Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Comentário de Wilson Cano sobre o aumento dos juros: “Essa é uma medida equivocada, estapafúrdia e desnecessária. O juro brasileiro já é elevado, não tem sentido aumentar ainda mais“.
Por Katia Alves
Publicado na: Folha
Por Denyse Godoy
Efeito imediato a elevação de juros anunciada na noite de ontem não deve ter, explicam especialistas. O que conta mesmo é a mensagem passada para os empresários e o mercado: o BC não deixará a inflação fugir da meta. Espera-se que o Copom dê continuidade ao ciclo de aumento da Selic ao longo do ano até que ela fique entre 12,75% e 13,25%- para de fato conseguir esfriar o consumo. O crescimento do país só seria afetado em 2009. “O Brasil tem mostrado que consegue crescer mesmo com juro mais alto. Existem outros fatores que limitam o seu avanço, como a infra-estrutura precária e um ambiente regulatório que gera incertezas”, afirma Rafael Guedes, diretor executivo da Fitch Ratings no país. “Não é função de uma agência de classificação de risco avaliar as medidas tomadas, mas lembro que o BC tem um histórico de acertos.”
Como fará a dívida interna do governo se avolumar, a elevação dos juros pode atrasar um pouco a obtenção do tão desejado grau de investimento se a administração federal não se preocupar em cortar e melhorar a qualidade dos seus gastos. Mesmo assim, parte dos analistas considera correta a decisão de voltar a aumentar os juros. “Embora a inflação observada atualmente se deva bastante ao aumento de preços das commodities, dos alimentos, os indicadores também apontam que a economia está aquecida. Esse aumento dos juros já estava sendo considerado pelo mercado financeiro no preço dos ativos. O BC está confirmando as expectativas”, diz Rodrigo Trotta, superintendente de tesouraria do banco Banif. A Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento) também divulgou nota de apoio à decisão. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“O Brasil precisa armar uma contra-ofensiva em defesa dos seus interesses, pois para o País, e para muitos outros em desenvolvimento, os biocombustíveis representam uma oportunidade única de gerar produção, riqueza, renda, empregos e formas renováveis de energia”.
Por Katia Alves
Publicado no: Estado de São Paulo
Por Roberto Macedo
O noticiário internacional recente sobre a alta dos preços dos alimentos deu origem a um descabido ataque contra a produção do etanol e de biocombustíveis em geral produzidos no Brasil, mediante a generalização do argumento de que sua produção restringe a oferta de alimentos ao ocupar terras e outros recursos antes destinados à produção destes últimos.
O tom de algumas declarações mostra que a emoção vem prevalecendo sobre a razão e que também há gente atacando generalizadamente o etanol, mal disfarçando que estão a defender seus próprios interesses, como o protecionismo agrícola europeu e o de países produtores de petróleo.
Tome-se, por exemplo, o que disse o suíço Jean Ziegler, que trabalha na ONU em questões ligadas aos alimentos. Ao atacar os subsídios que os EUA dão a seus produtores de etanol a partir do milho, disse tratar-se de ‘um crime contra a humanidade’, ao reduzirem a produção desse cereal. Em seguida, pediu que a União Européia (UE) abandone sua meta de ter 10% dos seus carros movidos a etanol até 2020, abandono esse que pode prejudicar o etanol baseado na cana-de-açúcar, produzido pelo Brasil e por outros países em desenvolvimento. E não fez referências ao protecionismo agrícola que mantém elevados os preços agrícolas na UE.
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Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris
Brasil
O Movimento dos Sem Terra (MST) promoveu uma semana de manifestações de protesto por todo país para lembrar os 12 anos do massacre de Eldorado dos Carajás. O MST também cobra as promessas não cumpridas pelo governo no que concerne à reforma agrária. As ações são positivas na medida em que trazem à tona a necessidade de uma reforma agrária como condição sine qua non para qualquer projeto de desenvolvimento.
Economia
No campo econômico, o fato mais relevante foi a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros da economia (Selic) em 0,5%. A autoridade monetária argumenta que há pressões de demanda (?) que justificariam tal medida. De fato, o monolistismo do Banco Central nos leva sempre a soluções recessivas. Como resultado disto, o Real foi a moeda que mais se valorizou frente ao dólar no mundo. Bom para os rentistas, ruim para o resto do país.
Internacional
A descoberta de um novo mega-campo de petróleo no Brasil foi destaque na imprensa internacional, especialmente na Europa. Apesar de a imprensa internacional tratar o Brasil como uma potência do petróleo, o melhor é aguardar. Se os campos tiverem viabilidade, teremos uma arma que poderá ser usada a favor ou contra nós.
Clique aqui para ler nosso manifesto.
Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos
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Postado em 18 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Por Paulo Passarinho*
Com a adesão de Lula e de seu governo à política macroeconômica de interesse do capital financeiro – entenda-se, como tal, principalmente os bancos e as grandes corporações empresariais, com atuação transnacional -, convencionou-se rotular o governo atual, especialmente em seu primeiro mandato, como um governo “em disputa”.
Essa rotulagem interessava aos setores de esquerda que apoiavam, e ainda o fazem, o governo. Esses setores atribuíam as opções de Lula, em favor de uma política econômica ortodoxa, como uma contingência da situação deixada por FHC, onde o endividamento público era explosivo e a pressão inflacionária poderia comprometer a almejada estabilidade de preços.
Para esses setores, os grandes vilões contra políticas de desenvolvimento e geração de empregos eram o Banco Central e a taxa de juros. Porém, tudo seria uma questão de tempo. Quando a situação viesse a melhorar, o governo poderia alterar a sua política econômica.
Nesse primeiro mandato de Lula, esses setores chegavam até mesmo a personalizar essa suposta disputa, colocando Antônio Palloci (e Henrique Meireles) como representante maior da “direita”, da ortodoxia, enquanto José Dirceu, chefe da Casa Civil, seria o expoente maior de uma ala desenvolvimentista, dentro do governo.
O tempo passou, Palloci e Dirceu acabaram caindo. Esse último é hoje um saltitante lobista confesso de interesses de multinacionais, e, apesar da política econômica não ter se alterado, os efeitos da mesma começaram a apresentar resultados aparentemente animadores. As contas externas começaram a apresentar saldos comerciais expressivos – puxados pela demanda asiática e seus efeitos nos preços das commodities agrícolas e minerais; taxas de crescimento da economia melhoraram um pouco em relação aos anos de governo FHC, elevando a oferta de emprego; e, particularmente desde o início do segundo mandato, o lançamento e propaganda massiva do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – fez com que muitos daqueles que acreditavam na suposta disputa, passassem a crer que já havíamos ingressado em uma hegemonia “desenvolvimentista”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
“…O governo federal tem consciência de que para atingir bons resultados e colocar o país na vanguarda do setor de ciência e tecnologia é fundamental também investir na formação de recursos humanos em todas as áreas do conhecimento…”
Por: Luciana Sergeiro
Publicado em: Agência Senado
Por: Valéria Castanho
“É um consenso hoje nacional de que ciência e tecnologia são fundamentais para o desenvolvimento do nosso país”. Com essa afirmação, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, iniciou nesta quinta-feira (17) sua apresentação sobre o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) relativo aos anos de 2007/2010.
Em sua exposição, feita ao senadores da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), o ministro explicou que as principais estratégias para esses quatro anos são a expansão e a consolidação do Sistema Nacional de C,T&I ; a promoção de inovação tecnológica nas empresas; a produção, o desenvolvimento e a inovação (P,D&I) em áreas estratégicas e ainda o direcionamento de C,T&I para o desenvolvimento social.
Sérgio Rezende destacou ainda que o governo federal tem consciência de que para atingir bons resultados e colocar o país na vanguarda do setor de ciência e tecnologia é fundamental também investir na formação de recursos humanos em todas as áreas do conhecimento, “fortalecendo em especial as áreas tecnológicas e as áreas portadoras de futuro”, como explicou. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Quando se trata do Banco Central brasileiro, as notícias sempre podem piorar a cada dia. Elevar a taxa básica de juros (Selic) não em 0,25 ponto percentual, mas em meio ponto, foi uma enorme demonstração de arrogância. Além de dar um prejuízo anual da ordem de R$ 40 bilhões ao país, na política monetária de Meirelles até o fato dos chineses estarem comendo mais arroz e soja virou justificativa para aumentar juros e nossa distância para a Turquia, vice-campeã mundial nesse quesito.
Ao contribuir para a valorização do real, juros em alta também aceleraram ainda mais o ritmo da deterioração das contas externas e o processo de destruição de boa parte da indústria. “O ciclo que o BC vai ter que administrar não pode ser muito longo, senão o dólar vai despencar mais ainda e tornar a economia mais vulnerável”, alerta o Consultor Econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas.
Freitas, que foi diretor do BC, me disse que para quem pretende fazer investimento produtivo (expandir a oferta e reduzir o risco de inflação) agora só resta esperar que o ciclo de alta dos juros seja bem mais curto do que o iniciado em 2004, quando o BC transformou em vôo de galinha um crescimento acima de 4%. “O cenário atual é totalmente diferente de 2004, tendo dois novos fatores fundamentais: alta dos investimentos e queda de juros nos EUA”, enfatiza.
Triste que a única alternativa à política monetária oferecida ao presidente Lula seja arrochar ainda mais o Orçamento, quando somente a isenção da cobrança de Imposto de Renda para estrangeiros que investem em títulos públicos implicou uma renúncia fiscal, apenas em 2007, de cerca de R$ 9 bilhões ao Tesouro Nacional. Segundo o jornal Monitor Mercantil (coluna Fatos & Comentários de 14/03/2008), esse número representou a não-cobrança sobre cerca de R$ 40 bilhões de IR de 22,5% para aplicações até 12 meses que incide sobre as aplicações dos nacionais. Somente em janeiro, o ingresso de cerca de R$ 3,4 bilhões com origem no exterior para esse tipo de aplicação resultou na não-arrecadação de mais R$ 765 milhões.
Tudo isso ocorre na semana em que o Ipea teve de reiterar, através de Nota Técnica, que ao contrário do que foi veiculado na imprensa, não está preocupado com a inflação. “Uma contração monetária seria um tremendo banho de água fria no espírito empresarial, o que pode reduzir drasticamente a sustentabilidade do atual ciclo de crescimento”, afirma o Instituto. “O presidente do BC reclamou dos grupos de interesse, como Fiesp e CNI, mas não menciona os interesses do mercado financeiro”, destacou o pesquisador Salvador Viana.
Já o economista Miguel Bruno, que também assina a nota do Ipea, frisa que a alta da Selic anulou o efeito do IOF sobre as entradas de capitais de curto prazo. “O dólar vai derreter, sepultando de vez a ilusão da eliminação da vulnerabilidade externa da economia brasileira”.
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Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
O crescimento da economia foi inferior ao crescimento da demanda.”Se a capacidade de o país se abastecer aumentou 5,4% e o consumo, quase 7%, a conta não fecha”, diz o economista Luis Fernando Lopes”
Por Katia Alves
Para ler o artigo na íntegra clique em: Época Negócio
Por Alexa Salomão
O salto do PIB no ano passado expõe os entraves ao crescimento (sustentado) do Brasil. Eles começam na infra-estrutura e chegam à educação e ao meio ambiente. O que fazer?
Em 1977, o custo de vida no Brasil deu um repique inesperado, e boa parte da alta foi atribuída a um único produto, o chuchu. O vegetal insosso virou assunto nacional e até Mário Henrique Simonsen, então ministro da Fazenda, gastou seu tempo explicando como aquilo era possível. Nem Simonsen, nem a maioria dos brasileiros comia chuchu, mas ele tinha um peso desproporcional na composição do índice que media a inflação. O caso entrou para a história como a inflação do chuchu e foi encerrado com seu expurgo do indicador. Nas últimas semanas, alarmado com a ata da reunião de março do Banco Central, o país voltou a discutir a inflação. O que se teme hoje, porém, não é a inflação em si, mas o “risco” de que ela ressurja alimentada pelo desequilíbrio entre o consumo dos brasileiros e a capacidade das empresas em atendê-lo. “É preciso que a gente tenha cuidado. Se o consumo cresce e a indústria não investe em novas fábricas, em nova produção, a gente tem de volta uma doença desgraçada, que é a inflação”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um discurso na cidade de Araraquara, interior de São Paulo.
A luz amarela que assustou o presidente apareceu na divulgação do PIB de 2007, em meados de março. A análise do crescimento no ano passado indicou que a economia avançou 5,4%, mas a demanda cresceu 6,9%. “Se a capacidade de o país se abastecer aumentou 5,4% e o consumo, quase 7%, a conta não fecha”, diz o economista Luis Fernando Lopes, sócio-fundador do Pátria Investimentos. “A demanda restante só pode ter sido suprida por importações. Se esse descompasso permanecer nos próximos 60 dias, duvido que o Banco Central não eleve os juros.” A Selic, taxa de juros básica, está estacionada em 11,25% desde setembro do ano passado. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2008
O BNDES através de uma política de Arranjos Produtivos Locais pretende ampliar desembolsos no nordeste.
Por Katia Alves
Publicado no: Valor
Por Chico Santos
O BNDES vai usar o complexo industrial de Suape, em Pernambuco, como piloto de uma nova estratégia de financiamentos, que tem entre os objetivos principais ampliar a fatia dos desembolsos do banco estatal destinada à região Nordeste. A área está recebendo uma refinaria de grande porte da Petrobras (em parceria com a venezuelana PDVSA) e um estaleiro para grandes navios, de um consórcio liderado pelas construtoras Camargo Corrêa e Queiróz Galvão, além de projetos petroquímicos. Outro projeto com o mesmo objetivo vai apoiar a integração de arranjos produtivos locais (APLs) na calha do rio São Francisco, entre os Estados de Sergipe e Alagoas.
Os dois projetos estão sob a coordenação da Secretaria de Arranjos Produtivos e Desenvolvimento Local, criada pelo presidente do banco, Luciano Coutinho, e vinculada diretamente a ele. A secretaria foi confiada à economista Helena Lastres, especialista no tema, pinçada dos quadros da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para ajudar Coutinho a aumentar a presença nordestina nos recursos do banco. A secretaria coordena o Comitê de Arranjos Produtivos e Desenvolvimento Regional do banco, que realizou semana passada reunião para tratar do assunto.
Suape fica no município de Ipojuca, na região metropolitana de Recife, e já conta com um complexo portuário e vários projetos industriais. Ao mesmo tempo, a capital pernambucana e seu entorno convivem com um dos maiores bolsões de pobreza urbana do país, em grande parte atraído pelos investimentos industriais lá existentes. Leia o resto do artigo »
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