Postado em 23 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Nos seis primeiros meses da crise, a retração da indústria de transformação foi de 10,3%. Tomando-se só o 1º trim/2009, a queda foi maior, de 14,6%. Mais grave é que foram atingidos os fabricantes de bens de capital (média-alta tecnologia). Leia mais no IEDI…<-->
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Postado em 23 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira
O Brasil é o exemplo a ser seguido, mas, como bom caipira, fico desconfiado com tanto elogio para nosso país.
Em sua coluna de 12 deste mês, Clóvis Rossi escreveu que o Brasil, que agora deve participar do G14, chegou ao “topo do mundo”, mas continua caipira. Não sei se nosso problema é realmente o caipirismo. A dialética entre o elemento nacional e o cosmopolita foi sempre uma fonte fértil do progresso humano. Mas, como ao notável jornalista, também me preocupa esse “topo do mundo”. No início do século 20, os brasileiros foram vítimas do ufanismo local; no início do século 21, é a vez de sermos vítimas do ufanismo alheio. Viajo bastante, e nunca vi tanto elogio para o Brasil e para Lula como atualmente. Fico feliz pelo presidente, mas, como bom caipira, fico desconfiado com tanto elogio para nosso país. Leia mais…
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Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Luiz Gonzaga Belluzzo
Fonte: Valor Econômico (21/07/09)
Em um de seus posts no site do Financial Times, o economista Willem Buiter apontou as armas da crítica na direção das autoridades encarregadas de supervisionar e regulamentar os sistemas financeiros nos últimos 30 anos. Buiter detona o processo de criação e operação de um sistema financeiro “intrinsecamente disfuncional, ineficiente, injusto e regressivo, vulnerável a episódios de colapso”, um exemplo de “capitalismo de compadres”, sem paralelo na história econômica do Ocidente. “É uma questão interessante, para a qual não tenho resposta, saber se os que presidiram e contribuíram para a criação e operação [desse sistema] eram ignorantes, cognitivamente e culturalmente capturados ou, talvez, capturados de forma mais direta e convencional pelos interesses financeiros”.
Buiter lista as personalidades envolvidas na administração da economia americana e seu desempenho na avaliação dos riscos decorrentes da desregulamentação. Ao longo dos 20 anos em que presidiu o Federal Reserve, Alan Greenspan foi incapaz de enxergar um palmo adiante do nariz; o mesmo pode ser dito de Ben Bernanke, membro do Board of Governors do Federal Reserve System de 2002 a 2005, chairman do President’s Council of Economic Advisers de junho de 2005 a janeiro de 2006 e chairman do Fed desde fevereiro de 2006. Hank Paulson, esse não percebeu qualquer ameaça de crise financeira, quer no período em que trabalhou na Goldman Sachs (1974-2006), quer durante os anos de sua função como secretário do Tesouro (de julho de 2006 à janeiro de 2009). Tim Geithner também fracassou ao não antecipar a crise enquanto subsecretário do Tesouro (1998-2001), sob o comando de Bob Rubin e Larry Summers, ou como presidente do Fed de Nova Iorque (2003-2009). Larry Summers ficou embevecido com as luzes da ribalta durante o período em que ocupou o posto de secretário do Tesouro dos Estados Unidos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Programa*
23 de julho (quinta-feira)
09:00
Inscrições e distribuição de material
10:00
Abertura
Alan Norrie (IACR)
João Leonardo Medeiros (UFF)
10:30 – 12:30
Conferência I (Realismo e Emancipação Humana)
Roy Bhaskar (Universidade de Londres, Instituto de Educação)
Mario Duayer (UFF, Departamento de Economia)
Moishe Postone (Universidade de Chicago, Departamento de História)
14:00 – 15:45
Mesas Paralelas I
16:15 – 17:30
Mesas Paralelas II
18:15 – 20:15
Conferência II (Realismo, Educação e Emancipação Humana)
Mediadora: Patricia Laura Torriglia (UFSC, Faculdade de Educação)
Newton Duarte (UNESP, Departamento de Psicologia da Educação)
Marcos Barbosa de Oliveira (USP, Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação)
Tone Skinningsrud (Universidade de Tromsø, Departamento de Educação)
24 de julho (sexta-feira)
9:00 – 11:00
Conferência III (Realismo, Teoria Social e Emancipação Humana)
Mediador: Hugh Lacey (Swarthmore College, EUA)
Ricardo Antunes (UNICAMP, Departamento de Sociologia)
Margaret Archer (Universidade de Warwick, Departamento de Sociologia)
Maria Orlanda Pinassi (UNESP, Departamento de Sociologia)
11:00 – 12:00
Reunião Anual de Trabalho da IACR
14:00 – 15:45
Mesas Paralelas III
16:15 – 17:30
Mesas Paralelas IV
18:15 – 20:15
Conferência IV (Realismo, Economia e Emancipação Humana)
Mediador: Marcelo Carcanholo (UFF, Departamento de Economia)
Andrew Brown (Universidade de Leeds, Business School)
Tony Lawson (Universidade de Cambridge, Departamento de Economia)
Leda Paulani (USP, Departamento de Economia)
25 de julho (sábado)
10:00 – 12:00
Conferência V (Realismo, História e Emancipação Humana)
Mediador: Marcelo Badaró (UFF, Departamento de História)
Alex Callinicos (Universidade de Londres, King’s College)
Virgínia Fontes (UFF, Pós-graduação em História; Fiocruz, EPSJV)
Alan Norrie (Universidade de Londres, King’s College e Presidente da IACR)
14:00 – 15:45
Mesas Paralelas V
16:15 – 18:15
Conferência de Encerramento (Realismo, Ontologia e Emancipação Humana)
Mediadora: Ester Vaisman (UFMG, Departamento de Filosofia)
Roy Bhaskar (Universidade de Londres, Instituto de Educação)
Nicolas Tertulian (EHESS – Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais)
Miguel Vedda (Universidade de Buenos Aires, Faculdade de Filosofia e Letras)
* O programa pode sofrer alterações
Clique aqui para ver a programação na íntegra
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Postado em 19 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Da Folha
Por Clóvis Rossi
(…) De quebra, Sarney refugia-se na velhíssima e fajutíssima tese de perseguição da mídia. Não, senador, é perseguição dos fatos, e enquanto eles não forem total e definitivamente explicados, continuarão a persegui-lo, no Maranhão, em Brasília, onde for.
É essa fuga à “accountability” que explica os parlamentares que se lixam para a opinião pública. Ela paga os salários de todo esse “band of brothers”, mas eles não se sentem compelidos a dizer ao púbico o que fazem, o que só aumenta a suspeita de que o que fazem só cabe mesmo em BOs.
O caso de Sarney é mais grave porque tem um espaço semanal, aqui ao lado, em que poderia dar todas as explicações sem ser interrompido por perguntas. Prefere mudar de assunto. Sempre.
Comentário de Luís Nassif
Por que o “accountibility” demorou vinte anos para ser praticado em relação à Sarney e só se manifestou agora? E por que a Folha deu vinte anos de espaço a Sarney sem jamais tê-lo cobrado por seus atos? E por que a cobrança é apenas sobre Sarney, se todos os senadores participaram de uma lambança que tem no mínimo 14 anos?<-->
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Postado em 19 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Marcio Pochmann
Fonte: Revista Fórum, Edição 76, julho de 2009.
A contaminação do Brasil pela crise internacional a partir do mês de outubro de 2008 fez com que o Produto Interno Bruto (PIB) acumulasse queda de mais de 4% entre o último trimestre do ano passado e o primeiro semestre de 2009. O setor industrial, com redução de 11,6% neste mesmo período, foi o principal responsável pela inflexão na evolução do PIB, uma vez que o setor agropecuário registrou leve expansão de 0,6% e o setor terciário cresceu 4,2%.
Apesar dos importantes sinais da recessão industrial instalada na economia brasileira, há situações distintas entre os setores de atividade, com dimensões diferenciadas no total da produção e da ocupação nacional. Enquanto a queda da produção atingiu fundamentalmente o setor industrial, que representa quase 31% da produção e 22% da ocupação do país, o setor de serviços, que responde por mais de 2/3 da produção e quase 60% da ocupação nacional, apresenta importante expansão. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Alcino Ferreira Camara Neto e Matias Vernengo
Acreditamos que a crise financeira, lastimavelmente, não servirá para que reavaliemos as políticas dos últimos 6 anos. A notícia de que, em função da queda da receita tributária, pretende-se cortar gastos e reduzir a política de contratação e recuperação salarial que vinha sendo anunciada reforça a tese de que não teremos uma transformação de política na direção e na magnitude que se necessita. Entre o medo de arriscar do governo e a invulnerável fortaleza das elites rentistas acasteladas no Comitê de Política Monetária (Copom), restam poucas esperanças.
É provável, portanto, que a opressão da conta de juro grande sobre a favela se mantenha, e que nosso déficit democrático continue favorecendo os privilegiados que votam no Copom, em lugar dos pobres coitados que o fazem em seus respectivos distritos eleitorais! Leia o artigo…
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Postado em 16 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
Ainda há certa confusão sobre o papel da nova estatal, que será criada para administrar o pré-sal. Algumas pessoas acham que ela substituirá a Petrobras, que já tem experiência, tecnologia e porte para a exploração. Na verdade, são funções totalmente opostas.
Há duas atribuições distintas, para a exploração do pré-sal. Uma, é a exploração em si, os trabalhos de prospecção e desenvolvimento dos poços descobertos. Aí, é atribuição das empresas petrolíferas, Petrobras e empresas privadas nacionais e estrangeiras. O segundo, é a gestão dos contratos de concessão e dos recursos auferidos com a exploração. A Petrobras jamais poderia absorver essa função pelo fato de ser parte interessada na exploração e de seu capital ser misto – com a maior parte em poder do mercado. Não haveria lógica em uma empresa cumprindo o papel de regulador. Leia o resto do artigo »
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