Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Gustavo dos Santos e Rodrigo L. Medeiros
Fonte: Monitor Mercantil (17/06/09).
A crise oriunda do mercado de capitais norte-americano transbordou rapidamente para a chamada economia real. O episódio recente da intervenção do governo dos EUA na GM demanda reflexão sobre a importância estratégica de certas indústrias.
Os setores metal-mecânico, químico e eletroeletrônico respondem por algo entre 55% e 75% das exportações dos países mais desenvolvidos e dos tigres asiáticos. Chamamos esses setores de indústrias centrais em um artigo recentemente publicado na revista Custo Brasil, edição de fevereiro/março, páginas 26-39. Demonstramos então que a metal-mecânica é o núcleo duro da indústria dos países mais desenvolvidos e também como uma nova política industrial brasileira deveria prestigiar as regiões menos desenvolvidas, como é o caso do Nordeste, a partir de estímulos e ações indutoras da instalação competitiva de indústrias centrais. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Carta Maior
Stevie “Ratão” tem um plano sinistro para a GM: usar os fundos de pensão da empresa para pagar os 6 bilhões de dólares que esta deve a instituições creditícias como JPMorgan e Citibank. O que o Rattner pede ao tribunal de falências é, claramente, que confisque o dinheiro que a GM deve aos trabalhadores a título de seguro de assistência em saúde na aposentadoria. O dinheiro do fundo de seguros seria reembolsado via ações da GM. O artigo é do jornalista Greg Palast.
Por Greg Palast – Sin Permiso
Enroscar os trabalhadores do setor automobilístico
É possível que hoje [4 de junho] haja uma choradeira geral com a quebra da GM. Mas enterrar em massa 40.000 dos últimos 60.000 postos de trabalho com filiação sindical não estropiará o dia de Jamie Dimon. Dimon é o presidente do conselho de administração do banco JPMorgan. Enquanto os trabalhadores da GM perdem seus beneficios de assistência em saúde na aposentadoria, seus postos de trabalho, os ganhos de toda uma vida; enquanto os acionistas se vêem sem nada de coisa alguma, e muitos credores, com um palmo de seus narizes, um punhado de privilegiados credores da GM – encabeçados por Morgan e Citibank -, em troca, esperam recuperar 100% de seus empréstimos a GM, por um assombroso montante de 6 bilhões de dólares.
A via pela qual esses bancos conseguirão seu prêmio de 6 bilhões de dólares é sob todos os aspectos ilegal. Cheira a roubo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Jornal do Brasil
Por Mauro Santayana
Uma das mais inquietantes lições do julgamento de Nurenberg foi a da aceitação do ódio como fé e a doentia sublimação do rancor, seja lhe concedendo falsos valores de transcendência, seja amparando-o com supostos fundamentos científicos. O nazismo não foi só a banalização do mal, segundo Hannah Arendt. Com aquele conjunto de insânias e de insanos, militou a presunção de enobrecer o crime, enaltecer a vulgaridade, perfumar as sarjetas da consciência. Quando o conjunto de provas foi examinado pelos acusadores e juízes, eles se assustaram com a adesão quase absoluta da população da Alemanha e de parcelas ponderáveis de alguns dos países ocupados, como a França. “Se eles tivessem sido finalmente vitoriosos – disse o procurador francês, Xavier de Menthon – estaríamos agora repetindo seriamente esses slogans que a nossa inteligência repudia”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Adriano Benayon *
Barack Obama anunciou programa para gerar “mais de 600 mil empregos”, sendo 135 mil na educação. Seriam investidos US$ 787 bilhões por agências federais em obras de parques nacionais, aeroportos, estradas, escolas e centros médicos para veteranos.
Parece impressionante, mas há que avaliar o plano nos contextos da depressão econômica, eufemisticamente chamada de recessão, e do caos financeiro. Este é alimentado: 1) pelos derivativos e outros títulos podres, que não param de surgir; 2) pelas desbragadas emissões monetárias; 3) pela dívida federal que ascende a US$ 15,5 trilhões este ano.
A depressão tende a ser mais profunda que a dos anos 30, a menos que: 1) se reedite nos EUA algo parecido com a 2ª Guerra Mundial, quando se mobilizaram 14 milhões de homens; ou, 2) a menos que se realize a desconcentração do sistema financeiro e da indústria e que o Estado use seu direito de criar moeda para financiar nova infra-estrutura e estruturas tecnológica e industrial para produzir bens e serviços capazes de atender ao bem-estar da sociedade em seu conjunto. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Financiamentos dobram em relação a 2008 e produção industrial tem retomada mais rápida que o esperado
Fonte: O Estado de S. Paulo
Cláudia Trevisan
A China surpreendeu os analistas e apresentou em maio uma série de indicadores que apontam a retomada da atividade econômica em velocidade mais rápida que a esperada. A produção industrial teve a maior alta dos últimos oito meses, o volume de crédito bancário dobrou em relação a igual período de 2008, os investimentos tiveram alta de 39% e as vendas no varejo subiram 15,2%.
Os dados foram divulgados um dia depois do anúncio de queda de 26% nas exportações de maio, em um indício de que a recuperação do país tem sido alimentada por fatores domésticos, entre os quais o mais importante é o pacote de estímulo de US$ 585 bilhões divulgado em novembro.
A produção industrial do mês passado aumentou 8,9%, depois de subir 7,3% em abril e apenas 3,8% nos dois primeiros meses do ano. Mas o índice ainda está bem abaixo dos 16% registrados em maio de 2008. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Compras chinesas para estocagem têm pressionado os preços
Fonte: O Estado de s. Paulo
Por Keith Bradsher, THE NEW YORK TIMES, HONG KONG
As frequentes compras feitas pela China ajudaram a elevar o preço das commodities em todo o mundo na última primavera, mas um número de indícios cada vez maior sugere que boa parte dessas compras tenha o objetivo de estabelecer estoques e esse consumo pode não ser sustentável.
Ao menos 90 cargueiros repletos de minério de ferro estão ociosos nos portos chineses, esperando até duas semanas para desembarcar porque as operações de estocagem estão sobrecarregadas, disseram executivos de transporte marítimo. Ainda assim, a produção de aço está se recuperando muito lentamente na China e as exportações continuam enfraquecidas.
Executivos do ramo das commodities e dos transportes marítimos descrevem o acúmulo chinês de uma gama de commodities, como o alumínio, cobre, níquel, latão, zinco, canola e soja. Em abril, a China começou a estocar quantidades significativas de petróleo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Virgílio Arraes
A chamada Terceira Revolução Industrial, tendo por base a microeletrônica na primeira metade dos anos 70, auxiliou sobremodo a derrocada política dos países do Leste europeu na década de 80, em decorrência da sua incapacidade de acompanhar o mesmo grau de produtividade do eixo norte-atlântico, a partir dos Estados Unidos.
Muitas das inovações propiciadas por ela originaram-se do financiamento maciço da Casa Branca, ao direcioná-las de início para o setor público. Destaque-se que este posicionamento de Washington não era novo, dado que, no final da Segunda Guerra Mundial, o governo Truman amadureceu o projeto de associação tecnológica entre o Estado e o segmento privado.
O local escolhido para abrigar a maior parte dos programas foi a Califórnia – estima-se que 1/5 do produto interno bruto do estado, atualmente o mais rico do país, derive destas parcerias. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por José Carlos de Assis
Fonte: Valor Econômico (05/06/2009).
Tomando emprestado o dinheiro parado nas empresas, por meio de títulos públicos, o Estado pode investi-los.
O imperativo da sobrevivência está impondo a todas as economias importantes do mundo a realização de grandes déficits públicos para salvar seus sistemas financeiros e estimular a demanda. É tempo, pois, de revisitar as teses acadêmicas segundo as quais o déficit, que leva a um aumento da dívida pública, deve ser evitado a todo o custo para não sobrecarregar as gerações futuras com as crescentes obrigações por conta de juros e de amortizações, e o risco de aumento de tributos.
Houve tempo, dos anos 70 para cá, em que economistas neoclássicos, depois chamados neoliberais, como os americanos Robert Lucas e Robert Barro, encantavam políticos conservadores de todo o mundo com suas teses de que o déficit público, mesmo em recessão, era fonte de desequilíbrios permanentes na economia e não funcionavam como estímulo à recuperação. Era melhor esperar e deixar que as livres forças do mercado promovessem o relançamento, que seria inevitável.
Vivíamos num mundo inocente, no qual ocorriam recessões periódicas e crises financeiras periódicas, mas nunca as duas juntas. Ou seja, pensava-se que estávamos vacinados contra crises globais do tipo da Grande Depressão. Vemos agora que não é bem assim. Uma crise de demanda sem a ocorrência simultânea de uma crise financeira pode ser revertida com adequadas políticas monetárias, mediante uma redução consistente da taxa de juros básica. Uma crise financeira podia ser revertida em sua própria órbita, sem comprometimento fiscal. As duas juntas não aconteciam desde os anos 30. O que é melhor fazer quando acontecem? Leia o resto do artigo »
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