Postado em 18 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Por Rodrigo Loureiro Medeiros
Há três anos atrás, mais especificamente no dia 20/11, falecia Celso Furtado. Tratou-se de um dos fundadores da economia política no Brasil e um dos maiores pensadores do desenvolvimento periférico, o subdesenvolvimento. Furtado nasceu em Pombal, em 1920, interior da Paraíba, e cresceu no meio das iniqüidades brasileiras e das grandes transformações globais provocadas pela crise de 1929.
Mudou-se para o Rio de Janeiro no final da década de 1930 para cursar Direito na Universidade do Brasil. Posteriormente, esteve nos campos de batalha da Itália durante a Segunda Guerra com a Força Expedicionária Brasileira ao lado dos Aliados, contra o nazi-fascismo. Ao longo de seu doutoramento em Economia na Universidade de Paris, vivenciou a grande concertação política da reconstrução européia. Sob a influência de pensadores dos quilates de Mannheim e Marx, percebe claramente a relação entre economia e política. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Meridiano 47
Boletim de Análise de Conjuntura em Relações Internacionais
Outubro 16, 2007 by Alexandre Hage*
A criação do Banco do Sul tem ganhado grande espaço na imprensa e entre analistas da economia e política internacionais. Por ter se tornado tema apaixonante a percepção de maior clareza pode ser diminuída, se não houver precauções contra tomadas de posição instantâneas. Contudo, é necessário dizer que é pertinente a fundação do Banco do Sul, não para se elevar seus possíveis problemas, mas para considerar suas vantagens.
O sistema econômico internacional, o que vale também para a América do Sul, tem duas organizações financeiras, o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD, também Banco Mundial); e o Fundo Monetário Internacional (FMI), ambas fundadas pelos encontros de Bretton Woods, nos Estados Unidos, no final da Segunda Guerra. Se tratando do BIRD o banco teve grande presença na ampliação da infra-estrutura brasileira, bem como no crescimento de boa parte de instituições governamentais que ainda se valiam dos méritos do planejamento público para a economia do País. Citam-se, por exemplo, os governos das décadas de 1950 a 1970 que usavam poupança externa para a ampliação da pesquisa, o que ocorreu com a parceria entre o BIRD e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), em 1974. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Newsletter de Universia-Knowledge@Wharton
“Tenho boas notícias: estamos sós.” Com essa frase irônica, Daniel Kaufmann, diretor de governança global do Banco Mundial, pretende chamar a atenção para a “mediocridade ou a paralisia” que se observa na América Latina em matéria de transparência e de controle da corrupção, diferentemente dos avanços registrados em outras zonas emergentes do mundo, como a Ásia e a Europa Central.
Em primeiro lugar, Kaufmann considera de suma importância ter uma perspectiva global sobre o desafio que representam a corrupção e a falta de ética e transparência. “É preciso deixar claro que todos os países do mundo, até mesmo os maiores, deparam com escândalos de corrupção. No ano passado, por exemplo, a Noruega viu-se em uma situação delicada por causa da companhia estatal de petróleo. Houve propinas de milhões e milhões de dólares em contratos com o Oriente Médio”, lembra o economista. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Newsletter de Universia-Knowledge@Wharton, 14/11/2007
Os empreendedores adoram se queixar dos empecilhos e das demoras criadas pela burocracia. Os funcionários do governo, dizem, são lentos, não têm iniciativa e se preocupam apenas em obedecer às regras e bater o ponto às 16h e 45 min.
Contudo, em um estudo sobre empreendedorismo global, Raffi Amit e Mauro Guillén, ambos professores de Administração da Wharton, constataram que um expediente burocrático simples, porém inteligente, é fundamental para a determinação do nível de empreendedorismo de um país. Observou-se que países com registros comerciais eletrônicos desfrutavam de níveis mais elevados de abertura de novos negócios do que os que ainda trabalhavam com a papelada tradicional. Até mesmo o anúncio de que um país planejava criar um registro online era capaz de provocar um salto no número de registros. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
O Globo, 13/11/2007
Por João Saboia
A cada trimestre que passa, os bancos divulgam seus balanços e a notícia é sempre a mesma: novos recordes nos lucros são quebrados. A única novidade é o troca-troca de posições nos primeiros lugares.
Os bancos têm um importante papel a cumprir em qualquer país, qual seja, financiar produtores e consumidores para mover a economia. Na medida em que seus lucros crescem exageradamente, eles podem estar asfixiando o restante da economia e deixar de cumprir seu papel. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Agência Fapesp, 12/11
Kent Hughes, do Woodrow Wilson International Center for Scholars, afirma que empresas multinacionais instaladas na China e na Índia estão modificando o sistema mundial de inovação e a dinâmica das atividades de pesquisa e desenvolvimento
As atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), requisito básico para a inovação tecnológica, estão se tornando globais e, por isso, os investimentos para sua implementação não estão mais circulando apenas entre países da Europa, nos EUA ou Japão: há muitas empresas migrando para o território fértil de potências emergentes como Índia e China. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Editorial do Estado de SP, 12/11
Enquanto nos países desenvolvidos as atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico são cada vez mais impulsionadas pela iniciativa privada, no Brasil elas continuam se circunscrevendo predominantemente ao setor público.
Na França, por exemplo, 53% dos cientistas trabalham para empresas particulares. Nos Estados Unidos e na Coréia do Sul, esse percentual já está próximo dos 80%. Entre nós, porém, apenas 16% dos pesquisadores atuam na iniciativa privada. Os 84% restantes trabalham em universidades públicas ou em órgãos governamentais, como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o Centro de Energia Nuclear na Agricultura. Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Valor Econômico, 09/11/2007
Por João Sicsú
A partir do estudo “Os ricos no Brasil”, Marcio Pochmann identificou que 20 mil clãs familiares, grupos riquíssimos, se apropriam de aproximadamente 70% dos juros que o governo paga aos detentores dos títulos da dívida pública. Pode-se supor que um clã familiar seja formado por um conjunto de 50 pessoas: avôs, avós, pais, mães, tios, cunhados, cunhadas, sogros, genros, noras, sogras, primos, primas, irmãos, irmãs e bebês.
Fica fácil fazer a conta para saber quanto cada membro de um desses clãs ganhou por mês, em média, em 2006. Neste mesmo ano, foram destinados pela União ao pagamento de juros da dívida interna mais que R$ 152 bilhões. Somente desta fonte, cada rentista rico embolsou por mês R$ 8.873,38 de renda bruta. Imaginem: até os bebês pertencentes a esses clãs obtiveram essa magnífica renda. O governo federal, também no ano de 2006, possuía 2.284.522 funcionários inativos e ativos, militares e civis em todos os poderes. Por seu trabalho, ou por já terem trabalhado, cada um ganhou em média, como renda mensal bruta, R$ 3.785,30. Leia o resto do artigo »
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