Postado em 27 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho do
Blog do Jefferson
As primárias da Carolina do Sul recolocaram Barack Obama no centro da disputa pela indicação democrata para a Casa Branca. Com 55% dos votos, ele obteve mais que o dobro de Hilarry, que ficou com 26%, enquanto John Eduards ficou em terceiro com 18%. As prévias de Carolina do Sul eram a grande esperança de Eduards, que obteve vitória sobre John Kerry em 2004. A vitória de Obama foi esmagadora entre a população negra (8 de cada 10 votos), e teve vantagem também entre os eleitores jovens, brancos ou negros.
Houve ainda uma declaração de Bill Clinton atribuindo ao senador de Illinois a vantagem em Carolina do Sul ao fato de ser negro, comparando-o ao ex-postulante Jessé Jackson, que disputou com Clinton a indicação em 1992 e venceu nesse Estado. A declaração foi considerada desastrosa. Entrevistas feitas com participantes das prévias de Carolina do Sul demonstram que 68% dos eleitores brancos consideraram “injustas” as declarações de Bill Clinton, que atacou Barack Obama nos últimos dias. Leia o resto do artigo »
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Postado em 25 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – São Paulo
Brasil
O principal fato da semana foi a nomeação do Senador Edson Lobão (PMDB-MA) para a pasta das Minas e Energia. Sua vaga no Senado deve ser assumida pelo suplente Edson Lobão Filho, filho do senador. Lobão Filho já chega ao Congresso sob as acusações de ter utilizado laranjas em suas empresas para fugir de dívidas. O DEM e o PSol ameaçam entrar com representação contra o suplente. O filho do senador deixou o DEM e pode integrar o PMDB. Certamente será mais uma dor de cabeça para o Palácio do Planalto
Economia
No Brasil, a nossa autoridade monetária, que sofre de surtos obsessivos de inflação (clique aqui para ler), manteve a Selic em 11,25%. As justificativas seriam uma pressão de demanda (?) e a possibilidade de recessão nos EUA. A lição da semana foi: quem dera termos um Banco Central como o Fed (clique aqui para ler a entrevista da Professora Maria da Conceição Tavares).
Internacional
No plano internacional, a boa nova ficou por conta do Fed, que na hora do aperto joga no lixo a ortodoxia econômica. O Banco Central norte-americano reduziu para 3,5% a taxa básica de juros daquela economia. Mais um alento ao mercado financeiro e uma mostra de que a autoridade monetária, por lá, se preocupa com a macroeconomia da renda e do emprego.
Nós do Desemprego Zero defendemos que o Banco Central brasileiro deve ter o emprego como meta também . Não apenas a inflação. Clique aqui para ler nosso manifesto.
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Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Reinaldo Gonçalves*
Comissão de Política Econômica do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro em 22 de janeiro de 2008.
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A desaceleração do crescimento econômico brasileiro é a evidência relevante no momento em que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) completa um ano. Frente ao crescimento do PIB previsto de 5,2% em 2007, as projeções divulgadas pelo Banco Central apontam para a mediana de 4,5% em 2008 e 4,0% em 2009 ( Ver Tabela 1, cuja fonte é Focus, Banco Central). Estas taxas são inferiores à taxa de 5,0% que consta no PAC. Desta forma, após um ano de PAC, no lugar da aceleração do crescimento, o que se observa é exatamente o oposto. Há, assim, a interrupção do miniciclo de otimismo que surgiu no segundo trimestre de 2007, quando houve aceleração do crescimento econômico. E, o Brasil continua “andando para trás” quando se considera o resto do mundo. A projeção do FMI de crescimento da economia mundial é de 4,8% em 2008, enquanto os países em desenvolvimento devem crescer 7,4% (Ver Tabela 2). Estas previsões supõem o macrocenário global de “aterrissagem suave” controlado pelas políticas fiscal e monetária dos Estados Unidos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Adriano Benayon
Vem à tona, desde julho de 2007, grande quantidade de títulos financeiros destituídos de valor. Isso é só uma parte da montanha que está implodindo. Foram emitidos por bancos e fundos na euforia mentirosa da globalização e da desregulamentação. Finalidade: lucros ilimitados sem esforço algum, a não ser dos chips dos supercomputadores que movimentam as centenas de trilhões de dólares e de euros virtuais criadas pelo sistema financeiro.Nunca soou tão ridícula como agora esta nota, em destaque no portal do Tesouro dos EUA: “Os EUA têm o mercado de capitais mais forte do Mundo, e essa posição é conseguida através de trabalho duro e estratégias inteligentes.”A especulação é antiga como o Mundo, mas não se deve pensar na finança só sob esse prisma: ela é necessária para prover moeda e finança a fim de desenvolver a economia real. Questão fundamental é esta: quem controla a emissão dos meios de pagamento à vista e a dos títulos de crédito, pois os detentores desse poder mandam na sociedade. A eles se subordinam os presidentes e os primeiros-ministros das potências hegemônicas e os de seus associados menores e satélites. Mais ainda, os pseudogovernantes dos países explorados pelo comércio e pelos investimentos diretos estrangeiros. Os bancos centrais têm sido regidos pela oligarquia financeira, a raposa que controla galinheiros como o Banco da Inglaterra, há séculos, e o Federal Reserve (FED), desde sua criação em 1913, após a qual disse Louis McFadden, membro do Congresso dos EUA, depois assassinado: “Um super-Estado controlado pelos grandes banqueiros internacionais, agindo em conjunto para escravizar o mundo para o seu prazer. O banco central usurpou o governo.”
O FED, feudo do cartel de bancos privados, é quem emite a moeda dos EUA, a principal do sistema mundial. Não, o Tesouro. Kennedy autorizou-o a emitir papel-moeda, mas o decreto foi revogado por Lyndon Johnson, poucos dias após o assassinato de Kennedy. Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008

Hoje em seu blog, José Paulo Kupfer fornece números assustadores que evidenciam o risco representado pela financeirização da economia global. O mais grave é que o ritmo do crescimento dos ativos financeiros é cada vez mais acelerado, deixando a economia real cada vez mais para trás.
Citando dados do McKinsey Global Institute, divulgados este mês, Kupfer salienta que o volume total de ativos globais – depósitos bancários, títulos de dívida (pública e privada), ações – que não passava de US$ 12 trilhões em 1980, chegou a US$ 117 trilhões em 2003, “escalou para US$ 142 trilhões em 2005 e voou para US$ 167 trilhões em 2006 (último dado disponível).” Mantido o mesmo ritmo, 2007 terá fechado com um total de US$ 200 trilhões em ativos financeiros.
“Se, em 1980, produção econômica e soma dos ativos se equivaliam, hoje, a diferença já chega a 3,5 vezes. Quando forem fechados os números de 2007, a diferença pode ter alcançado 4 vezes toda a produção anual.” Quanto à distribuição, Kupfer lembra que Estados Unidos, Europa ocidental, Reino Unido e Japão concentram mais de 80% do total dos ativos financeiros.Sem regulação, Kupfer não prevê um desfecho muito bom para o sistema financeiro e a economia mundiais. “A assustadora moral da história é que a bicicleta que passou a ser pedalada com o uso de recursos de curso prazo, tomados a juros baixos e aplicados em ativos de maior risco, ganhou velocidade. Mas ainda não há nada que a faça parar antes de se chocar com o muro, provocando um autêntico crash.”
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Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Leo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O Comitê de Política Monetária (COPOM) decidiu por unanimidade, no início da noite de ontem, manter a taxa básica de juros (a Selic) em 11,25%. A justificativa para tal decisão seria a instabilidade nos mercados financeiros internacionais, resultado da crise do mercado de crédito norte-americano. Além disso, a ata da reunião do COPOM destaca os “riscos” de demanda não desprezíveis, que podem comprometer a meta da inflação.
Conforme já observamos ontem (clique aqui para ler), nossa autoridade monetária sofre de surtos obsessivos inflacionários. Na prática, qualquer sinal de risco é motivo para não reduzir ou alterar a taxa de juros. Ao contrário do que faz o FED, que não gosta de inflação, mas não suporta recessão, o Bacen tupiniquim não sabe fazer duas coisas ao mesmo tempo: ou anda ou masca chiclete.
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Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Segundo o informe anual da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado hoje, a crise financeira nos Estados Unidos e alta descontrolada dos preços do petróleo farão com que o número de desempregados no mundo aumente em cinco milhões em 2008 .
O número de desempregados no mundo alcançou os 189,9 milhões no final de 2007. José Salazar-Xirinachs, um dos diretores da OIT, disse à agência EFE que a previsão ainda não inclui o impacto da crise das bolsas no emprego.
Enquanto isso, no planeta Davos, 75% dos cerca de 300 participantes do Fórum Econômico Global que responderam a uma enquete se mostraram contra a regulação dos mercados financeiros globais. Apesar disso, 59% reconhecem que os Bancos Centrais perderam o controle sobre a administração da economia.
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Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O FED mais uma vez ignorou solenemente a teoria econômica convencional e, num “ajuste de emergência”, rebaixou a taxa de juros básica de 4,25% para 3,5%, dando uma possibilidade de respiro ao mercado financeiro internacional. Como nos lembrou recentemente a Professora Maria da Conceição Tavares, o FED não olha uma única meta, mas trabalha conjuntamente as variáveis inflação e crescimento (clique aqui para ler a entrevista).
As conseqüências das medidas foram imediatas. O índice Bovespa valorizou 4,45%, chegando a 56.097 pontos. Já o dólar comercial terminou o dia em queda de 2,07%, cotado a R$ 1,792. A maior parte das Bolsas européias também registraram alta.
Isto serve de lição para nossa autoridade monetária, que aparentemente sofre de surtos obsessivos inflacionários. O FED mais uma vez demonstrou que a atividade de policy maker muitas vezes deve guardar uma margem de segurança em relação às fraquezas da teoria eocnômica convencional. Na hora do “vamos ver”, a autoridade monetária norte-americana não é nada ortodoxa. Graças a Deus!!
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