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Blog do Desemprego Zero

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Brasil precisa crescer mais de 4% para manter emprego, diz Ipea

Postado em 22 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Instituto analisa a situação do país na crise internacional

Fonte: Ipea  

O Brasil precisa crescer mais de 4% para não interromper a trajetória positiva de 19 trimestres de investimentos acima da produção, aumento do emprego formal, redução do desemprego e da economia informal, conclui o documento “A crise internacional e possíveis repercussões: primeiras análises”, lançado hoje em Brasília pelo Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann.

Elaborado por técnicos do Instituto integrantes de um Grupo de Trabalho (GT) sobre a crise da economia internacional, o documento faz três simulações sobre os efeitos da crise internacional no Brasil e mostra que menos de 4% significa o país interromper toda uma situação positiva de crescimento, com queda da desigualdade e da pobreza.

A participação dos rendimentos do trabalho no PIB vem crescendo desde 2004. Os resultados para a simulação indicam que para a expansão do PIB em 1%, a parcela salarial pode ser reduzida em 3%, assim como pode cair 0,6% se a elevação do PIB em 2009 for de 2,5%. No caso do PIB em 4%, a renda do trabalho na renda nacional pode continuar crescendo (0,2%) e manter a trajetória iniciada em 2004.O GT pretende acompanhar a situação do país e reproduzir informes ao longo deste ano.

O presidente do Ipea destacou que o Brasil tem condições de manter o ritmo de crescimento graças à opção anterior à crise, de investir em infraestrutura. “Além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) federal, que já foi licitado e as obras estão em andamento, este ano os Estados começarão a executar seus PACs. Trata-se de um investimento importante para manter o ritmo de crescimento”, ressaltou.

O documento foi dividido em três partes: a primeira descreve as manifestações da crise e efeitos sobre o seu epicentro, os EUA; a segunda trata das medidas tomadas pelos governos da China, Índia, África do Sul e Brasil, no sentido de redefinirem suas posições relativas à geopolítica mundial, bem como de reestruturarem suas instituições e cadeias produtivas e ocupacionais; a terceira faz simulações dos efeitos da crise em relação ao emprego, renda, câmbio e inflação no Brasil.

“Esta é a primeira grande crise da economia globalizada, com todos os países submetidos à lógica da economia de mercado. Afeta, portanto, um mundo fundado com profundas desigualdades, tendo como epicentro os bancos desregulados”, observou Pochmann ao lembrar que estudos sobre homogeneização da economia de mercado já alertaram sobre a geração dessas desigualdades.

Nas três partes do documento o papel do Estado é destacado. Os bancos centrais dos EUA(FED), da área da Euro(BCE) e do Japão(BoJ), por exemplo, fizeram intervenções no período de agosto de 2007 a janeiro de 2009, todas com o propósito de evitar uma deterioração do Estado de confiança.

“As políticas anticrise dos anos 80 e 90 passavam pela elevação das taxas de juros, desregulamentação e corte de gastos. Hoje, a produção e o emprego estão no centro das atenções, acompanhadas pela convergência de ações espontâneas dos países, todas voltadas para políticas de defesa do Estado” explicou Pochmann.

A China, segundo o documento, revela uma postura agressiva e proativa. Considerada a economia mais dinâmica das últimas décadas, parece estar sujeita a grandes mudanças, em razão da importância do comércio exterior e da maior valorização do mercado interno. Adotou medidas importantes de combate à crise, tanto interna como externamente. Elaborou proposta para que os países emergentes desempenhem um papel maior na supervisão de organizações financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird).

O documento não mostra a atuação dos organismos internacionais diante da crise. “Não identificamos uma coordenação das instituições internacionais”, justificou o presidente do Ipea. Ele aposta, no entanto, numa reorganização mundial, tanto em termo de regulação do sistema financeiro como em termo das relações internacionais e institucionais entre países. “É difícil acreditar que possamos voltar à situação anterior”, preconiza.

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Donde?

Postado em 21 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Por José Saramago

Fonte: Caderno Saramago

Donde saiu este homem? Não peço que me digam onde nasceu, quem foram os seus pais, que estudos fez, que projecto de vida desenhou para si e para a sua família. Tudo isso mais ou menos o sabemos, tenho aí a sua autobiografia, livro sério e sincero, além de inteligentemente escrito. Quando pergunto donde saiu Barack Obama estou a manifestar a minha perplexidade por este tempo que vivemos, cínico, desesperançado, sombrio, terrível em mil dos seus aspectos, ter gerado uma pessoa (é um homem, podia ser uma mulher) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida. Estes conceitos que alguma vez foram o cimento da melhor convivência humana sofreram por muito tempo o desprezo dos poderosos, esses mesmos que, a partir de hoje (tenham-no por certo), vão vestir à pressa o novo figurino e clamar em todos os tons: “Eu também, eu também.” Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar.

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Keynes e Roosevelt: algumas lições para o presidente Obama

Postado em 20 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

As políticas de gastos públicos que agora são propostas para o presidente Obama não são inspiradas no New Deal. Suas raízes estão no pensamento de Keynes e no grande laboratório de políticas macroeconômicas que foi a Segunda Guerra Mundial. Mas Roosevelt também tem lições importantes a dar a Obama, ainda que não na definição de políticas macroeconômicas. A análise é do economista Fernando J. Cardim de Carvalho.

Fonte: Carta Maior

Poucos nomes tem sido lembrados com tanta freqüência nos últimos meses quanto os de Keynes e Franklin Delano Roosevelt. Na verdade, na maioria das vezes eles são lembrados juntos, como co-autores das políticas que marcaram o New Deal. Quase sempre, a referência a ambos se destina a dar suporte a algum plano ou estratégia de política econômica que se espera seja seguida pelo Presidente Obama, cuja posse ocorre neste 20 de janeiro.

A posse do primeiro presidente negro dos Estados Unidos seria um evento de importância histórica em qualquer circunstância. No limite, até mesmo a eleição de um Clarence Thomas poderia ser vista como a culminância do processo de conquista de direitos civis cujo grande salto foi dado nos anos 60 do século passado, sob a liderança do Dr. Martin Luther King. Mas a expectativa e as esperanças que cercam a posse do novo presidente americano dado o envolvimento do país em um guerra extrema (e justificadamente) impopular e a crise econômica – cuja profundidade se revela a cada dia para uma população cada vez mais atônita – tornam esse evento ainda mais significativo.

É exatamente a profundidade da crise que explica a ressurreição de Keynes e de Roosevelt depois de quase trinta anos de dominação do pensamento liberal em todo o mundo, inclusive no Brasil. Keynes e o New Deal simbolizam a rejeição ao neoliberalismo que levou ao desastre atual, cujos custos ainda devem crescer acentuadamente neste ano de 2009. No entanto, a relação que se faz, e as lições tiradas, são, muito frequentemente superficiais. Isso decorre de um certo desconhecimento tanto do que Keynes propôs quanto do que Roosevelt fez, especialmente nos primeiros oito anos de seu governo, até a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, após o ataque japonês a Pearl Harbor.

Na verdade, Keynes e Roosevelt, figuras gigantescas do século XX, têm muito o que ensinar ao Presidente Obama, mas as lições de um, não são exatamente as lições de outro. Conhecer a ambos é fundamental até porque o neoliberalismo não foi um desastre apenas porque conduziu à crise que estamos atravessando, mas também porque promoveu reformas sociais de extrema perversidade, que devem ser detidas ou revertidas. Leia o resto do artigo »

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O new deal de Obama

Postado em 20 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Historiadores comparam presidente eleito em crise a Roosevelt

Fonte: O Globo, 17/01/2009.

Na sexta-feira 3 de março de 1933, Richard Whitney, presidente da Bolsa de Valores de Nova York, se encaminhou para o pequeno púlpito de onde costumava abrir os pregões.

Os operadores aguardavam o início das transações do dia. Em vez disso, Whitney anunciou: “A Bolsa de Valores está fechando”. O mesmo aconteceu, quase que na mesma hora, na Bolsa de Chicago, que parava pela primeira vez desde que fora fundada, em 1848. Tinha acabado o fôlego do sistema financeiro americano.

Na manhã seguinte, os governadores de Nova York, Illinois e Pensilvânia assinaram ordens fechando todos os bancos, o que elevava a 34, de um total de 48, o número de estados onde não havia mais instituições financeiras em funcionamento. Poucas horas depois, Franklin Delano Roosevelt, o trigésimo-segundo presidente dos EUA, prestou juramento e assumiu a Casa Branca, em meio à pior crise que o país já conhecera.

Barack Obama vai tomar posse na terça-feira também sob o peso de uma grave crise econômica. Ele também é um democrata sucedendo a um presidente republicano com números de aprovação muito baixos. E ele, também, pretende gastar bilhões de dinheiro público para reanimar a economia.

O presidente que tirou o país da crise

Não à toa, os anos da presidência Roosevelt pairam sobre Obama. As comparações são inevitáveis, a ponto de a revista “Time” ter feito uma capa transformando Obama em Roosevelt, usando uma foto célebre do então presidente em um carro aberto. Obama está sentado no carro sem capota, de chapéu, cigarrilha na boca, grande sorriso, enquanto a revista coloca como título: “O Novo New Deal”, uma referência ao programa que Roosevelt lançou quando assumiu.

A maior parte do eleitorado americano espera que, assim como Roosevelt, Obama seja lembrado na História como o presidente que tirou o país da crise.

- Obama é como um barco no qual o povo americano pode colocar toda a sua infindável reserva de esperança, do mesmo modo como fez em 1932 com Roosevelt – diz Bruce Kuklick, professor de História da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia. – A idéia de inexperiência na política, uma das críticas feitas a Obama, é irrelevante. Kennedy e Reagan, por exemplo, também não tinham experiência. Obama tem algo de extraordinário que só as grandes personalidades têm.

O próprio Obama está levando a sério a comparação com Roosevelt, assim como toda sua equipe, convocada a ler uma farta literatura histórica.

Uma das inspirações do presidente eleito, além dos livros sobre Abraham Lincoln – que tomou posse na Guerra Civil, e a quem se credita o fato de os EUA não terem se esfacelado – são os livros sobre os cem primeiros dias de Roosevelt.

No topo da lista está “The defining moment: FDR’s hundred Days and the triumph of hope” (ed.Simon& Schuster), do jornalista Jonathan Alter. Nele, Alter traça a trajetória de Roosevelt desde seu complicado nascimento – foi “ressuscitado” por uma respiração bocaa-boca feita pelo médico, depois de a enfermeira o ter dado como morto – passando pela sua entrada na política; a poliomielite que o deixou sem andar aos 39 anos; até os três primeiros meses de sua gestão na Presidência, que ficaram conhecidos pelas 15 leis que ele conseguiu aprovar no Congresso, criando instituições regulatórias que até hoje funcionam.

- Abraham Lincoln é o presidente favorito de Obama, mas não é estranho que ele esteja lendo sobre Roosevelt. As questões básicas da transição são as mesmas hoje em relação a 76 anos atrás: onde é o fundo do poço desta crise econômica? Qual a melhor maneira de lidar com ela logo após a posse? – explica Alter, lembrando, porém, que a economia estava muito pior nos anos 30.

Roosevelt tinha problemas maiores

Essa é uma das ressalvas que os historiadores fazem na comparação Obama-Roosevelt. Leia o resto do artigo »

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Obama, Lula e Sarkozy são modelos do século XXI, diz especialista

Postado em 19 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Fonte: Notícias Terra

Vice-Presidente do think-thank Public Agenda e autor de Forgive Us Our Debts: The Intergenerational Dangers of Fiscal Irresponsibility, publicado nos Estados Unidos pela editora da Universidade de Yale, Andrew L. Yarrow defendeu, em artigo publicado na página de opinião do The Baltimore Sun, que a apologia da impossibilidade funcional dos governos está com os dias contados. E que um trio de líderes – formado pelo recém-eleito Barack Obama, o presidente francês Nicolas Sarkozy e o brasileiro Luiz Ignácio Lula da Silva – representam a ascendência, no mundo ocidental, do idealismo, do ativismo e da cooperação supra-partidária sobre o unilateralismo, a política mais convencional e o apadrinhamento de aliados característico da administração Bush.

Professor da American University e consultor do centrista Brookings Institution, Yarrow vai além e propõe o estabelecimento de uma nova era, calcada na imagem dos presidentes de Brasil, França e EUA. “Prestando atenção no simbolismo político dos três estadistas, vê-se que o mundo democrático está entrando em um novo período, tão definitivo e transformador quanto o pacto social-democrático de Franklin Delano Roosevelt após a Segunda Guerra Mundial, o chamado Consenso Liberal, ou a Ascensão Conservadora das últimas três décadas, marcadas pelas políticas de Ronald Reagan e Maragareth Thatcher”, escreve.

Para o historiador, que deixou a reportagem do The New York Times para investir na vida acadêmica, completando a pós-graduação Universidade de Harvard e trabalhando no governo Bill Clinton, o comprometimento com a Justiça Social dos três líderes está um passo à frente da Terceira Via de Clinton e Tony Blair, representada no Brasil pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. O cerne do sucesso dos três líderes, diz Yarrow, está na idéia de compaixão social condicionada à responsabilidade pessoal – no Brasil, com as contrapartidas exigidas pelo Bolsa Família, nos EUA, com o discurso de Obama voltado para o ativismo social dos mais abastados e a necessidade de a comunidade afro-americana voltar a investir nos valores de fortalecimento familiar – e em uma visão internacionalista comprovada pela movimentação de Paris e Brasília durante a mais recente crise no Oriente Médio, trabalhando ativamente por uma trégua entre Israel e os palestinos.

O Terra conversou com o professor da American University sobre sua previsão de que os próximos anos no mundo ocidental serão moldados pela ação de Lula, Obama e Sarkozy. Yarrow só não quis emitir opinião sobre a sucessão presidencial no Brasil, tema que acompanha de longe e com enorme atenção – a se julgar por seus questionamentos sobre a possível candidatura da ministra Dilma Roussef em 2010.

O senhor diz que o Lula, Obama e Sarkozy desafiam, cada um a seu modo, a política convencional. Pode explicar melhor esta sua observação?

Lula, Obama e Sarkozy são, os três, líderes políticos pós-partidários. Eles combinam um comprometimento com a inclusão e a justiça social com um crescimento econômico que beneficie ao mesmo tempo trabalhadores e empresários. Eles refutam os moribundos modelos advindos do “Consenso de Washington”, o capitalismo neo-liberal pós-Reagan e Thatcher, calcado na desregulamentação dos mercados. Mas também não são estatizantes per se, não se aproximam de modelos socialistas tal qual os conhecemos. Lula com o PT, Obama com os Democratas, e Sarkozy com os gaullistas e os democrata-cristãos, estabeleceram rupturas com as culturas políticas mais características de seus grupos partidários. Leia o resto do artigo »

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“AL perderá 60% do crescimento”

Postado em 12 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: Jornal do Brasil

Por: Leda Rosa
Entrevista: Renato Baumann

O diretor do escritório da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) no Brasil, Renato Baumann, coordena uma equipe de pesquisadores encarregada de estudar as várias realidades que formam o mosaico econômico e político da América Latina e Caribe. Nos últimos meses, os levantamentos da entidade mostram que a crise mundial produzirá efeitos agudos, em especial na desaceleração econômica. Pelas contas, o Produto Interno Bruto (PIB) da região vai passar de 4,6% em 2008 para 1,9% em 2009.

Sem abordar nenhum país específico, o que, segundo ele, extrapolaria as atribuições de suas funções, Baumann ressalta, em entrevista exclusiva ao Jornal do Brasil, os dramas que a situação deve acarretar para os mais pobres, mas confia na manutenção das atuais políticas de transferência de renda. Destaca, também, as diferenças do contexto da crise atual e das anteriores, que foram basicamente sul-americanas e não contavam com reforços da demanda das emergentes Índia e China por alimentos e matéria-prima.

Antes da crise desembarcar na América Latina e Caribe, qual era o cenário para a baixa renda?
­ -Desde o final dos anos 90 há um conjunto de fatores muito positivos sobre a população de mais baixa renda da região. Primeiro, o próprio ritmo de atividades, que permitiu a geração de empregos, de postos de trabalho com percentual elevado de emprego formal, programas de assistência do tipo Bolsa Família no Brasil e no México. Há programas semelhantes na Argentina, Colômbia, e vários outros países que também tiveram impacto importante na camada de mais baixa renda, algumas transferências por parte do setor privado, em programas de assistência feitos por empresários, além das remessas, basicamente de imigrantes. Todos estes fatores permitiram que houvesse uma evolução bastante favorável em termos de percentual da população que cruzou a linha, que efetivamente saíram da pobreza e da indigência para cima.

E como isto se traduziu em números?
­ -A última estimativa da Cepal era, em 2007, para o conjunto da AL e Caribe, 34% da população da região na linha de pobreza e 12,6% de indigentes ­ 184 milhões de pobres e 68 milhões de indigentes. É um estoque ainda muito alto. Mas se comparamos com 2002, que a Cepal estimava que havia 220 milhões de pobres, houve melhora evidente. Leia o resto do artigo »

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A gênese das crises

Postado em 11 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Luiz Gonzaga Belluzzo

Fonte: CartaCapital

Na posteridade da crise asiática, os governos e o Fundo Monetário Internacional (FMI) ensaiaram a convocação de reuniões destinadas a imaginar remédios para “as assimetrias e riscos implícitos” no atual regime monetário internacional e nas práticas da finança globalizada. Clamavam por uma reforma da arquitetura financeira internacional. A reação do governo Clinton – orientado pelos conselheiros de Barack Obama, Robert Rubin e Lawrence Summers – foi negativa. Os reformistas enfiaram a viola no saco.

No imediato pós-guerra, o projeto americano de construção da ordem econômica internacional foi concebido com o propósito de promover a expansão do comércio entre as nações e colocar seu desenvolvimento a salvo de turbulências financeiras. A idéia-força dos reformadores de Bretton Woods sublinhava a necessidade de criação de regras monetárias capazes de garantir o ajustamento dos balanços de pagamentos, ou seja, o adequado abastecimento de liquidez para a cobertura de déficits, de forma a evitar a propagação das forças deflacionárias. Tratava-se, também, de erigir um ambiente econômico internacional destinado a propiciar um amplo raio de manobra para as políticas nacionais de desenvolvimento, industrialização e progresso social.

Keynes, o delegado da Inglaterra, propôs a Clearing Union, uma espécie de Banco Central dos bancos centrais. A Clearing Union emitiria uma moeda bancária, o bancor, destinada exclusivamente a liquidar posições entre os bancos centrais. Os negócios privados seriam realizados nas moedas nacionais, que, por sua vez, estariam referidas ao bancor mediante um sistema de taxas de câmbio fixas, mas ajustáveis. Os déficits e superávits dos países corresponderiam a reduções ou aumentos das contas dos bancos centrais nacionais (em bancor) na Clearing Union.

A despeito de sua rejeição à relíquia bárbara, Keynes aceitou a manutenção do ouro como âncora nominal do seu sistema monetário, mimetizando a relação que a moeda bancária mantinha com as reservas metálicas no padrão-ouro clássico. Mas o metal seria uma espécie de “rainha da Inglaterra” do sistema monetário, já que nenhum papel efetivo lhe seria concedido na liquidação das transações e dos contratos – função que seria exercida exclusivamente pela moeda bancária internacional, administrada pelas regras da Clearing Union. É provável que Keynes não estivesse disposto a colocar em risco a confiabilidade do novo padrão monetário, e muito menos pretendesse desvalorizar as reservas-ouro acumuladas pelos Estados Unidos nos anos 20, 30 e 40 (em 1948, os EUA detinham cerca de 72% das reservas-ouro mundiais). Debates travados no Senado revelam que era forte a resistência política dos americanos à abolição do ouro como fundamento da nova ordem monetária internacional.

O Plano Keynes visava, sobretudo, eliminar o papel perturbador exercido pelo ouro enquanto último ativo de reserva do sistema, instrumento universal da preferência pela liquidez. Buscava, portanto, uma distribuição mais eqüitativa do ajustamento dos desequilíbrios dos balanços de pagamentos entre deficitários e superavitários. Isto significava, na verdade – dentro das condicionalidades estabelecidas -, facilitar o crédito aos países deficitários e penalizar os superavitários. O propósito de Keynes era evitar os ajustamentos deflacionários e manter as economias na trajetória do pleno emprego. Ele imaginava que o controle de capitais deveria ser uma característica permanente da nova ordem econômica mundial, como repetiu seguidamente nos trabalhos preparatórios da Conferência de Bretton Woods. O plano – uma utopia monetária – não só era excessivamente avançado para o conservadorismo dos banqueiros privados, mas também inconveniente para a posição amplamente credora dos EUA, pois anularia o poder de seigniorage do dólar como moeda reserva. A faculdade de usar sua moeda como meio de pagamento universal conferiu e ainda vem conferindo aos EUA grande flexibilidade na gestão da política monetária e na administração dos balanços de pagamentos. Leia o resto do artigo »

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Alemanha quer a criação de Conselho Econômico da ONU

Postado em 11 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Merkel e Sarkozy discutem propostas para reformular o sistema financeiro mundial, que serão levadas ao G-20

Fonte: Estadão

A chanceler alemã, Angela Merkel, propôs ontem, em Paris, com a anuência do governo francês, a criação do Conselho Econômico das Nações Unidas, um órgão com o mesmo status do Conselho de Segurança. A proposta seria completada por um documento “universal”, a Declaração por uma Economia Racional de Longo Prazo, que nortearia a regulação dos mercados financeiros, das taxas de juros e das políticas monetárias de todo o mundo. O projeto é uma prévia da proposta que a União Europeia levará à reunião do G-20, marcada para 2 de abril, em Londres.

As proposições foram apresentadas durante seminário sobre a Nova Ordem Econômica Mundial promovido pelo Palácio do Eliseu, com a presença do presidente Nicolas Sarkozy. Até aqui criticados por não agirem em perfeita sintonia, Merkel e Sarkozy demonstraram perfeito entrosamento em torno do projeto de refundação do sistema financeiro.

Merkel tomou a frente, sugerindo a elaboração do Conselho Econômico, que seria abrigado pela Organização das Nações Unidas (ONU), e Sarkozy completou, exigindo que países emergentes o integrem.

O objetivo do órgão não se limitaria a reorganizar a fiscalização do sistema bancário, dos fundos de investimentos, das agências de classificação de risco e dos paraísos fiscais, mas regulamentaria o que Merkel chamou de “fatores de instabilidade”, entre os quais taxas de juros e políticas monetárias.

Para ilustrar suas ideias, a chanceler citou o exemplo do “desequilíbrio” criado pelo excedente monetário da China e pelo déficit dos Estados Unidos, que poderia ser combatido com um modelo global de taxas de juros e de gestão monetária. Esses detalhes seriam estabelecidos pela Declaração por uma Economia Racional de Longo Prazo, inspirada na Declaração dos Direitos Humanos.

Para Merkel, o objetivo central de todas as propostas é alterar o funcionamento do sistema financeiro internacional para evitar que turbulências semelhantes se repitam.

Formuladas em consenso entre os governos da Alemanha e da França – dois motores da zona euro -, as sugestões foram interpretadas como o embrião da proposta que a União Europeia levará à reunião de cúpula do G-20. Um sinal dessa intenção foi o alerta ao presidente Barack Obama e à nova administração americana. “Os Estados Unidos não podem impor sua vontade”, disse Sarkozy, apoiado em seguida por Merkel: “No século 21, não haverá uma só nação que nos dirá o que é preciso pensar. Não aceitaremos o status quo, o imobilismo, o retorno do pensamento único”. Leia o resto do artigo »

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