Postado em 7 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Marc Dourojeanni
No rápido processo de ocupação da Amazônia peruana, caracterizado durante as últimas décadas por infra-estrutura viária, exploração petrolífera e aurífera, ademais da rápida expansão das atividades agropecuárias e florestais, tem surgido outro elemento determinante.?Trata-se da exploração de seu potencial hidrelétrico. Os presidentes Alan García, do Peru, e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, lançaram formalmente, em 28 de abril de 2009, a proposta que deve culminar com a operação de um número indeterminado de grandes represas nos rios da Amazônia alta peruana que, segundo informado, deve principalmente abastecer a demanda energética do Brasil.
O memorando de intenções assinado pelos presidentes permite que o Brasil estude, financie, construa e opere até seis grandes hidrelétricas em território peruano para abastecer suas necessidades de energia, comprando do Peru grande parte da energia produzida.?As hidrelétricas escolhidas pelo Brasil são Inambari (2.000 MW), Sumabeni (1.074 MW), Paquitzapango (2.000 MW), Uru-bamba (940 MW), Vizcatan (750 MW) e Chuquipampa (800 MW), incluindo ainda as linhas de transmissão correspondentes que seriam integradas ao sistema brasileiro. Leia o resto do artigo »
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Postado em 4 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Na avaliação do IEDI, o comportamento da produção em maio confirma que a indústria reage positivamente de forma firme e mais generalizada, apoiada na demanda interna. Há sinais mais consistentes de que a indústria se ajustou, o que deve abrir caminho para uma recuperação em ritmo que poderá ser mais forte no segundo semestre deste ano se as condições da economia internacional permitirem. As medidas anticíclicas recém-anunciadas pelo governo – prorrogação da desoneração de impostos para automóveis, motos, linha branca, material de construção e caminhões, farinha de trigo e pão e a redução de imposto para bens de capital, e, sobretudo, a redução do custo dos financiamentos do BNDES para a compra de máquinas e equipamentos – devem favorecer essa reação da indústria. Leia mais…
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Postado em 4 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Eduardo Gomes e Rodrigo L. Medeiros
Fonte: Monitor Mercantil (04/07/09)
A preocupação de parcelas expressivas do empresariado brasileiro com a temática da inovação merece destaque positivo. Os debates iniciaram-se há algum tempo, porém a crise econômica presente reforça a necessidade de se passar rapidamente do discurso à prática.
Chama a atenção o fato de apenas 28% do empresariado conhecer as linhas específicas de crédito do BNDES. A pesquisa foi realizada pela Fiesp para sondar como anda o conhecimento dos empresários sobre a Lei de Inovação, de dezembro de 2004. Esta, por sua vez, ainda é muito pouco conhecida pelo empresariado.
Um arcabouço institucional capaz de estreitar a colaboração entre academia e empresariado chegou a entusiasmar no primeiro momento. No entanto, mudanças de mentalidades demandam tempo e esforços coletivos. Esse parece ser um momento oportuno para tanto, pois a crise econômica presente demanda políticas públicas mais ousadas no campo dos estímulos à inovação e ao desenvolvimento. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por João Francisco Salomão
Fonte: Monitor Mercantil (03/07/09)
A pesquisa regionalizada do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o setor manufatureiro teve sensível evolução em março em relação a fevereiro, mas experimentou acentuada queda em relação a igual período de 2008. Corroborando este dado, o indicador de evolução da produção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) referente ao primeiro trimestre de 2009 é o menor da série histórica desde 1999. A entidade constata que a queda da atividade industrial intensificou-se em comparação com os três últimos meses de 2008, com reflexos diretos na taxa de desemprego.
A análise atenta dessas estatísticas evidencia que a recuperação verificada no setor automotivo, estimulada pela redução de impostos, está longe de representar uma tendência generalizada de retomada mais rápida da atividade industrial. A diminuição de tributos é importante e bem-vinda, como começa a ocorrer agora com a linha branca, mas insuficiente para o enfrentamento de uma crise mundial tão grave como a atual.
É necessária ação mais ampla e firme do governo, em especial no tocante à normalização do crédito. É preciso reconhecer as boas intenções das autoridades econômicas nesse sentido, com a flexibilização dos depósitos compulsórios no Banco Central, redução das metas de superávit primário e redução da Selic nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). São medidas que ampliam a oferta de dinheiro no sistema financeiro e, em tese, contribuem para a redução da taxa real de juros. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Joseph E. Stiglitz
Fonte: O Globo (02/07/09).
O contribuinte desembolsou bilhões em garantias – e vai pagar no futuro
Com toda a conversa sobre os “brotos verdes” da recuperação econômica, os bancos americanos estão fazendo esforços para regulá-los. Políticos falam sobre seu compromisso com uma reforma regulatória para prevenir uma recorrência da crise. Esta é uma área em que o diabo realmente está nos detalhes – e os bancos vão mostrar se ainda têm músculos para continuar agindo como no passado.
O velho sistema funcionou bem para os banqueiros (não para os acionistas), então por que mudar? De fato, os esforços para salvá-los deram tão pouca atenção ao tipo de sistema financeiro que emergirá após a crise que acabaremos com um sistema bancário menos competitivo, com bancos-grandesdemaispara-falir ainda maiores.
Há muito se reconhece que essas instituições americanas são grandes demais também para serem dirigidas.
Esta é uma das razões para que o desempenho de vários deles tenha sido tão fraco. Como o governo garante os depósitos, ganha também um papel importante na reestruturação bancária (ao contrário de outros setores). Normalmente, quando um banco quebra, o governo engendra uma reestruturação financeira; se tiver que pôr dinheiro, ganha, é claro, uma participação. O governo sabe que, se esperar muito, bancoszumbis ou quase zumbis – com pouco ou nenhum capital, mas tratados como se fossem instituições viáveis – vão apostar em sua própria ressurreição.
Se apostarem alto e ganharem, levarão o lucro; se falharem, o governo assume o rombo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por José Serra
Palestra no Foresight, Washington, DC, 18/06/2009
Conhecida nos anos oitenta como o Continente das crises, hoje a América Latina está numa posição ímpar, que lembra em alguns aspectos sua situação durante a Grande Depressão. Da mesma forma que oitenta anos atrás, e em contraste com episódios mais recentes, nossa região se encontra novamente na condição de vítima, não de causadora da crise econômica. Outra semelhança com os anos trinta é que tudo parece indicar que, mais uma vez, a maioria das economias latino-americanas vai se recuperar mais rapidamente do que as economias centrais.
Nos anos trinta, praticamente todos os países da América Latina, exceto Chile e Cuba, superaram seu pico real do PIB pré-depressão muitos anos antes dos Estados Unidos: a Colômbia em 1932, o Brasil em 1933, o México em 1934 e a Argentina em 1935.(1)
A explicação básica para o impacto relativamente menos grave dessa crise na América Latina e na Ásia pode ser encontrada num fato quase ignorado, mas essencial: o canal de contágio. O colapso financeiro das economias centrais se espalhou para os chamados países emergentes não por intermédio de suas causas primárias, mas dos seus efeitos. As mesmas causas – bolhas imobiliárias, pacotes securitizados de hipotecas subprime, desregulamentação financeira excessiva e níveis perigosos de alavancagem – produziram os mesmos resultados catastróficos nos Estados Unidos e onde quer que estivessem presentes, como no Reino Unido, na Irlanda, na Espanha e na Islândia. Leia o resto do artigo »
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Postado em 30 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Yoshiaki Nakano
Fonte: Valor Econômico (30/06/2009)
Há concordância de que existem sinais de que o ritmo de queda nas economias desenvolvidas está reduzindo. Alguns analistas já se apressam em afirmar que já estamos chegando ao “fundo do poço” e que no final deste ano aquelas economias vão iniciar a recuperação cíclica. Outros analistas mais críticos afirmam que não há nenhuma indicação de que o “pior já passou”, ou de que recuperação virá, ou de que a recuperação se iniciará ainda neste ano. Em relação aos emergentes, não dá para fugir do fato de que a China e a Índia estão conseguindo manter o crescimento forte em 2009, ainda que num ritmo bem menor do que dos anos precedentes, e de que o demais vão sofrer contração nas suas economias em 2009. Da mesma forma, alguns analistas acreditam que já em 2010 estas economias voltarão a crescer, enquanto outros pintam um quadro mais difícil em que a recuperação não virá sem mudanças estruturais e reformas.
É natural que as opiniões dos economistas sejam conflitantes, pois existem divergentes visões de mundo e diferentes percepções sobre a natureza da crise e, consequentemente, da saída da crise. Existem também interesses divergentes e diferentes capacidades de fugir da ditadura das velhas ideias às quais se referia Keynes, ao revolucionar a macroeconomia na década de 30.
É fundamental entender o que está por trás das divergências para podermos interpretar corretamente as previsões sobre a recuperação da crise. Vamos entender estas divergências colocando foco numa questão central, que é se as medidas já tomadas e anunciadas serão suficientes para que as economias voltem a se recuperar em 2010, ainda que timidamente, e retomem em algum momento a trajetória de crescimento. Leia o resto do artigo »
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Postado em 29 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Palestra do economista e professor José Carlos de Assis, presidente do Instituto Desemprego Zero – IDZ proferida em Nova York (EUA) no Seminário organizado pelo PNUD, órgão da ONU, para avaliar a repercussão e a importância do Programa de Emprego Garantido, implantado na Índia, África do Sul e Argentina, como alternativa para a crise econômica mundial. José Carlos de Assis foi o único brasileiro convidado a falar no evento.
Prof. Dr. José Carlos de Assis*
Entendo que numa democracia o direito ao trabalho dignamente remunerado está no mesmo nível de prerrogativas básicas de cidadania que o direito à propriedade privada. Ambos nasceram como esteios da democracia, e ambos constituem pilares também do sistema capitalista. A diferença é que a estabilidade de uma democracia, sobretudo o que chamo de democracia de cidadania ampliada, não resiste por muito tempo a taxas muito elevadas de desemprego, enquanto, para o capitalismo liberal, o desemprego tem-se constituído como elemento funcional na obtenção de lucro.
O caminho da estabilidade social duradoura pressupõe uma economia com baixo nível de desemprego, só possível, numa democracia que se ancora na propriedade privada, com o capitalismo regulado. Para isso, a intervenção do Estado é fundamental. Não há contrapartida de dever privado para o direito ao trabalho remunerado do cidadão, como bem conceituou Amartya Sen, pelo que é a sociedade, através do Estado, que deve promover as condições básicas do pleno emprego. Sabemos disso desde os anos 30, com o New Deal. E mais ainda, com o sucesso da Social Democracia européia e do Japão no pós-guerra. Leia o resto do artigo »
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