prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Educação, inserção internacional e estratégia de desenvolvimento

Escrito por heldojr, postado em 16 dEurope/London julho dEurope/London 2010 Imprimir Enviar para Amigo

Qualquer debate sério sobre um projeto de país não pode se furtar de discutir o papel da educação no processo de desenvolvimento econômico. Individualmente, é impossível conceber liberdade em seu sentido pleno sem oportunidades de desenvolvimento pessoal para todos. Coletivamente, a especialização de uma economia e sua capacidade competitiva esta intimamente ligada à qualidade de sua mão de obra. Nessas condições, chamam atenção análises sobre o ensino técnico em detrimento do ensino superior, como a discussão entre os presidenciáveis (clique aqui para ler sobre a opinião de um especialista).

Durante os anos 90, pudemos vivenciar um processo de universalização do ensino básico. Muito mais do que simplesmente melhorar a produtividade dos trabalhadores, a alfabetização permite às pessoas perceber o mundo sob uma perspectiva absolutamente diferente. Entretanto, mais do que apenas permitir absorver uma quantidade muito maior de conhecimento (aquele codificado em livros, revistas, jornais, etc) também é papel do ensino dar possibilidade às pessoas de concorrer aos melhores postos da sociedade. Ou seja, um dos pilares do processo equalização das condições de vida entre ricos e pobres está em oferecer qualidade equivalente no aprendizado. Ricos ou pobres, uma vez que todos tenham as mesmas condições materiais de concorrer às melhores vagas de emprego, aqueles com mais disposição de se qualificarem terão vantagem.

Se em certo sentido, a educação de qualidade é insumo indispensável para a liberdade individual, coletivamente é um fator fundamental para o tipo de sociedade que escolhemos. Duas características importantes das sociedades mais desenvolvidas (aliás, dois dos principais indicadores de desenvolvimento social) são a vida expectativa de vida e a quantidade média de anos estudados elevadas. Uma interpretação para tais indicadores é que cada geração deve ter mais “estoque” de conhecimento que a anterior. Se cada vez que se avança em determinado conhecimento torna-se mais difícil continuar evoluindo, precisaremos de cada vez mais horas de estudo para avançar o mesmo tanto (essa afirmação é puramente literária… se existisse uma “curva de conhecimento” com certeza ela não seria bem comportada!!!).

Outro elemento a ser analisado é o papel do “estoque” de conhecimento em uma economia globalizada. As relações internacionais são determinadas pela capacidade de dispor dos insumos sem depender de outros e por suas condições de oferecer ao exterior o que nenhum outro país pode. A primeira característica implica na possibilidade de absorver eventuais sanções advindas de negociações (diplomáticas ou não) internacionais sem entraves para o processo de desenvolvimento. A outra característica significa ter vantagens nas negociações em nível internacional para impor a dependência (tecnológica ou cultural) a outros países. O tipo de inserção internacional de qualquer país passa por esses dois elementos e determina ajuda a determinar seu nível de desenvolvimento. Em certa medida, ambos os elementos estão ligados à educação. Afinal de contas, a dependência em relação à determinado insumo está diretamente ligada à tecnologia de aproveitamento e às tecnologias alternativas e o tipo de produtos no qual determinado país se especializará está ligado à possibilidade de agregar valor às exportações.

Em casos especiais, como a China e a Índia, a disponibilidade quase infinita de mão de obra de baixa renda pode permitir a especialização em produtos de baixo valor agregado, com geração de renda em nível que sustente um desenvolvimento acelerado. Tentar competir nos mercados de produtos de baixo valor agregado com nações várias vezes mais populosa que a nossa implica em abrir mão da maioria das conquistas sociais brasileiras e que esses outros países ainda terão que seguir. O que nos resta é tentar competir no desenvolvimento de tecnologia com os países desenvolvidos.

Buscar uma inserção internacional via o desenvolvimento de tecnologia implica em uma série de políticas. Assim como foi feita a universalização do ensino básico (que é chamado de básico por ser o mínimo necessário para viver em uma sociedade moderna) devemos ter uma universalização do ensino superior e de pós-graduação. Isso não significa que todos os estudantes devam formar-se doutores em algum momento da vida. Significa aproveitar todos aqueles estudantes que tenham disposição e capacidade para chegar ao nível de pós-graduação como formuladores de pesquisa e tecnologia. Esses estudantes permitirão a autonomia necessária ao país nas discussões multilaterais.

A universalização do ensino superior não pode, de maneira nenhuma, significar sua desqualificação. As políticas de massificação do ensino devem ser vinculadas a avaliações criteriosas e desenvolvimento qualitativo (fiscalização). Entretanto, se a chance de encontrar um cientista revolucionário é de uma em um milhão, o jeito mais fácil de achá-lo é colocando um milhão de alunos para estudar, e não apenas um (ou mil)

Não se trata de defender tirar recursos do ensino técnico para o ensino superior. Acho que há recursos para os dois (além do que, muitos alunos dão continuidade no nível superior à formação técnica), entretanto, enquanto o ensino técnico parece mais uma alternativa para melhorar a capacidade de geração de renda da população, a pesquisa tecnológica aparece como uma verdadeira estratégia de inserção internacional e, portanto, de desenvolvimento econômico.

O tema é interessante e vale a discussão.



  Imprimir  Enviar para Amigo  Adicionar ao Rec6 Adicionar ao Ueba Adicionar ao Linkto Adicionar ao Dihitt Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Linkk Adicionar ao Digg Adicionar ao Link Loko  Adicionar ao Google Adicionar aos Bookmarks do Blogblogs 

« VOLTAR

Faça um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>