Fonte: Boletim TeleSíntese

*Marcos Dantas
Segundo a consultora Pricewaterhouse Coopers, em estudo que obteve boa divulgação na imprensa, a indústria do entretenimento deverá crescer 6,4% ao ano, até 2011, acima inclusive das projeções para o crescimento médio da economia mundial, nesse período. O faturamento mundial dessa indústria que inclui televisão, cinema, jogos eletrônicos, livros, jornais, atingirá R$ 3,8 trilhões. Sem surpresa, a maior expansão, medida em receitas, se dará na internet, um mercado que já abocanhou R$ 339 bilhões, em 2006. Outro mercado importante será o de DVDs, cujas receitas, apesar da “pirataria”, poderão saltar de R$ 155 bilhões para R$ 198 bilhões, nos próximos três a quatro anos (para melhor dimensionar esses números, o PIB brasileiro, em 2006, foi de R$ 2,5 trilhões, ano em que a economia brasileira cresceu 5,4%).
Muita gente, sobretudo os formuladores políticos ou acadêmicos brasileiros, ainda não se deu conta de que, com licença para o esquematismo, essa ampla e diversificada indústria está cumprindo um papel, no capitalismo atual, semelhante àquele que, dois séculos atrás, cumpriu a indústria têxtil. É ela que está alavancando, puxando para a frente, toda o restante da economia. Na Comunidade Européia, gera mais de 2,5% do PNB; cresceu 12,3% acima do crescimento geral da economia, entre 1999 e 2003; e emprega 4,7 milhões de pessoas (2,5% da PEA), metade das quais com formação universitária. Cerca de 1,6 milhão desse total se encontra no Reino Unido, gerando 3% do seu PNB. Nos Estados Unidos, em 2000, essa indústria respondeu por mais de 25% do total de suas exportações. Na Austrália, um de seus segmentos, o educacional, representou, em 2000, a cerca de 12% das suas exportações de serviços. Leia o resto do artigo »