos dias.
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Postado em 13 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por Gillian Tett
Publicado na Folha de S.Paulo de 29.11.2009:
Nos tempos anteriores à crise financeira, os banqueiros tinham a tendência a considerar que diplomas em antropologia eram coisas de hippie. Mas isso mudou. À medida que foram acontecendo os desastres financeiros dos dois últimos anos, ficou dolorosamente claro que os banqueiros tinham acreditado demais em seus modelos quase científicos.
Também ficou claro que a compreensão de dinâmicas culturais é crucial para compreender como funciona -ou deixa de funcionar- o mundo financeiro moderno. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
BOSTON (Reuters) – Paul Samuelson, cujo trabalho ajudou a formar a base da economia moderna, morreu neste domingo em sua casa em Belmont, Massachusetts, depois de uma breve doença. Ele tinha 94 anos.
Sua morte foi anunciada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Samuelson ficou conhecido por seu trabalho ao aplicar rigorosa análise matemática ao equilíbrio entre preços e oferta e procura.
“Paul Samuelson transformou tudo o que tocou: as fundações teóricas do seu campo, o modo como a economia era discutida ao redor do mundo, o ethos e a estatura de seu departamento, as práticas de investimento do MIT e a vida de seus colegas e estudantes”, disse a presidente do MIT, Susan Hockfield, em um comunicado. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por Delfim Netto
A China propôs reduzir 45% na relação CO2/PIB até 2020, condicionada ao piso de 9% de crescimento anual da economia. Espero que o Brasil tenha fixado a variável do seu ajuste num mínimo de 5% a 6% de crescimento do PIB. Não é nada fora de propósito, porque, partindo da matriz mais limpa, nosso esforço poderá ser maior do que o chinês. Clique aqui para ler mais na CartaCapital.
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