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Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Desenvolvimento':

Entrevista de Bautista Vidal

Postado em 6 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Publicado em Terra Magazine

Você vai sair desta entrevista com a cabeça cheia de interrogações, a par de acachapado. O físico e engenheiro José Walter Bautista Vidal, conhecedor, como pouquíssimos, do chão, da gente, do poder (ele esteve lá) e dos problemas brasileiros, faz afirmações impressionantes. Com números, mostra que o Brasil só não é uma grande potência porque não quer. Que o Brasil está cada vez mais à mercê dos especuladores internacionais porque quer. Que é dependente por escolha dos que o governam. Que a moeda que circula no mundo é falsa, não passa de papel pintado, e os países desenvolvidos estão à beira da falência. Que a era do petróleo – energia que move o mundo – está com os dias contados e eles não têm alternativa a não ser se apropriar das fontes energéticas que a natureza legou a outras nações. E a mais rica delas todas, disparadamente, é o Brasil, “porque foi premiado com um reator a fusão nucelar particular – o sol, que é a grande fonte de todas as formas de energia usadas pelo homem até agora e dentro de bilhões de anos”. E o Brasil, como “grande continente tropical do planeta”, terá por isso um poder inimaginável, “desde que conte com dirigentes à altura desse papel histórico”. Sim, porque o que determina os rumos da história é a política. E esse físico e professor tem a cabeça política.

Chico Vasconcellos – O senhor foi secretário de Tecnologia Industrial do governo Geisel. Como se deu isso?

Bautista Vidal – Bom, fiz minha pós-graduação em física nuclear na Universidade de Stanford. Só que resolvi voltar para a minha Bahia, e quando cheguei disse para mim mesmo: “Que diabos vou fazer com a física nuclear na Bahia, com esse sol e esse mar?” Aí resolvi mudar para geofísica, e, como diretor do Instituto de Física da Universidade da Bahia, fundei o Centro de Geofísica. Durante três anos treinei os primeiros 67 geofísicos brasileiros que descobriram a bacia de Campos e criaram para a Petrobrás a plataforma continental, até então considerada inviável. Fundei ainda o Instituto de Física e cerca de trinta instituições de tecnologia no país. Aí, aos 28 anos, fui chamado pelo governador da Bahia, Luís Viana Filho, para ser secretário de Ciência e Tecnologia, primeira secretaria do gênero do país. Foi uma fase muito rica, participei decisivamente da criação do Pólo Petroquímico de Camaçari, e ali saí da redoma da ciência, onde vivia, era um físico teórico, e fui jogado num puteiro. (risos) Foi um choque. Eu tinha falado ao governador, quando me chamou: “Mas a ciência, governador, é incompatível com a política”. E ele: “Você quer dizer politicalha. Pois, se eu não tivesse condições de fazer a secretaria, não a faria e nem o teria chamado”. Cumpriu, jamais permitiu qualquer ingerência. Mas veja minha ingenuidade de achar que ciência se faz fora do poder! Fui constatar isso depois. Aí criamos o complexo petroquímico, o centro tecnológico, para ser um dos maiores do mundo, mas a participação japonesa, francesa e alemã, mesmo minoritária, jamais permitiu que o centro existisse, porque, se ele vingasse, passaria para mãos brasileiras o controle do processo petroquímico, que hoje terminou na mão desses… bom, deixa pra lá. Quer dizer, teria sido montada a indústria petroquímica autônoma.

Chico Vasconcellos – Na mão desses… quem?

Bautista Vidal – Foi privatizado, fala-se da Odebrecht, não sei se ela é testa-de-ferro, petroquímica é questão de poder mundial, área estratégica.

Georges Bourdoukan – Está na mão de quem, hoje?

Bautista Vidal – Basicamente, dos americanos, japoneses e alemães, cada um jogando para o seu próprio time. Os japoneses começaram dependendo dos outros dois e ganharam autonomia, o que podíamos ter feito até com melhores condições, mas faltou fibra ao governo brasileiro e à própria Petrobrás.

Georges Bourdoukan – Por que fugiu das mãos dela?

Bautista Vidal – Essa conjuntura política retirou das empresas estatais o poder de autonomia que elas tinham, a partir da chamada abertura. Repare que os militares preservaram essa autonomia. Um ministro de Minas e Energia, na minha época, não conseguia reunir os presidentes das suas empresas estatais porque eles tinham total autonomia, funcionavam realmente como empresas independentes, dentro dos interesses do país.

Georges Bourdoukan – Foi no governo Fernando Henrique que se deu isso?

Bautista Vidal – Não, o processo neoliberal começou em 1979. Antes, no governo Geisel, o Brasil havia conseguido criar a sua própria indústria de bens de capital, que era o sonho de Getúlio Vargas. O Getúlio dizia que o país que consegue construir as suas próprias máquinas é um país vitorioso. Pois, no governo Geisel, montou-se um programa que não só ia transformar o Brasil em um país completamente autônomo em combustível, como na maior potência energética do planeta, o Programa do Álcool, que é a pontinha de um imenso icerberg inexplorado, de energia. Leia o resto do artigo »

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“Investimentos rentáveis atrairão capital”

Postado em 5 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Para presidente do BNDES, com queda dos juros nos países ricos, capital buscará alternativas rentáveis no Brasil.

Folha de S.Paulo (05/10/08)

Luciano Coutinho diz que fontes de capital no mundo ainda são abundantes apesar da secura atual na concessão de crédito.

Encarregado pelo presidente Lula de manter o ritmo de investimentos no país em tempos de secura no crédito externo, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, diz que o banco de fomento pode precisar de R$ 40 bilhões adicionais em 2009 para atender aos pedidos extras de empresas brasileiras diante do bloqueio nas fontes de financiamentos por causa da crise financeira global. Segundo ele, o BNDES já tem garantidos R$ 70 bilhões. Com os recursos extras, teria até R$ 110 bilhões disponíveis em 2009. Para este ano, o banco prevê desembolsos de até R$ 90 bilhões. Coutinho espera captar os recursos de organismos multilaterais e do Tesouro. O aporte seria um “colchão” a ser usado caso o mercado não se recupere rapidamente. “Obviamente espero que não seja necessário tudo isso, seria um colchão, e também parte disso pode ficar para 2010″, disse Coutinho em entrevista à Folha, na qual afirmou estar “rezando” para que os bancos voltem a abrir linhas de crédito e que o BNDES avança no setor por uma questão conjuntural. “Não há um desejo de aumentar o tamanho do BNDES.” Interlocutor freqüente de Lula em assuntos econômicos, Coutinho não acredita que o dólar se sustente no atual patamar e diz que o cenário agora é “diametralmente oposto” ao do início do ano, que levou o Banco Central a elevar os juros. “As preocupações com a inflação devem ser relativizadas nesses momentos [de esfriamento da economia global]“, afirmou, acrescentando que esse cenário deve ser “levado em conta” por todos, inclusive pelo BC. O presidente do BNDES rebate as críticas de que o governo estaria pisando no acelerador num momento em que deveria ser mais prudente. “Ninguém está pensando em pisar no acelerador”, diz, mas também “não é porque o mundo pisou no freio que temos de fazê-lo também.” Ele defende crescimento com “sensatez e prudência”, que mantenha a liderança dos investimentos e modere a expansão do consumo e dos gastos do governo. Disse ainda que o Brasil é um dos melhores países para investir neste momento de crise nas economias centrais e que fundos soberanos asiáticos já estão visitando o país em busca de oportunidades. A seguir, trechos da entrevista concedida na sexta no escritório do banco de fomento no Itaim, na zona sul de São Paulo.

FOLHA – Como essa crise vai, de fato, afetar o Brasil?

LUCIANO COUTINHO – O Brasil tem condições excepcionais de atravessar essa crise com efeitos muito moderados sobre o crescimento da sua economia. Nossos fundamentos macroeconômicos são firmes, temos um mercado doméstico com potencial de crescimento, um sistema bancário extremamente saudável, capitalizado, que pode expandir o crédito. Existe ainda uma avenida para a expansão do crédito no Brasil, que tem sido feita com velocidade, sem deterioração de qualidade, considerando que a relação crédito/PIB no Brasil ainda é baixa. Além disso, o país tem uma fronteira de investimentos em infra-estrutura de alto retorno e baixo risco inegáveis, haja vista que, nesta semana [passada], na crise, foram realizados com sucesso leilões de energia. Leia o resto do artigo »

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Do Neoliberalismo ao Desenvolvimentismo

Postado em 2 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

João Sicsú

Valor Econômico (01/10/2008)

No início do segundo mandato de FHC, foi estabelecido o tripé: I) política fiscal – realizar superávits primários necessários para reduzir a relação dívida/PIB; II) política monetária – utilizar a taxa de juros como único instrumento de controle da inflação; III) política cambial – estabelecer um regime de câmbio flutuante em que o mercado determinaria a taxa de câmbio e, portanto, o BC não precisaria acumular reservas em grandes volumes. O tripé macroeconômico de FHC era liberal e conservador.

Tal modelo era tratado como solução única, inquestionável. Entretanto, o país e o mundo vivem hoje um momento diferente: a agenda foi desinterditada. Está sob agudo questionamento o modelo liberal que se dizia estar apoiado nas boas práticas internacionais. Quais? Aquelas praticadas pelas autoridades responsáveis pela regulamentação do sistema financeiro americano? Aquelas elogiadas e sugeridas pelo Lehman Brothers, AIG e o Merrill Lynch?  

Os liberais não entregaram o que prometeram. Argumentam que a causa do insucesso foi que o modelo deveria ter sido aplicado em conjunto com reformas estruturais que não foram realizadas – embora isto não seja verdade, porque países como Argentina e Equador realizaram todas as recomendações. Dizem: “No caso dos países latino-americanos faltaram as reformas”. Mas o que dizer da economia americana em crise? Lá o que faltou? Lá se revela o esperado. O capitalismo desregulado é indomável: o mercado financeiro é capaz de cometer suicídio por overdose.   Leia o resto do artigo »

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Governo quer hipotecar o pré-sal?

Postado em 2 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Fonte: Agência Petroleira de Notícias

Dois parágrafos retirados de matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, em 23/9* (transcrição abaixo), foram interpretados como profundamente ameaçadores pela economista Ceci Juruá e pelo engenheiro Paulo Metri, sobre o futuro do pré-sal e da própria nação brasileira. A Comissão Interministerial que prepara projeto para ser encaminhado ao Congresso Nacional, visando definir as regras para a exploração do petróleo localizado nos campos do pré-sal, sugere a emissão de títulos com lastro nas reservas.

Quais são os complicadores? O argumento para justificar a transformação dessas reservas em títulos e colocá-los à venda é o mesmo de sempre: o governo alega não ter dinheiro. Ficam no ar as perguntas: o governo estaria querendo hipotecar o pré-sal? O valor dos títulos emitidos com lastro nas reservas ficaria ao sabor de mercado? Quem compraria esses títulos?

Sobre a alegada falta de dinheiro, a economista Ceci Juruá constata:

1) Não acredito que a Petrobrás não tenha crédito junto ao sistema bancário nacional e internacional para financiar a exploração do pré-sal; 2)   Não acredito que os fundos de pensão não tenham recursos para comprar debêntures da Petrobrás, com correção monetária e juros garantidos de 6 ou 7% ao ano (juros reais); 3) Não acredito que o BNDES não possa financiar em parte esses investimentos, em vez de financiar multinacionais. Leia o resto do artigo »

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NÃO PERCA: GESEL-UFRJ: seminário “Um pré-sal desprezado no setor elétrico”

Postado em 2 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Acontece no próximo dia 9 de outubro, quinta-feira, às 14hs, o seminário “Um pré-sal desprezado no setor elétrico”, ministrado por Roberto Pereira d’Araujo (clique para ler seus artigos) . No evento será feita uma análise crítica do modelo do setor elétrico que, apesar de ter corrigido muitas falhas do anterior, ainda apresenta muitas inconsistências. Segundo d’Araujo, “um exame do singular modo de produção da energia elétrica no sistema brasileiro torna evidente que a decisão de se adotar certificados de energia é subjetiva, instável e arriscada. A complexidade da adaptação para um mercado competitivo por energia acabou por ocultar rendas próprias do setor que não são publicamente apropriadas”. Com uma analogia à renda do pré-sal, o autor estranha o fato de que possíveis receitas similares sejam “desprezadas” no setor elétrico brasileiro. (GESEL-IE-UFRJ – 01.10.2008)

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Boletim Semanal do Blog do Desemprego Zero

Postado em 30 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

n.24, ano 1 -17/09/2008 a 30/09/2008

Destaques da Semana no Blog

Economia

A Crise e o Brasil

“O dólar acabou”, avalia Carlos Lessa

Os engodos do mercado

Internacional

O fundo político da atual crise econômica

Bolívia e os últimos acontecimentos

O sistema financeiro paralelo se desfaz

Política

O efeito Mendes

Wálter Maierovitch: “Máfia não assalta mais banco”

Desenvolvimento

O Brasil e o pós-crise

Com Norte-Sul, o Atlântico fica mais perto

O retorno do pêndulo: algumas breves reflexões

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Adiós a la revolución neo-clásica

Postado em 25 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

by Robert Skidelsky

Versão em inglês

La bancarrota amenazadora de Lehman Brothers y la venta forzada de Merrill Lynch, dos de los nombres más importantes en el mundo de las finanzas, marcan el fin de una era. Pero, ¿qué vendrá a continuación?

Los ciclos de las modas económicas son tan antiguos como los ciclos comerciales y normalmente son causados por profundos disturbios comerciales. Tras los ciclos “liberales” vienen los ciclos “conservadores”, que dan lugar a nuevos ciclos liberales, y así sucesivamente.

Los ciclos liberales se caracterizan por una intervención gubernamental y los ciclos conservadores, por un repliegue gubernamental. Un ciclo liberal prolongado se extendió desde los años 1930 hasta los años 1970, seguido por un ciclo conservador de desregulación económica, que ahora parece haber seguido su curso. Con la nacionalización de dos bancos hipotecarios gigantescos de Estados Unidos, Fannie Mae y Freddie Mac, tras la nacionalización a principios de este año del británico Northern Rock, los gobiernos empezaron a intervenir para impedir colapsos en el mercado. Los días temerarios de economía conservadora terminaron -por ahora.

Cada ciclo de regulación y desregulación es provocado por crisis económicas. El último ciclo liberal, asociado con el Nuevo Trato del presidente Franklin Roosevelt y el economista John Maynard Keynes, fue generado por la Gran Depresión, aunque hizo falta el masivo gasto gubernamental de la Segunda Guerra Mundial para que se pusiera en marcha como corresponde. Durante las tres décadas de era keynesiana, los gobiernos en el mundo capitalista manejaron y regularon sus economías para mantener el pleno empleo y moderar las fluctuaciones comerciales.

El nuevo ciclo conservador fue provocado por la inflación de los años 1970, que parecía ser producto de las políticas keynesianas. El gurú económico de esa era, Milton Friedman, sostenía que la búsqueda deliberada del pleno empleo indefectiblemente alimentaría la inflación. Los gobiernos deberían concentrarse en mantener “sólido” el dinero y dejar que la economía se cuide a sí misma. La “nueva economía clásica”, como se la llegó a conocer, enseñó que, a falta de una interferencia gubernamental egregia, las economías gravitarían naturalmente hacia el pleno empleo, una mayor innovación y tasas de crecimiento más elevadas.

La crisis actual del ciclo conservador refleja la acumulación masiva de deuda incobrable que se volvió evidente con la crisis subprime, que comenzó en junio de 2007 y ahora se propagó a todo el mercado de crédito, hundiendo a Lehman Brothers. “Hay que pensar en una pirámide invertida”, escribe el banquero inversor Charles Morris. “Cuantos más reclamos se apilen sobre el resultado real, más tambaleante se vuelve la pirámide”.

Cuando la pirámide empieza a derrumbarse, el gobierno -es decir, los contribuyentes- deben intervenir para refinanciar el sistema bancario, revivir los mercados hipotecarios e impedir el colapso económico. Pero una vez que el gobierno interviene en esta escala, normalmente se queda por mucho tiempo.

Lo que está en cuestión aquí es el dilema sin resolver más antiguo de la economía: ¿las economías de mercado son “naturalmente” estables o necesitan ser estabilizadas mediante políticas? Keynes hacía hincapié en la fragilidad de las expectativas sobre las que se basa la actividad económica en los mercados descentralizados. El futuro es inherentemente incierto y, por lo tanto, la psicología de los inversores es caprichosa.

“La práctica de la calma, la inmovilidad, la certeza y la seguridad de repente se quiebra”, escribió Keynes. “Los nuevos temores y esperanzas, sin preaviso, se harán cargo de la conducta humana”. Esa es una descripción clásica del “comportamiento de rebaño” que George Soros identificó como la característica dominante de los mercados financieros. Es tarea del gobierno estabilizar las expectativas. Leia o resto do artigo »

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O Brasil e o pós-crise

Postado em 25 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

Luís Nassif

A grande incógnita que se tem, a partir da dimensão da crise internacional, é sobre o que acontecerá com a economia brasileira daqui para frente.

No ano passado lancei o livro “Os Cabeças de Planilha”, mostrando a impressionante semelhança entre o primeiro ciclo de financeirização da economia mundial – que começa nas três últimas décadas do século 19 e vai até a Primeira Guerra, ganhando uma sobrevida até 1929 – e o momento atual. E arriscava a avançar nos desdobramentos da crise de 29 no Brasil, projetando-o para o momento atual.

No século 19, o sistema financeiro internacional se articulou, passou a criar novos instrumentos financeiros, em função das novas revoluções tecnológicas (financiadas através do mercado de capitais) e do mercado de dívidas dos países emergentes (não havia essa designação na época). No final do século 20, repete-se o mesmo processo.

Esse modelo de captação de recursos junta capital legal, dinheiro do crime, dinheiro de corrupção político, tudo devidamente “lavado” – no século passado em Londres; agora, nos paraísos fiscais.

Para ser bem sucedido, havia a necessidade do enfraquecimento dos estados nacionais, da subordinação da sua política aos interesses dos capitais, liberdade de fluxo, controle dos sistemas de regulação dos serviços públicos – no século 19, através das concessões; no final do século 20, das privatizações.

No campo cambial, a falta de controles provocava ondas sucessivas de valorizações e desvalorizações da moeda impedindo a consolidação de um parque manufatureiro robusto.

Esse modelo se esgota por si. O excesso de liquidez provoca diversas bolhas especulativas, há um descolamento dos ativos financeiros em relação aos ativos reais, até que o modelo se torna completamente disfuncional. No século passado, resultou no crack de 29; nos tempos atuais, na grande noite de 15 de setembro. Leia o resto do artigo »

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