Postado em 14 dEurope/London maio dEurope/London 2008
A nova política industrial lançada nesta semana tem preocupado a União Européia, pois a EU vai estudar o pacote de incentivo dado por essa política para analisar se o governo brasileiro está seguindo os acordos internacionais comerciais. Com essa atitude, a EU demonstra sua preocupação com a concorrência dos produtos industriais dos países em crescimento. Mas não é a primeira vez que isso ocorre, porque quando Lula deu incentivo a produção industrial e a Zona Franca de Manaus, esses incentivos também foram questionados pelas grandes potências comerciais.
Por Katia Alves
Por Jamil Chade
Publicado originalmente no Estadão
Países do bloco estão acompanhando medidas de incentivo ao setor no Brasil desde a ?MP do Bem?
A União Européia (UE) vai avaliar o pacote de incentivos dados pelo Brasil para sua política industrial anunciados nesta semana. Bruxelas quer saber se as medidas não ferem os acordos internacionais que proíbem subsídios à produção industrial.
“Vamos estudar cuidadosamente cada uma das medidas para ver se são compatíveis com as regras internacionais”, disse uma fonte em Bruxelas. Segundo a UE, a idéia no momento não é abrir uma disputa contra o Brasil. “Nem sabemos como essas medidas serão implementadas”, afirmou outro funcionário da UE em Brasília. “Mas vamos analisá-las.”
Nos últimos meses, a UE esteve de olho nas medidas de incentivo dados pelo Brasil à sua indústria. A chamada MP do Bem também foi avaliada pelos europeus.
A iniciativa de Bruxelas demonstra a atenção que a UE está dando ao Brasil e a uma eventual concorrência no setor industrial com países emergentes. A China já foi questionada na Organização Mundial do Comércio (OMC) por sua política industrial. Pelas regras internacionais, os subsídios à produção de manufaturas é proibido. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008
“É a primeira vez que se proclama no continente uma Constituição que substitui o Estado nacional soberano – que os acadêmicos “etnonacionalistas” consideram Estados mestiços peculiares às idiossincrasias da região – por um Estado multinacional ou multiétnico”.
Por Katia Alves
Por Silvia Palacios
Publicado originalmente no MSIa
No coração da América do Sul, a Bolívia encontra-se um barril de pólvora de movimentos separatistas, resultante de duas décadas de esforços de um aparato indigenista que milita contra a instituição do Estado nacional e em favor de nacionalismos étnicos. O cenário se agravou consideravelmente em função da vitória (embora sem maioria absoluta) dos “autonomistas” do departamento de Santa Cruz, no referendo de 4 de maio.
O prefeito do departamento – o mais rico do país -, Rubén Costas, já fala abertamente de que se trata de criar uma “nova república” e outros dirigentes políticos locais têm reiterado que não haverá recuo. O referendo de Santa Cruz será o primeiro de um processo em que estão empenhados os outros departamentos da chamada Meia Lua, no leste do país – Tarija, Beni e Pando -, que se opõem à atual Constituição boliviana e deverão realizar os seus em junho próximo.
O problema é que o principal obstáculo para um entendimento nacional que garanta condições de estabilidade reside na própria Constituição, que foi proclamada pelas forças governistas em uma convulsionada sessão, em dezembro passado, sem a presença dos partidos oposicionistas, e terá que ser ratificada mediante um plebiscito popular. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London maio dEurope/London 2008
“O presidente dos Estados Unidos, George Bush, faz pressão para que a Rodada de Doha termine ainda este ano. Pois seria um legado honroso, posto que ele não obteve uma passagem digna de admiração na Casa Branca. Porém os produtores de commodities, como o Brasil, têm mais força.”
*Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Carta Capital
Por: Márcia Pinheiro
Acabo de chegar de Genebra. Uma semana imersa nos imensos e luxuosos prédios, sedes das organizações multilaterais do comércio, trabalho, direitos humanos e das crianças.
O arcabouço burocrático é monstruoso. Meus colegas jornalistas, latino-americanos de países pobres, sempre sacavam a pergunta: para que serve tudo isso, se não funciona para as nações desprotegidas? Pergunta, obviamente, que não obteve resposta satisfatória.
A última reunião da Rodada de Doha está emperrada. Lacrada. Há uma enorme pressão do presidente dos Estados Unidos, George Bush, para que ela termine neste ano. Seria um legado político honroso, de um comandante que não teve uma passagem, digamos, digna de admiração na Casa Branca. Mas, desta vez, os produtores de commodities, como o Brasil, têm mais força. Todos os palestrantes concordaram com isso. Os pobres sofrem com a falta de comida, mas os ricos também (estes por causa da inflação). Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London maio dEurope/London 2008
A Venezuela denunciará a Colômbia e terá como base de sua denúncia a “campanha da oligarquia colombiana” contra o Hugo Chávez. Pois Chávez foi acusado de manter relações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). E Chávez também ataca dizendo que, Álvaro Uribe, Presidente da Colômbia, busca “uma guerra entre nós”. E comenta que não sabe como um irresponsável como esse é presidente de um país.
Por Katia Alves
Publicado no Vermelho
O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou no último sábado (10) que o país vai denunciar a Colômbia a organismos internacionais. Segundo ele, a denúncia terá como base a “campanha da oligarquia colombiana” contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez .
Chávez foi novamente acusado de manter relações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), com base em supostos dados encontrados no computador do nº 2 da guerrilha, Raúl Reys, morto durante ataque colombiano em território venezuelano no dia 1ª de março. As informações são da agência argentina Telam.
Maduro disse que, diante dos ataques de “setores da oligarquia colombiana apoiados pelo governo dos Estados Unidos para desprestigiar Chávez, denunciaremos perante todas as instâncias nacionais e internacionais esse tipo de campanha”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London maio dEurope/London 2008
RIVE GAUCHE
Léo Nunes – Paris – O Banco Central Europeu decidiu manter a taxa de juros em 4% ao ano. Com esta decisão, fica clara a prioridade da autoridade monetária européia: a inflação. O BCE ignorou os efeitos da crise mundial e, ao contrário do Banco da Inglaterra e do FED, manteve a ortodoxia em detrimento do pragmatismo. Pior para e Europa….
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
Clique aqui para ler nosso manifesto.
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Postado em 11 dEurope/London maio dEurope/London 2008
O governo da Argentina declara que errou no cálculo do índice que mede a inflação. Cristina Kirchner, presidente da Argentina, atribuiu a alta dos preços aos empresários e ao setor agropecuário.
Por Katia Alves
Publicado no Vermelho
O chefe-de-gabinete do governo da Argentina, Alberto Fernández, reconheceu nesta que há erros na base de cálculo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC, que mede a inflação) durante a Jornada Internacional do IPC, organizada pelo Indec (equivalente ao IBGE brasileiro), em Buenos Aires. Segundo Fernández, o Indec “não media a realidade”.
A declaração de Fernández é uma rara demonstração do governo de que o problema da inflação é crescente na Argentina. O país tem uma inflação declarada anual de 8%, mas especialistas dizem que o índice real poderia ser o triplo. O Indec sofre intervenção desde janeiro do ano passado, mas o tema era um tabu para o governo.
O chefe-de-gabinete disse que o atual índice é baseado numa cesta de produtos de 1996, quando ainda havia a paridade do peso com o dólar e os argentinos consumiam muitos importados. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London maio dEurope/London 2008
A candidatura democrata está chegando ao final e pela primeira vez Barack Obama possui mais apoio dos superdelegados que Hillary.
Por Katia Alves
Agência AFP
Publicado originalmente Jornal do Brasil
Os sinais de que a candidatura democrata está chegando ao seu desfecho são cada vez mais claras, já que mais quadros do partido declaram apoio a Barack Obama, agora que sua vitória frente a Hillary Clinton parece ter tomado um caminho sem volta.
A rede de televisão ABC anunciou nesta sexta-feira que, pela primeira vez, Barack Obama possui mais apoio dos superdelegados (267 contra 266) que Hillary.
Até agora, o número de superdelegados era o único indicador onde Obama não aparecia na liderança -já que em quatro meses de primárias, venceu em mais Estados, obteve mais delegados e a maior parte do voto popular, além de ter arrecadado muito mais para sua campanha do que a ex-primeira-dama. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Se estivéssemos em um jogo de estratégia, poderíamos reconhecer um conjunto de jogadas quase simultâneas que foram configurando a possibilidade de uma ruptura nos processos latino-americanos de recuperação de soberania, adverte a socióloga mexicana Ana Ester Ceceña.
Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Agência Carta Maior
Por: Ana Ester Ceceña
A Bolívia está em uma das encruzilhadas mais perigosas que já enfrentou nos últimos tempos. O dia 4 de maio, data da realização de um referendo convocado pela oligarquia autonomista da chamada Meia-Lua, a despeito da sua ilegalidade representa um ponto de inflexão, ou de ruptura, tanto nos processos internos como nos da América Latina em seu conjunto.
Se estivéssemos em um jogo de estratégia, poderíamos reconhecer um conjunto de jogadas quase simultâneas que foram configurando a possibilidade de uma ruptura nos processos latino-americanos de recuperação de soberania:
1. Uma campanha midiática permanente, centrada no presidente Chávez como figura do mal, que busca obstaculizar qualquer tipo de articulação alternativa daquela que é promovida pelos Estados Unidos através dos seus tratados de livre comércio, de investimento e de cooperação em segurança. Leia o resto do artigo »
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