Postado em 23 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
(Publicado no Jornal do Commercio de 22/11/07)
Sergio Ferolla, brigadeiro, membro da Academia Nacional de Engenharia
Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia
Para os crédulos, o recém descoberto campo Tupi, com jazidas de até oito bilhões de barris de petróleo, se deveu à interferência divina. Para eles, a prova irrefutável do favorecimento de Deus aos brasileiros prende-se à comprovação da existência desse campo gigante ter ocorrido dias antes do Brasil entregar, através da nona rodada de leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP), alguns blocos contíguos, com provavelmente outros bilhões de barris. Se a providência divina não tivesse se antecipado à predatória rotina da ANP, seus contratos de até 30 anos com empresas estrangeiras possibilitariam a exportação do valioso e estratégico produto e nos restaria lamentar a perda das preciosas reservas e a evasão de muitos bilhões de dólares, em detrimento da economia nacional.
A festejada descoberta, com ajuda divina ou não, mostra o admirável desempenho da equipe técnica e da alta administração da Petrobrás, com reconhecido mérito para o próprio governo, sempre apoiando as ações da empresa. O Brasil recebe os benefícios da duração do monopólio estatal durante mais de 40 anos, o qual, visando acima de tudo o interesse nacional, viabilizou a realização de dispendiosas pesquisas e a perfuração até 7.000 metros do subsolo marítimo, após superar 2.000 metros de uma camada de sal. Haveria competência, recursos e decisões de risco por parte de empresas privadas, especialmente estrangeiras, com visão de lucro imediato, para tão ousado desenvolvimento tecnológico e prospecção?
Sobre esse ponto, chega a ser cômico um testa-de-ferro Leia o resto do artigo »
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Postado em 23 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Jornal da Ciência, 22/11/2007 Empresas que investirem em pesquisa científica, tecnologia aplicada e inovação tecnológica terão isenção fiscal. As bases do incentivo à produção de conhecimentos estão no Plano de Ação de CT&I 2007-2010, que foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira, em Brasília Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Paulo Passarinho* 22/11/2007
Está em curso uma pesada campanha difamatória contra os novos dirigentes do IPEA – o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão atualmente subordinado ao recém-criado Ministério de Assuntos Estratégicos, e presidido pelo economista Márcio Pochmann.
O pretexto para a orquestrada campanha foram mudanças de natureza administrativa, que começam a ser operadas no órgão, a partir da posse dos novos dirigentes do Instituto, que conta também com a participação de João Sicsú, assim como Pochmann, acadêmico dos mais qualificados, além de professor do Instituto de Economia da UFRJ.
Algo que seria absolutamente corriqueiro – inclusive com amplo amparo e exigência de normas administrativas e legais em vigor – passou a ser apresentado em veículos da grande imprensa como um triste exemplo de perseguição ideológica e cerceamento ao livre exercício analítico e de pesquisa que deveriam caracterizar o trabalho dos pesquisadores dessa instituição.
A campanha teve início no dia 15/11, em matéria assinada por Guilherme de Barros – “IPEA expurga economistas divergentes” -, na Folha de S.Paulo Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Roberto Pereira d’ Araújo* 22/11/07
Desculpem os leitores, mas, mais uma vez, volto a conceitos básicos sobre o setor elétrico brasileiro. Espero mostrar que todo o complicado modelo mercantil definido a partir das reformas da década de 90, constantemente reformado, mas sempre mantido, tem suas “fundações” erigidas sobre “areia movediça”. Toda vez que fui obrigado a explicar o sistema brasileiro para estrangeiros, vi muitos cenhos franzidos. Dentre os setores elétricos mundiais, somos um espécime esquisito.
Para explicar a confusão, é melhor partir do zero. Suponha o Brasil iniciando a construção do seu setor elétrico e imagine que existisse um “laissez-faire” total que permitisse agentes individuais privados construir suas usinas como quisessem. Um puro mercado, tão ao gosto desta seita. Descrevo abaixo uma historinha bem simplificada, mas com grande aderência ao caso brasileiro.
Para começar a história, um cidadão, Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Valor Econômico, 21/11/2007
Por Carlos Lessa
Um fantasma acompanha a macroeconomia brasileira: uma sucessão de “apagões”, alguns muito visíveis, outros anônimos. Quando a imprensa noticia que cirurgiões utilizam antiquadas brocas mecânicas para operações cranianas porque falta material cirúrgico de qualidade; quando a rede de saúde do Nordeste beira a inanição; quando jovens brasileiros concluintes do ensino fundamental, em uma análise comparativa com outros jovens de trinta países, ocupam o 31º lugar em aproveitamento didático; quando nas universidades são freqüentes misérias como goteiras, progressão de cupins e atrasos em pagamentos de energia elétrica; quando um mal desempenho se sucede a outro é possível afirmar um “apagão” das políticas sociais públicas. A brutal mortandade em acidentes de trânsito e a elevação dos fretes devido à degradação das rodovias evidenciam um “apagão” nas políticas de transporte. O aumento progressivo do tempo de deslocamento residência-trabalho-residência nas grandes cidades brasileiras é a expressão de um “apagão” nos investimentos de infra-estrutura urbana. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
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CONSELHO REGIONAL DE ECONOMIA – 1ª REGIÃO – RJ
Av. Rio Branco, 109 – 16º e 19º andares – Centro
Tel: (21) 2103-0178
CEP: 20054-900 – Rio de Janeiro – RJ
E-mail.: corecon-rj@corecon-rj.org.br
www.corecon-rj.org.br
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Em reunião de 14 de novembro último o CORECON – RJ, o SINDECON e o CED, aprovaram e recomendaram a ampla divulgação da seguinte moção. Versão Word para impressão (clique)
A imprensa vem criticando duramente os recém-nomeados presidente e diretor do IPEA, Márcio Pochmann e João Sicsú, pelo fato de terem dispensado quatro pesquisadores da instituição. Tendo sido essa decisão supostamente devida ao fato de serem os mesmos contrários a política econômica do Governo.
Com respeito à questão, o fato a ser inicialmente sublinhado é que a mudança no comando de instituição de pesquisa oficial (e não acadêmica) traduz o desejo do Poder Público de dar nova orientação aos trabalhos da entidade. No caso em análise, a mudança no comando do IPEA traduz a nova orientação (embora ainda tímida e incompleta) do Presidente Lula no sentido de melhorar os resultados obtidos pelo Brasil em termos de desenvolvimento. O Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, a criação do Ministério Extraordinário de Ações Estratégicas, com a indicação de Mangabeira Unger para comandá-lo, a nomeação de Guido Mantega para o Ministério da Fazenda e de Luciano Coutinho para o BNDES, constituem importantes corolários dessa decisão de imprimir novos rumos à economia brasileira. É, portanto, perfeitamente natural e necessário que o IPEA, órgão oficial de apoio à definição de políticas econômicas, seja comandado por dirigentes afinados com a nova orientação desejada pelo Governo. E esses dirigentes, para levarem adiante sua tarefa, devem ajustar a equipe técnica do órgão às suas novas funções.
Mais grave, porém, é a alegação de que a dispensa dos quatro pesquisadores, cuja capacidade profissional e contribuição científica não se discute, teria decorrido de serem eles contra a política econômica oficial. Ora, o fato incontestável com respeito a esta, é que os economistas brasileiros se dividem hoje entre os que aceitam, ou rejeitam, a visão neoliberal do Banco Central que, presentemente, comanda os destinos econômicos do país. Visão que concede absoluta prioridade à manutenção dos equilíbrios fundamentais (cambial, fiscal e monetário) relativamente à necessidade de incremento acelerado do PIB brasileiro. Com a conseqüência de ter sido o crescimento da economia brasileira muito inferior ao de países em condições bem menos favoráveis que as nossas para o desenvolvimento econômico.
Com base nesse critério, o que se pode afirmar é não terem os quatro economistas desligados do IPEA jamais se colocado firmemente (o que possivelmente seria sua obrigação) contra o Leia o resto do artigo »
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Postado em 21 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Editorial da Folha de SP (20/11)
O Brasil, com 12% das reservas de água doce do planeta, é provavelmente o país mais bem servido nesse quesito. A forma como estamos administrando tais recursos, porém, é indecorosa. Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
19/11/2007 18:20h
O engenheiro mecânico Paulo Metri disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta segunda-feira, dia 19, que foi exonerado da ANP (Agência Nacional do Petróleo) em 2001 por escrever, em parceria com o senador Saturnino Braga, um artigo discordava da Agência (aguarde o áudio).
“Esse artigo repetia de certa forma algumas observações que eu já tinha feito desde 1998 até 2001 internamente dentro da ANP. Eu alertava que estava havendo um conjunto de artigos saindo no exterior em que mostrava que a produção mundial de petróleo ia passar por um pico”, disse Metri.
Depois de escrever o artigo e ser exonerado, ele voltou a trabalhar na Indústrias Nucleares do Brasil, onde está até hoje. Metri diz que recebeu a informação da exoneração do seu chefe imediato, Oswaldo Pedrosa. Mas era uma decisão do presidente da ANP, David Zylbersztajn.
“Ele (Oswaldo Pedrosa) falou claramente. A Decisão é do David porque o David não gostou do artigo que foi publicado hoje na Gazeta Mercantil e está aqui nesse clipping da empresa”, disse Metri. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Energia, O que deu na Imprensa, Paulo Metri, Sergio Ferolla | Sem Comentários »