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Blog do Desemprego Zero

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Antes da luz, as trevas

Postado em 12 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Por Luís Nassif  

Não adianta. Por mais que se decrete o fim da história, os ciclos econômicos e políticos se repetem.

Nos anos 20, o fim do sonho do liberalismo exacerbado levou, ainda durante a Segunda Guerra, à formação da estrutura de governança mundial que, com todos seus defeitos, conduziu o mundo por caminhos mais justos nos trinta anos seguintes. Mas, antes, houve o nacionalismo exacerbado, o nazismo, o fascismo.

O novo mundo que emergirá da crise será melhor. Haverá a volta do trabalho solidário, a afirmação da defesa do meio ambiente, o combate ao consumismo desvariado, o controle das grandes jogadas financeiras.

Mas antes, agora, estamos no meio do terremoto e das sombras. Ataques xenófobos contra a brasileira na Suiça, manifestações contra imigrantes na Europa, manobras protecionistas se disseminando.

Um dos desafios será impedir que essa loucura coletiva contamine as próximas eleições presidenciais. Se bem que há muito esgoto apostando na barbárie.

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Brasil recebe restos high-tech dos EUA

Postado em 12 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: Ambiente Brasil

Em 2006, o Brasil foi parte do lixão high-tech da Califórnia. De acordo com dados obtidos pela Folha no DTSC (sigla em inglês para Departamento de Controle de Substâncias Tóxicas da Califórnia), 1.190 toneladas de lixo eletrônico foram enviadas do Estado norte-americano ao Brasil naquele ano.

Os dados indicam que o Brasil pode ter ignorado a Convenção da Basileia, um tratado internacional do qual o país faz parte e que tenta combater o trânsito internacional de resíduos perigosos dos países desenvolvidos para nações em desenvolvimento.

O lixo eletrônico – televisores, computadores, celulares e outros aparelhos eletrônicos descartados para o uso – é considerado perigoso, pois possui em sua composição substâncias tóxicas como mercúrio e chumbo. Televisores e monitores de computador, por exemplo, possuem de 20% a 25% de chumbo em sua composição. Leia o resto do artigo »

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Obama piscou…

Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Por Luís Nassif

A sinuca de Barack Obama é a mesma que acomete todos os governantes em períodos de crise sistêmica, radical. Acaba um ciclo. Setores líderes do ciclo que se encerra ficam inviáveis, mas conservam o poder político. Tem que se partir para o ciclo seguinte, mas esses setores ficam pairando como lastro de balão, impedindo o nascimento do novo ciclo.

No caso norte-americano, o problema é o sistema financeiro, os chamados bancos-zumbis, que quebraram com a crise. Eles estão empanturrados de derivativos tóxicos e de créditos de difícil recebimento.

Haveria dois caminhos para solucionar o problema.

O correto seguiria o modelo do nosso PROER. Esta semana o Luiz Carlos Mendonça de Barros escreveu um artigo didático na Folha sobre o modelo.

Em vez de criar um “bad bank” para comprar os títulos podres dos bancos-zumbis, o governo americano deveria criar um banco para comprar os ativos sadios desses bancos.

É o modelo universalmente consagrado de compra de empresas quebradas. Separa-se a parte boa e vende-se. Com os recursos apurados, cobre-se parte do rombo. Se a parte podre for maior, ou os controladores aportam novos recursos ou simplesmente o banco restante vira pó.

Com isso, dos escombros dos bancos-zumbis nasceria um novo banco, imenso, estatal no início, mas que poderia ser privatizado depois (de acordo com as tradições americanas), com porte e condições de revascularizar o sistema de crédito norte-americano e global. Mas significaria também que os acionistas e controladores dos bancos quebrados morreriam com o mico.

Essa solução lógica esbarra no poder políticos dos zumbis e nas vinculações ideológicas das pessoas incumbidas de pensar o plano de salvação – quase todas ligadas ao mercado financeiro.

Assim, fica-se nessa história de limpar os bancos dos ativos tóxicos permitindo a salvação dos controladores e acionistas. Com isso, a crise se aprofunda agudamente. A insegurança continuará, os recursos envolvidos não resultarão na volta do crédito em um momento em que a economia mundial caminha para o estágio mais perigoso: a deflação de ativos (isto é, os preços dos ativos despencando e trazendo novos rombos para a estrutura de capital das empresas e dos bancos).

Infelizmente, Omaba piscou. Esses momentos de crise aguda exigem decisões de ruptura, não de contemporização.

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Regaste dos bancos norte-americanos prevê a criação de fundo público-privado

Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: Último Segundo


WASHINGTON – O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, deve em seu discurso, previsto para esta terça-feira, que o Departamento do Tesouro, em conjunto com o Federal Reserve (O Banco Central norte-americano) e a agência federal de garantia de depósitos bancários (FDIC), trabalha para lançar um fundo de investimento público-privado que ajudará a avaliar os ativos das instituições financeiras . “Este programa irá oferecer capital e financiamento do governo para alavancar o capital privado e fazer com que os mercados trabalhem novamente para os empréstimos e ativos que agora pesam em todo o sistema financeiro”,  segundo trechos divulgados do
pronunciamento. Leia o resto do artigo »

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ENTREVISTA: ROBERTO MANGABEIRA

Postado em 10 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

EL PAIS – 09.02.08

Roberto Mangabeira (Río de Janeiro, 1947) es un ministro atípico. Es catedrático en la facultad de leyes de Harvard, ha escrito numerosos libros sobre política y construcción social y está considerado como uno de los teóricos más brillantes, y polémicos, en el ámbito del pensamiento social contemporáneo. Es autor de un polémico ensayo, España y su futuro, que describe a España como un país sin proyecto, incapaz de aprovechar su potencial. Mangabeira, que se considera de izquierda, fue un crítico muy duro del presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quien, sin embargo, le llamó un día, en su segundo mandato, para ofrecerle una cartera: Asuntos Estratégicos.

Desde Brasilia, Mangabeira analiza las grandes líneas de la vida política, social y económica de Brasil y las grandes corrientes internacionales, pero eso no le parece suficiente. “Lo que intento es definir iniciativas concretas que encarnen o anticipen ese cambio en la trayectoria institucional del país. Escoger iniciativas en políticas públicas sectoriales que tengan efecto práctico inmediato pero que también prefiguren el cambio de rumbo que necesita el país”. Uno de los últimos libros de Mangabeira se titula ¿Qué debería proponer la izquierda?

Pregunta. ¿Qué debería proponer hoy la izquierda en el mundo?

Respuesta. Básicamente hay tres izquierdas en el mundo. Hay una vendida, que acepta el mercado y la globalización en sus formas actuales y que quiere simplemente humanizarlas por medio de políticas sociales. Para esa izquierda, sólo se trata de humanizar lo inevitable. Su programa es el de sus adversarios, con un descuento social y una renta moral y narcisista. Hay otra izquierda, recalcitrante, que quiere desacelerar el progreso de los mercados y la globalización, en defensa de su base histórica tradicional (los trabajadores sindicalizados de grandes industrias). Y hay una tercera izquierda, la que me interesa, que quiere reconstruir el mercado y reorientar la globalización con un conjunto de innovaciones institucionales. Para esa izquierda, lo primero es democratizar la economía de mercado, lo segundo capacitar al pueblo y lo tercero, profundizar la democracia. Yo entiendo ese proyecto como una propuesta de la izquierda para la izquierda. Diría, con un lenguaje provocativo y algo teológico, que la ambición de esa izquierda no es humanizar la sociedad, sino divinizar la humanidad. El objetivo es elevar la vida común de las personas comunes al plano más alto. Leia o resto do artigo »

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Mészàros: “Solução neokeynesiana e novo Bretton Woods são fantasias”

Postado em 10 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Em entrevista à revista inglesa Socialist Review, István Mészàros, um dos principais pensadores marxistas da atualidade, analisa a crise econômica mundial e critica aqueles que apostam que ela será resolvida trazendo de volta as idéias keynesianas e a regulação. “É uma fantasia que uma solução neo-keynesiana e um novo Bretton Woods resolveriam qualquer dos problemas dos dias atuais”, defende Mészàros. Para ele, estamos vivendo a maior crise na história humana, em todos os sentidos.

Judith Orr e Patrick Ward – Socialist Review

Em 1971 István Mészàros ganhou o Prêmio Deutscher pelo seu livro A Teoria da Alienação em Marx e desde então tem escrito sobre o marxismo. Em janeiro deste ano, ele conversou com Judith Orr e Patrick Ward, da Socialist Review, sobre a atual crise econômica.

Socialist Review: A classe dominante sempre é surpreendida por crises econômicas e fala delas como fossem aberrações. Por que você acha que as crises são inerentes ao capitalismo?

István Mészàros – Eu li recentemente Edmund Phelps, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia, em 2006. Phelps é um tipo de neokeynesiano. Ele estava, é claro, glorificando o capitalismo e apresentando os problemas atuais como apenas um contratempo, dizendo que “tudo o que devemos fazer é trazer de volta as idéias keynesianas e a regulação.”

John Maynard Keynes acreditava que o capitalismo era ideal, mas queria regulação. Phelps estava reproduzindo a idéia grotesca de que o sistema é como um compositor musical. Ele pode ter alguns dias de folga nos quais não pode produzir tão bem, mas se você olhar no todo verá que ele é maravilhoso! Pense apenas em Mozart – ele deve ter tido o velho e esquisito dia ruim. Assim é o capitalismo em crise, como dias ruins de Mozart. Quem acredita nisso deveria ter sua cabeça examinada. Mas, no lugar de ter sua cabeça examinada, ele ganhou um prêmio.

Se nossos adversários têm esse nível de pensamento – o qual tem sido demonstrado, agora, ao longo de um período de 50 anos, não é apenas um escorregão acidental de economista vencedor de prêmio – poderíamos dizer, “alegre-se, esse é o nível baixo do nosso adversário”. Mas com esse tipo de concepção você termina no desastre de que temos experiência todos os dias. Nós afundamos numa dívida astronômica. As dívidas reais neste país (Inglaterra) devem ser contadas em trilhões. Leia o resto do artigo »

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Soberania x Patentes, um debate sobre vida e morte

Postado em 5 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

“O tema central deste debate é o controle entre a vida e a morte feito pelas indústrias farmacêuticas. E não é trivial, já que estamos falando da segunda maior indústria do mundo, só perdendo para a indústria da guerra. E por falar em guerra, nem os exércitos de Israel na Palestina, nem os dos Estados Unidos no Iraque, matam mais do que a indústria farmacêutica na África,” disse o indiano Amit Sen Gupta, durante o debate “Patentes X Soberania”.

Fonte: Carta Maior

O Tripanavir é um medicamento com bons resultados no tratamento da Aids. Mas não tem registro de patente no Brasil e, portanto, não pode ser comercializado em território nacional, porque a indústria que o fabrica, a alemã Boehringer Ingelheim, não tem interesse no mercado verde-amarelo. Suprema ironia: antes de ser lançado, o Tripanavir foi testado em brasileiros. Se isto acontece num país como o Brasil, onde o combate à Aids até ganhou prêmios da Organização Mundial da Saúde, imagine-se, então, o drama vivido na África, continente em que o HIV tornou-se epidêmico. O convite a esta reflexão foi feito no Fórum Social de Belém pelo indiano Amit Sen Gupta, secretário geral da All Índia Peoples Science Network and Delhi Science.

“O tema central deste debate é o controle sobre a vida e a morte feito pelas indústrias farmacêuticas. E não é trivial, já que estamos falando da segunda maior indústria do mundo, só perdendo para a indústria da guerra. E por falar em guerra, nem os exércitos de Israel na Palestina, nem os dos Estados Unidos no Iraque, matam mais do que a indústria farmacêutica na África,” disse Amit durante o debate “Patentes X Soberania”, promovido pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar). Leia o resto do artigo »

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Crédito travado e caro no Brasil

Postado em 5 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Carta IEDI n. 348 – Políticas para Reativar o Crédito: Os Casos de França e Reino Unido

No Brasil, o crédito “travou” e tornou-se muito mais caro tão logo ocorreu o forte agravamento da crise internacional em 15 de setembro do ano passado. Isso decorreu da restrição de novos financiamentos de origem externa, assim como de uma muito conservadora avaliação do risco de crédito que as instituições financeiras internas passaram a adotar nos financiamentos para as empresas e para as pessoas físicas. O Banco Central procurou atacar esse problema com medidas exclusivamente voltadas à expansão da liquidez, no suposto de que a ampliação da liquidez acabaria cedo ou tarde por afrouxar o aperto do crédito. A política não surtiu efeito, de forma que o problema do financiamento continua grave. Isso vem tendo papel decisivo em conduzir a economia brasileira para uma retração mais aprofundada. Ações mais fortes e diretas devem ser tomadas para reduzir o problema. Nada será possível sem novas reduções da taxa básica de juros e, simultaneamente, sem medidas eficazes de indução do crédito. Esta edição da Carta IEDI aborda dois casos de políticas voltadas para enfrentar o problema da restrição do crédito: o da França e o do Reino Unido. O objetivo é reunir experiências que possam servir de referência para possíveis ações no Brasil. Leia o resto do artigo »

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