A aura dos principais bancos de fusão e aquisição ofusca os baixos retornos proporcionados aos clientes
Postado em 13 dEurope/London novembro dEurope/London 2008
A reputação faz diferença. As empresas de melhor reputação seriam aquelas que, supostamente, gerariam maior valor para seus clientes. É nisso que as pessoas normalmente acreditam e, em Wall Street, esse tipo de raciocínio ajudou a fazer da Goldman Sachs e do Morgan Stanley os bancos de investimentos de maior participação de mercado no segmento de consultoria em operações de fusão e aquisição. A Goldman foi inclusive muito elogiada em um livro recente, The partnership, de Charles Ellis, como a empresa mais bem administrada no segmento financeiro americano.
Contudo, Alex Edmans, professor de finanças da Wharton, chegou à conclusão de que tal idéia seria equivocada. Pelo menos para as consultorias do segmento de fusão e aquisição, a participação de mercado não parece corresponder ao valor gerado para o cliente. Em um estudo intitulado “Como devem os compradores escolher seus consultores? Persistência no desempenho dos bancos de investimentos” (How Should Acquirers Select Advisors? Persistence in Investment Bank Performance), Edmans e Jack Bao, aluno da graduação do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), constataram que a participação de mercado não se traduz, necessariamente, em melhores retornos para os clientes dos bancos.
Edmans e Bao analisaram cerca de 30 anos de retornos proporcionados aos acionistas no segmento de fusões e aquisições, e constataram que havia uma forte correlação negativa entre a participação de mercado de um banco e o retorno proporcionado a seus clientes compradores. Em outras palavras, quanto maior a participação de mercado de um banco, menor o valor por ele gerado. “Os profissionais do setor parecem estar usando a participação de mercado como medida de qualidade sem analisar devidamente se ela, de fato, está relacionada a um desempenho superior”, assinalam os autores. “Os resultados que obtivemos indicam que se trata de recurso de qualidade duvidosa.” Em vez disso, Edmans e Bao constataram que a melhor forma de prever o retorno proporcionado por um banco consiste em analisar os retornos gerados anteriormente por ele: bancos que no passado souberam identificar os parceiros mais promissores, e negociaram os melhores termos, devem ser capazes de fazê-lo também hoje. Leia o resto do artigo »
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