Postado em 16 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O ministro das Ações de Longo Prazo, Roberto Mangabeira Unger, deve ser o sujeito e o objeto da nova polêmica envolvendo as políticas de desenvolvimento do governo Lula. Depois de toda a controvérsia relacionada ao projeto de transposição do rio São Francisco (clique aqui para ler mais sobre a questão), o ministro Mangabeira decidiu partir para uma viagem de quatro dias à Amazônia com uma comitiva disposto a discutir propostas nada convencionais para o desenvolvimento da Amazônia (clique aqui para ler a reportagem do Jornal O Globo).
O “Projeto Amazônia” deve englobar atividades que vão da produção industrial à mineração. Entretanto, a proposta mais polêmica, e talvez desatinada, é a de criar um aqueduto para ligar a região Norte à região Nordeste. O ministro argumenta que algumas regiões têm um excesso de água, o que seria inútil, enquanto que outras áreas têm falta deste recurso.
Como já argumentado na questão da transposição do rio São Francisco, um projeto de tal envergadura deve levar em conta dois aspectos: o seu custo e seu impacto ambiental. Tanto do ponto de vista do custo quanto do ponto de vista do impacto ambiental, talvez seja mais inteligente apostar em projetos menos caros e que causem menos danos ao meio ambiente. Um exemplo disto é o projeto de cisternas para o Nordeste, que poderia trazer o volume de água necessário para a segurança hídrica da região, a um custo muito mais baixo e com impacto insignificante na natureza.
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Postado em 16 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho do blog do Jefferson
“Uma matéria interessante que relaciona o caso da fusão Oi/Telemar e Brasil Telecom com o processo de privatização. Vale conferir.”
Do jornalista Alon Feuerwerker, do Blog do Alon
As negociações entre a Oi (ex-Telemar) e a Brasil Telecom para a constituição de uma megacompanhia de telecomunicações ainda vão dar pano para manga, pelo tamanho do negócio, pelas relações dos negociantes com o governo e pela conhecida capacidade bélica dos protagonistas. Quem defende a fusão aponta as vantagens de se formar uma empresa de capital brasileiro com musculatura suficiente para ser um player global. Quem a ataca alerta para os riscos que a monopolização traz ao consumidor e ao próprio mercado. Acompanhemos os próximos capítulos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
BLOG DO NASSIF
Há uma tendência errônea de considerar fundamentalistas as críticas de frei Luiz Cappio ao projeto de transposição das águas do São Francisco.
A “Folha” de hoje traz artigo importante de Roberto Malvezzi, assessor da Comissão Pastoral da Terra e autor de “Semi-árido: uma Visão Holística” (clique aqui).
Em suma, ele coloca o seguinte:
1. Na sede da CNBB, diante de nossas oito propostas alternativas à transposição, o governo reconheceu que seis delas poderiam ser consideradas, particularmente as políticas públicas contidas no “Atlas Nordeste” e a implementação de tecnologias de captação de água de chuva em projetos de convivência com o semi-árido. Porém, o governo jamais aceitou rever o projeto da transposição. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
ROBERTO MALVEZZI da Folha de São Paulo
O saldo do gesto de frei Luiz Cappio institui um abismo moral entre companheiros que até ontem bebiam da mesma água
O SALDO do gesto de frei Luiz Cappio demarca as margens e estabelece um abismo moral entre companheiros que até ontem bebiam da mesma água. O rio que nos separa é mais profundo que o São Francisco. O que está em jogo é o futuro deste país, do próprio planeta, da própria humanidade.
Durante o longo “jejum e oração”, principalmente diante da iminência de um desfecho trágico, o governo aceitou mais uma conversa com os opositores do projeto de transposição do rio São Francisco.
Na sede da CNBB, diante de nossas oito propostas alternativas à transposição, o governo reconheceu que seis delas poderiam ser consideradas, particularmente as políticas públicas contidas no “Atlas Nordeste” e a implementação de tecnologias de captação de água de chuva em projetos de convivência com o semi-árido. Porém, o governo jamais aceitou rever o projeto da transposição. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
” CARTA DAS TÉRMICAS ” (versão para impressão)
(ano do apagão se repete) (TODOS artigos sobre o apagão)
Exmo Ministro das Minas e Energia
Sr. Nelson Rubner
O Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG) tem participado do debate nacional sobre os problemas de política energética, destacando-se atualmente: a redução do fornecimento de gás natural às distribuidoras de gás do Rio e de S. Paulo, a entrada em operação das termelétricas e o risco de déficit de energia elétrica apontado por setores da indústria. A questão do gás atingiu consumidores veiculares e industriais, motivando o questionamento na Justiça pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, o que mostra a relevância de discuti-la.
Ademais, no momento em que era feito esse relatório, houve o anúncio da descoberta do campo gigante de petróleo Tupi na chamada área de Pré-Sal, de alto potencial petrolífero, motivando a discussão da mudança do regime de concessão do petróleo e gás, comentada em adendo ao relatório encaminhado em anexo.
Esclarecemos que o IVIG foi criado por um projeto da COPPE / UFRJ, com apoio da FAPERJ. Teve o papel histórico de alertar para o elevado risco de déficit de energia elétrica, antes do racionamento de 2001, através de carta ao Presidente Fernando Henrique Cardoso, na qual eram sugeridas medidas que, infelizmente, não foram tomadas a tempo.
De acordo com esta tradição acadêmica, submetemos à sua apreciação o relatório em anexo com o intuito de dar a nossa interpretação ao problema atual, apontando as causas do mesmo e propondo medidas a serem consideradas pelo Governo e discutidas pela sociedade. São as seguintes as recomendações do relatório: Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Luis Nassif, jornalista de verdade, chama a atenção hoje em seu blog (clique aqui) para as mudanças (para melhor) ocorridas no IPEA (Instituto de Pesquisas Econômico Aplicadas). “Até o ano passado, a ala carioca do IPEA parecia a sucursal de alguma instituição financeira. Prestava-se a trabalhos de análise de conjuntura, redundantes e fora de sua vocação de pensar o longo prazo. Nas análises, uma insistência mórbida em atacar qualquer forma de benefício social, e se calar vergonhosamente ao tratar da questão do impacto dos juros sobre as despesas correntes”.
O jornalista exalta o último trabalho de Ronaldo Coutinho Garcia, “Despesas Correntes da União: Visões, Omissões e Opções”. O estudo (Texto para Discussão nº 1319) está à disposição da sociedade no site do IPEA (clique aqui), mas Nassif destaca alguns números que não constumam ser noticiados por causa da blindagem ideológica hoje vigente nos meios de comunicação:
De 2000 a 2005, o “custo da máquina” foi reduzido em 6,8% como proporção do PIB. Os gastos correntes que chegam até o contribuinte passaram de 9,26% para 10,48% do PIB. A participação desses recursos nas rendas dos 50% mais pobres saltou de 12,4% em 2000 para 15,1% em 2006.
Entre 1995 e 2006 as despesas correntes caíram de 86,10% para 79.04% do orçamento. A redução de “pessoal e encargos sociais” foi a mais expressiva: de 24,53% para 13,42%.
Porém… os juros e encargos da dívida saltaram de 10,86% para 18,94%. Nas despesas de capital, a amortização da dívida pública saltou de 5,8% para 15,16% do PIB em 2006.
Benefícios previdenciários (alvos da fúria do cartel dos meios de comunicação) ficaram praticamente estacionados – de 21,09% para 20,27% do PIB.
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Postado em 15 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Por Natália Viana do Blog Pedra de Responsa
Não é ficção! Mas o livro CONFISSÕES DE UM ASSASSINO ECONÔMICO daria um ótimo filme: em 1968, o americano John Perkins saiu da faculdade de economia com os mesmos sonhos de qualquer americano típico – casar, ter família, vencer na vida. Uma única coisa o diferenciava, a vontade de conhecer o mundo e, talvez mais importante, a oportunidade de recrutamento oferecida por um amigo de seu sogro, o “Tio Frank”, figurão da Agência Nacional de Segurança dos EUA. Leia o resto do artigo »
Postado em Crise América do Sul: Venezuela Colômbia Equador, Desenvolvimento, Internacional, O que deu na Imprensa | 3 Comentários »
Postado em 15 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Gustavo Antônio Galvão dos Santos
Luís Otávio de Abreu Reiff
Fernando Henrique Tavares
Letícia Vieira Corrêa
Gisele Ferreira Amaral
Este trabalho visa propor um método de composição de indicadores sociais que seja útil na avaliação de políticas públicas. Esse método será utilizado na criação de um índice composto de educação. O índice será disponível anualmente por município.
Nas últimas duas décadas, no Brasil, o planejamento econômico tem sido fortemente atacado. Em particular durante os governos Collor e FHC, o planejamento econômico mais geral foi quase completamente desativado. Esse processo começou a ser revertido muito recentemente com o programa de aceleração do crescimento – PAC e seus rebentos setoriais na educação e na saúde. O mais parodoxal nesse combate ao planejamento público é que a administração de grandes empresas privadas é altamente científica. No setor privado tudo é cuidadosamente planejado a longo prazo.
O setor público, por ser muito maior e exercer atividades muito mais fundamentais do que qualquer empresa privada, necessita de um planejamento ainda mais cuidadoso e científico. Mas para o setor público o planejamento é mais complexoe não só pelo tamanho. Uma empresa privada visa o lucro. Essa é praticamente a única finalidade de uma empresa privada. Qual é a finalidade última do governo?
Essa questão não possui uma resposta fácil. Supostamente seria o bem-estar de seus cidadãos. Mas não é possível medir essa variável de forma não contestável. Leia o resto do artigo »
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