Postado em 13 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
O relatório “Tendências Globais 2025: um Mundo Transformado” – lançado em forma de livro no país, com o nome “O Novo Relatório da CIA” (Geração Editorial) – é uma amplo apanhado sobre as tendências que serão dominantes na economia global, assim como os fatores de incerteza.
O trabalho foi coordenado pelo Conselho Nacional de Inteligência, grupo constituído por 16 agências de inteligência, incumbido de definir as estratégias de médio e longo prazo da comunidade de inteligência dos EUA.
No campo econômico, o trabalho faz uma boa avaliação sobre a volta do capitalismo de Estado, que se fortalece a partir do modelo asiático e da crise internacional de setembro do ano passado.
As principais características dessa volta do capitalismo de Estado, no fundo retomam ideias já defendidas pela CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina) nos anos 50: Leia mais…
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Postado em 12 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Martin Wolf
Publicado no Valor Econômico de 11/09/2009
Os países ricos discutem qual será o momento ideal para retirar o estímulos dados para a recuperação da economia.
Nossa política de ação coordenada, decisiva e sem precedentes ajudou a deter a queda e a estimular a demanda global. Dessa forma, os ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais das principais economias de alta renda e emergentes que compõem o G20 se deram tapinhas nas costas durante o fim de semana. Eles estavam certos em fazê-lo. A resposta à crise foi essencial e também bem-sucedida. Mas é cedo demais para cantar vitória.
Ben Bernanke, recentemente nomeado por Barack Obama para um segundo mandato como presidente do Federal Reserve, reforçou o argumento no simpósio monetário Jackson Hole deste ano: “Sem estas ações prontas e contundentes, o pânico de outubro provavelmente teria se intensificado, mais firmas financeiras importantes teriam falido e o sistema financeiro global como um todo teria ficado em grave risco. O que sabemos sobre os efeitos de crises financeiras sugere que a recessão global resultante teria sido extraordinariamente profunda e prolongada”.
Dois grupos de pensadores rejeitam esse ponto de vista. Um deles sustenta que a economia está sempre em equilíbrio. Se a taxa de desemprego explodiu para cima, só pode ser porque, depois que o Lehman implodiu, os trabalhadores resolveram tirar férias. Uma opinião alternativa é que depressões são conseqüência natural de excessos. Tanto o culpado como o inocente devem sofrer, à medida que os erros do passado são expurgados. Essas opiniões foram rejeitadas. As economias não estão sempre em equilíbrio e, apesar de uma correção dos excessos em preços de ativos, mercados financeiros e consumo ter se tornado inescapável, uma espiral decrescente cumulativa não era inevitável. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Mauro Santayana
Fonte: JB online
Quando, em outubro de 1953, o presidente Vargas sancionou a Lei 2.004, criando a Petrobras, o Brasil importava 95,6% de todos os derivados do petróleo que consumia: gasolina, querosene, óleo diesel, óleo combustível, gás liquefeito, aguarrás, óleo lubrificante – e outros produtos. As refinarias, que eram privadas, só tinham capacidade de transformar 2.300 barris de petróleo bruto por dia – que equivaliam a 3% de nossas importações totais do combustível. Produzíamos, em poços pioneiros, apenas 2% de petróleo bruto. Naquele momento, a prioridade era construir grandes refinarias no país – a fim de comprar mais petróleo bruto do que derivados e, assim, aliviar o peso das importações de energia. Conforme relata o general Arthur Levy – o segundo presidente da Petrobras (Juracy Magalhães foi o primeiro) – em seu livro Energia não se importa, as compras de derivados eram crescentes, e absolutamente necessárias ao desenvolvimento do país. Não tínhamos outra saída que não fosse a do endividamento. Chegaria o momento em que o país se tornaria inviável, pela impossibilidade de gerar recursos para a administração dos compromissos internacionais. A Petrobras foi, assim, uma imposição da necessidade.
O projeto enviado pelo governo ao Congresso, para a exploração do petróleo do pré-sal autoriza a continuação dos leilões de áreas, também para o pré-sal. Isso significa que as empresas petrolíferas internacionais aumentarão a sua presença na exploração do óleo, com a consequente exploração intensiva dos lençóis do pré-sal. Essa situação trará outro efeito colateral perigoso para o futuro estratégico do país. Haverá entrada brusca de divisas e, conforme quem ocupar o governo, esse dinheiro, não sendo absorvido pelas necessidades de investimento, acabará aplicado em títulos do Tesouro dos Estados Unidos ou em bancos europeus. Haverá, ainda, outra sangria de divisas, com a remessa de lucros. A velha sabedoria aconselha não ir tão depressa ao poço. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Valor Econômico – 10/09/2009
Governo reabriu processo de escolha, mas definição pelo modelo francês é dada como certa
Só o descumprimento, por parte da francesa Dassault, das promessas feitas pela França ao governo brasileiro no fim de semana, poderá mudar uma decisão já tomada politicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: os futuros caças da Força Aérea Brasileira deverão ser os Rafale franceses, a serem vendidos ao Brasil com custos bem inferiores aos oferecidos inicialmente, inclusive na manutenção e operação das aeronaves. Para não ficar sem opções, porém, o governo brasileiro reabriu o processo de escolha, para todos os concorrentes melhorarem as ofertas “finais” feitas em 2008.
Executivos da Dassault participaram da reunião entre os governos do Brasil e da França, na madrugada de domingo para segunda-feira, que resultou numa carta – cujos termos são mantidos em sigilo – do presidente Sarkozy a Lula, assegurando o compromisso dos franceses em melhorar substancialmente a proposta. Nas conversas, os franceses chegaram a garantir que baixarão em 40% os custos previstos de operação do Rafale (de quase US$ 16 mil por hora/voo para menos de US$ 10 mil). Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira
Publicado na Folha de S.Paulo, 07/09/2009
Ao criticar o governo Fernando Henrique Cardoso no lançamento dos projetos do marco regulatório do pré-sal, o presidente Lula errou porque deu a um problema que deve unir a nação um viés político-partidário. Errará também a oposição se adotar uma posição contrária ao cerne de um plano que é do maior interesse nacional. Se a regulação do pré-sal continuar sob a legislação atual ou for malfeita, essa bênção da natureza pode se transformar em uma maldição, porque significará que não soubemos neutralizar a “doença holandesa” associada à abundância de petróleo. O governo compreendeu esse fato, e, nesses dois anos, realizou os estudos necessários para evitar esse mal. As três decisões que constituem o cerne de seu plano são a opção pelo sistema da partilha, a criação da Petro-Sal e a criação de um fundo soberano para receber os recursos da partilha.
Asseguradas essas três coisas, o Brasil terá a flexibilidade necessária para neutralizar a “doença holandesa” e promover o desenvolvimento nacional. A opção pelo mecanismo da partilha, em vez do das concessões, está correta porque os riscos das empresas serão pequenos, e porque esse mecanismo facilita à nação se assenhorear das “rendas” do petróleo (os ganhos decorrentes da maior produtividade dos recursos naturais), ficando para as empresas exploradoras os lucros -os ganhos que dão retorno ao investimento e à inovação. A legislação em vigor, de 1997, usou o mecanismo da concessão porque naquela época o risco era grande e o tema da “doença holandesa” não estava na agenda nacional. Diante dos fatos novos, porém, não faz sentido apegar-se a ela. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Cristiano Romero
Publicado no Valor Econômico em 09/09/2009.
Já existe, há pouco mais de uma semana do anúncio da proposta federal de um marco regulatório para a exploração de petróleo na camada pré-sal, um razoável consenso em torno dos principais aspectos do projeto. A criação do regime de partilha, o aumento da participação governamental na renda petrolífera e a instituição de um fundo soberano para impedir que o Brasil se transforme na Arábia Saudita da América do Sul são pontos convergentes, segundo avaliações públicas e reservadas de lideranças da oposição ao governo Lula. Há dúvidas quanto à capitalização da Petrobras, mas pouco se objetou, até o momento, à criação da nova estatal (Petro-Sal). O grande nó da discussão está fora da proposta oficial: a distribuição de royalties e participações especiais.
O plano inicial do governo era alterar as regras de distribuição de royalties e participações, de forma que os Estados e os municípios não produtores passassem a se beneficiar da renda gerada pelo petróleo. Para não confrontar os três maiores produtores – Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo -, o Palácio do Planalto concordou em manter tudo como está, sabendo, claro, que no Congresso prevalecerá a vontade da maioria. É o que vai acontecer. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Thomaz Wood Jr.
Fonte: CartaCapital
Em meados da década de 1990, as empresas de consultoria estavam eufóricas. A liberalização econômica, iniciada na década anterior, implantara um clima de desassossego no mundo corporativo. Beneficiada pelo pânico latente, a indústria do conselho comemorava ano após ano crescimentos a taxas de dois dígitos. À luz da ribalta, sucediam-se cenas de superação e sucesso. Nos bastidores, entretanto, a realidade não era tão dourada. Eis que, na curvatura da década, um consultor anônimo publicou, na revista Fortune, uma inspirada diatribe. Sob o sugestivo título Confissões de um ex-Consultor, o impenitente autor revelou mazelas de seus pares e clientes.
Começou por explicar a necessidade de consultores: em uma escala de 0 a 10, os presidentes de empresas são nota 5; eles (e elas) são profissionais medianos, que circularam pela empresa tempo suficiente para mostrar que são minimamente confiáveis; então, precisam dos consultores para resolver os problemas mais difíceis. Os consultores, por sua vez, têm mais interesse nos problemas do que nas soluções, e raramente têm a experiência de implementar suas próprias receitas. Eles flanam de cliente em cliente sem nunca realmente fincar o pé na realidade; cultivam a arte de se fazerem indispensáveis; e gastam mais tempo tentando vender novos projetos para seus clientes do que resolvendo problemas. E arremata: “Você pode não estar doente, mas o diagnóstico de um consultor vai convencê-lo de que você está”. Curiosamente, algumas organizações viciam-se em consultores. Por falta de confiança em seus próprios quadros, elas terceirizam as decisões estratégicas, a gestão e até a liderança. Leia o resto do artigo »
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Postado em 4 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
O presidente Fernando Henrique Cardoso, que revogou o monopólio estatal do petróleo durante seu governo, foi um militante da histórica campanha “O Petróleo é Nosso”. FHC foi tesoureiro do Centro Paulista de Estudos em Defesa do Petróleo, em 1949.
Em 1951, o presidente que quase privatizou a Petrobrás ocupou a vice-presidência dessa instituição, uma das mais atuantes na luta que resultou na criação da Petrobrás.
O passado militante nacionalista do ex-presidente foi revelado pela escritora Maria Augusta Tibiriçá Miranda, de 92 anos, autora do livro O Petróleo é Nosso – A Luta contra o “entreguismo”, em entrevista a Paulo Henrique Amorim. Leia mais no Conversa Afiada…
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