<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários sobre: Sem instituições sólidas e respeitadas, a política de inclusão social e econômica não bastará ao Brasil</title>
	<atom:link href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2009/12/sem-instituicoes-solidas-e-respeitadas-a-politica-de-inclusao-social-e-economica-nao-bastara-ao-brasil/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2009/12/sem-instituicoes-solidas-e-respeitadas-a-politica-de-inclusao-social-e-economica-nao-bastara-ao-brasil/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 05 Oct 2010 14:58:47 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
	<item>
		<title>Por: Milton Cruz</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2009/12/sem-instituicoes-solidas-e-respeitadas-a-politica-de-inclusao-social-e-economica-nao-bastara-ao-brasil/comment-page-1/#comment-16589</link>
		<dc:creator>Milton Cruz</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 11:15:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/2009/12/30/sem-instituicoes-solidas-e-respeitadas-a-politica-de-inclusao-social-e-economica-nao-bastara-ao-brasil/#comment-16589</guid>
		<description>Ao ler o artigo de José Murilo de Carvalho lembrei-me de Gramsci quando argumenta em favor do Estado &quot;ético&quot; enquanto projeto para a sociedade do futuro. Olhando para as instituições brasileiras e para o comportamento das elites políticas tradicionais não é difícil perceber a continuidade de práticas clientelistas (impostas à sociedade), onde o eleitor oferece seu apoio político em troca de dinheiro, financiamento, cargos, serviços ou bens públicos ofertados pelo Estado.  Se a República precisa da democracia para se legitimar e a democracia precisa da República para se consolidar, ambas necessitam de estatutos e práticas consideradas éticas pela sociedade para dar sustentação a um projeto de futuro que possa ser chamado civilizatório. A consolidação de um processo civilizatório, me parece, passa pela construção de instituições fortes o suficiente para resistir, desestimular e romper com as atuais práticas das trocas de favores entre membros da sociedade política e grupos da sociedade civil. Práticas que ainda dominam o cotidiano das instituições estatais, e que buscam naturalizá-las ao impor barreiras às experiências que inovam na formulação de políticas públicas orientadas para o bem comum e o interesse público. Os grupos conservadores revelaram-se capazes de utilizar a participação social dentro dos marcos das práticas de clientela, retirando-lhe seu potencial emancipador e empoderador dos grupos sociais dominados.  
Milton Cruz
Sociólogo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ler o artigo de José Murilo de Carvalho lembrei-me de Gramsci quando argumenta em favor do Estado &#8220;ético&#8221; enquanto projeto para a sociedade do futuro. Olhando para as instituições brasileiras e para o comportamento das elites políticas tradicionais não é difícil perceber a continuidade de práticas clientelistas (impostas à sociedade), onde o eleitor oferece seu apoio político em troca de dinheiro, financiamento, cargos, serviços ou bens públicos ofertados pelo Estado.  Se a República precisa da democracia para se legitimar e a democracia precisa da República para se consolidar, ambas necessitam de estatutos e práticas consideradas éticas pela sociedade para dar sustentação a um projeto de futuro que possa ser chamado civilizatório. A consolidação de um processo civilizatório, me parece, passa pela construção de instituições fortes o suficiente para resistir, desestimular e romper com as atuais práticas das trocas de favores entre membros da sociedade política e grupos da sociedade civil. Práticas que ainda dominam o cotidiano das instituições estatais, e que buscam naturalizá-las ao impor barreiras às experiências que inovam na formulação de políticas públicas orientadas para o bem comum e o interesse público. Os grupos conservadores revelaram-se capazes de utilizar a participação social dentro dos marcos das práticas de clientela, retirando-lhe seu potencial emancipador e empoderador dos grupos sociais dominados.<br />
Milton Cruz<br />
Sociólogo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
