Postado em 14 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
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Postado em 13 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Resenha de do livro “Subdesenvolvimento Sustentável”, de Argemiro Procópio, por Fábio Albergaria de Queiroz.
Fonte: Meridiano 47 (29/01/2008)
Subdesenvolvimento sustentável, assim Argemiro Procópio sugestivamente descreve o modelo de desenvolvimento predominante na região amazônica compartilhada por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Ao longo de sua exposição Procópio desnuda a realidade dos “oito amazônicos” ao apontar que a Hiléia, em pleno século XXI, ainda carrega consigo vários problemas estruturais, herança de um longo passado colonial.
Neste contexto, o autor nos apresenta a região como produtora de commodities e manufaturados com baixo valor agregado. Cita a mineração, a exploração madeireira e de metais preciosos, as redes do agronegócio da soja, da carne, do couro e, atualmente, da cana-de-açúcar como protagonistas do “continuum da sustentabilidade do subdesenvolvimento em novas versões da economia colonial nos oito países amazônicos”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Alberto Passos Guimarães é pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Artigo publicado no Jornal do Brasil (11/02/2008):
Qual seria o impacto de uma manchete como esta no país? É difícil imaginar a escala da consternação e da revolta que uma noticia dessas produziria nos brasileiros.
Quantos debates, artigos, manifestações, interpretações, comissões de inquérito seriam provocadas por um desastre nesta escala?
O que seria da nossa auto-estima? Lembremos apenas que em 1950 o Brasil perdeu a final da Copa do Mundo em casa, classificando-se num invejável segundo lugar, mas o terremoto produzido foi tamanho que o jornalista Elio Gaspari o descreveu como “o nosso Pearl Harbor”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Bruno Galvão *
As recomendações econômicas para o Brasil são as mesmas há mais de 20 anos: “responsabilidade” fiscal, banco central exclusivamente preocupado com inflação, reformas liberalizantes, abertura comercial e financeira, privatização e diminuição do tamanho do Estado. Desde os fins dos anos 80, a equipe econômica acredita e executa esse tipo de política. Desde 1990, o Banco Central com a desculpa de estar preocupado exclusivamente com a inflação mantém as taxas de juros reais mais altas do mundo. O Brasil praticou uma radical e unilateral abertura comercial e financeira. Diversas reformas foram realizadas. Em quase todos os anos entre 1990 e 2007 o Brasil manteve substanciais superávits primários. O resultado é conhecido: aumento do desemprego, perda da competitividade brasileira, deterioração da infra-estrutura e crescimento muito abaixo da média dos outros emergentes. Em 1980, o Brasil tinha quase 11% do PIB do mundo subdesenvolvido. Em 2008, esse valor deve ser inferior a 5,5%. Essa mudança ocorreu basicamente após 1990, quando essa sugestão de políticas fiscais e monetárias restritivas, reformas e políticas de modernização da economia foram implementadas.
E, de novo, continuamos ouvindo o mesmo discurso. Hoje, o Blog do Nassif apresenta uma sugestão do FT para o Brasil. Continuam a mesma: gastos mais sábios do governo, estímulos ao setor privado, aumento da produtividade, reforma fiscal e trabalhista. Eu espero que todas as empresas buscam aumentar sua produtividade e não acredito que esse tipo de conselho possa vir a mudar a atitude das empresas. O que seria estímulo ao setor privado? Redução ainda maior do setor público? É um engano acreditar que Estado forte atrapalha o desenvolvimento de empresas desenvolvidas. Ao contrário, as principais empresas do mundo estão em países com Estado forte, como os dos EUA, França, Coréia, China e Japão. Estados fracos são os da África e da América Central. Aliás, república de banana significa isso: qualquer empresa multinacional derruba ou manipula os governos. Mas, ouvimos todos os dias na imprensa que Estado forte é sinônimo de subdesenvolvimento…. Será? Leia o resto do artigo »
Postado em A POLÍTICA AMBIENTAL externa está equivocada?, Bruno Galvão, Desenvolvimento, ELEIÇÕES, projetos e estratégias: 2008 e 2010, Internacional, Pleno Emprego, Política Brasileira, Política Econômica, Propostas de Mudanças para o Banco Central | 5 Comentários »
Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Fonte: Valor Econômico (06/02/2008)
David Kupfer é professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do Grupo de Indústria e Competitividade (GIC-IE/UFRJ. Escreve mensalmente às quartas-feiras. www.ie.ufrj.br/gic E-mail: gic@ie.ufrj.br)
Por razões que vão desde o aquecimento do mercado interno, que animou as empresas a ampliarem as fábricas, à apreciação cambial, que barateou o preço dos equipamentos, o ano de 2007 foi extremamente positivo para a formação de capital na economia brasileira. As estimativas dão conta de que, para um avanço do PIB da ordem de 5,2%, o investimento total terá crescido 12%, puxado pela expansão de 19,5% da produção e de 35% das importações de bens de capital, e também pelo desempenho recorde da construção residencial. No entanto, esse dinamismo do investimento não parece estender-se aos setores da infra-estrutura física, mesmo tendo sido eles o eixo central do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, principal iniciativa econômica do governo no ano recém-encerrado.
Lançado há um ano como reflexo da generalização do consenso sobre a urgência em se recuperar e ampliar a infra-estrutura física do país, o PAC previa a aplicação de R$ 503,9 bilhões nas áreas de energia, transporte, habitação, saneamento e recursos hídricos entre 2007 e 2010. Desse valor, R$ 68 bilhões devem vir diretamente do orçamento da União, enquanto os recursos restantes devem ser alocados por empresas estatais (R$ 219 bilhões) e privadas (R$ 216,9 bilhões). No entanto, em termos concretos, de acordo com o balanço do primeiro ano publicado pelo governo, dos R$ 16,5 bilhões de recursos do orçamento que deveriam ter sido gastos em 2007, apenas R$ 5,4 bilhões – menos de um terço do previsto – foram efetivamente desembolsados. Quanto aos investimentos empresariais, não há ainda uma contabilidade que permita aferir o ritmo com que contribuíram para as obras de infra-estrutura ao longo de 2007. Um indicador sugestivo de que, também nas empresas, houve uma assimetria entre o comportamento do investimento total e em infra-estrutura é dado pela estatística de ingresso de investimentos externos diretos: para uma entrada total de capital externo para investimentos em 2007 de US$ 34,3 bilhões, recorde histórico, a parcela destinada aos setores de infra-estrutura limitou-se a cerca de US$ 3 bilhões, valor 32,5% abaixo do verificado em 2006 e que constitui o pior resultado observado nessa série desde 1996. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Fonte: SEBASTIÃO NERY da Tribuna da Imprensa
“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap”.
Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro “Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível”, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O “inverno do ano de 1969″ era fevereiro de 69. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008

A professora Maria da Conceição Tavares volta a conversar com o presidente Lula e adverte que o Brasil cometerá um erro crasso se vier a subir os juros diante da crise americana.
Fonte: IstoÉ Dinheiro (08/02/2008)

A aguerrida professora Maria da Conceição Tavares completará 78 anos no dia 30 de abril, está afastada da vida pública, mas nem de longe aposentou seu raciocínio cortante como uma faca. Não só se mantém atenta a tudo que acontece com a economia brasileira como dá sua opinião sempre que surge uma oportunidade. Foi o que fez no dia 31 de janeiro, quando aproveitou rápida passagem por Brasília para agendar uma visita ao presidente Lula. “Encontrei-o com uma cara ótima e de bem com a vida. Pareceu-me tranqüilo com a economia”, disse ela à DINHEIRO, na véspera do Carnaval. Conceição gostou do que viu e saiu do Palácio do Planalto confiante de que o governo não vai recuar no ritmo de seus investimentos. “Não estou pessimista. Gostei de ver os investimentos em infra-estrutura. O PAC vai muito bem, nas mãos competentes dessa menina Dilma Rousseff.” Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Ecologista do Inpa condena hidrelétricas na Amazônia e diz como é possível aliar desenvolvimento com preservação.
Fonte: Revista IstoÉ (13/02/2008)
Quando o tema é aquecimento global, Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus, é o segundo cientista mais citado no mundo nos últimos dez anos, de acordo com o Science Citation Index. O levantamento, feito por meio de referências em revistas na área, revela a importância científica de suas pesquisas na Amazônia, onde desembarcou em 1976. Formado em biologia pela Universidade do Colorado e Ph.D. em ecologia pela Universidade de Michigan, aos 57 anos Fearnside comanda uma equipe que mapeia os serviços ambientais prestados pela floresta. Sua proposta é ousada e radical: ele sugere que os países do mundo paguem pelos benefícios ecológicos que a floresta traz, como organismo que regula o fluxo de chuvas, a temperatura e evita o agravamento do efeito estufa. Para Fearnside, o ressarcimento material por esses benefícios produzidos pela floresta garantiria a qualidade de vida da sua população, mantendo preservada a Amazônia.
Ele critica as medidas anunciadas pelo governo, como a suspensão de autorizações para desmatamento em 36 municípios da Amazônia, e diz que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderá ser ainda mais prejudicial para a conservação da região. Pessimista em relação à influência do aquecimento global, Fearnside estima que até 2080 poderá ocorrer o fim da floresta. Leia o resto do artigo »
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