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Blog do Desemprego Zero

Estudo etnográfico sobre Wall Street mostra como o mercado se deslumbra com a própria retórica

Escrito por Imprensa, postado em 13 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009 Imprimir Enviar para Amigo

Por Gillian Tett

Publicado na Folha de S.Paulo de 29.11.2009:

Nos tempos anteriores à crise financeira, os banqueiros tinham a tendência a considerar que diplomas em antropologia eram coisas de hippie. Mas isso mudou. À medida que foram acontecendo os desastres financeiros dos dois últimos anos, ficou dolorosamente claro que os banqueiros tinham acreditado demais em seus modelos quase científicos.

Também ficou claro que a compreensão de dinâmicas culturais é crucial para compreender como funciona -ou deixa de funcionar- o mundo financeiro moderno.

Em vista de tudo isso, Karen Ho escolheu um momento excelente para publicar seu novo e fascinante estudo -ou “etnografia”- dos bancos de Wall Street ["Liquidated - An Ethnography of Wall Street", Liquidado - Uma Etnografia de Wall Street].

Ho leciona antropologia social na Universidade de Minnesota, mas dez anos atrás era funcionária do Bankers Trust, então gigante bancário poderoso de Wall Street, e realizou pesquisas em vários bancos.

Ela se lançou em seu estudo de maneira antropológica clássica: misturando-se às pessoas, ouvindo atentamente, sem fazer julgamentos. Argumenta que o “habitus” é moldado pela experiência educacional dos banqueiros e seu histórico de emprego.

Os financistas modernos vivem em um mundo em que não há segurança no emprego e onde banqueiros são pagos por comerciar coisas ou fechar acordos. Tendem a projetar sua experiência própria sobre a economia, aspirando a tornar tudo “líquido”, ou passível de ser comerciado, incluindo empregos e pessoas.

Contradições

Essas projeções costumam ser apresentadas no discurso sobre “valores dos acionistas” ou em conceitos abstratos do “capitalismo de livre mercado” -apresentados como “verdades” absolutas.

Ho defende, porém, que muitas dessas supostas “verdades” estão repletas de contradições que os banqueiros ignoram, porque se deixam seduzir por sua própria retórica.

Castas

Ela descreve como os bancos de investimentos operam um sistema de castas implícito que separa o “escritório de frente”, de elite, dos escritórios inferiores, “médios” e “de fundos”.

Analisa as redes de relacionamentos quase “de parentesco” baseadas em relações entre antigos alunos das mesmas universidades. O mais fascinante é seu relato sobre como Wall Street se ilude com seu próprio discurso sobre a chamada “eficiência de mercado”.

Eu, de minha parte, votaria em favor de o relato de Karen Ho tornar-se leitura obrigatória em qualquer MBA (ou curso sobre bancos de investimento).

Gillian Tett é editora de mercados de capital do jornal inglês “Financial Times”, onde a íntegra deste texto foi publicada, e autora de “O Ouro dos Tolos” (ed. Campus). Tradução de Clara Allain.



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