A derrocada dos bancos americanos e seis efeitos no mundo
Postado em 10 dEurope/London outubro dEurope/London 2008
A queda dos gigantescos bancos hipotecários e de investimento americanos e alguns europeus acelera o declínio do dólar e põe em xeque a hegemonia americana. Na Ásia bancos só balançaram; nenhum caiu. No Brasil, os bancos jogaram os riscos para as empresas e algumas vão quebrar. A análise é de Bernardo Kucinski.
Publicado em: Agência Carta Maior
Por: Bernardo Kucinski
O terremoto financeiro americano já derrubou seis de seus grandes bancos de financiamento habitacional, três dos cinco maiores bancos de investimento e sua maior seguradora. Seis desses gigantes seis sumiram do mapa, engolidos por outros bancos. Quatro foram estatizados. Um cenário desolador com prejuízos de 200 bilhões de dólares a cidadãos e bancos comerciais , pânico e perda de confiança no sistema financeiro. Tentando estancar uma corrida generalizada a bancos, o governo Bush elevou de 100 mil dólares para 250 mil a garantia para depósitos pessoais e já fala em mais estatizações. (1)
Os bancos de investimento americanos eram os reis da selva financeira, sugando e reaplicando milhões de todo o mundo, de bilionários, de outros bancos, e de fundos de pensão. Os únicos sobreviventes, Goldman Sachs e o Morgan Stanley, ficaram tão mal que o governo autorizou sua transformação em conglomerado financeiro, forma disfarçada de permitir que tenham acesso a linhas de crédito do FED. (2)
O terremoto atingiu com intensidade o mercado financeiro londrino, o maior importante da Europa e o mais ligado ao sistema financeiro americano, reverberando no continente, embora a Inglaterra não tenha aderido ao Euro. A economia da Inglaterra já estava deprimida, com queda de quase 30% nos valor dos imóveis desde janeiro. Além da estatização parcial do grande banco hipotecário Bradford& Bingley e venda de suas agências ao Santander numa operação de 733 milhões de Euros, outro banco de financiamento da habitação, o HBOS foi absorvido pelo Lloyds TBS por cerca de US$ 20 bilhões.
Na terça-feira, dia 9, quando rumores de quebra atacaram o Stanley Morgan- Chase nos Estado Unidos e o Banco Real da Escócia, a Europa entrou em pânico. As ações dos principais bancos ingleses desabaram e o governo anunciou o pacote de salvamento maior do que o de Bush, e com mais ênfase na estatização parcial dos bancos (3): equivalente a 35% do PIB inglês, o pacote destina 50 bilhões de libras (cerca de 90 bilhões de dólares) à compra de ações de bancos, ou seja estatização parcial, 200 bilhões de libras a empréstimos aos bancos, e mais 250 bilhões para garantia de empréstimos de curto e longo prazo. Leia o resto do artigo »
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