Postado em 21 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Publicado no Jornal do Commercio de 19/12/07
Sergio Ferolla, brigadeiro, membro da Academia Nacional de Engenharia
Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia
Se observarmos o comportamento dos brasileiros frente à opção preferencial pelo capital ou o trabalho, poderemos classificá-los como conservadores ou progressistas, os primeiros privilegiando a competição sobre a solidariedade e os segundos buscando na solidariedade a razão motivadora da convivência no trabalho e na vida. Se trocarmos o ponto de vista da análise, teremos uma nova classificação dos brasileiros, identificando os que agem de forma a priorizar os interesses maiores da nossa sociedade, diferentemente daqueles que pregam ideologias “internacionalistas”, num teórico e hipotético mundo sem fronteiras, em benefício dos mais bafejados pela fortuna e sem considerar a localização de nossos domicílios e das nossas empresas.
Esses “internacionalistas” Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), dez.2007.
Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães (secretário-geral do MRE)
1. A América do Sul se encontra, necessária e inarredavelmente, no centro da política externa brasileira. Por sua vez, o núcleo da política brasileira na América do Sul está no Mercosul. E o cerne da política brasileira no Mercosul tem de ser, sem dúvida, a Argentina.
A integração entre o Brasil e a Argentina e seu papel decisivo na América do Sul deve ser o objetivo mais certo, mais constante, mais vigoroso das estratégias políticas e econômicas tanto do Brasil quanto da Argentina. Qualquer tentativa de estabelecer diferentes prioridades para a política externa brasileira, e mesmo a atenção insuficiente a esses fundamentos, certamente provocará graves conseqüências e correrá sério risco de fracasso. Leia o resto do artigo »
Postado em Conjuntura, Crise América do Sul: Venezuela Colômbia Equador, Internacional | 3 Comentários »
Postado em 15 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Valor Econômico (14/12/2007)
José Luís Fiori
O diplomata norte-americano mais influente da segunda metade do século XX nasceu em Fürth, na Alemanha, em 1923. Mas imigrou para os Estados Unidos e se nacionalizou norte-americano em 1943, antes de doutorar-se na Universidade de Harvard, em 1954, onde foi professor e diretor do seu Centro de Estudos Internacionais, e do seu Programa de Estudos de Defesa, até 1971. Apesar disto, Heinz Alfred Kissinger não foi um acadêmico, foi, sobretudo, um consultor, funcionário e executivo da segurança nacional, e da política externa norte-americana. Desde 1953, no governo de Dwight Eisenhower, até o final da sua gestão como conselheiro de Segurança da Presidência e como secretário de Estado das administrações de Richard Nixon e Gerald Ford, entre 1968 e 1976. Neste último período, em particular, Henry Kissinger exerceu uma diplomacia pouco convencional e extremamente ágil, como formulador e operador direto de suas próprias decisões, cioso de suas idéias e do seu poder pessoal e institucional. Foi nesta época que ele tomou algumas decisões e liderou iniciativas do governo americano que deixaram marcas profundas na história da segunda metade do Século XX. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Valor EconômicoJOSE LUÍS FIORI
O principal “geoestrategista” norte-americano do século XX, nasceu em Amsterdam, em 1893, e morreu nos Estados Unidos, em 1943. Era de origem holandesa, mas fez seus estudos superiores na Universidade da Califórnia, e foi professor da Universidade de Yale, onde dirigiu o seu Instituto de Estudos Internacionais, entre 1935 e 1940. Morreu ainda jovem, com 49 anos, e deixou apenas dois livros sobre a política externa norte-americana: o primeiro, America’s Strategy in World Politics, publicado em 1942, e o segundo, The Geography of the Peace, publicado um ano depois da sua morte, em 1944. Dois livros que se transformaram na pedra angular do pensamento estratégico norte-americano de toda a segunda metade do século XX, e do início do século XXI.
Nicholas Spykman não foi um cientista, foi um “geopolítico” e a geopolítica não é uma ciência, é apenas uma disciplina que estuda a relação entre o espaço e a expansão do poder, antecipando e racionalizando as decisões estratégicas dos países que exercem poder fora de suas fronteiras nacionais. É por isto, aliás, que só existe produção geopolítica relevante, nas chamadas “grandes potências”, e cada uma delas tem sua própria “escola geopolítica”, com suas preocupações, objetivos e racionalizações específicas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Gustavo Antônio Galvão dos Santos* 10/12/2007
Rubens Ricupero alerta que a política brasileira de não aceitar imposição de metas de emissão de gás carbônico a países em desenvolvimento é suicida. Suicida e atrasada mais de uma década em relação à nova realidade econômica mundial.
Hoje 73% do aumento da emissão de gás carbônico provêm dos emergentes, basicamente das usinas a carvão chinesas. Permitir que a China continue expandindo velozmente a produção dessa energia tão suja é um perigo para o clima do planeta. Temos que lembrar que os países tropicais são aqueles onde se prevê maiores prejuízos em decorrência do aquecimento. O Brasil é o maior país tropical do planeta.
Porém a pergunta de quem não conhece a nova realidade chinesa ainda é:
Mas o Brasil não pode ser prejudicado se os emergentes forem obrigados a cumprir metas de emissão?
Certamente que não. Muito pelo contrário. Leia o resto do artigo »
Postado em A POLÍTICA AMBIENTAL externa está equivocada?, Desenvolvimento, EDITORIAIS, Gustavo Santos, Internacional, Propostas | 9 Comentários »
Postado em 3 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
O projeto de Reforma Constitucional proposto pelo Presidente Hugo Chávez foi rejeitado por 51% dos venezuelanos que compareceram às urnas neste domingo 02/12. O que se vê, pela cobertura da “Mídia Iluminada” = Vanguarda (?) do Retrocesso, é uma campanha violenta que visa convencer a “opinião publica (?)” de que a revolução bolivariana está em crise. Leia o resto do artigo »
Postado em Internacional, Leonardo Nunes, Rive Gauche | 2 Comentários »
Postado em 3 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
FOLHA DE SÃO PAULO - 01.12.07
CLAUDIA ANTUNES editora de mundo da Folha de S. Paulo
Apesar do fracasso no Iraque e da perda de credibilidade, os EUA seguem em frente com uma “estratégia imperial” que é anterior à eleição de George W. Bush. Ela é reiterada nos programas de todos os candidatos à sucessão americana, diz o cientista político José Luís Fiori. Nesta entrevista, feita por e-mail, o professor da UFRJ fala dos temas do seu novo livro, “Poder Global” (editora Boitempo), quarto de uma série sobre o sistema mundial moderno.
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FOLHA – O sr. refutou em vários artigos a idéia do fim da hegemonia americana tal como exposta pelos sociólogos Giovanni Arrighi e Immanuel Wallerstein. Mas o senhor também afirma que o mundo tem ou caminha para ter novos pólos de poder. No fundo, não haveria mais coincidências do que divergências entre a sua análise e a deles?
JOSÉ LUÍS FIORI – Minha divergência com Arrighi e Wallerstein não é conjuntural, é teórica, não está na caracterização que os dois fazem da conjuntura imediata, está na teoria em que os dois sustentam suas projeções de longo prazo: a hipótese de que o “sistema mundial moderno” requer a existência de “potências hegemônicas” sucessivas para manter a ordem política e o bom funcionamento da economia internacional.
Dentro desta teoria, o “líder” aparece na história como uma espécie de resposta funcional ao problema da ingovernabilidade de um sistema que é anárquico porque é formado por Estados nacionais soberanos. Em geral, essa teoria destaca as contribuições positivas do hegemon para a “governança global” do sistema.
Por isso, ela não consegue dar conta do movimento contínuo de competição e expansão dos Estados e economias nacionais que já conquistaram a condição de “grandes potências” e fazem parte do “núcleo central” de todo o sistema, mas seguem competindo entre si, mesmo nos períodos que aparentam uma alta “tranqüilidade sistêmica”.
Foi exatamente a crítica dessa teoria que me levou ao conceito de poder global do livro.
FOLHA – E o que ele significa? Leia o resto do artigo »
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