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Blog do Desemprego Zero

Arquivado em 'Desenvolvimento':

From Global Imbalances to Effective Global Governance

Postado em 27 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

by Michael Spence

Project Syndicate

The current credit crisis has led to scaled-back projections for growth around the world. Governments and central banks are responding to damaged balance sheets and credit lockups in an attempt to limit extreme harm to their economies outside the financial sector.

In the United States, the financial sector is undergoing a high-speed but permanent structural transformation, the effects of which could be severe for developing countries’ economic growth. Indeed, these countries are already experiencing large relative price increases for food and oil, a food emergency for the poor, and higher rates of inflation induced by commodity price shifts. While rapid growth in developing countries has been an important factor in the rising commodity prices, much of this is beyond their control.

For the past two years, my colleagues and I on the Growth Commission have sought to learn how 13 developing countries managed to record growth rates averaging 7% or more for 25 years or longer. In The Growth Report , published in May, we tried to understand why most developing countries fell far short of this achievement, and explored how they might emulate the fast growers.

Sustained high growth is enabled by and requires engagement with the global economy that goes beyond simply being able to produce for a potentially massive export market. It also involves, crucially, importing an essential intangible asset: knowledge. Economies can learn faster than they can invent, so less developed countries can achieve much faster growth than was experienced by today’s industrialized countries when they were becoming wealthy.

Because of the importance of the global economy, the destiny of developing countries is not entirely in the hands of their leaders, workforces, and entrepreneurs. Today, there are potential adverse global trends and challenges, many of which are relatively new developments that the 13 high-growth cases did not face.

The most immediate is financial distress emanating mainly, but not exclusively, from the US and spilling out to hit all sectors of the global economy. This was and is the result of an asset bubble fueled by excessive leverage and by the massive transparency issues associated with complex securities and derivatives that were supposed to spread risk, but instead mainly increased the systemic risk already present with excess debt. 

Much has become clear. First, extreme financial distress can bring down the real economy, with a shortage of credit being the most potent channel. Second, the current regulatory structure is not adequate to ensure stability in the US economy. America’s light, incomplete, and fragmented pattern of regulation will not survive, and it will not be used as a model in other parts of the world.

Third, contributing factors included low interest rates, compressed risk spreads, and global imbalances that accommodated low savings in the US, consumption in excess of output, and a mounting trade deficit. Absent the willingness of large developing countries to run trade surpluses and high savings rates relative to investment, the asset bubble in the US – leading to a rise in domestic consumption and a fall in the savings rate – would have triggered inflation and higher interest rates.

That would have put a partial brake on growth in asset prices, raised savings, reduced investment, and probably lowered the trade deficit. But the automatic stabilizers that normally kick in did not. In general, automatic stabilizers may not kick in across the global economy, which means that policies need to be coordinated.

Fourth, regulatory structures will need to be rebuilt, and this will require a global effort. Absent international coordination, the opportunities for destructive regulatory competition will defeat regulatory reform. Finally, both the interdependence and global risk that are evident in this crisis will and probably should cause countries to adopt policies with respect to financial structures that provide for some insulation from external shocks, even if such policies impose a cost. 

The interdependencies in the global economy (in areas as diverse as financial markets, product safety, infectious diseases, natural resource dependency, and global warming) have outrun our collective capacity to manage them and coordinate policy responses. Restoring that balance will take time, leadership, a shift in attitudes, and creativity. 

In the interim, the mismatch creates risks for everyone, including developing countries. It creates skepticism about whether the net benefits of openness are positive, and uncertainty about what adaptations are needed in the regulation of free markets to achieve a reasonable balance between their benefits and risks. Leia o resto do artigo »

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Adeus à revolução neoclássica

Postado em 25 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

O termo liberal no mundo anglo-saxão é usado como sinônimo de centro-esquerda ou favorável ao Estado e não como no Brasil, uma expressão intransigente do liberalismo econômico…

Robert Skidelsky

Project Syndicate

A ameaçadora quebra do Lehman Brothers e a venda forçada do Merrill Lynch, dois dos maiores nomes das finanças, marcam o fim de uma era. Mas, então, o que virá a seguir?

Os ciclos de modas econômicas são tão antigos como os ciclos econômicos e normalmente são causados por profundos distúrbios na atividade empresarial. Os ciclos “liberais” são seguidos por ciclos “conservadores”, que dão lugar a ciclos “liberais” e assim por diante.

Nos Estados Unidos, ciclos liberais são caracterizados por intervenções do governo e ciclos conservadores, pelo recuo do governo. Um longo ciclo liberal estendeu-se dos anos 30 aos 70, seguido por um conservador, de desregulamentação econômica, que agora parece ter chegado ao fim. Com a estatização de dois gigantescos bancos hipotecários dos Estados Unidos, Fannie Mae e Freddie Mac, na seqüência de outra nacionalização também promovida neste ano, a do britânico Northern Rock, os governos começaram a intervir de novo, para evitar a dissolução do mercado. Os dias entorpecentes da economia conservadora acabaram – por ora.

Cada ciclo de regulamentação e desregulamentação é desencadeado por crises econômicas. O ciclo liberal passado, associado à política do “New Deal” do presidente Franklin Roosevelt e do economista John Maynard Keynes, foi acionado pela Grande Depressão, embora ainda fossem necessários os volumosos gastos governamentais da Segunda Guerra Mundial para que entrasse na marcha apropriada. Durante os 30 anos de era keynesiana, os governos no mundo capitalista geriram e regularam suas economias para manter o pleno emprego e moderar as flutuações econômicas.

O ciclo conservador seguinte foi despertado pela inflação da década de 70, que pareceu ser produto das políticas keynesianas. O guru econômico dessa era, Milton Friedman, sustentava que a busca deliberada pelo pleno emprego estava fadada a alimentar a inflação. Os governos deveriam concentrar-se em manter o dinheiro “sadio” e deixar a economia tomar conta de si mesma. A “nova economia clássica”, como ficou conhecida, ensinava que, na ausência das rudes interferências do governo, as economias gravitariam naturalmente para o pleno emprego, maior inovação e melhores índices de crescimento.

A crise atual do ciclo conservador reflete a acumulação maciça de dívidas de difícil recuperação, tornada visível após o debacle das hipotecas de má qualidade, que se iniciou em junho de 2007 e agora se disseminou para todo o mercado de crédito e afundou o Lehman Brothers. “Pense um uma pirâmide invertida”, escreve o executivo de banco de investimento Charles Morris. “Quando mais se reivindica sobre a produção real, mais cambaleante fica a pirâmide”. Leia o resto do artigo »

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LUIZ GONZAGA BELLUZZO – “Cortar gasto público? Foi essa receita que empurrou a Alemanha para o nazismo em 1933″

Postado em 24 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Diante da crise que se aprofunda, o economista e professor titular da Unicamp sugere um tripé para preservar a economia brasileira: estatização do crédito, defesa das reservas cambiais e expansão do investimento público. O governo, adverte Belluzzo, está sendo acossado pela demência de um certo pensamento econômico que pode imobilizá-lo. “O governo brasileiro não pode sacrificar o PAC em nome de uma religião de superávit primário”.

Carta Maior

Retoma inestimável atualidade nos dias que correm – ou talvez fosse mais honesto dizer, nas horas que urgem – a frase bordão proferida pelo presidente Franklin Delano Roosevelt no famoso discurso de posse, em março de 1933. Em meio à Grande Depressão, que destruiria 25% dos postos de trabalho nos EUA, o político de origem conservadora, mas que passaria à história por ter abraçado instrumentos heterodoxos que permitiram tirar os norte-americanos do fundo da recessão, inaugurou seu mandato com uma advertência que, 79 anos depois, presta-se como uma luva a seus pares de hoje, igualmente assombrados por uma crise de gravidade equivalente, ou pior, que a de então. “A única coisa da qual devemos ter medo é do próprio medo”, disse o líder democrata à Nação, a si mesmo e, agora vê-se, à posteridade. Leia o resto do artigo »

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Let’s Get Fiscal

Postado em 24 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

By PAUL KRUGMAN

NYT

The Dow is surging! No, it’s plunging! No, it’s surging! No, it’s …

Nevermind. While the manic-depressive stock market is dominating the headlines, the more important story is the grim news coming in about the real economy. It’s now clear that rescuing the banks is just the beginning: the nonfinancial economy is also in desperate need of help.

And to provide that help, we’re going to have to put some prejudices aside. It’s politically fashionable to rant against government spending and demand fiscal responsibility. But right now, increased government spending is just what the doctor ordered, and concerns about the budget deficit should be put on hold.

Before I get there, let’s talk about the economic situation.

Just this week, we learned that retail sales have fallen off a cliff, and so has industrial production. Unemployment claims are at steep-recession levels, and the Philadelphia Fed’s manufacturing index is falling at the fastest pace in almost 20 years. All signs point to an economic slump that will be nasty, brutish – and long.

How nasty? The unemployment rate is already above 6 percent (and broader measures of underemployment are in double digits). It’s now virtually certain that the unemployment rate will go above 7 percent, and quite possibly above 8 percent, making this the worst recession in a quarter-century.

And how long? It could be very long indeed.

Think about what happened in the last recession, which followed the bursting of the late-1990s technology bubble. On the surface, the policy response to that recession looks like a success story. Although there were widespread fears that the United States would experience a Japanese-style “lost decade,” that didn’t happen: the Federal Reserve was able to engineer a recovery from that recession by cutting interest rates.

But the truth is that we were looking Japanese for quite a while: the Fed had a hard time getting traction. Despite repeated interest rate cuts, which eventually brought the federal funds rate down to just 1 percent, the unemployment rate just kept on rising; it was more than two years before the job picture started to improve. And when a convincing recovery finally did come, it was only because Alan Greenspan had managed to replace the technology bubble with a housing bubble.

Now the housing bubble has burst in turn, leaving the financial landscape strewn with wreckage. Even if the ongoing efforts to rescue the banking system and unfreeze the credit markets work – and while it’s early days yet, the initial results have been disappointing – it’s hard to see housing making a comeback any time soon. And if there’s another bubble waiting to happen, it’s not obvious. So the Fed will find it even harder to get traction this time.

In other words, there’s not much Ben Bernanke can do for the economy. He can and should cut interest rates even more – but nobody expects this to do more than provide a slight economic boost.

On the other hand, there’s a lot the federal government can do for the economy. It can provide extended benefits to the unemployed, which will both help distressed families cope and put money in the hands of people likely to spend it. It can provide emergency aid to state and local governments, so that they aren’t forced into steep spending cuts that both degrade public services and destroy jobs. It can buy up mortgages (but not at face value, as John McCain has proposed) and restructure the terms to help families stay in their homes.

And this is also a good time to engage in some serious infrastructure spending, which the country badly needs in any case. The usual argument against public works as economic stimulus is that they take too long: by the time you get around to repairing that bridge and upgrading that rail line, the slump is over and the stimulus isn’t needed. Well, that argument has no force now, since the chances that this slump will be over anytime soon are virtually nil. So let’s get those projects rolling.

Will the next administration do what’s needed to deal with the economic slump? Not if Mr. McCain pulls off an upset. What we need right now is more government spending – but when Mr. McCain was asked in one of the debates how he would deal with the economic crisis, he answered: “Well, the first thing we have to do is get spending under control.”

If Barack Obama becomes president, he won’t have the same knee-jerk opposition to spending. But he will face a chorus of inside-the-Beltway types telling him that he has to be responsible, that the big deficits the government will run next year if it does the right thing are unacceptable.

He should ignore that chorus. The responsible thing, right now, is to give the economy the help it needs. Now is not the time to worry about the deficit.

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George Soros, o novo arauto da economia verde?

Postado em 23 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Estadão

Em tempos de crise financeira global, até o megainvestidor e megaespeculador George Soros ficou verde. É o que mostra o vídeo acima, em inglês, de uma entrevista de Soros ao jornalista americano Bill Moyers.

O húngaro naturalizado americano Soros está promovendo seu mais recente livro “The New Paradigm for Financial Markets: The Credit Crisis of 2008 and What It Means”, que será lançado no Brasil nas próximas semanas. No livro, já defende “novos paradigmas” para a retomada da economia global. “Os negócios verdes podem ser o novo motor da economia mundial”, diz Soros, na entrevista.

Ao ser questionado sobre o que é preciso fazer para combater a atual crise financeira, Soros disse que, além de lidar com o rombo das hipotecas e recapitalizar os bancos, é preciso investir em soluções para o aquecimento global. Como reduzir o consumo, diminuir a dependência do petróleo e apostar em uma matriz energética mais limpa.

“Nos últimos 25 anos o motor da economia mundial tem sido o consumo dos americanos, que gastaram mais do que pouparam, certo? Só que esse motor mudou. Esse motor está sendo desligado. Acabou, não pode continuar mais. Precisamos de um novo motor. E temos um grande problema, o aquecimento global, que requer muito investimento. E este pode ser o motor da economia mundial nos próximos anos.”

Com uma fortuna estimada em US$ 8,5 bilhões, ninguém pode acusar Soros de não ouvir o chamado do dinheiro. Farejador de tendências, já faz alguns anos que ele vem investindo mais na ‘economia real’ do que na financeira. Inclusive com investimentos no etanol brasileiro.

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Subestimar a crise: a retórica brasileira

Postado em 22 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Carlos Lessa

Publicado no Valor Econômico, 22/10/2008

A globalização financeira construiu um gigantesco castelo de cartas com dimensão cósmica e uma multiplicação de andares. O PIB mundial, ou seja, a totalidade da atividade econômica, em um ano, de todos os países do mundo, soma, segundo o International Settlements, pouco mais de US$ 65 trilhões; os ativos financeiros (toda a dívida primária) estariam acima de US$ 130 trilhões; os derivativos e outras alquimias financeiras são estimados por aquele estabelecimento (ninguém tem certeza), com prudência, em mais de US$ 600 trilhões.

Sobre a base real, em duas décadas e meia, os bancos e os agentes do mercado de capitais montaram este “palácio de ficções” e “soldaram as cartas” com a cola da confiança recíproca. A atual crise dissolveu a cola e o encolhimento de confiança vem desmontando seções e andares do edifício financeiro. As cartas não se depositam apenas sobre o PIB, mas transmitem a enfermidade dos andares superiores para o piso da economia real. Auxílios de governo, desde o Proer americano até as estatizações parciais de bancos europeus, tentam restaurar a confiança, porém parecem, dialeticamente, tornar mais escassa a confiança recíproca.

Nos EUA, é cada vez mais freqüente o prognóstico de uma recessão em 2009. O governo espanhol já anunciou que entrará, necessariamente, numa recessão. A Islândia (que o discurso neoliberal exaltava como modelo de êxito) estatizou seu principal banco e anuncia um pacote de resgate de com o FMI. O bancos da OECD vacilam. Na conservadora Suíça, o UBS, seu maior banco, já falou de perdas de US$ 40 bilhões. As Bolsas de Valores e de Mercadorias vivem, aos solavancos, trajetórias inequivocamente descendentes. A China anuncia declínio de sua taxa de crescimento. A Argentina fala em estatizar a previdência privada complementar. Os preços das commodities desabam. Em todo o mundo interligado surgem problemas de crédito (menos na China, que participou da globalização mercantil mas jamais permitiu a articulação financeira interna com o castelo de cartas). Bancos quebram, ou desaparecem. Os governos improvisam “Proers”, reduzem juros e – suprema heresia em relação ao neoliberalismo – assumem participações acionárias, bloqueiam pagamentos de dividendos e reduzem os salários dos executivos dos bancos semi-estatizados.

Enquanto isso, num país tropical “deitado eternamente em berço esplêndido”, se sucedem declarações como “a crise não atravessará o Atlântico”, para mais à frente afirmar que o Brasil “será atingido apenas por uma marolinha”. O mais alto dirigente do país recomendou que as pessoas mantenham o consumo e, pouco depois, em outro local, aconselhou a poupança; o presidente da Febraban declarou que não havia “problema de crédito no país”; o ministro do Planejamento afirmou que “meteria a faca” no gasto público. A projeção oficial afirma que o país crescerá, em 2009, 4%.

O presidente do Banco Central diz que o Brasil está “blindado contra a crise”. Adverte, contudo, que “mesmo um carro blindado pode tombar por um erro de direção”, insinuando que é motorista experiente em “dirigir carros blindados”. Leia o resto do artigo »

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A volta da política

Postado em 22 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Luiz Carlos Bresser-Pereira

Folha de S.Paulo, 20.10.2008

EM MEIO à crise financeira global, o presidente Lula, ao receber em Toledo o prêmio Dom Quixote, declarou que este é o momento da “volta da política e do Estado”. Tem razão o presidente.

Depois de 30 anos de irracionalidade neoliberal ou ultraliberal, os homens voltam a se dar conta de que a política é a expressão da liberdade humana, e o Estado, a projeção racional dessa liberdade. Durante 30 anos, uma classe de profissionais das finanças aliou-se a acionistas capitalistas e à classe média conservadora e, empunhando a bandeira do Estado mínimo e da desregulação, alcançou a dominância ideológica sob a liderança de Ronald Reagan nos Estados Unidos e de Margareth Thatcher no Reino Unido.

Inspirada por intelectuais neoliberais que desde os anos 1960 vinham reduzindo a política à lógica do mercado, a nova coalizão política declarou a “guerra do mercado contra o Estado”. Enfraquecia assim o Estado, colocado em pé de igualdade com o mercado, e aproveitava essa brecha para enriquecer enquanto os salários dos trabalhadores permaneciam quase estagnados.

A guerra era irracional porque, em vez de se limitar a eventuais excessos de intervenção do Estado na economia, atacou o próprio Estado. Porque ignorava que o Estado é a instituição maior de cada sociedade -que é o resultado do esforço secular de construção política de um sistema constitucional-legal e de uma administração pública que o garanta. Ignorava que é através do Estado que os homens e as mulheres, no exercício da política, coordenam sua vida social, estabelecendo suas instituições normativas e organizacionais fundamentais, entre as quais a democracia e o mercado.

O mercado apenas se torna realmente significativo como instituição complementar na coordenação da sociedade com a emergência do capitalismo. Por isso, o capitalismo será chamado de economia de mercado. A coordenação econômica de uma sociedade caracterizada por uma crescente divisão do trabalho e, portanto, por uma enorme complexidade só é possível se o Estado contar com a colaboração do mercado nessa tarefa. Por outro lado, durante o transcorrer do século 20, as nações mais desenvolvidas construíram um Estado democrático social. Leia o resto do artigo »

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Análise Crítica do artigo “A questão energética” de Fábio Giambiagi

Postado em 21 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Roberto Pereira d’Araujo

O artigo do economista Fábio Gambiagi sobre a questão energética é bastante primário. Como não é da área, comete os mesmos erros da imprensa quando, nas crises, o setor passa a ser notícia. Sob essa limitada visão, basta dar uma olhada no nível dos reservatórios, outra nas nuvens e se tem um diagnóstico sobre a situação. Na realidade, a questão é bem mais complexa, pois poderíamos ter situações preocupantes mesmo com reservatórios cheios. Basta que o operador veja atrasos de obras e/ou crescimento de mercado para que o sistema fique estressado.

 

Hoje, a situação é semelhante a que ocorria em 1998. O sinal significativo não é o nível dos reservatórios, mas sim o custo marginal médio, que independe da hidrologia do momento. Segundo o ONS, hoje esse custo é aproximadamente o dobro do custo marginal de expansão. Ou seja, o sistema pede novas usinas. Isso não quer dizer que vá ocorrer racionamento, mas quer dizer que não existe a quantidade de energia segura para todos, pois a chamada “carga crítica” é calculada de tal modo que o custo marginal de operação médio fique no entorno do de expansão. Se hoje é o dobro é porque a carga é maior do que a crítica. Simples!

 

Quanto a questão política, apesar do atual modelo ter corrigido as maiores barbeiragens, o modelo ainda é Leia o resto do artigo »

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