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Blog do Desemprego Zero

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América Latina capta recursos e Brasil é destaque

Postado em 1 dEurope/London março dEurope/London 2009

Fonte: Valor

Eduardo Campos 

Os fundos de ações voltados à America Latina seguiram captando recursos, apesar da rodada de notícias negativas que marcou a semana encerrada no dia 18 de fevereiro, como as montadoras dos Estados Unidos pedindo mais dinheiro ao governo e os bancos do Leste Europeu sob suspeita de quebra. 

Segundo a EPFR Global, consultoria que acompanha a movimentação de fundos com mais de US$ 11 trilhões em ativos, a categoria marcou a 7ª semana consecutiva de entrada de recursos. Nesse período, o total destinado aos fundos de ações da região somou US$ 740 milhões. Por país, o Brasil foi destaque, marcando a 4ª semana seguida com entrada de dinheiro. 

Ainda entre os países menos desenvolvidos, os diversificados mercados emergentes globais (GEM, na sigla em inglês) também receberam recursos. Já os fundos de ações da Ásia (sem levar em conta o Japão) foram alvo de saques de US$ 509 milhões. Segundo a EPFR Global, essa saída de recursos é explicada pela realização de lucros nos fundos voltados para a China, que perderam US$ 450 milhões.  Leia o resto do artigo »

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Crise legitima comando permanente do Estado sobre sistema financeiro

Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Refundar a governança econômica para além da ruína financeira global – é disso que se trata hoje – requer marcos históricos distintos dos cercamentos ideológico que até agora delimitavam as tímidas diferenças entre projetos de desenvolvimento. O elo comum entre eles, assim como entre 1929 e 2009, segundo o economista Fernando Ferrari, presidente da Associação Keynesiana Brasileira, era a subordinação política à agenda da auto-regulação dos mercados. Seu fracasso coloca na ordem do dia o comando permanente do Estado sobre o sistema financeiro.

“Quando foi que imaginamos que estaríamos um dia discutindo a estatização de bancos – americanos?” A pontuação perplexa ilustrou o estado de espírito da presidente da Câmara dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, em recente entrevista à TV de seu país. A mesma perplexidade explica por que Obama pedala eufemismos no ar, enquanto a insolvência bancária clama por um plano de estatização amplo e reordenador de toda a economia. O capital próprio de grandes instituições que o Tesouro ainda tenta preservar é inferior ao prejuízo que carregam com ativos podres. Um contador rude diria que elas valem menos do que devem; para ser mais exato: não valem nada. Os símbolos, porém, em muitos casos valem tanto quanto a força que representam na sociedade. A estatização de alguns money center banks consagraria a maior derrota ideológica do capitalismo no pós-guerra. É disso que Obama foge, como o diabo da cruz.

É nesse horizonte que a Associação Keynesiana Brasileira, presidida por Ferrari, adquire a relevância de um contraponto teórico e político ao crepúsculo de um arcabouço que trincou irremediavelmente. Keynes, é bom que se diga, não era um bolchevique. Tampouco o keynesianismo deve ser confundido com um socialismo acanhado. Mas o ecumênico professor de Cambridge, que fez fortuna no mercado e formava com a bailarina russa Lydia Lopokova um casal improvável, exceto para os que compartilhavam com eles a convivência no iconoclasta grupo de Bloomsbury, da Inglaterra dos anos 20 e 30, também não personificava o servidor obsequioso do capital.

Do ponto de vista filosófico, Keynes figurava como uma personalidade híbrida permeável às ambigüidades de seu tempo. Dois mundos cruzaram o mesmo espaço histórico no momento em que ele construía seu arcabouço de referências intelectuais: a velha ordem colonial em derretimento e o capitalismo monopolista em ascensão, com seu corolário financeiro hegemônico. Sem nunca ter sido um marxista, adepto dos valores liberais clássicos, Keynes identificou na fricção descontrolada entre essas massas de forças econômicas algo que mais uma vez se escancara nos dias de hoje: a impossível convivência entre valores compartilhados da civilização e a lei da selva do capitalismo ‘auto-regulável’, especialmente na sua esfera financeira.

É nesse sentido que a obra de Keynes ainda tem algo a dizer ao medo e aos impasses atuais. O autor de Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda prescrevia para o capital financeiro um regime duro de repressão estatal. Um requisito, no seu entender, para proteger os cidadãos, entre outros riscos, daquele associado ao que denominava como “obsessão mórbida pela liquidez”.

Leia mais em: Carta Maior

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Obama começa a mostrar a que veio…

Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Em seu último discurso definiu um conjunto de medidas que simbolizam um reencontro do governo norte-americano com a responsabilidade social e global.

O período de financerização, que ora se encerra, era fundado na defesa intransigente do corte de benefícios sociais, na redução de impostos para os mais ricos, na suposição de que esses recursos ajudariam a aumentar investimentos, empregos resultando em benefícios para todos.

Essa utopia terminou em uma crise que, provavelmente, será mais aguda que a de 1929. Repete-se o mesmo ciclo do período rooseveltiano, em que a política retomar o poder das mãos das finanças e promove um reencontro com as aspirações do cidadão comum.

Leia mais em Luís Nassif

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Obama não é Lula…

Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Paulo Henrique AmorimPH Amorim

Saiu no Financial Times sobre o discurso de Obama, o “Estado da União”, no Congresso, cujo tema foi “a América vai sair dessa ainda mais forte!”:

“O discurso foi mais reaganesco do que uma simples manifestação de otimismo. Reagan mudou o paradigma da política americana ao dizer acabou a era do Estado grande”.

Obama também pretende mudar o paradigma, quando diz “chegou o dia do acerto de contas”, e “está na hora de assumir o controle do futuro”.

Acabou a era do neoliberalismo. Se Pinochet (o dos “Chicago Boys”), Thatcher, Reagan e Fernando Henrique – nessa ordem cronológica e de relevância histórica – merecem ser enterrados no mesmo buraco em que afundou o Muro de Berlim – a imagem é de Arianna Huffington -  chegou a vez de o Estado intervir para tirar a economia da crise.

Acabou a Era do Estado Pequeno, diria Reagan.

Ou, como diria um reaganesco: precisamos tornar o Estado tão pequeno que seja possível afogá-lo numa banheira …

Obama não saiu do trilho desde que chegou.

O que ele faz está lá, na campanha.

Ele não lançou nenhuma “Carta aos Brasileiros”, para poder ser engolido pelos neoliberais.

Pesquisa do New York Times e da CBS mostra que a popularidade de Obama está em 77%.

A pesquisa do Washington Post e da ABC mostra que a popularidade do Obama está em 68% (maior do que a Reagan, neste momento do mandato).

Mas, isso, caro amigo navegante, é porque os americanos não leem o PiG (*).

Porque o PiG (*) e seus colonistas (**)  adotaram duas atitudes em relação ao Governo Obama: 1) não levam Obama a sério, como a Miriam Leitão, que acha que ele está mais para bloco sujo do que para escola de samba; ou 2) pintam a crise americana com um alarme e um desespero que não se encontra na imprensa americana.

Na tentativa desesperada de derrubar o presidente Lula, o PiG tentou fazer com que o camarote do Presidente Lula na Sapucaí caísse sob o peso da queda das ações do Citibank.

Em tempo: quem foi ovacionado no Sambódromo de São Paulo foram Zé Pedágio e Gilberto Taxab. Como diz o Conversa Afiada: é mais fácil o Vesgo do Pânico ser Presidente da República do que o Zé Pedágio. E se continuar assim, ele não se re-elege governador de São Paulo. Vai ser o editorialista (de todos os assuntos) da Folha (***)

Em tempo 2: Obama mandou rever todos os contratos de empreiteiros americanos no Iraque. É como se o Zé Pedágio – se fosse o que o PiG diz que ele é – revisse o contrato dos empreiteiros que a abriram a cratera do metrô. Leia o resto do artigo »

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Rumo à estatização: Governo Obama avalia assumir controle de bancos e Bolsa de NY cai a menor nível em 12 anos

Postado em 26 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: O Globo

Por Gilberto Scofield Jr.*

As autoridades do sistema financeiro dos EUA anunciaram ontem que vão injetar US$300 bilhões em 350 instituições financeiras do país. Isso abre caminho para a estatização dos 20 maiores bancos americanos em dificuldades, ao permitir que o dinheiro público possa ser transformado em ações ordinárias, com direito a controle do capital e assento no conselho de administração, ainda que temporariamente. O dinheiro faz parte dos US$350 bilhões do pacote de ajuda ao sistema financeiro prometido pelo governo de George W. Bush, mas aprovado no Congresso para ser usado pela equipe de Barack Obama.

A notícia de que o governo americano poderá se tornar acionista majoritário dos bancos abalou os mercados financeiros. Os principais indicadores da Bolsa de Nova York, o Dow Jones e o S&P 500, fecharam com forte queda, recuando para o menor patamar desde maio de 1997, período da crise financeira asiática. O Dow caiu 3,4%, para 7.114 pontos, e o S&P 500, 3,5%, para 743 pontos. O índice das empresas de tecnologia Nasdaq recuou 3,71%, para 1.387 pontos. Também pesou a informação divulgada pela rede CNBC de que a seguradora American International Group (AIG) pode ter que pedir falência se o governo não der mais recursos. Na Europa, Frankfurt caiu 1,95%, Londres, 0,99% e Paris, 0,82%. Leia o resto do artigo »

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Vendas para a Argentina caem 50%: Protecionismo e recuo nas compras argentinas de carros têm forte impacto na balança comercial brasileira

Postado em 25 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: O Estado de São Paulo

Por Alberto Komatsu

As barreiras comerciais impostas pela Argentina, aliadas à forte queda na compra de veículos fabricados no Brasil, têm um impacto na balança comercial brasileira mais intenso do que o que a crise internacional vem provocando nos demais mercados para onde o Brasil exporta.

Em janeiro deste ano, as vendas externas brasileiras foram US$ 3,5 bilhões menores que as do mesmo mês do ano passado. Mais de 40% desse recuo (US$ 1,4 bilhão) é atribuído à América Latina. Para a Argentina foi exportado, em dólares, a metade do valor de janeiro de 2008.

O desempenho das exportações por região foi compilado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), com dados do Ministério do Desenvolvimento e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

De acordo com o estudo, a América Latina mais o Caribe formavam o maior mercado de destino de produtos brasileiros (em valores), com 27,13% de participação em janeiro do ano passado. Essa fatia recuou para 21,99% no mês passado. Com isso, os latinos foram ultrapassados pela União Europeia (UE) na lista de mercados da pauta comercial brasileira. Leia o resto do artigo »

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Débora, a senhora protecionismo: ministra argentina joga pesado com governo brasileiro

Postado em 25 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: O Estado de São Paulo

O mais recente conflito comercial entre Brasil e Argentina tem como protagonista a mesma figura que aterrorizou os negociadores brasileiros entre 2000 e 2002. A economista Débora Giorgi, 51 anos, voltou aos embates bilaterais em dezembro passado, quando foi nomeada titular do Ministério da Produção. Com o mesmo discurso nacionalista, Débora congelou os três ministros brasileiros que tentaram recentemente convencer o governo argentino a desmontar o arcabouço protecionista.

Débora deixou para o chanceler Jorge Taiana a missão de explicar o verniz da posição argentina – a preservação das licenças automáticas, dos requisitos de preço mínimo e das medidas antidumping que têm bloqueado as importações de produtos brasileiros. Leia o resto do artigo »

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Palavra de Prêmio Nobel…

Postado em 24 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

“Por que simplesmente não ir adiante e estatizar? Quanto mais convivermos com bancos zumbis, mais difícil será a recuperação econômica” (Paul Krugman, New York Times, 24/02/09).

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