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Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Internacional':

Boletim Semanal do Blog do Desemprego Zero

Postado em 16 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

n.23, ano 1 -09/09/2008 a 16/09/2008

Destaques da Semana no Blog

Economia

O tsunami Financeiro

Milton Friedman and the money matters controversy

Política

Os tiros sobre Gilmar

República de Saló

Internacional

Tienen los bancos centrales una estrategia de salida?

Um golpe nuclear

Desenvolvimento

Pré-Sal deve mobilizar brasileiros para retomada de um projeto de nação

Fundo Soberano

Nadando contra a corrente da sabedoria convencional

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O tsunami financeiro

Postado em 16 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

Fonte: Projeto Brasil

Enquanto o mundo caía, economistas reuniam-se no no 5o Fórum de Economia da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, para discutir a economia brasileira.

Nas apresentações, uma certeza e uma dúvida. A certeza é que se trata da maior crise financeira em um século. A dúvida é sobre a intensidade com que o país será afetado por ela.

Vamos entender um pouco a gênese da crise, para analisar, depois, os desdobramentos no Brasil. Desde os anos 60, as políticas econômicas sempre tiveram preocupação com o nível de liquidez da economia – isto é, de dinheiro em circulação.

Com o avanço da Internet e de novas formas de transação financeira, os conceitos convencionais tornaram-se obsoletos. Surgiu, então, uma nova maneira de tentar articular políticas monetárias: o chamado regime de metas inflacionárias.

Em vez de tentar entender as causas das crises, o sistema propunha atuar diretamente sobre os efeitos. Se a inflação (ou as expectativas de inflação) subia, havia um aumento de juros trazendo a inflação para baixo. Se a inflação não era ameaça, reduziam-se os juros.

Com esse modelo, as políticas monetárias tornaram-se frouxas. Especialmente depois que a China inundou o mundo com produtos de baixo custo, exercendo um efeito deflacionário sobre os preços.

Foi essa situação cômoda que levou o presidente do FED, Alan Greenspan, a reduzir substancialmente os juros e a descuidar da liquidez da economia. Como resultado, havia um excesso de dinheiro em circulação sendo carreado para os chamados ativos reais. Esses recursos iam de mercado em mercado, provocando bolhas especulativas.

É nesse contexto que um dos ativos demandados passaram a ser as economias dos emergentes.

Esse período de lambança desarmou os órgãos reguladores. Sempre que a situação permite ganhos financeiros para muitos, há uma tendência a afrouxar os controles e a considerar normais situações de claro descontrole, como a oferta absurda de crédito dos últimos anos.

Bancos, empresas, tomavam dinheiro emprestado, adquiriam ativos. Depois, com a valorização dos ativos tomavam mais dinheiro emprestado, em um círculo louco – semelhante ao que marcou a crise da economia japonesa.

Agora, o jogo acabou. Houve a primeira etapa da crise, que foi a quebradeira do subprime. Os fundos hedge passaram a especular com commodities. Agora houve a queda nas cotações, com novos desdobramentos.

As conseqüências dramáticas desse 15 de setembro são as seguintes:

1. Um trancamento do crédito mundial, uma brutal enxugamento da liquidez.

2. O risco de queima de ativos por bancos em dificuldades, ampliando a deflação mundial, com efeitos sobre a economia real dos Estados Unidos, União Européia, Inglaterra.

3. No caso do Brasil, uma enorme dificuldade futura em financiar os déficits em transações correntes. O que obrigará o governo, em breve, a trabalhar intensamente para manter o real desvalorizado e reduzir a vulnerabilidade externa.

4. Necessidade de fortalecer o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para compensar o trancamento do crédito e do próprio mercado de capitais com a crise.

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Milton Friedman and the Money Matters Controversy

Postado em 15 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

By Henry CK Liu 

Love is blind and infatuation disguises faults as virtues. As Rudyard Kipling fell in love with the pageantry of colonialism and saw racial exploitation as the “White Man’s Burden”, Nobel economist Friedman fell in love with colonial Hong Kong, seduced by the wine-and-dine hospitality of its colonial masters and elite compradors before China reclaimed sovereignty of it in 1997. Friedman mistook Hong Kong’s colonial economic system as a free market, despite Hong Kong’s long history of highly orchestrated colonial command economic structure. The Hong Kong economy that Friedman loved prospered from Cold War geopolitical tension, not free market principle. The Asian Financial Crisis that broke out in Thailand on July 2, 1997, one day after China took back Hong Kong, put monetarist market fundamentalism in the public opinion dog house in Asia.

The Chicago School, a refuge for snubbed market fundamentalists during the Keynesian era, began to enjoy broad establishment support after the end of the Cold War, when the sole remaining superpower no long needed to win the hearts and minds of the world by reining in systemic exploitation of the weak by the strong.  The function of government shifted from protecting the weak from the strong, to freeing the strong to cannibalize the weak under the doctrine that survival of the fittest strengthens the specie.

The Chicago School is strongly identified with monetarism in microeconomics. Central Bankers, many trained by Chicago School monetarists, became blind-sighted by Friedman. Chicago School monetarism enjoyed respectful awe from central bankers because it provided them with a simple formula for handling complex problems, by accepting that inflation is always and everywhere monetary phenomenon, which relieved them from the dilemma of choosing between full employment and price stability. A natural rate of unemployment is structural in a market economy and therefore not the fault of central bankers. Full employment is not even a policy prerogative of the central bank.

Critics have long pointed out that the data behind the Chicago School theories are selectively collected and arranged to support a preconceived ideology, which is more a vertical system of beliefs than the outcome of truly open scientific inquiry. Economics is a complex subject. Any subject, however complex, if looked at in the right way, will become even more complex. On the other hand, if it is looked at in a simplistic way, it can lead to convenient but misleading conclusions. This truth escapes many experts who tend to avoid small errors meticulously while sweeping on to grand fallacy. This was what happened to the Chicago School economists.

The claim of the Chicago School that prosperity will spring from markets left free of government interference is challenged by developing facts. Recurring financial crises appear to have jelled into a pattern of 10-year cycles, as evidenced by the crashes of 1987, 1997 and 2007. By now, after three decades of hegemonic dominance in government policy penchant and private enterprise philosophy, the Chicago School theology can no longer rest on its secure platform of political power disguised as theoretical supremacy. The collapse of market fundamentalism in economies everywhere is putting the Chicago School theology on trial. Its big lie has been exposed by facts on two levels. The Chicago Boys’ claim that helping the rich will also help the poor is not only exposed as not true, it turns out that market fundamentalism hurts not only the poor and the powerless; it hurts everyone, rich and poor, albeit in different ways. When wages are kept low to fight inflation, the low-wage regime causes overcapacity through over investment from excess profit. And monetary easing under such conditions produces hyperinflation that hurts also the rich. The fruits of Friedman test are in – and they are all rotten.

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More Dangerous Than the A-Bomb?

Postado em 15 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

The Chicago School’s Record of Infamy

By MICHAEL HUDSON

Fonte: Artigo

“So I recognized that from the U/C’s vantage point, a “free market” in ideas was one where students were only free to choose the ideology that the U/C supported. Their teaching was like the Terminator. You can’t reason with it. It’s just there to kill the opposition”.

As a graduate of the University of Chicago (1959) and also of its Laboratory School (1955-56), I think my experience there confirms the picture portrayed by Henry Liu in his wonderful essay last week on Milton Friedman and the “Money Matters Controversy”.

My introduction to the University of Chicago (UC) was via the Manhattan Project around 1948. I lived in Chicago neighborhood of Kenwood, just north of Hyde Park. We rented the top floor of our house to a physicist, Shuki Hayashi, who worked on the project at Stagg Field, under whose bleachers the project’s atomic pile still continued. To bring me to the Lab School, he would put me on his bike (a Raleigh DL-1 28-incher) and drive me up to the field. Only much later in my life was I left to wonder what has been more dangerous to humanity: the A-bomb or Chicago School monetarism?

My father was a labor leader and we often had UC professors over to the house for discussions in the early 1950s. In contrast to today, the Chicago faculty from the 1930s through early 1960s included such men as Maynard Krueger (a vice presidential candidate on the Socialist Party ticket behind Norman Thomas), and Rexford Tugwell, a Roosevelt brain truster and former governor of Puerto Rico (and protege of Simon Patten). The post-Keynesian economist Hyman Minsky told me that it was Krueger who converted him to socialism. Minsky later became the godfather of the present post-Keynesian faculty providing an alternative to Chicago-style monetarism at the University of Missouri – Kansas City, where I now teach.

Today, the Chicago School is known for its censorial intolerance. The first thing the “Chicago Boys” did in Chile after 1974, for example, was to close down every economics and social science department in the country, except at the Catholic University where they had a foothold with “the brick”, ie Friedmanite doctrine. Leia o resto do artigo »

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A MOEDA, O CRÉDITO, E O CAPITAL FINANCEIRO.

Postado em 11 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

Por José Luís Fiori

“Todas as moedas são símbolos, e o seu peso ou composição não tem maior importância. O que de fato importa é o nome ou o poder de quem a emite” – Mitchell Innes, What is money. Banking Law Journal. May, 1913.

Para surpresa dos ideólogos, os Estados Unidos acabam de dar uma aula, curta, sintética e brilhante, sobre a natureza do capitalismo, e sobre o funcionamento dos seus mercados. Com poucas palavras, o governo americano anunciou, nesta última semana, a estatização das duas maiores empresas de financiamento hipotecário dos EUA – a  Fannie Mae, e a Freddie Mac – criadas pelo estado americano, em 1938 e 1970, e depois  privatizadas, com o objetivo de diminuir os gastos públicos e aumentar a concorrência setorial. Ao anunciar sua decisão, o secretário do Tesouro americano prometeu injetar até US$200 bilhões dos contribuintes, nas duas empresas que controlam metade do mercado de hipotecas dos EUA, estimado em 12 trilhões de dólares.  Mas não é só isto: nos últimos meses, o Fed financiou a aquisição do Bear Stearns pelo J.P. Morgan; criou uma nova linha de financiamento para firmas externas ao setor bancário; e colocou seus “inspetores” para controlar os bancos de investimento. Enquanto o Congresso americano aprovava, no último dia 30 de julho, a Lei para a Recuperação da Economia e do Setor Imobiliário”, e discutia uma nova regulamentação rigorosa e detalhada  do mercado financeiro americano. E agora, mais recentemente, o ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, propôs diretamente a criação de uma nova Agencia Estatal de analise de risco das empresas privadas. Ou seja, de todos os lados está vindo o mesmo sinal:  como diz o jornal Financial Times, “no conflito perene entre a política e o mercado, não há duvida, que neste momento, a política está por cima”.

Enquanto isto, os analistas econômicos batem cabeça, há mais de um ano, sem conseguir explicar a natureza, a extensão e o futuro da crise hipotecária americana. Talvez, porque todos compartilham, de uma forma ou outra, a mesma tese do Financial Times: a idéia equivocada de que existe um “conflito perene”, entre a Política e o Mercado. Apesar de que a história da formação dos mercados e do capitalismo, aponte na direção oposta, de uma solidariedade essencial e originária entre o poder, o mercado e os capitais privados. Uma história que começa, por volta do século XIV, com o poder arbitrário dos príncipes que definiam de forma soberana, o valor dos tributos que deviam ser pagos pelos seus súditos, e ao mesmo tempo, definiam o valor da moeda que cunhavam para pagamento dos seus próprios tributos. E mesmo quando circulavam outras moedas e títulos privados, dentro do seu “principado”, eles sempre eram referidos, em última instancia, ao valor da moeda soberana. Este “circuito” inicial se complicou com a expansão das guerras e a necessidade dos príncipes recorrerem ao endividamento, criando a dívida publica negociada pelos comerciantes-banqueiros, num mercado cada vez mais extenso de títulos e moedas. Foi assim que nasceu o capital financeiro através da senhoriagem entre as moedas e títulos das unidades soberanas do mundo Medieval. Leia o resto do artigo »

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¿Tienen los bancos centrales una estrategia de salida?

Postado em 10 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

by Kenneth Rogoff

Texto em inglês

Un año después de que comenzara la crisis financiera mundial, varios bancos centrales fundamentales siguen extraordinariamente expuestos con los precarios sectores financieros privados de sus países. Hasta ahora, la estrategia de mantener los sistemas bancarios intubados con el crédito a corto plazo garantizado con cargo a  los contribuyentes ha sido lógico, pero tarde o temprano los bancos centrales deben desconectarlos. De lo contrario, acabarán, a su vez, en el servicio de cuidados intensivos, cuando las pérdidas por créditos fallidos inunden sus balances.

La idea de que las grandes economías del mundo afrontan simplemente un pánico a corto plazo parece cada vez menos sostenible. En cambio, está resultando patente que, después de un período de beneficios y crecimiento apoteósicos, el sector financiero debe pasar ahora por un período de consolidación y recortes. Hay que permitir que los bancos débiles quiebren o se fusionen con otros (y se pague a los depositantes corrientes con fondos estatales de seguros) para que surjan bancos fuertes con un nuevo vigor.

Si ése es el diagnóstico correcto de la “crisis financiera”, los intentos de bloquear una dinámica normal y sana sólo servirán en última instancia para prolongar y exacerbar el problema. No permitir la necesaria consolidación equivale a debilitar los mercados de crédito, no a fortalecerlos.

La Reserva Federal de los Estados Unidos, el Banco Central Europeo y el Banco de Inglaterra están particularmente expuestos. Colectivamente, han concedido centenares de  miles de millones de dólares en préstamos a corto plazo tanto a bancos tradicionales como a “bancos de inversión” complejos y no regulados. Muchos otros bancos centrales están observando, nerviosos, la situación, muy conscientes de que pronto podrían encontrarse en la misma posición, a medida que la economía mundial sigue debilitándose y las tasas de morosidad correspondientes a toda clase de deudas siguen aumentando.

Si los bancos centrales afrontan un golpe en gran escala a sus balances, no necesariamente será el fin del mundo. Ya ha ocurrido en ocasiones anteriores -por ejemplo, durante las crisis financieras del decenio de 1990-, pero la historia indica que la reparación del balance de un banco central nunca es agradable. Al haber de afrontar pérdidas de créditos, un banco central puede conseguir su escapatoria mediante la inflación o esperar a la recapitalización por los contribuyentes. Las dos soluciones son extraordinariamente traumáticas.

Una inflación desbocada causa toda clase de distorsiones e ineficiencias. (Y no se debe pensar que los bancos centrales hayan descartado el impuesto de la inflación. De hecho, la inflación se disparó durante el año pasado, con lo que facilitó oportunamente una necesaria corrección del precio real de las casas.) Por otra parte, los rescates con cargo a los contribuyentes raras veces son suaves y comprometen inevitablemente la independencia de los bancos centrales.

También se plantea una cuestión de equidad. El sector financiero ha producido beneficios extraordinarios, en particular en los países anglófonos, y, si bien el cálculo de las dimensiones del sector financiero resulta extraordinariamente difícil por su opacidad y complejidad, las estadísticas oficiales de los EE.UU. indican que las empresas financieras representaron una tercera parte, aproximadamente, de los beneficios empresariales americanos en 2006. Las gratificaciones multimillonarias en Wall Street y en la City de Londres han llegado a ser cosa corriente y las empresas financieras han predominado en las listas de donantes a todos los más importantes candidatos políticos a las elecciones presidenciales de los Estados Unidos que se celebrarán en 2008. Así, pues, ¿por qué han de ser los contribuyentes corrientes quienes paguen la cuenta del rescate del sector financiero? ¿Y por qué no el de las industrias automovilística y metalúrgica o cualquiera de las demás industrias que han sufrido recesiones en los últimos años? Este argumento resulta tanto más poderoso, si los bancos centrales recurren al “impuesto de la inflación”, que recae desproporcionadamente sobre los pobres, quienes tienen menos medios para protegerse de los aumentos de precios que socavan el valor de sus ahorros.

El economista británico Willem Buiter ha acusado sin rodeos a los bancos centrales y a los funcionarios de la Hacienda Pública de parcialidad del regulador a favor del sector financiero, en particular en los Estados Unidos. Se trata de una acusación grave, sobre todo en vista de las enormes incertidumbres que han afrontado los bancos centrales y los funcionarios de la Hacienda Pública, pero, si los funcionarios no hacen el ajuste a medida que avance la crisis, la acusación de Buiter puede parecer menos exagerada.

Así, pues, ¿cómo pueden los bancos centrales salir de ese profundo agujero? La clave es extremar la distinción entre empresas financieras cuyas dificultades se deben de verdad al pánico (y, por tanto, son temporales) y las que tienen problemas más estructurales.

Después de un período de expansión en gran escala durante el cual las dimensiones del sector de los servicios casi se duplicaron, cierta reducción es natural y normal. El problema de las hipotecas de alto riesgo desencadenó una reducción en las actividades principales de algunas entidades financieras, en particular sus negocios derivados y extraordinariamente beneficiosos. Cierta reducción del sector es inevitable. Los bancos centrales deben comenzar a fomentar la consolidación, en lugar de conceder crédito indiscriminadamente.

En principio, el sector financiero puede reducirse mediante la contracción proporcional de cada una de las entidades en un 15 por ciento, pongamos por caso, pero ésa no es la tónica típica de sector alguno. Si hay fondos soberanos que quieren entrar y mantener a flote empresas muy necesitadas de capital con la esperanza de una gran recuperación, se les debe permitir hacerlo, pero deben comprender que los grandes accionistas extranjeros pueden ser mucho menos eficaces que los locales con vistas a persuadir a los bancos centrales para que concedan líneas de crédito en gran escala y sin compromiso.

Ya es hora de hacer balance de la crisis y reconocer que el sector financiero está experimentando transformaciones fundamentales y no es simplemente la víctima del pánico especulativo contra los préstamos hipotecarios. Desde luego, una reglamentación mejor es parte de la respuesta a largo plazo, pero no es una panacea. Los actuales titulares de acciones de empresas y de bonos deben cargar con el costo principal o, si no, habrá pocas esperanzas de que actúen de forma más responsable en el futuro.

Kenneth Rogoff es profesor de Economía y Política Pública de la Universidad de Harvard y antes fue economista jefe del FMI.

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Un golpe nuclear

Postado em 9 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

No exagero. Es la expresión más generalizada de muchos compatriotas. Es la impresión del Jefe del Estado Mayor General de las FAR, Álvaro López Miera, un militar experimentado, cuando vio en la Isla de la Juventud las torres de acero retorcidas, las casas convertidas en ruinas y la destrucción por todas partes.

“Ha sido un duro golpe, no podía siquiera imaginarlo”, dijo con voz desgastada por el esfuerzo, pero firme y resuelta, Ana Isa Delgado, Secretaria del Partido y Presidenta del Consejo de Defensa del importante municipio. “¡Es lo nunca visto en los casi 50 años que vivo aquí!”, exclamó un vecino con asombro. Un joven soldado, que descendía de un carro anfibio, gritó: “¡Demostraremos que estamos dispuestos a dar la vida por el pueblo!”

En Herradura, el General de Cuerpo de Ejército Leopoldo Cintra Frías, al observarlo todo convertido en ruinas, mirando a su alrededor, compartía su asombro y admiración por la valentía de la población, y expresó: “Esto es ver una explosión nuclear.” Él estuvo cerca de verla en el Suroeste de Angola, si los racistas surafricanos hubieran decidido lanzar contra las tropas cubano-angolanas una de las siete bombas que el gobierno de Estados Unidos les suministró. Era, sin embargo, un riesgo calculado y las
tácticas más convenientes fueron adoptadas.

Junto a Polo estaba Olga Lidia Tapia, primera secretaria del Partido y Jefa del Consejo de Defensa de la provincia, sin dudar un segundo de los frutos del esfuerzo y la determinación de sus compatriotas.
Con toda franqueza me atrevo a decir que las fotos y vistas fílmicas de lo que transmitían el domingo por la televisión nacional me recordaban la desolación que vi cuando visité Hiroshima, que fue víctima del ataque con la primera bomba atómica en agosto de 1945. Leia o resto do artigo »

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A vingança dos heterodoxos

Postado em 8 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

Por Sérgio Léo

Valor Econômico (08/09/2008)

Analistas como Martin Wolff, do “Financial Times”, já registraram, no início do ano, a morte do sonho liberal de um capitalismo global regido pelo livre mercado. Faltava um documento oficial para decretar o óbito. Essa certidão acaba de ser lavrada – pela mais heterodoxa das organizações econômicas multilaterais, a Unctad, sigla em inglês da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento. 

Críticas como a da Unctad contra o sonho liberal alimentam-se do socorro desesperado do governo dos EUA a bancos e às instituições hipotecárias Fanny Mae e Freddy Mac; da nascente recessão na Europa que se debate entre combater a inflação ou baixar juros; e da emergência das economia asiáticas fortemente impregnadas pelas digitais do Estado. Os economistas da ONU tiraram do limbo peritos de linha heterodoxa, como o neokeynesiano Nicholas Kaldor, para decretar o que chamam de “fracasso do modelo neoclássico”, predominante no Ocidente. 

“Embora a maioria dos economistas concorde que os pressupostos do modelo neoclássico estão longe da realidade, este modelo continua a servir de base para as prescrições de política econômica”, acusa a agência da ONU, no seu recém-lançado Informe de Comércio e Desenvolvimento 2008. O documento combate prescrições do modelo neoclássico que considera baseadas em premissas equivocadas e potencialmente danosas. 

Entre as premissas, está a de que os preços são sinais claros do mercado para corrigir distorções de oferta e demanda. A Unctad também combate a idéia de que o investimento para aumentar a produção tem de ser precedido pelo acúmulo de poupança. Contra a teoria tradicional, por exemplo, os países em desenvolvimento com mais investimentos são os que enviam ao exterior mais poupança do que recebem, nota o Informe. 

Ao lado de questionamentos teóricos sobre a teoria neoclássica de formação preços, o documento menciona os problemas criados com a influência das expectativas nos mercados financeiro sobre os mercados de mercadorias e a produção real. Os economistas da Unctad não sabem dizer o quanto a especulação influencia a atual alta de preços de mercadorias, mas comentam que a lógica de uma parte substancial dos mercados de futuros e hedge hoje descolou do terreno produtivo e atende a decisões de “diversificação de portfólios de investidores”. 

Unctad vê fracasso do modelo neoclássico

Em linguagem um pouco mais simples (só um pouco; nada no mundo atual é simples como se gostaria): ao notarem riscos maiores nos mercados de títulos, ou de ações, por exemplo, uma parte crescente de investidores do mercado financeiro tem diversificado aplicações comprando contratos de mercadorias no mercado futuro. Esses operadores não mudam de posições (comprando contratos ou vendendo os que têm) em função apenas da expectativa de mudança nos preços das mercadorias; só mexem em suas carteiras com base no que acontece nos outros mercados. A alteração no humor de investidores ganha efeito desproporcional no mercado de commodities. 

“Em vez de reduzir riscos, os complexos instrumentos financeiros desenvolvidos recentemente têm servido para espalhar o impacto de investimentos arriscados através de continentes, instituições e mercados”, alerta a Unctad. A interpenetração dos mercados financeiro e de mercadorias e a arbitragem com juros e taxas de câmbio provocam movimentos que contrariam o saber convencional: países com grandes déficits nas contas externas no Leste Europeu vêem suas moedas se valorizarem e países com grandes superávits em conta corrente, como Japão e Suíça sofrem desvalorizações. Políticas baseadas nos pressupostos tradicionais podem exacerbar a crise, acreditam os economistas da ONU. 

“Seguindo a agenda do Consenso de Washington, que visava ‘obter os preços corretos’, muitos países mantém errados dois dos mais importantes preços – as taxas de câmbio e de juros”, diz a Unctad. “Isso pode explicar por que o Consenso de Washington não se aplica em Washington: os EUA, depois de flertar brevemente com a ortodoxia monetária no começo dos anos 80, voltaram à sintonia fina da taxa de juros e a uma política monetária extraordinariamente complacente nas últimas duas décadas.”

O Informe dá argumentos em defesa do crédito dirigido para investimentos, e cita o BNDES brasileiro como bom exemplo. No capítulo de propostas para lidar com a crise mundial, porém, apela para uma utópica coordenação multilateral para criar, nos mercados financeiros e na administração das taxas de câmbio, regras e códigos de conduta como os que a desmoralizada OMC aplica ao comércio internacional. O relatório completo, em inglês ou espanhol, está no portal www.unctad.org.

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