Postado em 8 dEurope/London junho dEurope/London 2009
O Brasil e o petróleo do pré-sal
A Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) acaba de realizar em Brasília (27/5), no Congresso Nacional, um seminário sobre a importância para o Brasil das megajazidas de petróleo recém-descobertas na camada de pré-sal da plataforma continental. Discutiu também a urgente necessidade de mudar a lei de petróleo em vigor para que essa riqueza – que pela Constituição pertence aos brasileiros – seja usufruída pelo povo brasileiro e usada no desenvolvimento sustentável do Brasil.
O motivo deste email é a necessidade de multiplicarmos por todo o país essa discussão que não interessa as petrolíferas internacionais. Elas vieram para cá no final da década de 90 depois que Fernando Henrique Cardoso sancionou a lei 9.748/97, que quebrou o monopólio instituído em 1953 por Getúlio Vargas, vulnerabilizando a Petrobrás; criou a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e autorizou a mesma ANP a promover, como ela vem fazendo, leilões entreguistas de “blocos exploratórios”.
Hoje a Shell já produz e exporta – pagando tributo vil – o petróleo de Campos.
Os nacionalistas precisam se mobilizar como aconteceu na campanha “O Petróleo é Nosso” que criou a Petrobrás, porque os interesses envolvidos são imensos e mais do que nunca é necessário que os cidadãos de bem sejam esclarecidos sobre os reais interesses do Brasil na questão – papel que a grande mídia não faz.
Daí a idéia de multiplicarmos por estados e municípios o debate sobre esses assuntos promovendo seminários voltados para a questão do petróleo e do marco regulatório. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira
A esquerda não se beneficia da crise porque, quando esteve no poder, fez muitas concessões ao neoliberalismo.
Meu diagnóstico é o de que a esquerda não está se beneficiando da crise porque nos momentos em que esteve no poder nestes últimos 30 anos ela fez tantas concessões ao fundamentalismo de mercado neoliberal que, afinal, sua política muitas vezes se aproximava daquelas propostas pela direita. No plano social, isso não aconteceu porque os partidos de esquerda se mantiveram fiéis à ideia de que cabe ao Estado aumentar a despesa social em educação, cuidados de saúde, previdência e assistência social e, dessa forma, diminuir a desigualdade. Enquanto o neoliberalismo defendia um individualismo competitivo extremo baseado em princípios meritocráticos, a centro-esquerda rejeitava o pressuposto do caráter inerentemente egoísta do ser humano e, a partir do pressuposto alternativo de que o comportamento humano é fruto de uma dialética entre dois instintos fundamentais -o da sobrevivência e o da convivência-, afirmava a possibilidade e a necessidade da solidariedade ou das virtudes cívicas e defendia um papel ativo para o Estado na redução das desigualdades. Essa foi sua força.
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Postado em 5 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte:VALOR
Por Daniel Rittner
O Ibama concedeu ontem licença de instalação da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, acompanhada de uma lista de 53 exigências que devem ser cumpridas pelos responsáveis pela obra. Na semana passada, uma equipe técnica responsável pelo licenciamento deu parecer desfavorável, embora preliminar e não-conclusivo, à licença e indicou o descumprimento de exigências feitas na etapa anterior.
“Não escutamos um lado só, não fizemos exigências para um lado só. Foi um acordo entre todo o setor de meio ambiente do governo federal, do governo estadual e das empresas envolvidas”, disse a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante o balanço quadrimestral do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que dá selo verde à hidrelétrica, com obras paradas desde o dia 19 de maio, quando expirou a licença provisória. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Carlos Lessa
Fonte: Valor Econômico (03/06/09).
O pré-sal ocupa uma área correspondente a 800 km de extensão por 200 km. É uma reserva de cerca de 90 bilhões de barris de petróleo leve, o que situa o Brasil com a provável quarta reserva mundial. Na década de 70, havia suspeita geológica. A descoberta com procedimentos de sondagem aperfeiçoados pela Petrobras, foram abertos 11 poços e todos chegaram ao petróleo do pré-sal. O primeiro custou US$ 260 milhões; hoje, se reduziu a US$ 60 milhões. Com barril acima de US$ 50, há economicidade na produção de petróleo do pré-sal.
O Brasil, em 2008, exportou 36,9% de produtos básicos e 13,7% de semimanufaturados, enquadrando-se como um país exportador de commodities. Alguém diria, entusiasmado: “O Brasil agora será um importante exportador de petróleo”. Espero que isto não aconteça. Sou favorável a que o Brasil amplie continuamente sua receita de exportações, porém preferencialmente com semimanufaturados – melhor exportar diesel que petróleo – ou com manufaturados. Certamente o Brasil continuará sendo exportador de commodities. A soja em grão é um produto agropecuário no âmbito do estabelecimento agrícola; para ser produzida necessita fertilizantes e combustível para as máquinas agrícolas, ou seja, produtos de petróleo. O caminhão de transporte ao porto utiliza combustível derivado de petróleo, sendo ele mesmo composto com diversas peças – pneus, plásticos – diretamente produzidas a partir de petróleo. A soja em grão exportada “leva ao exterior” o petróleo utilizado ao longo de sua cadeia produtiva. Isto é verdadeiro para todos os produtos exportáveis. É sempre preferível, para a geração de emprego e renda no Brasil, dispor da economia de petróleo a serviço da exportação e da produção para o mercado interno. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Interessa ao Brasil ter sua própria indústria automobilística?
Vamos a alguns dados do professor Rodrigo Medeiros, publicados no Blog.
Nos países mais desenvolvidos e nos tigres Asiáticos, os setores metal-mecânico, químico e eletroeletrônico respondem por algo entre 55% e 75% das exportações. Medeiros denomina a esses setores de “indústrias centrais”, em torno das quais se estrutura a industrialização, a inovação e a competitividade nesses países centrais.
Hoje em dia, Estados Unidos, a Europa e o Japão respondem por pouco menos de 70% dos gastos globais em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Por isso, investir nesses setores deve ser prioridade nas políticas industriais dos países menos desenvolvidos, diz Medeiros.
Leia mais em Luís Nassif (blog)
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Postado em 1 dEurope/London junho dEurope/London 2009
A despeito de alguns brotos primaveris exagerados e celebrados com um insensato otimismo digno do maior respeito, deveríamos nos preparar para outro inverno sombrio na economia global. Chegou a hora do plano B para reestruturar a banca. E de outra dose de remédios keynesianos. Pode ser que o fundo do poço esteja próximo e talvez seja alcançado no fim do ano. Mas isso não significa que a economia global se encontre em condições de se recuperar de maneira robusta no curto prazo. A análise é de Joseph Stiglitz.
Leia mais em Carta Maior…
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Postado em 1 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Diante do efeito-contágio da crise internacional, as instituições privadas privilegiaram os empréstimos às famílias, de mais fácil avaliação e maior rentabilidade, vis-à-vis o crédito às empresas. Portanto, do lado do crédito empresarial, a restrição de crédito teria sido muito mais grave, não fosse a parcial compensação pelas instituições públicas.
Leia mais no IEDI…
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Postado em 29 dEurope/London maio dEurope/London 2009
“Ainda teremos muitas notícias ruins”, prevê Robert Shiller, um dos mais influentes economistas americanos, ao debitar ao racionalismo simplificador e irrealista da teoria econômica a eclosão mal percebida da crise e as dificuldades hoje encontradas para sua superação.
Fonte: Valor Econômico, 29/05/2009.
“A pesquisa em economia segue o modelo consagrado pelas ciências exatas e acreditamos que isso limita nossa capacidade de compreender o mundo. Os economistas precisam ser mais humildes. Deveríamos reconhecer nossos limites e prestar mais atenção no que outras ciências sociais fazem, incorporando métodos de pesquisa que são muito utilizados por sociólogos e psicólogos, mas são desprezados pela maioria dos economistas”.
“Se o governo não estabelecer as regras do jogo, os bancos e as empresas farão isso. Foi essencialmente o que eles fizeram nos últimos anos. Não é que o governo precisa proteger as pessoas contra sua própria natureza. Somos nós que decidimos que queremos um jogo com regras claras e um juiz para arbitrar conflitos, porque é do nosso interesse. (…) Defendemos a ideia de que os bancos centrais precisam ter como meta manter a oferta de crédito em condições que garantam pleno emprego e estabilidade econômica. A preocupação com a inflação não pode ser o único objetivo”. Leia o resto do artigo »
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