Novo pacote do governo mantém intacta ortodoxia estagnacionista e dependente
Postado em 12 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Guilherme Delgado – economista do IPEA e membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz – em entrevista ao Correio da Cidadania analisa a nova política Industrial, Fundo Soberano e ‘Investment Grade’ para o Brasil.
Guilherme comenta que as novas medidas de Política Industrial do governo são medidas positivas, mas que o quadro conjuntural não é um dos favoráveis. Em relação ao Fundo Soberano diz que poderá haver uma troca de prioridades, pois o Fundo pode ser apoiado pelo aumento do superávit primário retirando recursos fiscais que de alguma forma alimentam a demanda efetiva interna – investimentos, infra-estrutura, gastos na política social e outros – e injetar diretamente no setor externo da economia.
E o Investment Grade’ é uma tábua de salvação que aumenta o tamanho da corda no pescoço. Ele chegou num momento em que o país reverteu, e de forma explosiva, o superávit para déficit na conta corrente.
Por Katia Alves
Por Valéria Nader
Publicado originalmente no Correio da Cidadania
Correio da Cidadania: Como você enxerga as mais novas medidas de Política Industrial do governo, lançadas nessa segunda-feira, 12 de maio, com a desoneração fiscal de várias atividades até 2011- totalizando cerca de 21 bilhões de reais – e incentivos de cerca de 210 bilhões de reais do BNDES até 2010 para financiar os setores industrial e de serviços?
Guilherme Delgado: Do ponto de vista teórico, de se promover uma política de desenvolvimento e de incentivar o progresso técnico e as mudanças de competitividade do setor industrial, em princípio, são medidas positivas.
No entanto, o quadro conjuntural no qual nos inserimos e o formato dessas medidas que estão sendo alinhavadas, muito preocupadas em responder à pressão do déficit em conta corrente do balanço de pagamento e à conseqüente valorização cambial do real – o que, na realidade, tira o foco de competitividade do setor industrial -, me deixam bastante reticente com relação à sua eficácia. Isso porque, na realidade, não estão tocando no fenômeno cambial e monetário, que é o fenômeno bastante preocupante no que se refere à competitividade industrial Leia o resto do artigo »
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otimista a respeito do futuro do País, segundo Zurita, a economia entrou em um ritmo irreversível de crescimento, com a inclusão da população paupérrima ao mercado de consumo. A empresa apostou neste consumo e fábrica produtos mais baratos que são vendidos por senhoras de comunidades carentes porta a porta. As classes C, D e E, que representam 82% do consumo de alimentos no País.
Léo Nunes – Paris – O diário francês Le Monde publicou uma matéria, cujo título é “M. Bernanke devrait s’inspirer de la Banque centrale du Brésil” (“Bernanke deveria se inspirar no Banco Central do Brasil”;