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Blog do Desemprego Zero

Inovação: Brasil busca meta realista

Escrito por Imprensa, postado em 3 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009 Imprimir Enviar para Amigo

Empresários, acadêmicos, governo e dirigentes da indústria discutem maneiras de ampliar investimento em novos produtos e processos

Fonte: Jornal da Ciência

Cientistas, empresários e governos tentam chegar a um consenso em torno de metas mais realistas para o progresso da inovação na indústria brasileira. Todos reconhecem ter havido, desde 2004, com a edição de novas leis federais de incentivo, importantes avanços no fomento da pesquisa e do desenvolvimento de produtos e processos inovadores. Apesar disso, ainda consideram insuficiente o volume de investimentos diante da crescente competição pós-crise mundial.

Segundo especialistas ouvidos pelo Brasil Econômico, a melhora desse indicador requer maior sintonia entre projetos privados e contrapartidas fiscais do setor público.

Para Carlos Américo Pacheco, professor de economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Brasil encontra-se numa posição mediana no ranking mundial da inovação, aplicando 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em aprimoramento tecnológico, “o que não é de todo ruim”. Enquanto outros pesquisadores e entidades da indústria defendem a multiplicação desse percentual para três ou quatro vezes, o pesquisador da Unicamp considera razoável a meta de 1,5% em dez anos.

Para o professor, ex-secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, o ideal seria o Brasil pelo menos conquistar a liderança em inovação entre os grandes emergentes, observando líderes tradicionais como Alemanha, Estados Unidos e Japão. “Entre nossos competidores diretos, estamos à frente da África do Sul e do México, praticamente empatados com Índia, mas bem atrás de China e Rússia”, diz.

Pacheco considera legítimas (mas exageradas) as críticas sobre a burocracia para obter recursos dos programas federais de incentivo e renúncia fiscal, mas acha que a sociedade precisa entender que o investimento em desenvolvimento tecnológico tem repercussões em toda a economia. E a meta ideal de 1,5% até 2019 seria alcançada mediante um aumento dos desembolsos e isenções dos governos, dos atuais 0,05% para 0,15%.

“A inovação se consagra no setor privado, mas com apoio estatal”, diz, acrescentando que é importante o empresário entender que investir em inovação não é modismo, mas algo do qual o crescimento da economia vai depender.

Diálogo com empresas

“Encorajar a inovação é algo urgente, mais do que os empresários pensam. Mas também é importante que esse avanço seja feito de forma estrutural”, diz Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Sobre a parceria essencial entre universidades e empresas, ensinada pelas nações mais desenvolvidas e até por emergentes, o Brasil tem conseguido bons avanços, sobretudo o acadêmico.

Para Brito, o maior entrave no diálogo entre os atores da inovação é cultural e está nas empresas, devido à falta de cientistas na sua folha de pagamento. “A indústria brasileira foi exposta muito tardiamente à competição internacional, nos anos 1990, e não criou o hábito de ter pesquisadores em seus quadros”, diz. Os dois lados ainda custam a falar a mesma língua, apesar de avanços recentes.

Empresários alertam para desafio global

A indústria brasileira sobreviveu à década perdida de 1980 e à abertura dos mercados nos anos 1990, mas não está nem um pouco capacitada para enfrentar a competição pela inovação, que será intensificada após a crise global. A partir dessa avaliação, as entidades nacionais do setor estão promovendo campanhas para convencer empresários a encarar o desafio de inovar e, paralelamente, pressionando parlamentares e governantes em favor de reformas institucionais nesse rumo.

“Se compararmos com o resto do mundo, estamos na média, mas em velocidade bem menor”, comenta Rafael Lucchesi, diretor de operações da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ele ressalta ainda que os entraves de ordem cultural não foram superados, suas raízes históricas na indústria ter crescido e se servido das políticas de substituição de importações. “A agenda da inovação ainda não está no centro da estratégia da indústria brasileira”, resume.

Para superar esse quadro, a CNI e federações investiram em grandes seminários e manifestos. Nos próximos meses, a ideia é implementar mobilização semelhante à feita nos anos 1990 em favor da qualidade total. Nesse sentido, desde o Sebrae até os serviços de ensino da indústria serão envolvidos na conscientização em favor da inovação.

Outra preocupação está no perfil profissional do brasileiro, sobretudo em relação à engenharia. “Ao contrário de países como Coréia do Sul e Rússia, temos muito menos gente cursando ensino superior e formando cada vez menos engenheiros. Isso é algo que pode fragilizar qualquer projeto maior de inovação”, acrescenta Lucchesi.

Grupos de pressão

Em agosto, o Movimento Empresarial pela Inovação (MEI), da CNI, lançou manifesto dos industriais pelo aumento dos investimentos, públicos e privados, em pesquisa e desenvolvimento. A diretoria da entidade afirma que o crescimento econômico brasileiro após a crise mundial dependerá da capacidade de inovar e vem divulgando a posição do Brasil.

A Federação da Indústria de São Paulo (Fiesp) lidera, por sua vez, a Coalizão pela Inovação, movimento que visa sensibilizar a sociedade civil e os parlamentares para melhorar leis de incentivo. Do 1% do PIB investido pelo Brasil anualmente em inovação, de acordo com dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Ministério de Ciência e Tecnologia, metade é aplicado pelo setor público.



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