Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O diário francês Le Monde destaca, na primeira página de seu sítio na internet, a declaração feita pelo presidente Lula de que os biocombustíveis não são os vilões do aumento substancial no preço dos alimentos (clique aqui para ler a matéria).
Segundo Lula, não há nenhuma relação direta entre a produção de biocombustíveis e a crise do preço dos alimentos. Talvez o presidente desconheça o problema de escassez de terras. Além de impactar no preço dos alimentos, o projeto dos biocombustíveis reproduz a lógica do latifúndio, inimiga do desenvolvimento nacional, e da precarização das condições de trabalho. Ah, se Celso Furtado estivesse vivo….
Clique aqui para ler nosso manifesto.
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
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Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“Se os especialistas dos Estados Unidos já tinham acesso às informações, não havia por que os brasileiros não saberem.”
Por Luciana Sergeiro
Publicado em: VERMELHO
O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, teve um dia cheio em Brasília nesta terça-feira (15). À noite, depois de uma entrevista para a TV Globo, ele falou ao Vermelho sobre as perspectivas da prospecção de petróleo no Brasil e a leitura que a imprensa fez de sua menção ao campo de Carioca-Pão de Açúcar. Para Haroldo Lima, se os especialistas dos Estados Unidos já tinham acesso às informações, “não havia por que os brasileiros não saberem”.
Tendo em vista o tipo de cobertura que a imprensa fez do tema, este portal prefere transcrever as declarações do responsável pela ANP. Com a palavra Haroldo Lima:
“Hoje (terça-feira, 15) abriu-se a sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida pelo senador Aloísio Mercadante (PT-SP), em que eu falaria, assim como diretores da Petrobras e do IBGE. Antes da audiência, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), depois de fazer elogios à minha trajetória, questionou o meu comportamento conforme o noticiário dos jornais do dia, em especial O Globo. Mercadante passou-me então a palavra.” Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“Para receber a subvenção e preciso que as atividades propostas pela empresa ou instituição interessada estejam ligadas à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico de produtos e processos inovadores em empresas nacionais.”
Por: Luciana Sergeiro
Publicado em: Projeto Brasil
Por: Lilian Milena
A Subvenção Econômica foi instituída por meio da lei nº 10.973, em dezembro de 2004 para ajudar as micro e pequenas empresas a investirem em tecnologia e inovação.
Por meio desse sistema, o governo federal concede apoio de recursos financeiros para incentivar a implementação de atividades de pesquisa e desenvolvimento em um processo que une ações entre universidades e iniciativa privada, permitindo, ainda, a associação destes setores aos institutos de pesquisa.
O código aprovado pela União prevê mais recursos de subvenção para as regiões menos desenvolvidas do país. Até 60% do valor do sistema deve ser destinado ás empresas fixadas na região Nordeste e para o Estado do Amazonas. O restante, até 40%, é direcionado às demais localidades do Brasil.
Para receber a subvenção, é preciso que as atividades propostas pela empresa ou instituição interessada estejam ligadas à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico de produtos e processos inovadores em empresas nacionais.
O percentual de recursos destinados ao projeto são fixados pela União e a aprovação dependerá dos objetivos da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE). Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Na coluna Economia de hoje, Nassif discorre sobre as medidas que o Brasil deveria adotar se pretende alcançar a meta de ser a maior potência agrícola mundial, além de apresentar um painel sobre os números do país no setor no que se refere ao comércio internacional. Para alcançar tal meta, o país precisaria libertar-se da dependência dos insumos produzidos pelo cartel, melhor dizendo, pelo Canadá, Rússia e Alemanha…
*Por Elizabeth Cardoso
Publicado originalmente no Blog do Nassif, na aba Economia
Por Luiz Nassif
Se quiser, de fato, se transformar na maior potência agrícola, o Brasil terá que reverter a posição de refém da cadeia de comércio de insumos de fertilizantes.
Hoje são 3 nutrientes básicos que se utiliza na agricultura: nitrogênio, fósforo e potássio. São 3 países produtores de potássio Canadá, Rússia e Alemanha, que são os principais produtores, e acabam “combinando” os preços.
Na avaliação de André Debastiane, consultor da Agroconsult, o país não tem potencial de produção suficiente dos nutrientes para atender toda sua demanda. E continuará a comprar insumos do Canadá, Rússia e Alemanha.
No caso do potássio, a única jazida existente está na Amazônia, e sua exploração sofre de profundas restrições ambientais. No caso de fósforo, o Brasil produz 49% do total consumido, mas a capacidade de produção está praticamente no limite. No caso do nitrogênio, o potencial é maior, porque depende da exploração de petróleo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Os países que se sentem mais ameaçados em relação à China devem “adotar políticas mais ativas de incentivo às indústrias, melhorias no campo fiscal e de infra-estrutura, maior integração entre os mercados e aproveitar as chances trazidas pela China”.
Por Katia Alves
Publicado no: Valor
Por Sergio Leo
Vista como fonte de ameaças comerciais às indústrias dos países latino americanos, a China começa a ser encarada como fonte de oportunidades, que exigirá adaptação de empresas e governos. Há casos bem-sucedidos de empresas da América Latina que aprenderam a enfrentar a concorrência chinesa, e os governos têm de garantir as condições para que esses exemplos se reproduzam, aponta estudo recém-concluído pelo Centro de Desenvolvimento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que será divulgado hoje (15/04), no Fórum Econômico Mundial, no México.
“Somos da geração de empresários atropelada pela China, ela já destruiu o que podia destruir”, comenta o vice-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Juan Quirós, que, amanhã, participa de conferência fechada, no Fórum, sobre o crescimento da China como investidor mundial. “A China está se voltando ao próprio mercado interno, e trocando a ênfase na produção de manufaturas pelo foco na produção e exportação de serviços”, diz Quirós. “É melhor não nos dedicarmos a setores que a China vai enfocar, os serviços intensivos de mão-de-obra, como call centers.”
No discurso do setor privado e nos estudos que circulam pelo Fórum Econômico não se nega o perigo representado pela China, para os países da América Latina, mas empresários e analistas começam a explorar maneiras de aproveitar a consolidação do país asiático como motor do crescimento mundial. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Um grande obstáculo para o desenvolvimento é a elevada taxa de juros, disso ninguém tem dúvida, mas no artigo a seguir, João Paulo aponta além desse problema um outro: como o controle de preços usado no país pode pressionar a inflação.
Por Katia Alves
Publicado no: Gazeta Mercantil
Por João Paulo de Almeida
O instrumento usado no Brasil para deter preços causa pressões inflacionárias
Existem na política econômica brasileira alguns mistérios que escapam à compreensão. Um deles são as elevadíssimas taxas de juros, que constituem grave obstáculo ao desenvolvimento econômico. Eles são justificados como instrumento essencial ao controle da inflação. Como, todavia, aceitar essa alegação se países asiáticos com inflação não superior à brasileira registram juros extremamente baixos, que não obstaculizam o desenvolvimento. Por que não os imitamos? Como o governo nada faz, vamos nós mesmos explicar o que sucede naqueles países.
A literatura especializada mostra que a inflação pode ter duas causas. A primeira é o aumento da moeda em ritmo superior ao incremento do Produto Interno Bruto (PIB). A segunda é a disputa em torno do PIB pelos agentes econômicos. A primeira cadeia causal é óbvia, dispensando comentários. A segunda deve, porém, ter seus mecanismos explicitados. Suponhamos, para simplificar, que os agentes econômicos sejam apenas dois, empresas e trabalhadores. A inflação resulta, digamos, de os trabalhadores reivindicarem salários que, somados, correspondem a 80% do PIB, enquanto os empresários lutam por lucros cujo montante é igual a 30% do PIB. Como não se pode distribuir 110% de um bolo, surge disputa levada adiante com aumentos sucessivos de salários e preços.
A primeira modalidade de inflação é típica dos desenvolvidos, e a segunda, das economias retardatárias. Nas economias maduras não pode existir disputa em torno do PIB porque a mão-de-obra é relativamente escassa e os sindicatos fortes. Desencadeada a inflação, eles impõem escala móvel de salários, pela qual todo aumento de preços resulta em elevação proporcional e imediata de salários. Isso congela as participações no PIB. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte
Por José Augusto Valente*
A produção em massa de biocombustíveis representa um crime contra a humanidade por seu impacto nos preços mundiais dos alimentos, declarou nesta segunda-feira (14) o relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, o suíço Jean Ziegler, em entrevista a uma rádio alemã.
Os críticos dessa tecnologia argumentam que o uso de terras férteis para cultivos destinados a fabricar biocombustíveis reduz as superfícies destinadas aos alimentos e contribui para o aumento dos preços dos mantimentos.
Leia mais no G1
Em resposta a essa avaliação alarmista da ONU, o governo brasileiro respondeu:
Governo reafirma que biocombustível não concorre com alimentos no Brasil
Procurado pelo G1, o Itamaraty informou que a declaração de Ziegler refere-se aos biocombustíveis produzidos a partir do milho. Como o Brasil produz o biocombustível com cana-de-açúcar, o ministério não acredita que a declaração tenha sido dada a respeito do país. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Mais algumas informações sobre o Carioca…
*Por Elizabeth Cardoso
Publicado originalmente no Projeto Brasil
Por Gabriel Aguillar
A Petrobras informou detalhes do processo de exploração do Bloco BM-S-9, localizado na Bacia de Santos, que segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo), pode abrigar um importante campo de petróleo no Brasil.
Nesta semana, o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, disse que a agência teve acesso a informações não-oficiais sobre o bloco BM-S-9, que está sendo explorado desde março pela companhia. Lima afirmou que o bloco possui reservas cinco vezes maiores do que as estimadas para o campo de Tupi, atual maior campo de petróleo no país, o que faria do bloco da Bacia de Santos o terceiro maior do mundo.
Apesar de o diretor atribuir as “informações oficiosas” a fontes da própria estatal, a descoberta não é confirmada pela Petrobras, que garante ainda não ter condições de calcular o potencial do campo petroleiro em águas profundas. Além disso, a companhia ressalta que ambos os blocos do campo Carioca estão em fase de estudos. Leia o resto do artigo »
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